O homem não exatamente decide crer. Ele simplesmente, pela graça de Deus, retira a resistência natural às coisas de Deus e passa a crer. A fé, como disse, é dom de Deus, mas Deus não enfia a fé no homem contra a sua vontade.
Irmão Paulo César
Se o homem retira a resistência natural às coisas de Deus, ele não deixa de fazer uma obra, pagar um preço.
No meu conceito, ele não estaria sendo salvo por um amor incondicional ( misericórdia ), mas condicional a um "sim" , ou a um retirar da resistência. Condicional a um "manter-se".
O poder de decidir não muda a natureza de um presente. Quer aceitamos ou não, um presente continua sendo um presente.
Mas, entendo que muda a natureza da Graça, porque condiciona a salvação a uma "decisão"
do homem. Desta forma a Graça já não é a Graça ( favor imerecido que parte de um amor incondicional ).
Eu creio que a salvação é muito mais que um presente. É a expressão máxima do amor pessoal de Deus por alguém. É o momento em que Deus te chama pelo teu nome e te "diz": Paulo Cesar, Paulo Cesar, por me persegues ? Então, diante da presença de Deus, a sua nudez se manifesta , todo o seu ser é revelado a voçê mesmo. Irresistivelmente o amor pessoal de Deus é manifesto por aquele que ELE amou e elegeu .
Então, aquele que antes O perseguia através de suas constantes escolhas naturais pelo pecado, passar a ter o seu entendimento totalmente aberto sobre quem ele É, quão mal ele é, quão pecador ele é, qual é o alvo do seu merecimento e passa a conhecer que Deus o vai salvar por amor, porque um preço já foi pago pela sua vida.
Não há como resistir a uma manifestação pessoal do criador. É um momento em que toda a nossa essência é desnudada, toda a nossa razão de ser aflora. Não existem argumentos ( justificações ) diante de um DEUS de amor tão poderoso. Todo aquele que tem um verdadeiro encontro com Deus, condena a si mesmo.
Sua conclusão tem sentido se negligenciarmos a relação que existe entre Deus e o homem. É Deus quem nos sustenta, nos mantém em santidade, nos faz perseverar, mas isto não acontece incondicionalmente. As advertências nas Escrituras contra a apostasia seriam inúteis se não fossem contra sérios riscos que corremos. As advertências são reais. Se é Deus quem incondicionalmente nos faz perseverar, qual a utilidade dessas advertências? Nos amedrontar contra um perigo hipotético?
Irmão , eu creio que Deus não nos trata com a robôs. ELE nos convence ( imperativo, abrindo o nosso entendimento ) do pecado , da justiça e do juízo. Como falei acima, no meu entendimento, isso é irresistível.
Prova disso é que , quando Deus se manifestar a todas as pessoas , todo joelho se dobrará e toda língua confessará. Aí não existem excessões !!! A presença de Deus é irresistível. Mesmo aqueles que não crêem, que caluniam a Deus, que seguem a outros deuses, vão ter que reconhecer que Jesus Cristo é o Senhor. Pedirão aos montes que se joguem sobre eles e tentarão se matar em vão.
Não é uma questão de Deus ser invasivo conosco, mas é uma questão de confronto entre a natureza da criatura com a natureza do Criador.
Eu realmente acredito que se Deus manifestasse a SUA presença ( SUA shekinah ) , SEU amor através de um encontro, uma experiência, com cada ser humano existente, individualmente. Todos seriam salvos !!!
Deus convence o homem do pecado, doa-lhe a Fé e o guia em amor, através da comunhão dos santos, a igreja., Exortando-o, ensinando-o ,dando-lhe palavras de conforto, corrigindo-o, açoitando-o, etc Caso o homem se desvie, o pastor deixa as 99 e corre atrás dele , trazendo-o de volta, seja qual for o seu estado.Mas ele nunca há de perecer.
Ora, Deus é Deus e faz do jeito que achar melhor. Se Ele formulou um plano no qual quer Seu amor correspondido de forma voluntária, qual o problema?
Mas creio nisso: Ele formulou um plano no qual quer Seu amor correspondido de forma voluntária, sendo por natureza irresistível, como descrevi acima.
Mas a salvação não se cumpriu mesmo. A salvação é individual e acontece no momento que alguém crê. A salvação propriamente dita não aconteceu na cruz, ela acontece cada vez que alguém deposita sua fé em Cristo.
A salvação não acontece da forma que está pensando: "Jesus morreu na cruz. Pronto, todos aqueles por quem Ele morreu já estão salvos. Não há mais nada a ser feito." Desse jeito você despreza a obra do Espírito Santo, colocando a salvação como resultado unicamente da morte de Cristo. Cristo terminou Sua obra, mas o Espírito Santo ainda está realizando a Sua.
Bom, eu entendo que a salvação se cumpriu, o Espírito Santo foi enviado para consolar a igreja, edificá-la e convencer ( se revelar ) os eleitos ainda não convertidos da sua vocação , proporcionar a eles um encontro real com Deus, mostrar-lhes que um preço já foi pago por suas vidas.
Estranha sua conclusão. Se eu não resisto à graça de Deus, e Deus me faz crer, isto significaria que a fé vem de mim?
Se eu decido resistir ou não . Eu decido ter ou não fé. Entende ?
É indevido em qualquer contexto, não apenas no qual creio. Quem adora dizer que a morte de Cristo foi suficiente para salvar todo o mundo são os calvinistas, na esperança de tornar a doutrina da Expiação Limitada menos desagradável. Mas não funciona. De que adianta alguém ter uma fortuna, que diz ser suficiente para erradicar a fome de toda a humanidade, se a maioria não recebe um centado dela?
Varão , apesar de existir uma grande coincidência no que creio com o calvinismo ( soteriologicamente falando ), defendo o que creio.
Um grande abraço, meu irmão!!