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Anti-Teologia

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Pedro`G3 em Seg 15 Dez 2008, 19:29

Zilton,

Tenho certeza que os estudos de Paulo não eram para a simples aquisição de conhecimento (o que gera morte), mas eram algo destinado a aprimorar seu relacionamento com o Senhor de forma prática.

Clovis
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Seg 15 Dez 2008, 20:35

Pedro`G3 escreveu:Eu tenho a plena convicção de que a causa do aparecimento de muitas "doutrinas estranhas" não é a falta de estudo, mas a falta de compromisso com Deus dos ditos líderes religiosos.

Pedro,

Obrigado por clarear melhor as coisas. E deixando as coisas que para trás ficam, sigamos adiante.

Eu tenho convicção que os desmandos que observamos diariamente não se devem à falta de estudo em si, mas estão a ela relacionados. Senão vejamos.

As práticas bizarras que presenciamos não surgem num vácuo doutrinário. "Conforme o homem pensa em seu coração, assim ele é". O que está no coração de um homem determina o que ele diz e faz. Há um arcabouço doutrinário, mesmo que implícito, por trás de toda prática espúria. Assim como toda prática correta resulta de uma doutrina ortodoxa. Portanto, por sob os movimentos que nossos olhos captam, há verdades que os corações aceitam.

Antes que haja uma prática herética, há um desvio da sã doutrina. E o descompromisso com Deus e com a verdade nada mais são que um sintoma de descompromisso com a doutrina. O apego ao dinheiro e a sede de poder nada mais são que a natureza humana sem os freios da verdade bíblica.

Pois bem, o fato inegável é que há um desprestígio da doutrina, manifesta às vezes de forma religiosamente aceitável numa sociedade pós-moderna, em expressões do tipo "não consigo ver o que essa doutrina tem a ver com evangelismo", "precisamos de comunhão, não de debate teológico" e "não importa a doutrina, importa Jesus". O sentimento é o juiz da verdade e o pragmatismo referenda qualquer prática. Portanto, no cerne de toda aberração litúrgica está o prévio afastamento da doutrina bíblica.

Mas, o que isso tem a ver com o estudo teológico?

Tem que há uma razão por si só (eu seria capaz de enumerar várias) que justifica o estudo teológico: fazer boa teologia serve para combater a má teologia. Ninguém consegue erradicar as práticas abomináveis que estão diante de nós sem que vá à origem, à raíz do problema: a falta de sã doutrina. Dê uma passada nos sites em que se faz críticas a práticas como o seminário promovido pela AD do Bom Retiro e veja os argumentos dos que os defendem: é um analfabetismo bíblico que beira à debilidade mental.

Creio que para mudarmos um pouco o quadro que se nos apresenta, precisamos de bons seminários, formando pastores dispostos a batalharem pela fé a nós confiada e igrejas edificadas sobre o fundamento apostólico. Com pastores alheios e aversos ao estudo, a vaca vai pro brejo, com bezerrinho e tudo.

Em Cristo,

Clóvis

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Cardoso em Seg 15 Dez 2008, 22:25

Graça e Paz a Todos!

Irmão Clovis,

Sobre seu post,
"Creio que para mudarmos um pouco o quadro que se nos apresenta, precisamos de bons seminários, formando pastores dispostos a batalharem pela fé a nós confiada e igrejas edificadas sobre o fundamento apostólico. Com pastores alheios e aversos ao estudo, a vaca vai pro brejo, com bezerrinho e tudo."

a) Por "precisarmos de bons seminários" o amado quer dizer que não temos "bons seminários"? Que doutrinas genéricas possam ensinar num "bom seminário" que um simples livro sistemático, ou um curso numa denominação não possa ensinar a fim de preparar um obreiro, claro, supondo que o estudo da Bíblia por sí não seja capaz disto?
b) Fundamento apostólico? Qual? O calvinista? o católico? O luterano? O arminiano? O pentecostal? O adventista? Há algum "seminário" que o amado possa sugestionar aqui que realmente ensine o "fundamento apostólico" que seja unanimidade entre os cristãos? Por exemplo, eu como arminiano não quero passar anos aprendendo num seminário presbiteriano por exemplo, porque lá, gastarei tempo e dinheiro e eles irão me ensinar - entre outras coisas - a doutrina calvinista que de antemão não acho correta e certamente dirão que não posso falar línguas nas eklesias, e se fosse alguns anos atrás, me ensinariam que os dons cessaram, etc. Depois sairia do seminario com "bastante conhecimento" porém não escreveria nada sem citar Agostinho, Calvino, Clark, Sproul, McArthur, sínodo de Dort, alguns catecismos, TULIP, etc. Se eu sei que lá estão ensinando com bastante ênfase tais coisas, o que vou fazer lá? Só reter as doutrinas básicas? Entao um bom livro cumpre este dever.

Irmão Clovis, dê uma olhadinha nos propósitos da Faculdade de Teologia do Makenzie e veja se lhe interessa ou se ao menos encontre ali alguma coisa que faça um homem de Deus mais perto de Deus, mais perto do Evangelho, mais edificado na Palavra, mais preparado para ir nas favelas e pregar o Amor de Jesus...
http://www.mackenzie.br/teologia_est0.html

Irmão Zilton, respondendo sua pergunta, eu não tenho seminário não, porém, olhando a proposta da faculdade acima (dizem ser uma das melhores do Brasil), não creio que ela possa me ajudar no trabalho cristão que já venho fazendo. Se a idéia do irmão Zilton pegar, e se por acaso a tal faculdade acima for eleita para fazer um homem de Deus mais preparado, mais hábil, mais conhecedor das Escrituras, julgo que tal homem sairá de lá um grande conhecedor de um monte de coisas...menos da Palavra de Deus, menos do Evangelho, menos do arrependimento e Salvação.

Só quero corrigir algum fato histórico que o amado Zilton postou aqui, até para edificação dele próprio, pois como é novo da OBPC, talvez ainda não está familiarizado com a história de sua denominação:

Sobre o "sem-canudo" irmão Manoel de Mello, fundador de sua denominação o amado escreveu:

a) de sorte que foi um pioneiro dentre os "pentecostais do reteté" a aceitar o ensino teológico.

Comentários: Aqui quero ajudar o irmão, pois a afirmação acima não está correta. J.P. Kolenda, da Assembléia de Deus e outros nomes, estes sim, desde 1951 já tentavam implantar um Seminário Bíblico com um viés pentecostal aqui no Brasil. Assim, inauguraram o IBAD (Instituto Bíblico das Assembléia de Deus) em 1958. O IBBC foi inaugurado em 1991, 33 anos depois.

Apenas 3 anos antes da inauguração do IBAD é que o abençoado irmão Manoel de Mello havia fundado a denominação "O Brasil para Cristo", e certamente o referido irmão nem tinha tempo para pensar em seminários. Porém, sabemos também que se ele quizesse fazer algum curso para "esquentar" seu pastorado - se é que ele pensasse que isto fosse necessário - poderia estudar tranquilamente no IBAD.

b) A implantação do IBBC, fomentada por ele, foi um claro exemplo disso.

