Graça e Paz a Todos!
Irmão Clovis,
Enquanto aguardo o retorno de suas pesquisas nos seus alfarrábios a respeito daqueles 29 nomes de eminentes cristãos supra-citados, me dediquei a fazer também minhas próprias pesquisas, pois se estamos aqui para nos edificar mutuamente, e de quebra edificar os demais leitores, é necessário que nossos posts tenham um mínimo de credibilidade, caso contrário, cairemos no ostracismo.
Na verdade estou insistindo nisto porque eu fiz uma declaração a respeito de tais cristãos e o irmão pediu para que eu "reconsiderasse" a mesma. Disse também que num seminário se estuda "história da igreja" para que se evite tal "disparate", ou seja, minha declaração, para você foi algo sem nexo, vazio.
Mas, por outro lado, se fiz uma asserção, então porque fui pesquisar depois? Dúvidas no que escrevi? Sim, balancei, pois faz muito tempo que li um livro sobre a história do cristianimo onde a maioria destes nomes estavam lá como personagens da história eclesiástica, portanto minha memória poderia me traír, e depois, nestes 8 anos que leio seus posts, até hoje não vi o irmão fazer uma declaração sequer que não pudesse ser sustentada e por isto, seus questionamentos merecem o respeito e as considerações que se fazem a um bom apologeta.
No início, entrei neste tópico do fórum, para fazer o irmão Zilton ver que, segundo a história da Igreja - desde o início - muitos bons pastores nunca fizeram curso de teologia algum, porém tiveram êxito em seus ministérios, dentre os quais estão Assembléia de Deus e Igreja Pentecostal o Brasil para Cristo, da qual ele mesmo e você irmão Clovis, são membros.
Graças a Deus e o bom senso do irmão Zilton, após bastante trocas de opiniões de alguns irmãos de ambos os lados da questão, por fim ele já está aceitando que talvez não se deva exigir um Curso Superior, porém um ensino médio em teologia ou aqueles cursos de teologia e formação de obreiros dentro das denominações já seriam suficientes.
Eu ainda acho que nem isto precisa, porém entendo que nestes casos, Manoel de Mello, Daniel Berg e Gunnar Vingren poderiam ter mais chances em cumprir seus respectivos chamados.
E no calor do debate, você irmão Clovis, aparece citando aqueles 29 nomes como se eles tivessem exercidos a função de "pastor" tal como estamos discutindo aqui, ou seja, pastores que cuidam de um rebanho num lugar específico, amando, pregando, visitando, corrigindo, disciplinando, tendo o cheiro das ovelhas, etc.
Ao citar tais nomes, o irmão fez a seguinte declaração:
"A primeira geração de crentes após os apóstolos já era de apologistas..."
...e num post seguinte, após eu lhe questionar sobre este assunto, o irmão tornou a afirmar o que havia escrito e novamente escreveu:
"a maioria das pessoas acima citadas eram pastores, que tinham sob suas responsabilidades rebanhos confiados pelo Senhor"
Dando a impressão que logo após a geração dos apóstolos, todos pastores eram cultos, todos pastores estudavam, todos pastores tinham teologia...e história diz que não foi assim não. O que aconteceu é que o irmão pegou na história do cristianismo 29 nomes de eruditos, que se destacaram na teologia e apologia, após o séc II da era cristã, e quer nos passar como se isto fosse uma regra na história da Igreja, ou seja, está tentando dizer que sempre na história da Igreja "pastor" é sinônimo de erudição/teologia/doutorado.
Nem a Bíblia nem a história da Igreja (não a história do catolicismo, não a religião da Idade das Trevas) corrobaram com sua opinião, a não ser que o amado considere que os padres católicos - que por cerca de 1800 anos ensinam dogmas ao invés da Palavra - também possam ser considerados "pastores", aí sim, por força da espada, por centenas de anos, uma congregação só poderia ter um "pastor" caso o mesmo fosse "estudado" e beijasse a mão do papa.
Imagine alguém daqui a 2.000 anos pegar os nomes dos irmãos Antônio Gilberto, Russel Shedd, Ezequias Soares e Augustus Nicodemus, e dizer: "Após o ano 1900, a primeira geração de crentes no Brasil tinham curso superior em teologia", quando na verdade, dos cerca de 40 milhões de cristãos praticantes nesta época, talvez somente 0,01% tem curso superior para o ofício eclesiástico. Foi aí que o amado errou, tentando passar a parte pelo todo.
