Olá irmão Jefté, paz!
Como já explicitei antes, não apenas uma vez, admiro sua devoção, mas você rejeita a investigação das coisas em favor da fé, isso não é culto racional. Eu, por meu turno, tenho preferido verificar com mais detalhes. Como as pessoas são diferentes ente si, e eu tenho consciência disso, se não investigar faz bem a tua fé, amém! Já para mim, investigar faz bem a minha fé. Então, cada um de nós temos um motivo para crermos no que cremos e como cremos.
Acontece (mais uma vez) aquela velha história (ou estória)
A não investigação das coisas, e isso tenho notado que você é contra, produz desvios consciente ou inconsciente. Você defende, ao que parece, o desvio inconscientemente porque acha que a versão em português ou em outra língua é idêntico, inclusive, nas nuances com o original.
Ora, não somos católicos justamente porque investigamos a fé nas mais diversas questões e diferimos deles no que entendemos da Bíblia e acreditamos que o protestantismo está mais próximo da verdade, mas ao que parece você rejeita qualquer sequência desse comportamento inicial, parando onde está. Talvez, concluindo que não há mais nada a investigar. Aliás não é você que tem uma visão peculiar do batismo nas águas?
Acho que você nem notou, mas aquela opinião sobre a pontuação do grego antigo não é minha. Então, qualquer acusação de “tirar o sentido do texto”, não tem fundamento, além de, na verdade, não tirar, de fato, o sentido do texto, pelo contrário restitui o sentido do texto. Você citou um versículo e eu mostrei que tua versão em português te influência. E é justamente esse teu achar que supostamente “tira” o sentido e que termina provando a influência da versão que você tem em mãos. Mostrei que existe o outro lado da moeda. Se você considera a colocação de um trinitário, especialista em grego, sobre pontuação, como “estória”, então, santo irmão, paciência. Você deveria tentar provar o contrário, não ignorá-la achando que é “estória”. Prove-me o contrário e estaremos conversados, enquanto não vou achar que você faz questão de não saber para continuar no erro! Se as versões em Português ou qualquer outra língua (feita por trinitários) que não o original é a melhor língua para entender a Bíblia, então, paciência. Tem gente que diria que é a KJV de 1611 é a melhor. Mais uma vez, paciência!
O que você não percebe e/ou, talvez, não queira perceber, amado irmão, é que aquilo que está escrito, não foi originalmente escrito em Português, mas no grego bem antigo conhecido Koiné. Estudar as origens do texto não é, em absoluto, buscar sabedoria do mundo. Quando você aprendeu a ler você estava buscando sabedoria do mundo para ler a Bíblia??? Se um tradutor coloca a fé dele e influência uma tradução, tu estarás lendo e defendendo o que foi escrito por ele, não pelo Autor da Bíblia, entende? Penso que não é difícil perceber isso, pois os tradutores não são inspirados. Se forem, deveria existir só uma versão em cada língua, sem absolutamente nenhuma diferença entre elas.
Qualquer verso falando de Cristo Deus verdadeiro; automaticamente terá de se encontrar uma desculpa p/ se explicar seu real sentido (contanto que não seja como está escrito)! - você não acha que está acontecendo aquilo que você disse dos homens do passado???
A Bíblia não chama Cristo de Deus verdadeiro, você construiu essa afirmação a partir de teus pressupostos!
Você pode também me mostrar o “real sentido” já que minhas colocações seriam “desculpas”, de Jo. 17.3, e de todos os outros que diz que Deus é UM, ÚNICO e UM SÓ e este é o Pai de Jesus, mas tem preferido apenas citar outros versículos, fechando com uma pergunta: “O que tem a dizer sobre isso?” Eu poderia simplesmente pedir para você comentar Jo. 17.3, antes de dar a resposta, mas tenho preferido responder. E Jo. 17.3 tem ficado para trás. E tendo eu dado a resposta aparece outros, até que chegamos em Rm. 9.5.