Comentários: Amado...que parte da história do irmão Manoel de Mello você conhece que eu não conheço? Se eu estiver errado o irmão me perdoe e depois me corrija, porém este irmão(Manoel de Mello) morreu em 1990, e antes disto já havia deixado a direção do ministério em 1986, e a fundação do IBBC, como já teclei e que está no histórico do site do referido seminário, foi em 1991, e ali nada consta sobre "incentivos" do irmão Manoel de Mello, ao contrário tributa tudo a um certo irmão chamado Joel Stevannato.

O amado finalizada seu texto assim, falando sobre irmão Manoel de Mello...

"Ele é a prova que nem todos irão aos bancos escolares, pois Deus não é tão inflexível a tal ponto!"

E aí cabe uma pergunta: Se Deus não é tão inflexível assim, a ponto de usar com muito poder um Manoel de Mello, fundador da Igreja Pentecostal o Brasil para Cristo, sem canudo, sem faculdade, o irmão não acha que sua intransigência a respeito do canudo o coloca na contra-mão de Deus?

Só quero a resposta...prometo que não vou contra-argumentar.


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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Cardoso em Ter 16 Dez 2008, 02:27

Amados,

Graça e Paz!

Irmão Clovis, você disse:
"A primeira geração de crentes após os apóstolos já era de apologistas, preparados para defender a razão de nossa fé diante de filósofos abastecidos com séculos de filosofia grega. Começando por Atenágoras, e seguindo por Tertuliano, passando por Eusébio, Atanásio, João Crisóstomo, Jerônimo, Hilário de Poitier, Basílio, Gregório de Nissa, Gregório de Nanzio, Agostinho, Gregório de Tours, Beda, Boaventura, Savonarola, Wycliffe, Tyndale, Coverdale, Bradwardine, Huss, Martinho Lutero, João Calvino, Ulrich Zwinglio, Phillip Melâncton, Theodore Beza, Bullinger, Jacó Armínio e chegando a John Wesley e Francis Albury, percorremos cerca de 1900 anos de história da igreja em que a erudição andou de braços dados com o poder espiritual. "
Comentários: Amado, o irmão no afã de defender sua tese de que um pastor deve fazer pelo menos um seminário para então apascentar, está confundindo apologia com pastorado, teologia com apascentamento. Do jeito que o amado escreveu, até parece que "todos" os crentes pós apostólicos eram apologistas ou que todos pastores o fossem. Misericórida irmão! Releia os nomes que você elencou acima? Talvez 2 ou 3 apascentaram, cuidaram de rebanho, os outros eram só "canetas"(penas). Com certeza estes escreviam tratados sim, faziam apologia sim, no entanto lá nas casas, lá nas cabanas, lá nas catacumbas, lá no campo, lá no monte, quem apascentava eram os aleluias, os glórias a Deus, os Jesus te ama, os milagreiros, pois por mais que desejassem, não tinham nem como fazer seminários...e assim cresceu a Igreja. Mas por favor, se por acaso, nos meus posts eu deixei transparecer de que nenhum cristão precisa estudar teologia, cultura, apologia, línguas originais, me perdoe a falha, porque eu mesmo faço pesquisa no que tais estudiosos escreveram. O que estou querendo fazer aqui neste tópico é levar o irmão Zilton a reconsiderar aquela afirmação dele de que "uma igreja só poderia ser aberta caso seu líder, seu pastor, tivesse curso superior" com a qual você amado Clovis também concorda. Eu defendo que não, que Deus usa para apascentar, para abrir ministérios, quem Ele quer, seja douto ou indouto, seja gago ou destravado, seja com dois olhos ou com um olho só, porém é claro, Deus vai usar o apto, o hábil, o preparado, nem que Ele tenha que operar este preparo, esta habilidade no seu servo com aceite do mesmo, porém isto se operará do jeito que Deus entende o que isto signifique, e não do jeito que uma faculdade, eu, você ou irmão Zilton entendemos, pois o que para nós é um boiadeiro e plantador de sicômoros, para Ele pode ser um profeta. Foi onde citei os exemplos daqueles irmãos que fundaram grandes denominações evangélicas brasileiras, sem canudo, porém no chamado, no poder, na unção, no Espírito, e que através do poder de Deus conduziram (e por extensão continuam conduzindo) milhões de vidas ao Senhor, ao Reino, à Salvação, à Nova Terra. Esta idéia do amado Zilton, como já falei, o catolicismo já implantou na idade das trevas e queimou muita gente na fogueira, pois não queriam rezar a cartilha deles...e sempre digo, que se os evangélicos tomarem o poder político de nossa nação...idéias como esta do irmão Zilton podem prosperar e aí volta a perseguição, as arenas, as cavernas...e a purificação da Igreja.

Por outro lado, os irmãozinhos que o amado citou conheciam tantas "verdades" que chegavam um a escrever contra o outro. Eram bem atrapalhadinhos muitos destes católicos e protestantes. Muitas vezes, um escrevia uma coisa sobre um tema bíblico, outro escrevia outra bem diferente que confrontava o primeiro. Exceto o irmão Tertuliano, creio que todos os outros não criam nas manifestações do Espírito Santo, gostavam mesmo era da letrinha filosófica. Certo escritor disse que a única concordancia entre estes apologetas é que eles eram discordantes. Todos nós sabemos que muitos da chamada patrística (pai=padres=pai dos pais=papa) procuravam conciliar cristianismo, com filosofia e com paganismo. A patrística é boa sim, porém é cheia de falhas, de má interpretações, de corrupções, de interpolações, de interesses e de intrigas. Alguns gostavam de criar "máximas" a respeito das coisas sagradas. Eu, sinceramente, não quero ter o conhecimento dos tais para apascentar o rebanho para o qual Iahweh me chamou. A Bíblia simples e pura é infinitamente melhor, porque ao invés de filosofia, ela fala de amor, de perdão, de misericórdia, da queda, do resgate e da eternidade. Destes 29 nomes que o amado citou podemos tirar 5 que tenham uma teologia 100% igual um ao outro? Não sei! Há pelo menos 5 destes que tenham uma teologia 100% semelhantes ao seu credo de hoje irmão Clovis? Posso me adiantar? Não! Então porque os citou como exemplos? Citou só para reforçar a tese de "todo pastor deve ter um curso de teologia"...porém qual teologia? A teologia confusa de muitos destes? No entanto eu mesmo defendo a apologia, tanto é que estou aqui neste forum também para isto...em defesa daquela Fé...mas o pastoreio, ao invés de filosofia, cultura, inteligência, grego, hebraico, o pastoreio é Bíblia, é Jesus, é amor, é paz, é vara, é cajado, é poder, é milagre, é perdão, é disciplina, é reabilitação...isto, um seminário dificilmente vai fazer melhor do que o Espírito Santo no poder da Palavra.