Eu havia lhe dito:
a) Que do conjunto de nomes que o irmão listou, apenas 2 ou 3 foram pastores, todos os demais gostavam mesmo era da caneta, do tinteiro;
b) Que, exceto o irmão Tertuliano, creio que todos os outros não criam nem nas manifestações do Espírito Santo em forma de dons, pois o dom que tinham era o de escrever, debater, fazer apologia.
E o irmão nos retornou dizendo assim:
"Poderia me fazer o favor de reconsiderar sua afirmação acima? Do contrário, terei que dispender tempo para vasculhar meus alfarrábios e lhe mostrar duas coisas:
a) que a maioria das pessoas acima citadas eram pastores, que tinham sob suas responsabilidades rebanhos confiados pelo Senhor.
b) que boa parte deles poderiam ser considerados tão ou mais "milagreiros" que muitos "canelas de fogo" dos dias de hoje."
e aproveita para me puxar as orelhas...
"...História da Igreja é uma das disciplinas que se estuda num seminário teológico. Evita disparates tais."
...como se minhas asseverações fossem mesmo "disparates".
E como estamos aqui, diante do Senhor, temos que fazer o possível para que nossas palavras não caiam no descrédito, não é mesmo? Como filhos do Deus Vivo e servos de Jesus Cristo, temos que ter sempre por alvo "A Verdade" e dela não nos afastar. Além de mim e você, quantos mais estão e estarão nos lendo? Muitos, não é mesmo? Então, vamos com amor e temor nos esforçar para edificar a Igreja, na direção do Espírito Santo.
Bem, antes mesmo de você postar seu retorno das consultas aos alfarrábios, fiz também uma pesquisa dos tais nomes e o resultado está aqui:
Legenda:
(sim)=são aqueles que lendo suas biografias, se deduz de que em algum tempo de suas vidas poderiam mesmo terem sido pastores, mas mesmo estes só se tornaram conhecidos e renomados pelo que escreveram, defenderam ou combateram em religião, teologia e filosofia. Talvez a prática do "pastorado" deles tenham sido menos significantes do que suas apologias;
(não)=estes com certamente nunca foram pastores de igreja locais como os conhecemos hoje;
(+/-)=sobre estes se deduz que por algum tempo estiveram à frente de alguma capela, mosteiro, etc...porém, o serviço
de apascentamento dos tais talvez não foi promissor, pois nada, ou quase nada pode se ler a respeito disto. Mas eram bons pregadores.
Atenágoras (não)
Tertuliano (não)
Eusébio (não)
Atanásio(não)
João Crisóstomo(sim)
Jerônimo (não)
Hilário de Poitier(não)
Basílio (+/-)
Gregório de Nissa(não)
Gregório de Nanzio (não)
Agostinho(sim)
Gregório de Tours(não)
Beda(não)
Boaventura(não)
Savonarola(não)
Wycliffe(não)
Tyndale(não)
Coverdale(não)
Bradwardine(não)
Huss(sim)
Martinho Lutero(+/-)
João Calvino(+/-)
Ulrich Zwinglio(não)
Phillip Melâncton(não)
Theodore Beza(+/-)
Bullinger(sim)
Jacó Armínio(+/-)
John Wesley (sim)
Francis Albury(?)
Sobre os 10 primeiros (Atenágora até Gregório de Nazianzo) que viveram entre 120 e 419 D.C., e podemos dizer:
a) Exceto Antenágora e Tertuliano, os outros exerceram seus oficios eclesiásticos bem no início da fase decadente da religião cristã. Deste grupo, podemos destacar João Crisóstomo como um grande pregador e talvez pastor.
b) Geralmente na biografia de quase todos estes encontramos: Fulano de tal foi.. doutor, erudito, teólogo, filósofo, mitólogo, apologeta...menos "padre paroquial"(pastor) - será que os historiadores se esqueceram de constar tais atividades destes "próceres"? É certo que de alguma forma também estes "doutores" foram chamados de "padres", porém apenas porque este nome significa "pai", que é um costume católico;
c) De quase nenhum se fala sobre a vida sacerdotal ou à frente de alguma Igreja/paróquia, ou que tenham trabalhado mais que 2 anos apascentando cristãos e que tal pastoreio(sacerdócio) foi tão eficaz no Senhor que merecesse algumas linhas em suas biografias à parte de suas atividades na erudiçao;
d) No princípio de suas carreiras, alguns se tornaram monges e após se destacarem nos estudos, por força do conhencimento e também por influência de parentes e amigos e também alguns pelo chamado do Espírito Santo, se tornaram bispos (um destes com 2 anos de "Fé", por força do dinheiro) e assumiam dioceses e ali faziam suas bases para enveredarem pelos caminhos da teologia, da apologia, da filosofia e do conhecimento em geral, tornando-se sábios e doutores.
