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Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

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Edison
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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Edison em Qua 29 Mar 2017, 17:30


Max Sensi
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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Max Sensi em Qua 29 Mar 2017, 17:49

Edison, suas citações NÃO comprovam absolutamente nada. Isso está mais para gente que não querer encarar a Reforma da Previdência.

Gleison Elias escreveu:--

Parem de focar em roubo atual, previdência (na verdade qualquer lei) é para ser discutida pensando em um futuro sustentável. As regras atuais da reforma valem para o futuro ou já está no ponto de ser trocada? Eis a questão.

Ninguém liga sobre "rombo na previdência", o próprio governo não fica enfatizando isso, quem enfatiza é a oposição.
O que se enfatiza é EVITAR um rombo futuro. População idosa está aumentando, expectativa de vida está aumentando, e a gente está com regras que não estão nem aí para essa expectativa de vida, e é de décadas atrás.

Nossa, quanta desinformação. O rombo da Previdência é super real, justamente por ser uma PIRAMIDE FINANCEIRA fraudulenta. O rombo está em torno de 150 bilhões segundo o governo. Se informe ao menos antes de dar sua opinião, né. E a Previdência vai quebrar, cedo ou tarde, justamente por ser uma piramide financeira fraudulenta.

Aqui neste link explica direitinho como funciona a previdência: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=993

Aqui, eu deixo um outro texto interessante, também do Mises Brasil, de como a Previdência, se quiser sobreviver, terá de aumentar infinitamente a idade mínima para se aposentar.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência

E um exemplo prático que comprova a imoralidade deste esquema

Eis um cenário prático e real:

João recebe R$ 1.000 por mês. Esse é o seu salário bruto.

Desse valor, João paga 8% para o INSS. Isso dá R$ 80.

Seu patrão paga 20% desse valor também para o INSS. Isso dá R$ 200.

Por mês, portanto, João e seu patrão pagam R$ 280 ao INSS.

Esse é o valor que o governo confisca de ambos com o intuito de "cuidar" de João no futuro: o equivalente a 28% do salário bruto de João. Para o governo, João é tolo demais para administrar o próprio dinheiro. Tal tarefa será feita com muito mais carinho e dedicação por burocratas estatais.

Em troca de quê?

De acordo com as novas regras da Previdência que o governo pretende implantar, João terá de trabalhar por 49 anos para conseguir se aposentar com seu salário integral. Ou seja, João e seu patrão terão de pagar, mensalmente, R$ 280 ao INSS durante 49 anos para que, no ano de 2066, João se aposente e receba uma aposentaria mensal de... R$ 1.000.

(Para facilitar o exemplo, estou considerando inflação zero pelos próximos 49 anos. Isso significa que, em 2066, R$ 1.000 terão o mesmo poder de compra que têm hoje. Essa forma de raciocinar tem a vantagem de pensarmos tudo em valores de hoje para qualquer época futura, o que mantém o raciocínio mais claro.)

Portanto, ficamos assim: durante 49 anos, João terá dado R$ 178.360[1] para o governo em termos de INSS. (Estou incluindo o 13º salário)

Em troca disso, a partir do ano 2066, ele ganhará R$ 1.000 por mês (em valores de hoje). Isso significa que, a partir de 2066, ele terá de viver pelo menos mais 179 meses (15 anos) para ao menos conseguir recuperar todo o valor que deu para o governo.

Como seria se João tivesse liberdade

Agora vejamos qual seria a situação de João daqui a 49 anos caso ele tivesse liberdade para fazer o que quisesse com esse dinheiro.

Sem qualquer pirotecnia, imagine que João aplicasse esses mesmos R$ 280 mensais destinados ao INSS em títulos públicos por meio do Tesouro Direto. (Absolutamente qualquer pessoa, de qualquer renda, sem ter de pagar nenhuma taxa, pode aplicar no Tesouro Direto.)

Mais especificamente, imagine que João aplicasse mensalmente no título Tesouro IPCA+ (também chamado de NTN-B Principal), que paga uma taxa média de 6% de juros reais anuais. Ou seja, esse título paga um valor 6% acima da inflação total de cada ano.

Quanto João teria daqui a 49 anos? Ele teria toda a inflação acumulada no período de 49 anos e mais um ganho extra de 6% ao ano durante 49 anos. Quanto dá R$ 280 rendendo 6% ao ano (0,49% ao mês) de juro real (ou seja, acima da inflação) durante 49 anos (588 meses)?