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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Ter 16 Dez 2008, 08:46

Pedro G3 escreveu:Vejo pessoas letradas, muito estudadas, bacharéis em teologia, falarem besteiras sem tamanho (...) Eu tenho a plena convicção de que a causa do aparecimento de muitas "doutrinas estranhas" não é a falta de estudo, mas a falta de compromisso com Deus dos ditos líderes religiosos.
Vamos amenizar o assunto.

Realmente, Pedrão (se me permites a intimidade), estás coberto de razão.

Vamos tomar como exemplo alguns movimentos estranhos como a "teologia da Prosperidade", o movimento G-12 e as diversas "unções" existentes, como a "unção dos quatro seres" ou a "unção do riso": seus grandes defensores, mormente nos dias atuais, são pessoas teoricamente preparadas, com bons cursos, etc. Mas não podemos esquecer que também são pessoas muito ungidas, cheias de Deus... Pelo menos é o que tentam transparecer, e neste aspecto todos nós somos facilmente enganados.

Quase todos esses movimentos citados foram recebidos por "revelação". Deus revelou (será mesmo?), e pronto. Alguns até válidos, mas nem sempre conduzidos dentro dos princípios bíblicos, o que distorce qualquer revelação recebida, por mais divina que seja.

O que quero dizer com isso? Uma revelação por vir de Deus, mas a condução humana pode afastá-la da Palavra, tornando a revelação espúria.

A Palavra é categórica: "Não deis crédito a qualquer espírito (por extensão, a qualquer revelação), mas provai os espíritos (na Palavra), pois muitos falsos profetas têm saído mundo afora" (1 Jo 4:1). Contudo, tanto os "preparados" quanto dos "despreparados" se empolgam tanto com a suposta "revelação de Deus" que se esquecem de prová-la à luz das Escrituras, como bem faziam os crentes de Beréia.

Deus revelou? Amém. Vamos à palavra... A revelação contraria as Escrituras? Sim. TÔ FORA!

Neste momento, a preparação teológica aliada à unção divina são requisitos fundamentais. A revelação só vem através da unção, jamais através da teologia. Já a prova, vem pela teologia, pelo múltiplo conhecimento bíblico. Quando estes dois (um não pode faltar em detrimento do outro) são aliados ao que você falou, COMPROMISSO COM DEUS, 99% dos erros cometidos pelo homem podem ser evitados.

Falta, acima de unção, acima de preparação teológica, compromisso com Deus e coerência.

Ontem mesmo assisti um vídeo no U2B, de uma moça defendendo uma certa figura do "evangelho moderno". Ela fazia sua defesa de forma apaixonada, às lágrimas, chamando para si as críticas: "Não critiquem Fulamno(a); critiquem a mim!". Ah, se esta moça tivesse a mesmna atitude de defender o Senhor Jesus, a Sua Palavra e a Sã Doutrina, como defende esta figura evangélica, que tanto deturpa e espezinha as Escrituras e, por extensão, o próprio Senhor Jesus!

Em outras palavras: se o meu pastor resolve pregar uma doutrina estranha, é mais "louvável" a mim defender o meu pastor e seus erros, do que defender a Palavra de Deus?? Mas é o que a grande maioria faz por aí.

FALTA COMPROMISSO. Bem falaste! Aliado à unção divina e ao preparo bíblico-teológico, a igreja seria imbatível!

Muita paz e graça para ti!


Última edição por Zilton Alencar em Ter 16 Dez 2008, 09:32, editado 1 vez(es)
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Ter 16 Dez 2008, 09:08

Agradeço-lhe, Cardoso, por algumas informações valiosas. Realmente, o "pioneirismo" não foi de Manoel de Mello. Ele foi, podemos dizer, um dos pioneiros, mas não necessariamente "o" pioneiro. E em relação ao ensino teológico, Manoel de Melo não o implantou, mas jamais o desautorizou, chegando a incentivá-lo na igreja. Informação colhida pessoalmente do nosso ex-presidente, pr. Orlando Silva, que teve a honra de conviver com este homem de Deus.

Cardoso escreveu:E aí cabe uma pergunta: Se Deus não é tão inflexível assim, a ponto de usar com muito poder um Manoel de Mello, fundador da Igreja Pentecostal o Brasil para Cristo, sem canudo, sem faculdade, o irmão não acha que sua intransigência a respeito do canudo o coloca na contra-mão de Deus?

Absolutamente, Cardoso. Por dois motivos:

1. As parteiras do Nordeste faziam partos sem qualquer preparo de enfermagem ou medicina. Isto JAMAIS vai tirar o mérito destas leigas, que muitas vezes auxiliaram comunidades inteiras a vir ao mundo, com o seu trabalho. Mas isto também não é motivo para que jamais alguém estude enfermagem ou obstetrícia. Elas têm um dom, assim como Manoel de Mello o tinha. Outras pessoas necessitarão do curso. Outras buscarão melhoras: já têm o dom, e vão atrás de mais conhecimento. A prática as ensinará a "filtrar" entre as boas e as más informações adquiridas.

2. Se eu estivesse na contra-mão divina, Paulo, pouco antes da sua morte, não teria solicitado livros e pregaminhos a Timóteo, para que pudesse continuar seus estudos. Afinal, o estudo de um obreiro nem começa e nem termina em um seminário. O seminário dá apenas, como diria Gilberto Gil (perdoem-me a citação de um não-crente) régua e compasso. Você, por exemplo, apesar de não ter frequentado seminários, demonstra ser uma pessoa com bastante conhecimento. Isto veio dos livros, com absoluta certeza. E quem escreveu estes livros, não tenho dúvida que a maioria já passou por bons bancos escolares.

Dizer não ao estudo teológico jamais será uma contra-mão à obra divina, pois, repito:

1. As escolas de profetas mantidas por Samuel, Elias e Eliseu são exemplo disso. Se Deus deu o dom, não precisa ninguém ensinar como usá-lo... Mas estes três grandes profetas do Senhor discordavam disso, achavam que era necessário aprender a usar seus dons proféticos.

2. A preocupação de Priscila e Áquila em melhor preparar o já ungido Apolo nas doutrinas da igreja demonstra que só unção e boa vontade nem sempre é suficiente.

3. A preocupação de Pedro e dos demais onze em instituir diáconos, para que eles não abandonassem a oração e o estudo da Palavra, mostra o quão estas duas coisas são importantes ao líder.

Há casos e casos. Deus chamou Manoel de Mello, um trabalhador da construção civil, iletrado... chamou também a Paulo, um homem grandemente preparado. E tanto, que em certo momento Festo exclamou-lhe: "Estás louco, Paulo As muitas letras te fazem delirar...". Deus usa o iletrado, que nem ler sabe, que mal sabe falar, e usa o homem bem preparado. E jamais será "ir na contra-mão de Deus" o iletrado buscar um pouco de letras.
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Valdomiro em Ter 16 Dez 2008, 10:28

Paz irmãos!