Quem disse que as doxologias estão soltas? Todas fazem parte de seus contextos. Veja que após aquela louvação, Paulo fala de Deus, aquele conhecido como o Deus de Israel e Pai de Nosso Senhor, e da descendência de Abraão e de Isaque, justamente de quem descende o Cristo.
De qualquer forma é engando seu considerar que ali ao se referir a Deus, o Pai, tire o sentido das palavra, até porque há Bíblias que foram exatamente traduzidas assim, com esse entendimento. E ninguém até hoje disse que o texto ficou sem sentido.
Acaso se pode fazer da palavra de Deus o que nós quisermos????
Já fizeram. As traduções pró trindade fizeram isso. A redação que você lê em Rm. 9.5 é um caso típico em que o tradutor se valeu de suas tendências teológica para influenciar os leitores. Se isso é legítimo ou não não quero julgar. MAS É UM FATO, não há como negar! Posso mostrar outros exemplos se você quiser!!!
Por isso, procuro mostrar àqueles que dizem que Deus é três que ele é UM conforme diz a Escritura.
Nobre irmão, a bíblia não faz segredos de quantos Deus é. Inúmeras vezes diz que ele é UM, ÚNICO e UM só. Uma relação tríplice não é o suficiente, na verdade é precário como um insinuação de que Deus é Pai, Filho e Espírito, pois ele também precisaria ser ANJO
“Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos” (I Tm. 5.21). Seguindo a linha de interpretação trinitária poderíamos dizer “anjos eleitos” é o mesmo que Espírito Santo. Já que ao citar três enfileirados, os três serão necessariamente o mesmo Deus.
Sobre o Texto Recebido e Jerônimo, santo irmão, aqui nem se trata disso! Se trata de gramática. De qualquer forma eu mostrei os usos que a Bíblia faz da expressão “Deus bendido” e os usos que o próprio autor da Carta aos Romanos faz em outros momentos, não os usos que Jerônimo faz (Ele faz? Você pesquisou a respeito?). De qualquer forma o entendimento de Jerônimo não é melhor do que o de Paulo. Obs.: Não toquei em assunto de TR e TC. A observação do especialista em grego que citei não passa por essa questão!!!
É aqui onde encontro uma certa dificuldade de dialogar com o irmão. Há momentos que você “viaja” um pouco, coloca algumas frases de efeito como “mas irmão...”, “que é isso que você fez...”, “não podemos fazer o que quiser com as escrituras...” e etc... e termina fugindo do ponto crucial que é o estudo do texto em questão. Opina muito sobre as pessoas e pouco sobre o versículo.
Deus ocultou essas coisas aos sábios e entendidos e as revelou às criancinhas de peito.
Concordo irmão, é por isso que se chamarmos um irmãozinho, que às vezes as pessoas não dão muita atenção e perguntarmos a ele se Jesus é Deus ou Filho de Deus, se ele não tiver nenhuma influência dos “GRANDES”, dirá sem vacilar e rapidamente: “FILHO DE DEUS”. Experimente fazer uma enquete em uma porta de igreja e veja quem vai responder que “Jesus é Filho” e quem vai responder que “Jesus é Deus”. Você não está pondo essa questão de “sábios e entendidos”? Então, faça o teste. Pode ver que os conceitos que dão vida a trindade, não são conceitos popularizado nas massas cristãs, mas oriundos das reflexões filosóficas da teologia, sem as quais as coisas trinitárias ficam ainda mais mal explicadas.
Ao citar I Co. 1.26-29, você não o está recitando para quem NÃO crê na trindade, mas para quem crê, pois é exatamente os “sábios” que falam do insondável mistério da trindade, não os simples.
Uma prova histórica de que as massas cristãs antigas não eram trinitárias é dada pelo próprio inventor da palavra “trindade”, Tertuliano. Portanto antes de Jerônimo citado por você!!!
