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    Preces, orações e bençãos: São necessárias? Porque?

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    Hernandobh
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    Preces, orações e bençãos: São necessárias? Porque?

    Mensagem por Hernandobh em Dom 05 Jul 2009, 15:49

    Preces, orações e bênçãos: São necessárias? Porque?

    Atualmente vivemos em um mundo onde os valores morais e religiosos ficam em segundo plano, conseqüentemente, o "contato" com o Todo Poderoso também acaba sendo relegado. Muitos só se lembram da "existência" do Eterno nos momentos de adversidade.

    Sendo assim, as preces, orações e/ou bênçãos são realmente necessárias? Por que?

    Nem todos que se dizem membros de uma determinada religião, se preocupam em seu cotidiano com a prática de orar ou abençoar suas atividades. Inclusive podem até argumentar que não o fazem, pois em se tratando D’us ser o Todo Poderoso, este sabe melhor do que nós quais são as nossas necessidades. Porque então temos que fazer preces ou rezar?

    Trata-se de uma mitzvah (mandamento) muito importante, pois para nós não existe o ato não-religioso. Antes de qualquer ação de certa importância, como viajar, comer, beber, devemos pronunciar as bênçãos devidas. É a oportunidade de louvarmos a D'us pelo mundo que criou e pelos milagres que nele acontecem diariamente.

    É Através da reza (tefilá), bênçãos e orações, que nos conectamos com o Criador do universo e compreendemos que Ele é onipresente, ou seja, está em todo lugar e também em nossa vida.

    A prece faz parte de nossa adoração e trata-se de um mandamento do próprio D’us, por essa razão nos ordenou que dirigíssemos nossas orações unicamente a Ele. Devemos nos voltar para D’us diariamente e em todas as ocasiões, seja em um momento de adversidade onde buscamos sua ajuda, em uma situação de bem-estar onde devemos demonstrar nossa gratidão e ainda quando tudo vai bem, devemos orar ao Eterno, para que continue a nos mostrar Sua benignidade e nos conceda nossas necessidades.

    Todos os mandamentos, inclusive o de orar, nos foram ordenados serem cumpridos não para Ele, mas por nós e para o nosso bem. O Eterno não necessita de nossas preces, mas nós não podemos ficar sem elas. A prece é a forma de reconhecermos nossa dependência de D'us para tudo na vida: uma boa saúde, o pão de cada dia. Mas devemos ter em mente que existe algo mais profundo quando oramos pela nossa saúde, vida e sustento, ou seja, uma vida digna, a saúde e o sustento espiritual, que nos mantém fortes neste mundo e no vindouro: a Torah e as mitzvot. Dessa forma, devemos diariamente recordar-nos de que nossa vida e felicidade são uma dádiva do Todo Poderoso.

    Através das preces, bênçãos e orações, temos um "diálogo" respeitoso com D'us, seja na forma de pedido ou em uma demonstração de agradecimento ou de louvor, como exemplo, as palavras de David em Divrei Hayamim I/1º Crônicas 29:10-13: "Pelo que David louvou ao Eterno perante os olhos de toda a congregação; e disse David: Bendito [és] tu, Eterno, D'us de nosso pai Israel, de eternidade em eternidade. Tua [é], S-nhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu [é] tudo quanto [há] nos céus e na terra; teu [é] S-nhor, o reino, e tu te exaltaste sobre todos como chefe. E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas, sobre tudo, e na tua mão [há] força e poder; e na tua mão [está] o engrandecer e dar força a tudo. Agora pois, ó D'us nosso, graças te damos, e louvamos o nome da tua glória".

    É disso que trata a prece: a união entre você e D'us. Portanto, peça tudo o que necessita, mas tenha em mente a Quem você está pedindo e pergunte-se o que está fazendo para retribuir.

    Isso quer dizer que temos o dever de expressar nossa gratidão a D'us, não só com palavras, mas através de atos e obedecendo Seus mandamentos. Trata-se de um momento de nos auto-avaliarmos, ou seja, fazermos um auto-julgamento em relação as nossas atitudes.