Pelo que entendi o irmão Valmir não é contra todo o estudo que um homem de Deus possa, teologicamente, ter; seja esse estudo secular ou não, mas é contra, e ai sou forçado a concordar com ele, pela história bíblica, a idéia de que um curso formal seja requisito para alguém poder estar a frente de um serviço cristão. Tal curso ser considerado importante é uma coisa, mas ser obrigatório é outra. Wink

E nesse aspecto não se trata de ser contra um curso teológico, mas contra a dependência deste para poder apascentar.

Na Paz!
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Ter 16 Dez 2008, 11:18

Valdomiro escreveu:Pelo que entendi o irmão Valmir não é contra todo o estudo que um homem de Deus possa, teologicamente, ter; seja esse estudo secular ou não, mas é contra, e ai sou forçado a concordar com ele, pela história bíblica, a idéia de que um curso formal seja requisito para alguém poder estar a frente de um serviço cristão. Tal curso ser considerado importante é uma coisa, mas ser obrigatório é outra. Wink E nesse aspecto não se trata de ser contra um curso teológico, mas contra a dependência deste para poder apascentar.

Prezado conterrâneo Valdomiro, muita paz!

Muito válidas suas conclusões, mas gostaria de acrescentar um questionamento:

A Bíblia, como revelação progressiva, não prescreve certas coisas, que na verdade nós vamos "acrescentando", não à verdade da Escritura, mas ao modus operandi da igreja, com o objetivo de evitar e/ou corrigir erros.

É o caso, por exemplo, do catecumenato. Os primeiros cristãos eram batizados, pelo que se depreende do escrito sangrado, no mesmo dia em que aceitavam Jesus; isso se deu com os três mil (At 2:41), com Cornélio e os seus (At 10), com o eunuco (At 8:36-38 ), com Paulo (9:18).

Com o passar do tempo, principalmente com o advento de heresias dentro da igreja (e foram muitas desde o 1º Século), e mais tarde com a oficialização do Cristianismo como religião do império romano (quando muitos se tornaram cristãos "por decreto", ou por mera imitação do imperador Constantino), os pais apostólicos entenderam a necessidade de haver um "curso preparatório", um catecumenato, que alguns estudiosos afirmam que, em certos casos, chegava a mais de um ano de estudos. O objetivo deste curso era impedir a entrada de pagãos na igreja, sem a devida profissão de fé. Até hoje, a maioria das igrejas mantém um curso de discipulado e catecumenato, e muitas condicionam o batismo à conclusão deste curso (não estamos discutindo se isto é correto, apenas considerando o fato, presente na igreja desde o final do 1º Século, início do 2º, aproximadamente).

Qualquer curso preparatório para o batismo, evidentemente, está fora dos padrões bíblicos, que parece orientar o batismo imediato, mas é praticado pela igreja na tentativa de se batizar alguém que não professe a fé conforme a igreja. Podemos dizer que esta prática foi uma "adaptação funcional", para que a igreja se moldasse aos tempos de apostasia.

O mesmo se daria com os cursos teológicos para pastores.

É evidente que o curso teológico não faz o pastor. Jamais fará. Curso nenhum faz um "profissional". E quem faz o pastor é a vocação divina, a unção do alto e tudo o que ele efetivamente aprende na prática, a começar dentro de sua própria igreja, sob a orientação de seu pastor e seus líderes. Porisso, é muito possível se desempenhar funções pastorais sem curso, mas é impossível fazê-lo sem vocação divina, por mais cursos que se tenha e se faça.

Contudo, faz-se necessário ao pastor o curso teológico enquanto ele, pastor, liderança eclesiástica, que responde pela igreja diante dos homens (sociedade, leis humanas). É completamente uma norma secular, e não bíblica. Assim como os demais profissionais precisam de graduação, ele, o pastor, diante dos homens deve ter a graduação necessária.

Portanto, de minha parte em momento algum coloco a obrigatoriedade do curso teológico como determinação bíblica, mas como uma "adaptação funcional", assim como o é o catecumenato. Está fora da Bíblia, mas a prática já demonstrou ser igualmente necessário.
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Ter 16 Dez 2008, 14:27

Caro irmão Cardoso,

Talvez 2 ou 3 apascentaram, cuidaram de rebanho, os outros eram só "canetas"(penas). Com certeza estes escreviam tratados sim, faziam apologia sim, no entanto lá nas casas, lá nas cabanas, lá nas catacumbas, lá no campo, lá no monte, quem apascentava eram os aleluias, os glórias a Deus, os Jesus te ama, os milagreiros, pois por mais que desejassem, não tinham nem como fazer seminários...e assim cresceu a Igreja.

Poderia me fazer o favor de reconsiderar sua afirmação acima? Do contrário, terei que dispender tempo para vasculhar meus alfarrábios e lhe mostrar duas coisas:

a) que a maioria das pessoas acima citadas eram pastores, que tinham sob suas responsabilidades rebanhos confiados pelo Senhor.

b) que boa parte deles poderiam ser considerados tão ou mais "milagreiros" que muitos "canelas de fogo" dos dias de hoje.

História da Igreja é uma das disciplinas que se estuda num seminário teológico. Evita disparates tais.

Em Cristo,

Clóvis

PS.: Antes que me chamem de presunçoso ou nicolaíta enrustido: não tenho formação teológica. E não sou pastor.
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Ter 16 Dez 2008, 15:32

Clovis escreveu:Antes que me chamem de presunçoso ou nicolaíta enrustido: não tenho formação teológica. E não sou pastor.

Faço minhas as palavras do Clóvis!

Como bem está postado no artigo do Pedro, o nicolaíta é aquele que julga haver duas classes de pessoas na igreja: os superiores e os inferiores. Lamentavelmente, as pessoas confundem, achando que esta distinção discriminatória se mede apenas pelo nível intelectual e acadêmico. O nicolaísmo, contudo, transcende os limites do conhecimento teológico, e segue os rumos da vida cristã em si, no sentido de:

1. Eu sou batizado com o Espírito Santo, e você não; logo, sou mais crente que você.
2. Você diz que é batizado com o ES, e eu não sou nos moldes que você: não sapateio, não faço essas meninices que você faz; isto me faz mais "equilibrado" que você; logo, sou um crente melhor que você.
3. Eu não ouço música do mundo; você ouve; logo, sou mais santo que você.
4. Eu uso determinado tipo de roupa; você usa aquele outro tipo. Logo...
5. Eu não faço isso nem aquilo; você faz; Logo...
6. Minha denominação é melhor que a sua; Logo...
7. Sou Calvinista, e você é Arminiano; Logo...
8. Sou Arminiano, e você é Calvinista; Logo...

E é bem possível que eu e você nos enquadremos em algumas das afirmativas acima...

(Nunca achei que não fazer, ou ser abstêmio, fosse sinal de santidade. Analisemos Paulo, e veremos que ele chama constantemente os abstêmios de "fracos" - Rm 14:1ss; 1 Co 8:10-11)

O problema é julgar que nicolaíta é aquele que, em detrimento aos cursos ou capacitações que possui (ou o inverso, se NÃO os possuir) é crente melhor que o outro. Acreditem: tem os que acham que por não terem curso teológico, são mais ungidos que os que o possuem. Logo, são mais crentes que eles, são melhores, são mais dependentes do Espírito Santo. Isto também é nicolaísmo.