e) Se tornaram Teólogos e doutores reconhecidos, porque muitos destes de alguma forma participaram da "guerra" teológica na questão ariana/divindade de Cristo/trindade.
f) Quase todos eram de famílias ricas, que podiam arcar com o estudo dos seus filhos. Ser bispo, principalmente naquele tempo, era status, poder e influência;
g) Destes todos, apenas Tertuliano cria na manifestação dos dons do Espírito Santo. E por ele ter crido neste poder de Deus, teve que passar para o lado dos chamados "hereges", ou seja, os montanistas, que eram perseguidos pela "ortodoxia" cristã reinante. Segundo um certo historiador católico, o fato do irmão Tertuliano (que era também conhecido como o açoite dos hereges) ter passado para o lado dos montanistas, arrefeceu um pouco as calúnias, maldades e anedotas que a Igreja Dominante fazia contra tal grupo.
Algumas heresias e dogmas que hoje temos no catolicismo, foram semeados já no tempo dos tais eruditos que o amado elencou. Todos nós sabemos que foi nesta janela de tempo que o clero cristão casou a Igreja com o Estado do imperador Constantino e este tornou-se uma grande voz dentro da Igreja, porém nem batizado era.
Até concílios eram convocados pelo imperador, como o Concílio de Nicéia - onde se formulou as bases para a questionável Doutrina da Trindade.
Irmão Clovis, segundo alguns historiadores que pesquisaram o início do declínio, paganização, politização e cegueira da religião cristã, o culto aos santos, por exemplo, começou a ser inserido na crença cristã por Basílio e Gregório de Nazianzo, justamente 2 destes destes eruditos que o amado citou.
continua...
Irmão Clovis,
Enquanto aguardo o retorno de suas pesquisas nos seus alfarrábios a respeito daqueles 29 nomes de eminentes cristãos supra-citados, me dediquei a fazer também minhas próprias pesquisas, pois se estamos aqui para nos edificar mutuamente, e de quebra edificar os demais leitores, é necessário que nossos posts tenham um mínimo de credibilidade, caso contrário, cairemos no ostracismo.
Na verdade estou insistindo nisto porque eu fiz uma declaração a respeito de tais cristãos e o irmão pediu para que eu "reconsiderasse" a mesma. Disse também que num seminário se estuda "história da igreja" para que se evite tal "disparate", ou seja, minha declaração, para você foi algo sem nexo, vazio.
Mas, por outro lado, se fiz uma asserção, então porque fui pesquisar depois? Dúvidas no que escrevi? Sim, balancei, pois faz muito tempo que li um livro sobre a história do cristianimo onde a maioria destes nomes estavam lá como personagens da história eclesiástica, portanto minha memória poderia me traír, e depois, nestes 8 anos que leio seus posts, até hoje não vi o irmão fazer uma declaração sequer que não pudesse ser sustentada e por isto, seus questionamentos merecem o respeito e as considerações que se fazem a um bom apologeta.
No início, entrei neste tópico do fórum, para fazer o irmão Zilton ver que, segundo a história da Igreja - desde o início - muitos bons pastores nunca fizeram curso de teologia algum, porém tiveram êxito em seus ministérios, dentre os quais estão Assembléia de Deus e Igreja Pentecostal o Brasil para Cristo, da qual ele mesmo e você irmão Clovis, são membros.
Graças a Deus e o bom senso do irmão Zilton, após bastante trocas de opiniões de alguns irmãos de ambos os lados da questão, por fim ele já está aceitando que talvez não se deva exigir um Curso Superior, porém um ensino médio em teologia ou aqueles cursos de teologia e formação de obreiros dentro das denominações já seriam suficientes.
Eu ainda acho que nem isto precisa, porém entendo que nestes casos, Manoel de Mello, Daniel Berg e Gunnar Vingren poderiam ter mais chances em cumprir seus respectivos chamados.