Nada menos que R$ 1,038 milhão[2] em valores de hoje.

Ou seja, daqui a 49 anos, João teria à sua disposição uma quantia cujo poder de compra equivale a R$ 1,038 milhão de hoje. Nada mau.

Mas agora vem o principal: esse R$ 1,038 milhão (em valores de hoje) que João terá daqui a 49 anos, caso continuem aplicados a 6% de juros reais ao ano (0,49% ao mês), renderão a ele nada menos que R$ 5.086 por mês (em valores de hoje).

Agora compare e se espante:

No primeiro cenário, tudo o que restou a João é receber R$ 1.000 por mês (em valores de hoje). E só. Ele não tem mais nada. Todo o dinheiro que ele deu para o INSS (R$ 178.360) se perdeu. Ele não tem acesso a ele. Tudo o que lhe restou, repetindo, é receber R$ 1.000 por mês.

Já no segundo cenário, João não apenas terá R$ 1,038 milhão em sua posse, como ainda estará ganhando mais R$ 5.086 por mês só com os juros incidentes sobre esse R$ 1,038 milhão!

(Sim, haverá imposto de renda de 15% sobre esse valor; ainda assim, a diferença de realidade é absurda).

Eis, portanto, as alternativas de João: patrimônio nenhum acumulado e apenas R$ 1 mil por mês para sobreviver, ou patrimônio de R$ 1,038 milhão acumulado mais uma renda mensal de R$ 5.086 por mês.

Isso, e apenas isso, já deveria bastar para acabar com qualquer debate sobre a Previdência. Qual a moralidade desse arranjo?

Desnecessário enfatizar que, no segundo cenário, quanto mais João conseguir poupar a cada mês trabalhado, maior será o seu montante final acumulado. Apenas para se ter uma ideia, se ele conseguir poupar R$ 10 adicionais por mês — ou seja, R$ 290 em vez de R$ 280 —, seu montante final será de R$ 1,077 milhão, ou seja, R$ 39 mil a mais. Isso dará a João uma renda mensal de R$ 5.277 (R$ 191 a mais por mês). Tudo isso com apenas R$ 10 a mais por mês.

Essa é a mágica dos juros compostos.

É igualmente desnecessário enfatizar que há outras modalidades de investimento que rendem muito mais que os títulos do Tesouro, como CDBs, LCIs e LCAs de bancos pequenos. As pessoas podem perfeitamente ir alocando seus investimentos em vários desses instrumentos financeiros de vários bancos diferentes, sempre respeitando o limite de R$ 250 mil por instituição financeira coberto pelo FGC.

Em suma, se você pudesse escolher desde o início, qual desses dois modelos você adotaria: INSS ou liberdade?

Reformar a Previdência é enxugar gelo

Pessoalmente, considero essa questão da Previdência brasileira um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.

Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.

Comecemos pelo básico:

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em um fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maiorque a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.

Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

E, no Brasil, ela já não está cooperando. Eis os dados do IBGE:




Em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.


Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro).

Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

A não ser mudar totalmente o sistema.

Uma sugestão de reforma definitiva da Previdência

São vários os que têm sugestões para reformar a Previdência com o intuito de perpetuá-la. Já eu sugeriria aboli-la e libertar as pessoas da obrigação de participar dela.

Isso, no entanto, gera um problema: há milhões de pessoas entre 30 e 65 anos que foram obrigadas pelo governo a entrar no esquema insustentável da Previdência e que já obrigatoriamente pagaram muito dinheiro para o INSS. E há também os aposentados que dependem do dinheiro dos ativos para continuar recebendo suas aposentadorias.

O grande desafio, então, é como abolir a Previdência e, ao mesmo tempo, não deixar essas pessoas ao relento. Elas, afinal, foram coagidas pelo governo a entrar neste arranjo. Não havia opção.

Não seria nem ético nem moral simplesmente dizer para essas pessoas que tudo aquilo que elas pagaram foi em vão.

