Olá irmão Jefté, Paz!
Abençoado irmão, eu particularmente não sou fã do Texto Crítico (TC), mas considero importante vários dos métodos que foram adotados para a elaboração dele.
Não sei se você percebeu; todas as citações bíblicas que tenho feito uso o Texto Receptus (TR) através de sua tradução feita pela Sociedade Bíblia Trinitariana, a conhecida Almeida Corrigida Fiel. Eventualmente, e somente eventualmente, trago outras traduções para mostrar que uma outra sugestão de tradução existe e que não é uma particularidade minha ou inventada por mim. Você sabe que quando alguém se opõe a trindade é fácil de ser acusado de interpretação própria, então, por isso, faço questão de trazer versões de outros trinitários, em especial católicos, a quem não se pode acusar de tentar modificar o texto para “prejudicar” a trindade, já que foram eles os principais estabelecedores dessa doutrina.
Quando ponho em dúvida certos versículos do TR é porque existe, factualmente, ou seja, não é uma forçada de barra, outra possibilidade de tradução, e ele apresenta decisivamente um texto que leva a outro entendimento da Bíblia.
No nosso debate, até o momento, apresentei dois. O bem conhecido I Jo. 5.7 e, agora, I Tm. 3.16. Veja irmão esses dois versos aparecem no texto TR e o primeiro é comprovadamente um adendo fraudulento e o segundo traz um conjunto de duas letras que foram facilmente tornadas em uma “abreviação” no TR, mudando completamente o sentido do texto. Não pretendi e nem pretendo defender todo o TC por conta disso, mas mostrar que sem os princípio da apuração textual, tais constatações jamais seriam possíveis e estaríamos ensinado palavras de um desconhecido qualquer como se fosse a legítima palavra de Deus.
Só abrindo um parêntese no nosso assunto. Não pense, irmão, que o TR é preservação fiel do original, na verdade ele é reprodução do que existia à época com os possíveis acertos e falhas. Saiba, por exemplo, que ele traz nos últimos capítulos de Apocalipse uma reversão, ou seja, Erasmo não tinha um único manuscrito grego com os últimos capítulos de Apocalipse, então, ele pegou um texto em Latim e retraduziu para o Grego, isto significa que o TR tem em seus versos um texto grego de como Erasmo entendeu o Latim de um tradutor que por sua vez entendeu o grego de um outro manuscrito, ou ainda de um outro texto latino. Isto é só para mostrar um exemplo da complexidade do que é transmissão textual. E, sabendo disso, fico admirado como alguem pode afirmar que ele é a preservação sem mácula do original, só porque apoiaria “melhor” o dogma trinitário.
A transmissão textual não ocorreu de forma fácil no princípio do cristianismo. Haviam poucos materiais disponíveis para feitura de cópias e, praticamente ninguém habilitado no meio cristão para essa obra. Para você ter uma idéia existe uma cópia da genealogia de Jesus que o copista viu duas colunas de texto em uma página e não sabia do que se tratava, sequer sabia ler, então, ele resolveu fazer uma coluna só, seguindo a escrita horizontalmente, ou seja, juntou as duas primeiras linhas de cada coluna em uma única linha. Por ai você tem uma idéia de como ficou a genealogia de Jesus nesse manuscrito que foi produzido. Isto é só mais um exemplo, mas aconteceram erros e/ou adulterações das mais diversas no início do processo de cópia.
Em dado momento da história da igreja, já se tinha bons copistas e eles fizeram uso dos textos que tinham em mãos, mas essa situação só ocorreu quando já haviam passados centenas de anos dos autógrafos. Ou seja, as alterações, intencionais ou não já haviam sido introduzidas nas cópias, de modo que as cópias eram reproduções dos textos já com algum grau de adulteração. Também não estou dizendo que os textos foram adulterados em 100% de seu conteúdo, nem que todas foram intencionais. Então, se um texto adulterado foi reproduzido mil vezes teremos mil textos adulterados, de modo que não é a quantidade das cópias que ditam a legitimidade do texto. Pegar um texto da idade média ou um pouco antes, já transcorridos centenas de anos e afirmar que esse é o puro, não é nem questão de fé, é dogmatismo mesmo.
Mas, amado irmão abordarmos mais profundamente a questão da transmissão textual talvez desvirtue o tema do tópico.
Como disse antes, não sou fã do TC e, por outro lado, não considero o TR um texto puro como é defendido por muitos. No direito de liberdade que todo crente tem, investigo e peso os versículos suspeitos de terem sido modificados. E, ao fazer isso, para não ser dogmático, apresento, fundamentadamente, as razões das suspeitas.
No nosso caso é precário, muitíssimo precário considerar I Jo. 5.7 e I Tm. 3.16 como aparecem no TR como legítimos. As causas disso já apresentei fundamentadamente nas postagens anteriores. Por mais simpáticos que tais versos possam parecer à fé trinitária não é conveniente fundamentar nossa fé em uma redação sabidamente alterada.
Deus em Cristo continue te abençoando!