    Veja o que nos informa Mishlei/Provérbios 28:9: "De quem desvia seu ouvido do ensino da Torá, até uma prece é abominação". Esse texto deixa claro, que se não obedecermos as mitzvot ordenadas pelo Altíssimo, de nada adiantará nossas orações, pois se trata de um requisito essencial fazer a vontade de D’us.

    Sendo assim, nossas atitudes devem estar em sintonia com as nossas orações. Do que adiantaria durante a prece pedirmos ajuda para se evitar a imoralidade se assistimos na televisão filmes de conteúdo imoral? Ou se adquirimos publicações que destacam o que não é decente? Com certeza nossas orações não serão ouvidas se tivermos esse tipo de atitude. Nossas ações devem ser dignas para que as orações sejam ouvidas por D’us.

    Atingimos o nível mais alto em nossas preces, quando não desejamos nada mais a não ser a união com D'us.

    Por estar razão, o judeu balança o corpo involuntariamente quando reza, já que a prece é o meio pelo qual nos unimos a D'us, e ao fazer isto, a alma se eleva para se reunir com o Eterno.

    Fortalecimento Espiritual
    A oração também pode ser usada para nos fortalecer e nos manter afastados da influência do mundo. Precisamos ter força para fazer o que é correto e as preces podem nos ajudar. Em Tehilim/Salmos 55:22, D'us nos dá a garantia de que nos fortalecerá quando necessitarmos de seu apoio, principalmente quando estamos lutando para fazer o que é correto aos seus olhos: "Confia teu fardo ao Eterno e Ele te sustentará, e não permitirá que desfaleça o justo".

    Talvez você esteja travando uma verdadeira batalha para livrar-se de alguma prática ou hábito que desagrada a D’us. Por que não pedir ajuda a Ele através da oração?

    Mas tenha em mente que simplesmente seguir as mitzvot ordenadas por D’us e o ato de orar não fará com que seja fácil fazer o que é correto. A vida cotidiana é uma constante luta para fazermos o que é certo e tentações não faltam para nos desencaminhar das orientações Divinas. Por isso, devemos ter fé ao orarmos, se desejamos ser ouvidos pelo Eterno. Se confiarmos em D'us e efetuarmos nossas preces com coração sincero, podemos ter certeza de que ele nos ajudará.

    Tudo que possa envolver o nosso relacionamento com D’us pode ser motivo para orarmos: a nossa saúde, a cura de um amigo, orientação para criar os filhos, o fortalecimento da família. Mas não devemos esquecer que os nossos pedidos devem estar em consonância com a vontade do Eterno, sem nos preocuparmos em satisfazer somente interesses pessoais.

    Yeshua HaMashiach é um dos maiores exemplos ao nos ensinar a interceder através da oração em favor dos outros, como nos informa o Livro de Luka/Lucas 22:32:"Mas eu orei por você, para que sua sua confiança/fé não falhe. E você, assim que tiver voltado, fortaleça seus irmãos". Trata-se de uma demonstração de que devemos seguir o exemplo do Mashiach e também pedir em nossas orações por aqueles com quem nos preocupamos ou que necessite de uma atenção especial. Conforme nos deixa claro o Livro de Ya’akov/Tiago 5:13-16, "a oração de uma pessoa justa é poderosa e eficaz".

    Da mesma forma que a oração pública (um mínimo de 10 homens) é superior à oração individual.

    Orações Diárias
    A Torah nos informa que o rei David, rezava três vezes ao dia. Na Babilônia, o profeta Daniel também fazia as suas orações três vezes por dia, com a face voltada a Jerusalém: "Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas voltadas para Jerusalém), e três vezes ao dia orava, e dava graças, diante do seu D’us, como também antes costumava fazer" (Daniyel 6:11).
    Oração com tefilin

    A orientação de efetuar as orações voltadas para Jerusalém está descrita em Melajim I/1º Reis 8:48: "E retornarem a Ti com todo o seu coração e com toda a sua alma, estando na terra de seus inimigos que os levaram ao cativeiro, e rezarem a Ti, voltados na direção da sua terra que deste a seus pais, para esta cidade que escolheste e para esta casa que construí ao Teu Nome".