Com esse objetivo, eis a reforma que eu sugeriria, baseada nesta sugerida pelo economista americano George Reisman. Apresento-a na esperança de que ela sirva ao menos como um ponto de partida para discussões e debates adicionais sobre o tema. Ela não tem o intuito de ser definitiva; tampouco ela é à prova de falhas. Trata-se apenas de um modelo-base, que pode ir sendo aperfeiçoado e ajustado à medida que vai sendo implantado. No entanto, vale ressaltar que o objetivo supremo desta proposta é a liberdade econômica do indivíduo.

Começando em janeiro de 2018, a idade mínima de aposentadoria deve ser imediatamente elevada para 65 anos. (Esta idade é a mesma da proposta do governo). O que isso implica?

Em 2015, a idade média de aposentadoria no Brasil foi de 58 anos. Trata-se de uma das menores do mundo (confira a tabela). No México, as pessoas se aposentam com, em média, 72 anos. No Chile, com 69. Em todos os outros países da América Latina as pessoas se aposentam com mais de 60 anos.

Esse aumento para 65 anos, obviamente, será uma grande decepção para todas essas pessoas com 58 anos ou mais, as quais esperavam se aposentar em breve. Felizmente, há uma maneira de fornecer um alívio substantivo para essas pessoas, o que diminuirá bastante seu infortúnio: indivíduos a partir de 58 anos terão o FGTS direcionado ao seu salário (valor esse que o patrão teria de pagar de qualquer maneira) e, principalmente, estarão isentos do imposto de renda até o valor anual R$ 67.467,66 (incluindo o 13º salário).

Esse valor da isenção representa o atual valor máximo sobre o qual incide o INSS (R$ 5.189,82 por mês).

Na prática, uma isenção desse tamanho significa que a esmagadora maioria destes indivíduos não mais pagará imposto de renda até se aposentar.

Esse valor de que o governo estaria abrindo mão em termos de imposto de renda e de FGTS representa uma quantia que o governo não teria coletado de qualquer maneira, uma vez que essas pessoas já estariam aposentadas, sem pagar FGTS e recebendo menos que seus salários atuais.

Mais ainda: como agora o governo não terá de pagar aposentadoria para essas pessoas que têm 58 anos ou mais — pois elas ainda continuarão trabalhando e pagando INSS até os 65 anos —, tal medida mais do que compensaria essa isenção do imposto de renda em termos do orçamento do governo. As receitas da Previdência subirão e as despesas cairão.

Adicionalmente, o fato de que essas pessoas não mais veriam o imposto de renda confiscando uma fatia do seu salário, em conjunto com o fato de que agora o FGTS está incorporado aos seus salários, já deveria servir de grande consolo para a aceitação dessa mudança.

Essa idade de aposentadoria de 65 anos deverá ser mantida por até quinze anos (janeiro de 2033), de modo a possibilitar que todos os trabalhadores que tinham 50 anos ou mais na época de sua implantação (janeiro de 2018) se beneficiem dela.

Entretanto, após esse período de quinze anos (janeiro de 2018 a janeiro de 2033), a idade mínima deverá ser gradualmente aumentada para 70 anos. Esse aumento de 65 para 70 anos deverá ocorrer ao longo de um período de vinte anos (janeiro de 2033 a janeiro de 2053). Ou seja, a cada ano, a idade mínima será elevada em 0,25 ano (um trimestre).

Assim, trabalhadores que tinham 49 anos quando a reforma foi implantada (janeiro de 2018) poderão se aposentar pelo INSS quando tiverem 65 anos e três meses, ao passo que aqueles que tinham 30 anos na época da implantação só poderão se aposentar aos 70 anos.

Após esse período de vinte anos (janeiro de 2053) — que já totalizam trinta e cinco anos desde a implantação da reforma, e com a idade mínima já em 70 anos —, a Previdência começará a fechar as portas. Quem estiver com 70 anos se aposenta em 2053. Quem estiver com 65 anos (ou seja, quem tinha 30 anos em janeiro de 2018) se aposenta em 2058.

E quem estiver com menos de 65 anos não mais irá se aposentar pelo INSS.

Em outras palavras, a partir de janeiro de 2053, a Previdência estará fechada para todos aqueles que tinham 29 anos de idade ou menos quando a reforma foi implantada (janeiro de 2018). Esses jovens trabalhadores de 29 anos ou menos, que não se aposentarão pelo INSS, terão ainda muito tempo para cuidar do seu futuro financeiro, poupando e investindo de acordo com o que foi falado no início deste artigo.