Enquanto sacerdote pessoal, não há diferença entre um e outro. Se há diferença no nível de conhecimento, isto nem pode ser cosiderado vantagem, pois o próprio Jesus disse que "a quem muito foi dado, muito será requerido". Logo, a presunção do letrado é falsa, pois a sua responsabilidade é diretamente proporcional ao que lhe foi dado.

Mas há diferenças de capacidade! Na parábola, Jesus ensina que o dono dos talentos os distribuiu entre os servos "de acordo com a capacidade de cada um"; Paulo diz que "a uns Deus pôs como apóstolos, e a outros como profetas..."; "Porventura são todos apóstolos?..." (1 Co 12:29). Seria Deus nicolaíta, por ter me separado para o corpo de obreiros de sua igreja, mas não o fez com outras pessoas? Evidentemente que não!

Deus separa alguns, que jamais serão melhores que os demais, mas que Ele concede liderança, e isto será cobrado.

Repito o que já disse (ou tentei dizer) em outras postagens: estamos confundindo SACERDÓCIO com FUNÇÃO PASTORAL. São coisas completamente antagônicas. Talvez nossa confusão se dê pelo fato de ainda termos cauterizado em nossa mente o conceito católico-romano de sacerdote: só ele dispensa sacramentos, só ele é autoridade e, enquanto vivo, mediador dos homens diante de Deus... A Nova Aliança veio me conceder o sacerdócio, no sentido de que não necessito de nenhum sacerdote para orar por mim, confessar meus pecados, entrar na presença de meu Deus, etc. Eu mesmo, como sacerdote, posso fazêlo, sempre por mim e, eventualmente, também por outros.

O que não me faz auto-suficiente: Deus instituiu uma liderança sobre mim, e um pastor sobre a igreja. Sem o menor sintoma de que estes sejam melhores que os demais. Para mim, o meu pastor é tão ovelha quanto eu. A diferença é que Deus entregou-lhe o comando da igreja.

E para aqueles que insistem que pastorado é sacerdócio, e que que são sacerdotes tanto quanto o pastor, eu pergunto:

1. Qual foi a última vez que você:

a) ministrou a ceia do Senhor?
b) efetuou batismos?
c) celebrou casamentos?

2. Onde está na Bíblia que só pastores podem fazer estes atos?

3. Onde está na Bíblia que qualquer um de nós, enquanto sacerdotes, podemos dispensar estes atos?

Estas coisas são, em tese, inerentes ao ofício pastoral, e não ao sacerdote. Quando pensamos que estas ministrações são ofícios pastorais, estamos confundindo sacerdócio e pastorado, levando para os conceitos da ICAR.

E é neste sentido de ofício pastoral (e jamais de sacerdócio) que recomenda-se o conhecimento temporal, ou seja, curso teológico.

Em tempo: Assim como o Clóvis, não sou nicolaíta (ou pelo menos acho que não sou), não sou pastor (mero evangelista, mais no cargo que no ofício) e quanto a meu curso teológico, fui forçado pelas circunstâncias a trancá-lo no 2º ano; não sei se vou conclui-lo.
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Ter 16 Dez 2008, 16:28

Valdomiro escreveu:Tal curso ser considerado importante é uma coisa, mas ser obrigatório é outra. ;) E nesse aspecto não se trata de ser contra um curso teológico, mas contra a dependência deste para poder apascentar.

Valdomiro,

Minha posição está deixada bem clara alguns posts acima. Não advogo o obrigatoriedade do curso teológico formal, mas sim a aptidão para ensinar, pois entendo (você pode até me ajudar nesta parte) que pastores e mestres em Ef 4:11 referem-se a dois aspectos do mesmo ofício.

Também mencionei que o estudo formal de teologia não é a única maneira de se obter o preparo que torna o obreiro apto para ensinar. Entendo que talvez até melhor seja a mentoria, mas com certeza o auto-didatismo é o pior deles. Este último é o método que tenho seguido e meu background é um tanto desconjuntado por conta disso. Acredito que a melhor forma de se preparar para o ministério seja ingressando num seminário, conservador necessariamente, confessional se possível. Diria que, a menos que isso seja impossível por circunstâncias adversas, não há desculpa para ordenar ao ministério da Palavra pessoa sem preparo comprovado.

Ressalve-se, contudo, que não acredito que curso de teologia produza pastores. Teólogo não é pastor, mas todo pastor deve ser teólogo, se não de direito, pelo menos de fato. Disso não abro mão. Ressalve-se mais ainda que não menosprezo pastores que ocupam o púlpito sem ter frequentado os bancos dos institutos e seminários. Meu pastor é um bênção, mas não cursou teologia. E sabe o que eu penso quando avalio o seu ministério? Puxa! Imagine esse homem com os recursos que as disciplinas teológicas lhe ofereceriam!

O que eu vejo no meio evangélico de hoje é uma renúncia ao conhecimento, ao pensamento sistemático ao raciocínio aplicado às coisas divinas, sobre pretexto de uma espiritualidade maior, uma operosidade mais produtiva e sensibilidade maior ao Espírito Santo. Numa frase, antiintelectualismo mal disfarçado em espiritualidade.

Em Cristo,

Clóvis

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Cardoso em Ter 16 Dez 2008, 16:37

Irmão Zilton,

Graça e Paz!

Obrigado por nos suportar. Estamos aprendendo.

Não sei se os questionamentos propostos pelo amado são apenas para o irmão Valdomiro, porém sei que não se ofenderás por eu mesmo responder.

O irmão:
"A Bíblia, como revelação progressiva, não prescreve certas coisas, que na verdade nós vamos "acrescentando", não à verdade da Escritura, mas ao modus operandi da igreja, com o objetivo de evitar e/ou corrigir erros."
Comentários: Amado, o irmão tem razão neste ponto, pois há prática da Igreja dos tempos apostólicos que depois foi impossível sua continuidade. Vejamos isto:
Atos 2:44 E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. 45) E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. 46) E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,
47) Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

Eu não estudei bem este assunto, mas pelo pouco que entendo deste Escrito, vejo que se isto foi mesmo literal, então os primeiros cristãos eram um grupo que vendiam suas casas, iam morar juntos com os outros, andavam juntos, dormiam juntos e ainda Deus ia mandando gente pra dentro do grupo. Verdadeiros comunistas, sem serem ateus! Mas, acredito que o tempo foi passando, o número de membros foi crescendo, foram perseguidos em Jerusalém, levaram o evangelho para outras cidades e crescendo muito, já não andavam tão juntos assim. Cada um agora deveria - por necessidade funcional - ter sua casa, seu sustento, e ajudar os que cuidavam do serviço sagrado. Filemom, em Colossos, foi um deles.

Então, como já disse o amado tem razão, quando diz que "o modus operandi" da Igreja muitas vezes deve ser adaptado ao seu tempo.

