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Ética e Comportamento

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Hernandobh
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Ética e Comportamento

Mensagem por Hernandobh em Sex 10 Jul 2009, 18:49

ÉTICA E COMPORTAMENTO




Os princípios "Ama o teu próximo como a ti mesmo" "Não faça ao próximo o que você não gostaria que fosse feito contigo" - são responsabilidades sociais e beneficentes dentro da nossa sociedade.
O judaísmo reconhece que a Ética só pode existir onde há uma infra-estrutura legal efetiva e respeitada, e pode ser definida como "Obediência ao que não é forçado".
Um princípio básico da mensagem moral transmitido por D’us é o de que somos responsáveis uns pelos outros. Para a ética judaica é proibida a indiferença ao sofrimento de outros. Diz-se no Levítico: “Não desconsideres o sangue de teu próximo” (19:16). Nossa época carateriza-se por altas doses de egoísmo e de insensibilidade.

Na ética judaica, ajudar os outros é um dever imprescindível. Como tal, não merece nenhum prêmio nem reconhecimento. A ajuda deve ser desinteressada, não se deve esperar nada em troca e, exemplificando isto, destaca que no dia mais sagrado do judaísmo, o Dia do Perdão, nas orações pede-se perdão à D’us não só pelos prejuízos causados ao próximo, mas também pelos atos que não foram feitos desinteressadamente.
A sociedades atualmente adota-se com frequência políticas que sabidamente irão significar grande sofrimento para a população, com o argumento de que “o fim justifica os meios” e que são necessários para que haja maior crescimento econômico. A ética judaica não aceita tal raciocínio. Na Torá pode-se ler textualmente que “o fim não santifica os meios”. Refletindo sobre esta diferença, Albert Einstein perguntava “Quem havia sido o melhor condutor dos homens, Maquiavel (autor original do princípio de que o fim justifica os meios) ou Moisés? Quem teria dúvidas sobre a resposta?”
O judaísmo criou a primeira legislação fiscal sistemática para uso coletivo, o dízimo como forma de tsedacá. A palavra tsedacá possui sua raiz na palavra hebraica tsedec, que significa integridade, justiça, a coisa certa a fazer. D'us permitiu que existissem pobres e ricos para que os seres humanos exercessem bondade e justiça uns com os outros transformando seu livre arbítrio em ações positivas. Toda pessoa deve fazer caridade de acordo com as suas posses. Há um versículo que diz: "Não endureça seu coração e estenda sua mão ao seu irmão necessitado". Devemos sempre nos colocar em seu lugar, pois da mesma forma que nos dirigimos humildemente ao Criador em busca de bênçãos de saúde, alegrias materiais e espirituais, somos carentes, ocupamos a mesma posição daquele que se encontra diante de nós e pede para que estendamos nossa mão, indiferente de raça e credo religioso.

Uma idéia central do judaísmo é a de Tikum Olam - "ajudar a consertar o mundo". O Rabino de Lubavitch faz menção a uma simples interpretação de um conhecido episódio bíblico. Depois de sair do Egito e atravessar o deserto, quando os judeus se aproximam de Canaã, Moisés envia 12 espias. Ao regressarem, 10 deles desestimulam as pessoas, dizendo-lhes que não continuem. O Rabino observa que Moisés escolheu os melhores de cada tribo, eram pessoas excelentes; porque iriam ser desleais? O que ocorreu é que encontraram-se com sociedades perdidas na luxúria, corrupção e idolatria. O povo judeu, no deserto, em contrapartida temiam que seguindo para Canaã pudessem ser contaminados. Mas, se equivocaram disse o Rabino, pois o desejo de D’us era diferente. O que D’us queria não era que se recolhessem para conservar sua pureza e sim que levassem a espiritualidade aos mundanos, que difundissem os valores éticos nas sociedades infestadas de vícios. Em uma época como a nossa, em que tantas ideologias tombaram, a proposta do judaísmo de avançar até que o mundo se redima eticamente – e de que não é permitido ficar à deriva, mas sim agir para transformá-lo e lhe dar valores éticos.
A ética judaica está viva e fresca, podendo ajudar a enfrentar o “desencanto do mundo”, o “vácuo dos sentidos” e a inadiável conscientização dos paradoxos da grande pobreza em meio à riqueza potencial que existe no mundo. Uma mensagem sobre ética foi dita pelo sábio do Século I, Hillel: “Se eu não for por mim, quem o será?” significa dizer que todos devemos defender nossa saúde, nossa vida, nossa família; somos insubstituíveis nisto. Mas, acrescentou: “E se eu for somente para mim?”, significando que a vida sem solidariedade, responsabilidade pelo destino de outrem, amor ao próximo, transcedência, não faz sentido. Finalizou: “Se não agora, quando?” O que espera a ética judaica de cada um de nós é que entremos em ação, agora!


Baruch HaShem!!

Bernardo Kliksberg
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