(Aquele grande superávit inicial conseguido no início da implantação do programa pode ser utilizado para restituir, nem que seja parcialmente, todo o dinheiro que esses trabalhadores de até 29 anos já deram para o INSS.)

Portanto, a partir de janeiro de 2053, trinta e cinco anos após a implantação da reforma, a Previdência ficará aberta por mais cinco anos, até janeiro de 2058, esperando as pessoas que tinham 65 anos inteirarem 70 para se aposentar. Após receber seus últimos integrantes em janeiro de 2058, a Previdência fecha para novos entrantes.

Isso significa que, a partir de janeiro de 2058, após 40 anos da implantação da reforma, a Previdência terá exclusivamente apenas pessoas com mais de 70 anos de idade, e não mais receberá nenhum novo aposentado.

Com isso, todo o sistema previdenciário irá progressivamente diminuir e murchar, até desaparecer por completo à medida que seus pensionistas restantes forem morrendo.

Essas pessoas restantes, entretanto, terão de ser bancadas por todo o resto da sociedade. Não há como escapar deste fato. Porém, a sugestão para essas pessoas, que terão entre 30 e 35 anos de idade em janeiro de 2018 — ou seja, ainda serão jovens na época da implantação da reforma — é que sigam os conselhos do início deste artigo e façam planos para uma previdência complementar, apenas para se precaverem de um eventual (e possível) calote do governo.

Em todo caso, supondo um não-calote nessas pessoas, o governo terá de cortar gastos em outros setores.

Felizmente, e ironicamente, se tomarmos a realidade atual como base, lugar de onde o governo pode cortar gastos é o que não falta: ministérios, secretarias, salários dos políticos, salários de toda a burocracia estatal (especialmente do judiciário), cinema, teatro, sindicatos, grupos invasores de terra, concursos públicos, subsídios a grandes empresários e pecuaristas, anúncios publicitários na grande mídia (impressa e televisiva) e em times de futebol. Ou então o governo pode reduzir os superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais, reduzir o número de políticos, abolir várias agências reguladoras custosas, e reduzir os gastos com a Justiça do Trabalho. Ele também pode deixar de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas.

Em suma, de onde retirar gastos para bancar os aposentados restantes é um problema que nunca faltou e não faltará no futuro.

Conclusão

Não interessa a sua ideologia: a demografia se encarregou de fazer com que as obrigações assumidas pela Previdência se tornassem essencialmente impagáveis, a menos que os impostos sejam elevados a níveis intoleráveis.  

Quando despida de toda a retórica demagógica, constata-se que a Previdência foi criada e ainda existe porque burocratas acreditam que as pessoas não são capazes de cuidar de si próprias. Na prática, isso é o mesmo que dizer que, dado que um pequeno número de pessoas não tem meios de se alimentar, todos os indivíduos de uma população devem ser forçados a comer em restaurantes estatais.

Pior: não importa o que a lei diga sobre como empregados e empregadores compartilham o fardo da contribuição previdenciária; do ponto de vista econômico, o trabalhador paga todo o imposto. Mises foi o primeiro a desenvolver esta constatação em seu livro Socialism, em que ele disse que contribuições para a seguridade social sempre se dão em detrimento dos salários.

A verdade é que o que está na origem do sistema previdenciário é a filosofia do coletivismo: o sistema forçosamente cria em um esquema coercitivo no qual indivíduos são obrigados a sustentar os pais e os avôs de estranhos para, em troca disso, esses indivíduos futuramente também serem compulsoriamente sustentados pelos filhos e netos de outros estranhos.

O fim deste esquema compulsório e insustentável e um retorno à responsabilidade individual, com cada indivíduo sendo responsável por garantir sua própria provisão para o futuro, gerarão um grande aumento na poupança e na acumulação de capital, pois a poupança de cada indivíduo será investida livremente por ele onde quiser, e não dissipada em esquemas de pirâmide comandados pelo governo.

Essa orientação voltada para o longo prazo, com menos imediatismo e mais prudência, por sua vez, gerará um sistema econômico mais próspero e de enriquecimento mais acelerado, no qual o padrão de vida de todos irá aumentar.

A única reforma realmente adequada para a Previdência Social é a gradual abolição de todo o sistema.

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2589

A questão é mais complicada do que se imagina.