E no calor do debate, você irmão Clovis, aparece citando aqueles 29 nomes como se eles tivessem exercidos a função de "pastor" tal como estamos discutindo aqui, ou seja, pastores que cuidam de um rebanho num lugar específico, amando, pregando, visitando, corrigindo, disciplinando, tendo o cheiro das ovelhas, etc.
Ao citar tais nomes, o irmão fez a seguinte declaração:
"A primeira geração de crentes após os apóstolos já era de apologistas..."
...e num post seguinte, após eu lhe questionar sobre este assunto, o irmão tornou a afirmar o que havia escrito e novamente escreveu:
"a maioria das pessoas acima citadas eram pastores, que tinham sob suas responsabilidades rebanhos confiados pelo Senhor"
Dando a impressão que logo após a geração dos apóstolos, todos pastores eram cultos, todos pastores estudavam, todos pastores tinham teologia...e história diz que não foi assim não. O que aconteceu é que o irmão pegou na história do cristianismo 29 nomes de eruditos, que se destacaram na teologia e apologia, após o séc II da era cristã, e quer nos passar como se isto fosse uma regra na história da Igreja, ou seja, está tentando dizer que sempre na história da Igreja "pastor" é sinônimo de erudição/teologia/doutorado.
Nem a Bíblia nem a história da Igreja (não a história do catolicismo, não a religião da Idade das Trevas) corrobaram com sua opinião, a não ser que o amado considere que os padres católicos - que por cerca de 1800 anos ensinam dogmas ao invés da Palavra - também possam ser considerados "pastores", aí sim, por força da espada, por centenas de anos, uma congregação só poderia ter um "pastor" caso o mesmo fosse "estudado" e beijasse a mão do papa.
Imagine alguém daqui a 2.000 anos pegar os nomes dos irmãos Antônio Gilberto, Russel Shedd, Ezequias Soares e Augustus Nicodemus, e dizer: "Após o ano 1900, a primeira geração de crentes no Brasil tinham curso superior em teologia", quando na verdade, dos cerca de 40 milhões de cristãos praticantes nesta época, talvez somente 0,01% tem curso superior para o ofício eclesiástico. Foi aí que o amado errou, tentando passar a parte pelo todo.
Eu havia lhe dito:
a) Que do conjunto de nomes que o irmão listou, apenas 2 ou 3 foram pastores, todos os demais gostavam mesmo era da caneta, do tinteiro;
b) Que, exceto o irmão Tertuliano, creio que todos os outros não criam nem nas manifestações do Espírito Santo em forma de dons, pois o dom que tinham era o de escrever, debater, fazer apologia.
E o irmão nos retornou dizendo assim:
"Poderia me fazer o favor de reconsiderar sua afirmação acima? Do contrário, terei que dispender tempo para vasculhar meus alfarrábios e lhe mostrar duas coisas:
a) que a maioria das pessoas acima citadas eram pastores, que tinham sob suas responsabilidades rebanhos confiados pelo Senhor.
b) que boa parte deles poderiam ser considerados tão ou mais "milagreiros" que muitos "canelas de fogo" dos dias de hoje."
e aproveita para me puxar as orelhas...
"...História da Igreja é uma das disciplinas que se estuda num seminário teológico. Evita disparates tais."
...como se minhas asseverações fossem mesmo "disparates".
E como estamos aqui, diante do Senhor, temos que fazer o possível para que nossas palavras não caiam no descrédito, não é mesmo? Como filhos do Deus Vivo e servos de Jesus Cristo, temos que ter sempre por alvo "A Verdade" e dela não nos afastar. Além de mim e você, quantos mais estão e estarão nos lendo? Muitos, não é mesmo? Então, vamos com amor e temor nos esforçar para edificar a Igreja, na direção do Espírito Santo.
Bem, antes mesmo de você postar seu retorno das consultas aos alfarrábios, fiz também uma pesquisa dos tais nomes e o resultado está aqui:
Legenda:
(sim)=são aqueles que lendo suas biografias, se deduz de que em algum tempo de suas vidas poderiam mesmo terem sido pastores, mas mesmo estes só se tornaram conhecidos e renomados pelo que escreveram, defenderam ou combateram em religião, teologia e filosofia. Talvez a prática do "pastorado" deles tenham sido menos significantes do que suas apologias;
(não)=estes com certamente nunca foram pastores de igreja locais como os conhecemos hoje;
(+/-)=sobre estes se deduz que por algum tempo estiveram à frente de alguma capela, mosteiro, etc...porém, o serviço
de apascentamento dos tais talvez não foi promissor, pois nada, ou quase nada pode se ler a respeito disto. Mas eram bons pregadores.