Tá bom, tá!

Mas...

Catecumenato? O amado pega uma "adaptação funcional" que você mesmo reconhece ser um erro (concordo com você), para tentar validar outro erro que é a obrigatoriedade do Curso Superior em Teologia para todos os pastores?

Quase no final, o irmão escreve isto aqui:
"É evidente que o curso teológico não faz o pastor. Jamais fará. Curso nenhum faz um "profissional". E quem faz o pastor é a vocação divina, a unção do alto e tudo o que ele efetivamente aprende na prática, a começar dentro de sua própria igreja, sob a orientação de seu pastor e seus líderes. Porisso, é muito possível se desempenhar funções pastorais sem curso, mas é impossível fazê-lo sem vocação divina, por mais cursos que se tenha e se faça."
Comentários: Ao ler isto...mandei: Halləluya!

Mas logo após, veio a água fria sobre minha cabeça, o irmão escreveu:
"Contudo, faz-se necessário ao pastor o curso teológico enquanto ele, pastor, liderança eclesiástica, que responde pela igreja diante dos homens (sociedade, leis humanas). É completamente uma norma secular, e não bíblica. Assim como os demais profissionais precisam de graduação, ele, o pastor, diante dos homens deve ter a graduação necessária."
Comentários: No que expressei..misericórdia! Amado, pergunte a um ancião (pastor) da Congregação Cristã do Brasil, qual é a preocupação deles com relação ao que "as pessoas deste mundo" pensam a respeito deles. A despeito de alguns erros - funcionais - que eles possam ter, não estão nem aí, nem para prefeitos, nem para governadores, nem para juízes, nem para políticos...e que tais se convertam ao Senhor. O ancião deles aqui em Itajaí/SC é formado em "vendas de sabão"...e vai de bicicleta. E os anos vão passando e cada vez mais aqui pelo menos o trabalho esta crescendo, pois conservaram o que aprenderam, guardaram a Palavra, os bons costumes, não abriram espaços para a interpretação dos "doutores" que mais mundanizaram a Igreja do que a santificaram, pois tais doutores (não todos) não tinham intimidade com o Espírito Santo, porém com o espírito que opera no presente século, pois ao invés do conhecimento de Deus obtido num estreito relacionamento com Ele, nos jejuns, nas orações, nas consagrações, buscaram o conhecimento apenas da razão, do intelecto, do palpável, da arqueologia, da filosofia, da cultura.

A Igreja tem que parar de se preocupar com que a sociedade pense a respeito da cultura de seus líderes e passe a se preocupar em agradar mais ao seu Senhor. O que a Igreja tem que ter é líderes cheios do Espírito Santo, amorosos, misericordiosos, sempre prontos a ajudar e que tenham bom conhecimento da Palavra, alguns dons espirituais, pois conhecimento secular, cultural, a sociedade tem até de sobra, o que falta nela é o que justamento temos para oferecer: Jesus e somente Ele!

Mas estamos num tempo em que já não queremos mais ser "Igreja". Agora queremos ser sociedade, clube da fraternidade, lions, rotary, maçonaria, religião, onde o que importa é o que temos e não o que somos. Importa mais o ser grande, pois ser pequeno é vergonhoso. Importa mais a glória terrena que nos incha, pois a divina nos esvazia, nos diminui. Nossos templos não podem ser pequenos, não podem ser simples, não podem ser de madeira, não podem ser de janelas comuns, porém com vidro temperado ou colorido, se possível espelhado. O interior não pode ser com bancos de madeiras - as pessoas não querem mais se encostarem umas nas outras - mas com poltronas das mais caras possíveis, e a beleza que antes era do Espírito Santo, agora está no tapete vermelho, na decoração das colunas, nos datalhes em ouro envelhecido, no púlpito enorme e exuberante, no parlatório de vidro, na altura e na vaidade das cadeiras dos pastores, as mais papais possíveis, nos vestidos, sapatos e lábios brilhantes de nossas mulheres, nos nossos ternos...

Tudo isto o catolicismo já conquistou...está aí pra todo mundo ver. Os templos católicos em todas as cidades são cartão postais, alvos de flashes, zoons, câmeras...E o que os "hábeis/aptos/preparados" pastores que estudaram 6 anos em Seminários estão ensinando ali dentro daquela belezura? Ah..eles ensinam que Maria é a mãe da Igreja, que foi assunto ao céu, que é virgem ainda...e sabe-se que o dogma de Maria foi uma "adaptação funcional", pois no ano 450 quando introduziram pela primeira vez sua imagem num templo cristão, os canudados respondiam assim aos que questionavam: "esta imagem esta aí por ser uma necessidade frente às imagens dos deuses pagãos, o povo está acostumado com isto e blá, blá, blá...e mais tarde a "veneração" a Maria foi crescendo porque isto atraía as mulheres que mobilizavam suas famílias para as festas dos santos padroeiros, e...assim foi...Aff Maria!"

O fato de a Bíblia ordenar assim:
(Romanos 12:16) - Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos;

...já não tem mais efeito.

E por fim o amado postou:
"Portanto, de minha parte em momento algum coloco a obrigatoriedade do curso teológico como determinação bíblica, mas como uma "adaptação funcional", assim como o é o catecumenato. Está fora da Bíblia, mas a prática já demonstrou ser igualmente necessário."
Comentários: Isto é um perigo. O amado está sustentanto sua opinião à revelia da Palavra, mesmo o irmão sabendo que por dentro da Bíblia, o cristão só é "pastor" quando lhe é dado o dom do "pastoreio" pelo Espírito Santo, e não 4 anos em um Curso Superior.

Não nego que tal pastor, antes ou após o receber o dom, se prepare na Palavra para apascentar, para dar alimento, para cajadar, para varadar, porém..Curso Superior...aí é querer secularizar uma função espiritual.

Tenhos aqui em casa 7 capas de batismo - outro absurdo - outra adaptação funcional - como diz o irmão Zilton - se puder, um dia queimo todas, pois nossa intenção é "disfuncionar" as adaptações e não o contrário. Bem temos estas 7 capas. Dias destes um barulho de motocicleta aqui em frente de minha casa. Eram 2 irmãos, um conhecido, e outro era um certo pastor de um pequeno rebanho que se congregava numa área pesada, de traficantes, em cima do morro. O meu amigo irmão apresentou ele a mim e após tal "pastor" relatar seu serviço no Senhor, amei o amor dele. Quase chorei. O homem, ex-prisioneiro, tinha 2 dentes só, vestia roupas padrão Deus é Amor, de carona estava pois sua condução era a bicicleta, seu português mais sofrível que o meu que já não é bom. Me disse: "Irmão Valmir...estamos lá naquele morro conduzindo muitas almas à Jesus. Elas estão abandonando os vícios, a prostituição, o tráfico e correndo para o perdão da Cruz! Estamos lá dizendo que Jesus perdoa, salva, cura e batiza no Espírito Santo. Estou precisando de 3 capas para batizar 3 novos convertidos, o irmão pode me emprestar?"