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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Edison em Qui 30 Mar 2017, 22:44

Michel Temer se nega a dizer com que idade se aposentou e desconversa com uma risadinha de deboche.


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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Edison em Qui 30 Mar 2017, 23:55

Jandira Feghali dá um strike no ministro Henrique Meirelles sobre a reforma da Previdência.


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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Chico Costa em Sex 31 Mar 2017, 08:00

Max Sensi escreveu:

A única reforma realmente adequada para a Previdência Social é a gradual abolição de todo o sistema.

Não adianta propor isso. O povo brasileiro é burro e adora planos tipo piramide.

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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Max Sensi em Sex 31 Mar 2017, 17:37

Chico Costa escreveu:
Max Sensi escreveu:

A única reforma realmente adequada para a Previdência Social é a gradual abolição de todo o sistema.

Não adianta propor isso. O povo brasileiro é burro e adora planos tipo piramide.

Sim, mas não adiantará de nada. A Previdência "Social" é uma bomba relógio e ela vai explodir. E aí sim, muita gente vai ser vitima, ficar sem nenhum dinheiro, de um sistema que sempre foi fraudulento.

A melhor alternativa é arrumar um meio de previdência privada. Mas como você disse, as pessoas não estão cientes disso, e vai ser primeiro a Previdência quebrar para o povo aceitar que o atual sistema não vale a pena.

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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Edison em Seg 03 Abr 2017, 18:49

CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, PF ANUNCIA ESTADO DE GREVE





Policiais Federais de Alagoas e de todo Brasil promovem ato no dia 5 de abril e vão entrar em Estado de Greve, atendendo decisão do Conselho de Representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), constituído pelos 27 Sindicatos dos Policiais Federais do Brasil, que deliberou e aprovou por unanimidade a contrariedade à reforma da previdência e pela convocação de assembleias nos Estados e DF a serem realizadas em frente as Superintendências Regionais e em cada uma das Delegacias, nesta quarta-feira (5), às 10h, a fim de que a categoria delibere sobre a decretação de “Estado de Greve” como forma de protesto contra a PEC 287/2016, que acaba com a Aposentadoria Policial e com a Previdência Pública.

Em Alagoas, o ato ocorrerá na sede da Polícia Federal, no bairro de Jaraguá. O Presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas, Flávio Moreno, afirma que a decisão unânime dos representantes nacional dos Policiais Federais em assembleia geral ocorrida em Brasília, nos dias 30 e 31/03, contra a totalidade da reforma da previdência que confisca o direito de aposentadoria do povo foi a decisão mais acertada em defesa da atual e futuras gerações de brasileiros.

Segundo Moreno, "um Governo com 9 ministros e um Congresso com centenas de parlamentares envolvidos nas denúncias da Lava Jato e casos de corrupção não tem legitimidade moral e ética para retirar direitos conquistados as duras penas pela população do país, para atender interesses escusos de políticos, bancos e empresas de previdência privada. A Lava Jato mostrou como funciona. A conta da corrupção não pode ser paga pela sociedade, somente um novo Governo e Congresso podem reformar a previdência. Primeiramente, que retornem aos cofres públicos os bilhões de reais desviados pela corrupção, todos os anos".

As operações e trabalhos de inteligência desenvolvidos por Agentes Federais não vão ser afetadas pelo Estado de greve."

Os Policiais Federais que já mostraram sua contrariedade à Reforma em atos promovidos pela União dos Policiais do Brasil, também decidiram nacionalmente se juntar às outras categorias e entidades como OAB e CNBB e centrais sindicais contra a reforma da previdência.


http://www.brasil247.com

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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Chico Costa em Ter 04 Abr 2017, 09:36

Com a PF de greve, o Lula ganha mais uns dias de liberdade.

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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Edison em Sex 07 Abr 2017, 10:59


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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Chico Costa em Sab 08 Abr 2017, 09:27

PHA falou pouco mas disse besteira.

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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Edison em Qua 12 Abr 2017, 18:32

Os inquéritos – 5 : relator da Previdência, o ‘Tuca’, está na lista de Fachin




O deputado Arthur Maia, todo-poderoso relator da reforma da Previdência também está na lista de inquéritos que vão correr no Supremo. Nada mau para quem vai fazer os outros contribuírem por 49 anos:

O Procurador-Geral da República requer a abertura de inquérito para investigar fatos relacionados ao Deputado Federal Arthur de Oliveira Maia da Silva, em razão das declarações prestadas pelos colaboradores Cláudio Melo Filho (Termo de Depoimento n. 27) e José de Carvalho Filho (Termo de Depoimento n. 33).

