Cirenius, teólogo bizantino, afirmou que “a Igreja sofrera a tentação de desenvolver a sua personalidade e perder a sua finalidade.
À imagem do primeiro homem, a Igreja também peca quando esquece o porquê está aqui e imagina ser suficiente apenas o existir. Torna-se assim tal qual uma linda rosa vermelha a qual nasce, cresce, murcha e morre em um campo distante sem por ninguém ser vista, sem a nenhum olhar dar prazer”.
A carta à Igreja de Laodicéia no capítulo 3 de Apocalipse mostra-nos com realismo uma cobrança de funcionalidade. O texto fala sobre a possibilidade de uma Igreja ser quente, fria ou morna e erroneamente tem sido visto ao longo de anos como uma simples apresentação de três diferentes níveis de espiritualidade. Se o analisarmos cuidadosamente, entretanto, veremos que o assunto tratado é a funcionalidade da Igreja, o que ela faz baseado em quem ela reconhece ser.
Esta carta começa afirmando “conheço as tuas obras” (3,15) onde a expressão ‘erga’ (obra) aponta para a vida normal da Igreja, não necessariamente as suas realizações. Creio que Jesus afirmava aqui o completo conhecimento – de grandes e pequenas coisas – que Ele possui sobre a comunidade dos santos.
“Que não és quente nem frio. Quem dera fosses quente ou frio...” é basicamente uma afirmação de desejo. O Senhor Jesus afirmando à Igreja em Laodicéia que desejava que fossem quentes ou frios. Não há indícios para crermos que fosse uma expressão de ironia mas sim um desejo sincero de vê-los tanto quentes quanto frios. Para entendermos esta afirmação precisamos lembrar que Laodicéia localizava-se entre duas grandes e conhecidas outras cidades na região. Hierápolis e Colossos.
Hierápolis era conhecida em toda a região por suas fontes de águas frias. Uma espécie de Oásis no verão para onde as multidões afluíam. Segundo o historiador T. Orgeon, à entrada da cidade havia uma inscrição com os dizeres: “Lugar de Refrigério”.
Colossos era ainda mais conhecida pelas suas fontes de águas quentes, sobre as quais dizia-se possuírem poderes medicinais e terapêuticos usadas por pessoas com problemas ósseos, reumáticos, respiratórios e tantos outros. Um lugar para cura e terapia do corpo.
Quando o Senhor afirmou à igreja: “que nem és quente nem frio” creio que a figura das águas quentes e frias de Colossos e Hierápolis fora usada e assim poderíamos parafrasear: Que nem possuis função de causar refrigério às vidas que os procuram como as águas frias de Hierápolis; como também perdestes a função terapêutica de alívio aos aflitos à semelhança das águas quentes de Colossos. Como sois mornos (e águas mornas não possuem função) estou a ponto de vomitar-te da minha boca.
Vivenciamos hoje a atual tendência da errática cristã a qual tenta incluir-se nas bênçãos do evangelho e auto excluir-se de sua prática: a anti-bíblica vontade de ver a terra arada sem por as mãos no arado.
É tempo de trabalhar, enquanto é dia.
Padre Emílio Carlos Mancini
À imagem do primeiro homem, a Igreja também peca quando esquece o porquê está aqui e imagina ser suficiente apenas o existir. Torna-se assim tal qual uma linda rosa vermelha a qual nasce, cresce, murcha e morre em um campo distante sem por ninguém ser vista, sem a nenhum olhar dar prazer”.
A carta à Igreja de Laodicéia no capítulo 3 de Apocalipse mostra-nos com realismo uma cobrança de funcionalidade. O texto fala sobre a possibilidade de uma Igreja ser quente, fria ou morna e erroneamente tem sido visto ao longo de anos como uma simples apresentação de três diferentes níveis de espiritualidade. Se o analisarmos cuidadosamente, entretanto, veremos que o assunto tratado é a funcionalidade da Igreja, o que ela faz baseado em quem ela reconhece ser.
Esta carta começa afirmando “conheço as tuas obras” (3,15) onde a expressão ‘erga’ (obra) aponta para a vida normal da Igreja, não necessariamente as suas realizações. Creio que Jesus afirmava aqui o completo conhecimento – de grandes e pequenas coisas – que Ele possui sobre a comunidade dos santos.
“Que não és quente nem frio. Quem dera fosses quente ou frio...” é basicamente uma afirmação de desejo. O Senhor Jesus afirmando à Igreja em Laodicéia que desejava que fossem quentes ou frios. Não há indícios para crermos que fosse uma expressão de ironia mas sim um desejo sincero de vê-los tanto quentes quanto frios. Para entendermos esta afirmação precisamos lembrar que Laodicéia localizava-se entre duas grandes e conhecidas outras cidades na região. Hierápolis e Colossos.
Hierápolis era conhecida em toda a região por suas fontes de águas frias. Uma espécie de Oásis no verão para onde as multidões afluíam. Segundo o historiador T. Orgeon, à entrada da cidade havia uma inscrição com os dizeres: “Lugar de Refrigério”.
Colossos era ainda mais conhecida pelas suas fontes de águas quentes, sobre as quais dizia-se possuírem poderes medicinais e terapêuticos usadas por pessoas com problemas ósseos, reumáticos, respiratórios e tantos outros. Um lugar para cura e terapia do corpo.
Quando o Senhor afirmou à igreja: “que nem és quente nem frio” creio que a figura das águas quentes e frias de Colossos e Hierápolis fora usada e assim poderíamos parafrasear: Que nem possuis função de causar refrigério às vidas que os procuram como as águas frias de Hierápolis; como também perdestes a função terapêutica de alívio aos aflitos à semelhança das águas quentes de Colossos. Como sois mornos (e águas mornas não possuem função) estou a ponto de vomitar-te da minha boca.
Vivenciamos hoje a atual tendência da errática cristã a qual tenta incluir-se nas bênçãos do evangelho e auto excluir-se de sua prática: a anti-bíblica vontade de ver a terra arada sem por as mãos no arado.
É tempo de trabalhar, enquanto é dia.
Padre Emílio Carlos Mancini