Então perguntei..."o canudo por favor?"

Não, não..não perguntei sobre esta "adaptação funcional". Deu vontade mesmo foi de ir junto, porém eu estaria muito ocupado no dia daquele batismo.

Sabem amados, há outros que vem aqui buscar tais capas, e sempre que assim o fazem, olho para cima, e digo: Iahweh, tu és maravilhoso! Através do Teu Filho, mais algumas vidas estão sendo arrancadas das trevas e trazidas para a Luz.

E assim a Igreja vai avançando, com direção aos morros, às favelas, à periferia, aos presídios, aos hospitais, aos países mais pobres, e se os mais ricos quizerem esta salvação, Jesus morreu pelos tais também.


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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Ter 16 Dez 2008, 16:41

Clovis escreveu:E sabe o que eu penso quando avalio o seu ministério? Puxa! Imagine esse homem com os recursos que as disciplinas teológicas lhe ofereceriam!

Eu estou me aventurando, Clóvis, no universo de criação de páginas da internet. Tudo no "autodidatiquês", já que me falta tempo e recursos para um bom curso de web design. Você (e os demais irmãos do FE) podem "avaliar" o meu "trabalho" através de minha página: www.solftware.110mb.com

Aonde quero chegar com essa informação? Ao mesmo lugar que você: imagine o que eu faria, o que seria capaz de fazer se eu fizesse um curso de web design?? O mesmo, obviamente, se aplica a um pastor, que já é uma bênção sem o curso... Imagine com o curso!

Alguem alegará: "mas ele é uma bênção, deixa como está, em time que está ganhando não se mexe"... A meu ver, este é um raciocínio que não devia nem ser expressado! Tudo o que pode ser melhorado, deve-se buscar e empenhar-se em fazê-lo.


Clovis escreveu:O que eu vejo no meio evangélico de hoje é uma renúncia ao conhecimento, ao pensamento sistemático ao raciocínio aplicado às coisas divinas, sobre pretexto de uma espiritualidade maior, uma operosidade mais produtiva e sensibilidade maior ao Espírito Santo. Numa frase, antiintelectualismo mal disfarçado em espiritualidade.[/color][/justify]

Quanto a isso, nem preciso comentar! Parabéns!
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Ter 16 Dez 2008, 16:41

Cardoso escreveu:a) Por "precisarmos de bons seminários" o amado quer dizer que não temos "bons seminários"? Que doutrinas genéricas possam ensinar num "bom seminário" que um simples livro sistemático, ou um curso numa denominação não possa ensinar a fim de preparar um obreiro, claro, supondo que o estudo da Bíblia por sí não seja capaz disto?

Quem sou eu para avaliar os seminários existentes? Não conheço a maioria deles, e se conhecesse não teria os instrumentos para avaliá-los de forma apropriada. Portanto, não vai na expressão, nenhum juízo de valor sobre os seminários existentes.

Por outro lado, tenho examinado algum material (o que é apenas parte do conjunto de requisitos que, suponho, faça um seminário ser bom) de alguns institutos, especialmente ligados a alguns evangelistas de renome e fama no meio evangélico. Palha tem mais sabor e nutrientes. Servem, quando muito, a doutrinamento acrítico, quando não servem unicamente para referendar as presepadas dos ilustres que dão nome ao instituto.

Por outro lado (sim, existem vários lados), há seminários e institutos bons. Tempos atrás, vi no site da CGADB uma relação de institutos bíblicos reconhecidos. Suponho que sejam pelo menos razoáveis (só não digo bons porque a quantidade me desencoraja).

Como já me referi anteriormente, a mentoria e o autodidatismo podem servir como meios de preparar-se para o ministério. Mas é mais difícil e menos seguro que o estudo num bom seminário.

Em Cristo,

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Ter 16 Dez 2008, 17:13

Cardoso escreveu:Catecumenato? O amado pega uma "adaptação funcional" que você mesmo reconhece ser um erro (concordo com você), para tentar validar outro erro que é a obrigatoriedade do Curso Superior em Teologia para todos os pastores?

Amado, em momento algum eu falei que o catecumenato era errado. Concordo com ele em partes; posso discordar do período excessivo, mais de um ano, que era praticado no 1º e 2º séculos, mas um curso básico de primeiros passos na fé, de dois ou três meses de duração, não farão mal a ninguém. Para mim, o catecumenato foi uma adaptação correta da igreja aos problemas que vinham surgindo. Observe minha postagem, sublinhada para melhor compreensão:

Zilton Alencar escreveu:Até hoje, a maioria das igrejas mantém um curso de discipulado e catecumenato, e muitas condicionam o batismo à conclusão deste curso (não estamos discutindo se isto é correto, apenas considerando o fato, presente na igreja desde o final do 1º Século, início do 2º, aproximadamente).

Cardoso escreveu:Isto é um perigo. O amado está sustentanto sua opinião à revelia da Palavra, mesmo o irmão sabendo que por dentro da Bíblia, o cristão só é "pastor" quando lhe é dado o dom do "pastoreio" pelo Espírito Santo, e não 4 anos em um Curso Superior.

Não. Estou postando que há coisas que não estão na Bíblia, e nem por isso podemos deixar de fazê-las. Na Bíblia, não encontramos que podemos ou não usar guitarras, contrabaixos e instrumentos de percussão no louvor. Logo, a Bíblia me permite usar o bom senso, e daotá-los se eu julgar necessário. O mesmo se dá na preparação do Evangelho, pois já vimos os apóstolos valorizando o ensino:

Zilton Alencar escreveu:Dizer não ao estudo teológico jamais será uma contra-mão à obra divina, pois, repito:

1. As escolas de profetas mantidas por Samuel, Elias e Eliseu são exemplo disso. Se Deus deu o dom, não precisa ninguém ensinar como usá-lo... Mas estes três grandes profetas do Senhor discordavam disso, achavam que era necessário aprender a usar seus dons proféticos.

2. A preocupação de Priscila e Áquila em melhor preparar o já ungido Apolo nas doutrinas da igreja demonstra que só unção e boa vontade nem sempre é suficiente.

3. A preocupação de Pedro e dos demais onze em instituir diáconos, para que eles não abandonassem a oração e o estudo da Palavra, mostra o quão estas duas coisas são importantes ao líder.

O dom do pastoreio é dado por Deus; a preparação, o homem busca em Deus e no conhecimento que o próprio Deus concedeu a outros servos do passado e do presente.

REPITO, TREPITO o que o irmão parece que ainda não compreendeu em minhas postagens, e vou soblinhar para que fiquebem claro: JAMAIS, em tempo algum, seminário, Universidade, Doutorado ou PHD vão formar pastores. Quem o faz é o Senhor Deus; a igreja, na pessoa do pastor, é responsável pelo que o Clóvis chama de "Mentoria" - o pastor é o mentor da ovelha, e trabalha na formação dela para o exercício futuro do pastorado. O que me mata é que estas pessoas, antes mesmo de serem preparadas, se incham, e se rebelam contra seus pastores.