Na obra Contra Praxeas, Tertuliano se opõe ao sabelianismo daquele, ao tempo em que defende que Pai, Filho e Espírito Santo são Deus em consubstanciação, ainda que não coiguais, apenas consubstanciais, nos é informado no capítulo 3 que
“Os Simples, de fato (não vou chamá-los de tolos ou ignorantes), que sempre constituem a maioria dos fiéis estão chocados com a dispensação (dos Três em Um)” e, mais a frente, ainda em Contra Praxeas 3, lemos:
“enquanto gregos justamente se recusam a entender a economia, ou dispensação (dos Três em Um)”. Este testemunho mostra, de forma clara, que à época em que foi escrito ao contrário do que é afirmado hoje pelos defensores do dogma da trindade, o ensino “dos Três em Um” não era crença corrente, nem era facilmente aceito no seio da igreja; nem dos latinos, nem dos gregos.
E acaso o Senhor disse alguma coisa com referência a grego ou hebraico e aramaico???
Amado irmão, sobre isso eu não tenho muito que dizer. Se você acha que as milhares de traduções existentes hoje refletem exatamente aquilo que CRISTO MANDOU PREGAR, ou seja, Jesus se responsabiliza por cada versão diferente da Bíblia em milhares de idiomas, mais uma vez digo: Paciência!!!
Olha irmão Valdomiro; eu conheço a palavra de Deus, em nenhum lugar o Senhor me diz p/ estudar a sabedoria desse mundo ou me apoiar nela p/ conhecer a verdade.
E quem, irmão, defende alguma coisa da Bíblia alegando desconhecer a Palavra de Deus??? A questão é essa??? Então, eu também conheço e não creio na existência do dogma trinitário!!! E daí??? Ninguém aqui, santo, está falando da sabedoria do mundo, mas o mínimo de consideração a forma como foi escrito o texto sagrado. Você acha que estudar melhor uma língua facilita ou dificulta a compreensão da língua que se estuda??? É possível fazer uma análise do texto sem conhecer a língua em que o texto está escrito??? Se você me disser que Jesus se responsabiliza pelas versões, então, de novo, paciência!!!
Se outrora o texto era sem pontuação; outrora o texto era sem pontuação!
E foi com esse texto que os irmãos venceram e deram suas vidas pela verdade!
Mas é exatamente isso do que estamos tratando! Alguém coloca uma pontuação e você acha que o texto continua sendo aquele mesmo sem pontuação. Percebe?!
Você está confundindo muito e misturando as coisas. Quem quer falar bem português estuda português. Isso nada tem haver com querer ser mais sábio que os outros. A bíblia não foi escrita originalmente em português, então, estudar as línguas originais nada tem haver com esse seu pensamento. Sua afirmação ou é uma má compreensão dos fatos ou uma deturpação.
Nem sei porque você não é um Católico Romano, pois teu argumento segue essa linha: “as tradições ditam a verdade”. No mais, todo o resto de tua postagem gira em torno disso, de modo que comentar a sequência seria fugir ao tema.
E volto ao verso:
O que você fez c/ o versículo de Romanos 9:5 tirando-lhe todo o sentido??
E deixando uma parte com que perdida no mar...??
Você acha isso justo???
Santo irmão, só lamento seu fechar de olhos as evidências. Desta forma você em nada diferente daqueles que defendem o Dogma da Imaculada Conceição. Leia mais a respeito desse Dogma, pois você se equivoca também quando fala sobre ele e acerca dos supostos versículos que o fundamentam, pois uma das coisas que sustentam o Dogma da Imaculada Conceição é justamente o Dogma da Santíssima Trindade!
Ao que parece você quer que todos, em nome da fé, se mantenham ignorantes para poder legitimar a Palavra. Que coisa estranha irmão! Jesus nos manda apresentar a Deus um culto racional, com a razão! Fundamentado! Não culpe os outros por querer percorrer esse caminho!
Mas, voltando a Jo. 17.3, além da mera citação de outros versos que, inclusive, não desdiz o que está dito nesse verso; não li ainda a explicação do irmão. A redação está errada? Jesus estava errado? Deus estava errado? O que há naquele verso que faz o irmão rejeitar a Declaração de Jesus ao dizer que só o Pai dele é o Único Deus verdadeiro?
Shalom!