Atenágoras (não)
Tertuliano (não)
Eusébio (não)
Atanásio(não)
João Crisóstomo(sim)
Jerônimo (não)
Hilário de Poitier(não)
Basílio (+/-)
Gregório de Nissa(não)
Gregório de Nanzio (não)
Agostinho(sim)
Gregório de Tours(não)
Beda(não)
Boaventura(não)
Savonarola(não)
Wycliffe(não)
Tyndale(não)
Coverdale(não)
Bradwardine(não)
Huss(sim)
Martinho Lutero(+/-)
João Calvino(+/-)
Ulrich Zwinglio(não)
Phillip Melâncton(não)
Theodore Beza(+/-)
Bullinger(sim)
Jacó Armínio(+/-)
John Wesley (sim)
Francis Albury(?)
Sobre os 10 primeiros (Atenágora até Gregório de Nazianzo) que viveram entre 120 e 419 D.C., e podemos dizer:
a) Exceto Antenágora e Tertuliano, os outros exerceram seus oficios eclesiásticos bem no início da fase decadente da religião cristã. Deste grupo, podemos destacar João Crisóstomo como um grande pregador e talvez pastor.
b) Geralmente na biografia de quase todos estes encontramos: Fulano de tal foi.. doutor, erudito, teólogo, filósofo, mitólogo, apologeta...menos "padre paroquial"(pastor) - será que os historiadores se esqueceram de constar tais atividades destes "próceres"? É certo que de alguma forma também estes "doutores" foram chamados de "padres", porém apenas porque este nome significa "pai", que é um costume católico;
c) De quase nenhum se fala sobre a vida sacerdotal ou à frente de alguma Igreja/paróquia, ou que tenham trabalhado mais que 2 anos apascentando cristãos e que tal pastoreio(sacerdócio) foi tão eficaz no Senhor que merecesse algumas linhas em suas biografias à parte de suas atividades na erudiçao;
d) No princípio de suas carreiras, alguns se tornaram monges e após se destacarem nos estudos, por força do conhencimento e também por influência de parentes e amigos e também alguns pelo chamado do Espírito Santo, se tornaram bispos (um destes com 2 anos de "Fé", por força do dinheiro) e assumiam dioceses e ali faziam suas bases para enveredarem pelos caminhos da teologia, da apologia, da filosofia e do conhecimento em geral, tornando-se sábios e doutores.
e) Se tornaram Teólogos e doutores reconhecidos, porque muitos destes de alguma forma participaram da "guerra" teológica na questão ariana/divindade de Cristo/trindade.
f) Quase todos eram de famílias ricas, que podiam arcar com o estudo dos seus filhos. Ser bispo, principalmente naquele tempo, era status, poder e influência;
g) Destes todos, apenas Tertuliano cria na manifestação dos dons do Espírito Santo. E por ele ter crido neste poder de Deus, teve que passar para o lado dos chamados "hereges", ou seja, os montanistas, que eram perseguidos pela "ortodoxia" cristã reinante. Segundo um certo historiador católico, o fato do irmão Tertuliano (que era também conhecido como o açoite dos hereges) ter passado para o lado dos montanistas, arrefeceu um pouco as calúnias, maldades e anedotas que a Igreja Dominante fazia contra tal grupo.
Algumas heresias e dogmas que hoje temos no catolicismo, foram semeados já no tempo dos tais eruditos que o amado elencou. Todos nós sabemos que foi nesta janela de tempo que o clero cristão casou a Igreja com o Estado do imperador Constantino e este tornou-se uma grande voz dentro da Igreja, porém nem batizado era.
Até concílios eram convocados pelo imperador, como o Concílio de Nicéia - onde se formulou as bases para a questionável Doutrina da Trindade.
Irmão Clovis, segundo alguns historiadores que pesquisaram o início do declínio, paganização, politização e cegueira da religião cristã, o culto aos santos, por exemplo, começou a ser inserido na crença cristã por Basílio e Gregório de Nazianzo, justamente 2 destes destes eruditos que o amado citou.
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