No demais, a preparação teológica só confere ferramentas que serão de grande utilidade.


Cardoso escreveu:Então perguntei..."o canudo por favor?"

Não, não..não perguntei sobre esta "adaptação funcional". Deu vontade mesmo foi de ir junto, porém eu estaria muito ocupado no dia daquele batismo.

E nem é minha, nem sua função pedir canudos, meu amado. Haverá pessoas com esta função (e eu creio firmemente que esta é tarefa do pastor da ovelha candidata ao Ministério). E independentemente destas pessoas, o Evangelho será pregado, com ou sem canudo. Fizeste muito bem emn emprestar ou doar as batas de batismo.

E quem disse que pra pregar o Evangelho tem que ser pastor? Temos na nossa igreja um jovem, novo decidido, que nem batizado é, tem menos de três meses de crente. Vai se batizar em janeiro próximo. Tem mais almas ganhas pra Jesus neste período do que eu, com mais de um ano na igreja OBPC... E não precisou de canudo para ganhar estas almas...

O problema é que neste jogo de xadrez ninguém quer ser peão, só querem ser de bispos acima, quem sabe rei até... Eu gostaria de ver milhares de crentes iguais a este irmãozinho desdentado e mal-vestido (estes são meus padrões; os de Deus são outros!) pregando o Evangelho pelas favelas, presídios, etc... Promovendo o crescimento da obra. Muitos são diáconos, porteiros de igreja, alhguns são meros zeladores, outros são "a terceira pessoa depois de ninguém", mas estão fazendo a obra que eu não tenho coragem de fazer. E o melhor: Não são pastores, não arvoram para si estes títulos, não usurpam grandezas. Os que usurpam estes títulos estão nos gabinetes pastorais com ar condicionado, olhando para seu notebook e contando o dinheiro das ofertas.... O grande mal da nossa igreja nos dias atuais é este, irmão: ninguém quer ser só crente, ou diácono, ou presbítero. Todos querem ser pastores, e mais: Pastores Presidentes. É contra isso que eu me levanto. JAMAIS, JAMAIS contra os anônimos que pregam o Evangelho e ganham almas para Jesus. Sem precisar de títulos e canudos.

Mas para pastorear, seria muito bom que este irmão da minha igreja unisse a unção que Deus lhe deu, a vocação para o evangelismo com o preparo teológico. Graças a Deus, ele já está se preocupando com isso. Não falta aos cultos de doutrina nem às EBD. Já me prontifiquei a dar-lhes algumas aulas... Afinal, a aquisição de conhecimento jamais se limitará só às bancas de seminários.

Não despreze tal preparo, Cardoso! Nem os apóstolos, nem os pais da igreja, nem os reformadores o desprezaram. Quem o faz, como diz Jesus, deixa às vezes transparecer que "não quer vir à luz, para que as más obras não se manifestem.


Última edição por Zilton Alencar em Ter 16 Dez 2008, 17:42, editado 2 vez(es)
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Ter 16 Dez 2008, 17:20

Cardoso escreveu:b) Fundamento apostólico? Qual? O calvinista? o católico? O luterano? O arminiano? O pentecostal? O adventista? Há algum "seminário" que o amado possa sugestionar aqui que realmente ensine o "fundamento apostólico" que seja unanimidade entre os cristãos?

Se é fundamento apostólico, é claro que não é nenhum desses sistemas referidos pelo irmão. Esses são, no máximo, construções erguidas sobre o fundamento apostólico. Quanto a seminários que sejam unanimidade, o irmão não vai encontrar nenhum, mas eu poderia sugerir alguns que, salvo melhor análise, se classificariam como bons: FAETAD (assembleiano), Mackenzie (presbiteriano), STBSB (batista), IBBC (O Brasil Para Cristo) e o SEMIB (interdenominacional). Sei que não estou sendo justo, pois citei esses de memória e há certamente outros tão bons quanto. O IBBC não se iguala aos demais, pois ainda é bastante incipiente, mas tem um futuro promissor.

Cardoso escreveu:Por exemplo, eu como arminiano não quero passar anos aprendendo num seminário presbiteriano por exemplo, porque lá, gastarei tempo e dinheiro e eles irão me ensinar - entre outras coisas - a doutrina calvinista que de antemão não acho correta e certamente dirão que não posso falar línguas nas eklesias, e se fosse alguns anos atrás, me ensinariam que os dons cessaram, etc. Depois sairia do seminario com "bastante conhecimento" porém não escreveria nada sem citar Agostinho, Calvino, Clark, Sproul, McArthur, sínodo de Dort, alguns catecismos, TULIP, etc. Se eu sei que lá estão ensinando com bastante ênfase tais coisas, o que vou fazer lá? Só reter as doutrinas básicas? Entao um bom livro cumpre este dever.

Se o irmão frequentasse um "bom" seminário arminiano, descobriria que seminário não é escola dominical. Além da posição arminiana são apresentados e debatidos posições outras, como o calvinismo, amiraldismo, jansenismo, etc. Pois o seminário, se for bom, não ensina apenas o que pensar, mas como pensar. E se for ótimo, além de ensinar como pensar, ensinará porque pensar de certa maneira. Eu digo isso porque o mais fraquinho dos institutos citados acima, o IBBC, apresenta sempre mais de uma posição, indicando qual o do Brasil Para Cristo. Por exemplo, no módulo em estudo em minha igreja local, diz que a Igreja O Brasil Para Cristo é de inclinação arminiana, mas que há em seus quadros, membros calvinistas.

Como o irmão está predisposto a não estudar o que "de antemão não acho correta", é compreensível sua oposição ao estudo e a opção por "um bom livro" que dentro dessa mentalidade deve ser "um bom livro que concorde comigo".

Em Cristo,

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Ter 16 Dez 2008, 17:34

Cardoso escreveu:O fato de a Bíblia ordenar assim:
(Romanos 12:16) - Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos;
...já não tem mais efeito.

Amado, o texto de Romanos está direcionado à igreja como um todo, não à liderança da igreja. À liderança, Paulo tem outros conselhos:

"até que eu vá, aplica-te à leitura, à exortação, e ao ensino; Tem cuidado de ti mesmo e do teu ensino; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. ". (1 Tm 4.13, 16).

Trata-se de "contexto". O contexto para a igreja é que eles não ambicionassem o que estava acima de sua capacidade, o que não impede que eles se preparem e alcancem capacidade superior. Amado, o sistema de castas, onde o ser humano nunca evolui, é hinduísmo, e não cristianismo. Sou cristão, e o Senhor Jesus me dá capacidade de aprender para ser cabeça, e não cauda. E isto também passa pelo ensino.

Agora, o contexto à liderança de Paulo remete a uma preocupação com o ensino (anagnósis, no grego). O interessante é que esta palavra tem a mesma raiz de Gnósis, conhecimento, o que demonstra a preocupação de Paulo neste sentido...

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Re: Anti-Teologia

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