    A tradição hebraica nos ensina que esse costume de se fazer três orações ao dia foi originalmente introduzido pelos Patriarcas: Avraham/Abraão (a Prece da Manhã), Yitzchak/Isaque (a Prece da Tarde) e Yaacov/Jacó (a Prece da Noite).

    Conseqüentemente, somos exortados pela Lei Judaica a fazermos três orações ao dia: Shacharit, pela manhã, Minchá, à tarde, e Arvit ou Maariv, à noite. Em dias especiais, como Yom Tov e Shabat, ainda temos uma tefilá (reza) adicional, a Mussaf.

    Shacharit: Rezar pela manhã quando os textos enfatizam a clara visão da providência divina, louvando a D’us quando a vida é agradável (+ ou – 45 minutos).

    Minchá: Rezar à tarde quando é aconselhado desligar-se do ritmo da vida cotidiana, dando um tempo de nossos afazeres (+ ou – 30 minutos).

    Arvit ou Maariv: Rezar à noite quando se proclama fé e confiança em D'us, percebendo a Sua grandeza, mesmo ao aproximar-se o reino incerto das trevas.

    As três orações que devem ser feitas diariamente se encontram em nosso livro, o sidur, que contém também as referentes ao Shabat, Rosh Chodesh e Yom Tov.

    Porém, isto não quer dizer que nossas orações devam ficar limitadas somente a esses horários. A qualquer momento, podemos expressar nossa fé, "falar" com D'us, fazer nosso pedido, e obviamente, também agradecer pelas dádivas que acontecem em nossa vida. Nessas ocasiões, não há a necessidade de nos atermos a linguagem do sidur, pois o Eterno entende a nossa forma de expressar, e mais importante, entende nosso coração.

    Mas muitos podem alegar que possuem uma vida muito atribulada e não dispõem de tempo para as preces. No entanto, esse não é um motivo justificável que impeça de se dirigir a D’us em oração. Temos que ter a convicção de que Ele conhece nossas necessidades, mas mesmo assim, devemos reservar um tempo para "falar" com D’us.

    Na sua primeira vinda à Terra, o Mashiach deu exemplo em demonstrar como é importante a oração e a santificação do nome de D’us. No Livro de Mattityahu/Mateus 6:9 ele nos diz: "Pai nosso no céu! Teu nome seja mantido santo".

    Sendo assim, devemos santificar O Nome de D’us e encarar as orações como um privilégio, já que estamos em "contato direto" com o Todo Poderoso e o Ouvinte de oração, como deixa claro Tehilim/Salmos 65:3: "A Ti, que acolhes as preces, acorrem todos os homens".
    Oração no Kotel (Muro das Lamentações)

    Podemos ainda seguir as orientações do Mashiach conforme descrito em Mattityahu/Mateus 6:6: "Mas você, quando orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê o que você faz quando está sozinho, o recompensará". Com essas palavras, Yeshua nos deu uma indicação de que é bom quando as orações pessoais podem ser proferidas num ambiente reservado, longe do olhar de outras pessoas.

    Mas não devemos esquecer que o mais importante é sempre proferir nossas orações com fé, amor, devoção e misericórdia, para que elas possam ser ouvidas por D’us.

    Por que a oração deve ser falada?
    Temos o costume de fazermos as nossas orações "falando" ao invés de mentalmente, para nos conscientizar de nossa dependência do Todo Poderoso. Demonstrar de uma forma clara e audível que somente D'us controla nosso destino.

    O ato de falar nos distingue das demais formas de vida, nos caracterizando como humanos. Assim, ao efetuarmos nossas preces estamos na presença de D'us, dessa forma temos que ter a consciência de que somos seres humanos e como tal, nossas metas e comportamento devem ter a dignidade de humanidade.

    Fonte: judaismomessianico.net

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    Re: Preces, orações e bençãos: São necessárias? Porque?

    Mensagem por Norberto em Dom 29 Maio 2011, 20:56

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    Tópico removido do grupo ”Testemunhos, estudos e mensagens de outras autorias” por descumprimento à

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