Valdomiro.
Abençoado irmão, eu particularmente não sou fã do Texto Crítico (TC), mas considero importante vários dos métodos que foram adotados para a elaboração dele.
Não sei se você percebeu; todas as citações bíblicas que tenho feito uso o Texto Receptus (TR) através de sua tradução feita pela Sociedade Bíblia Trinitariana, a conhecida Almeida Corrigida Fiel. Eventualmente, e somente eventualmente, trago outras traduções para mostrar que uma outra sugestão de tradução existe e que não é uma particularidade minha ou inventada por mim. Você sabe que quando alguém se opõe a trindade é fácil de ser acusado de interpretação própria, então, por isso, faço questão de trazer versões de outros trinitários, em especial católicos, a quem não se pode acusar de tentar modificar o texto para “prejudicar” a trindade, já que foram eles os principais estabelecedores dessa doutrina.
Quando ponho em dúvida certos versículos do TR é porque existe, factualmente, ou seja, não é uma forçada de barra, outra possibilidade de tradução, e ele apresenta decisivamente um texto que leva a outro entendimento da Bíblia.
No nosso debate, até o momento, apresentei dois. O bem conhecido I Jo. 5.7 e, agora, I Tm. 3.16. Veja irmão esses dois versos aparecem no texto TR e o primeiro é comprovadamente um adendo fraudulento e o segundo traz um conjunto de duas letras que foram facilmente tornadas em uma “abreviação” no TR, mudando completamente o sentido do texto. Não pretendi e nem pretendo defender todo o TC por conta disso, mas mostrar que sem os princípio da apuração textual, tais constatações jamais seriam possíveis e estaríamos ensinado palavras de um desconhecido qualquer como se fosse a legítima palavra de Deus.
Só abrindo um parêntese no nosso assunto. Não pense, irmão, que o TR é preservação fiel do original, na verdade ele é reprodução do que existia à época com os possíveis acertos e falhas. Saiba, por exemplo, que ele traz nos últimos capítulos de Apocalipse uma reversão, ou seja, Erasmo não tinha um único manuscrito grego com os últimos capítulos de Apocalipse, então, ele pegou um texto em Latim e retraduziu para o Grego, isto significa que o TR tem em seus versos um texto grego de como Erasmo entendeu o Latim de um tradutor que por sua vez entendeu o grego de um outro manuscrito, ou ainda de um outro texto latino. Isto é só para mostrar um exemplo da complexidade do que é transmissão textual. E, sabendo disso, fico admirado como alguem pode afirmar que ele é a preservação sem mácula do original, só porque apoiaria “melhor” o dogma trinitário.
A transmissão textual não ocorreu de forma fácil no princípio do cristianismo. Haviam poucos materiais disponíveis para feitura de cópias e, praticamente ninguém habilitado no meio cristão para essa obra. Para você ter uma idéia existe uma cópia da genealogia de Jesus que o copista viu duas colunas de texto em uma página e não sabia do que se tratava, sequer sabia ler, então, ele resolveu fazer uma coluna só, seguindo a escrita horizontalmente, ou seja, juntou as duas primeiras linhas de cada coluna em uma única linha. Por ai você tem uma idéia de como ficou a genealogia de Jesus nesse manuscrito que foi produzido. Isto é só mais um exemplo, mas aconteceram erros e/ou adulterações das mais diversas no início do processo de cópia.
Em dado momento da história da igreja, já se tinha bons copistas e eles fizeram uso dos textos que tinham em mãos, mas essa situação só ocorreu quando já haviam passados centenas de anos dos autógrafos. Ou seja, as alterações, intencionais ou não já haviam sido introduzidas nas cópias, de modo que as cópias eram reproduções dos textos já com algum grau de adulteração. Também não estou dizendo que os textos foram adulterados em 100% de seu conteúdo, nem que todas foram intencionais. Então, se um texto adulterado foi reproduzido mil vezes teremos mil textos adulterados, de modo que não é a quantidade das cópias que ditam a legitimidade do texto. Pegar um texto da idade média ou um pouco antes, já transcorridos centenas de anos e afirmar que esse é o puro, não é nem questão de fé, é dogmatismo mesmo.
Mas, amado irmão abordarmos mais profundamente a questão da transmissão textual talvez desvirtue o tema do tópico.
Como disse antes, não sou fã do TC e, por outro lado, não considero o TR um texto puro como é defendido por muitos. No direito de liberdade que todo crente tem, investigo e peso os versículos suspeitos de terem sido modificados. E, ao fazer isso, para não ser dogmático, apresento, fundamentadamente, as razões das suspeitas.
No nosso caso é precário, muitíssimo precário considerar I Jo. 5.7 e I Tm. 3.16 como aparecem no TR como legítimos. As causas disso já apresentei fundamentadamente nas postagens anteriores. Por mais simpáticos que tais versos possam parecer à fé trinitária não é conveniente fundamentar nossa fé em uma redação sabidamente alterada.
Deus em Cristo continue te abençoando!
Valdomiro.