Segundo o Ministério Público, narram os colaboradores o pagamento de vantagem não contabilizada no âmbito da campanha eleitoral de Arthur Maia à Câmara dos Deputados, no ano de 2010. Relatam, nesse contexto, o repasse de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), implementado por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, sendo o beneficiário identificado no sistema “Drousys” com o apelido de “Tuca”.



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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Maicon em Qua 12 Abr 2017, 18:46

Todos os grandes caciques políticos estão na lista do Fachin...

Edison
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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Edison em Qui 13 Abr 2017, 14:30

Temer oferece 1,8 bilhões em emendas para deputados votarem a favor da Reforma da Previdência





Depois do corte de R$ 5,4 bilhões nas despesas com emendas parlamentares obrigatórias no fim de março, o governo decidiu antecipar para abril e maio o desembolso de R$ 1,8 bilhão do volume que sobrou. A liberação ocorre num momento de intensa negociação para aprovação da reforma da Previdência na Câmara. O projeto enviado pelo governo está em discussão na comissão especial e a previsão é de que o relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA) seja divulgado dia 18.

>> Placar mostra 273 votos contrários e 100 a favor da reforma

A Portaria nº 163 do Ministério da Fazenda publicada nesta segunda-feira, 10, no Diário Oficial da União remanejou recursos para emendas impositivas individuais que estavam programados para serem liberados apenas em outubro, novembro e dezembro. Com isso, R$ 1 bilhão serão disponibilizados para projetos de parlamentares neste mês e R$ 800 milhões em maio.

Por meio de nota, o Tesouro Nacional confirmou que a antecipação de verbas ocorreu a pedido da Secretaria de Governo da Presidência da República. O titular da pasta, ministro Antonio Imbassahy, é o responsável pela articulação do Planalto com o Congresso Nacional.

O Tesouro respondeu ainda que o remanejamento não afeta o cumprimento da meta de resultado primário deste ano e "está em consonância com a programação financeira" do governo.

Para tentar cumprir a meta de déficit primário de R$ 139 bilhões neste ano, a equipe econômica contingenciou R$ 42,1 bilhões do Orçamento, incluindo R$ 5,4 bilhões em emendas parlamentares, o que desagradou parte da base do governo no Congresso.

A antecipação da liberação dos valores que não foram cortados pode ajudar o governo a reverter o placar desfavorável para a votação da Reforma da Previdência na Câmara. Maia deve apresentar seu parecer na Comissão Especial da matéria na próxima semana. São necessários 308 votos para a aprovação em cada um dos dois turnos de votação no Plenário, mas o Placar da Previdência - elaborado pelo Estado - mostra que o governo tem só 100 votos favoráveis, enquanto 273 deputados já se manifestaram contrários.

Placar da Previdência

A atualização do Placar da Previdência, levantamento realizado pelo Grupo Estado com deputados a respeito de reforma que tramita na Câmara, mostra que o número de parlamentares contrários à proposta é de 273, e os que são a favor, 100. Havia 35 indecisos; 62 não quiseram responder; 41 não foram encontrados, e um disse que deve se abster. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Edison em Qui 13 Abr 2017, 15:40


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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Edison em Dom 23 Abr 2017, 15:03

ARCEBISPOS CONVOCAM CATÓLICOS PARA GREVE GERAL

Líderes católicos de diferentes estados estão convocando a população para a greve geral organizada por centrais sindicais e movimentos sociais no dia 28 de abril em todo o País; "A Igreja se posiciona firme e profeticamente contra as reformas que vão contra o nosso povo", diz mensagem veiculada pelo comitê de BH; texto destaca ainda que as reformas da Previdência e Trabalhista, além da Lei da Terceirização, já aprovada, "desmontam direito sociais conquistados com muita luta pelo povo brasileiro", mas que "infelizmente, a maioria dos nossos governantes não escuta e não enxerga a realidade do nosso povo"; "É preciso reagir", convocam ainda os arcebispos; na Paraíba, o arcebispo Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz gravou mensagem convocando a população para participar das manifestações contra a reforma da Previdência; "Sabemos que esta reforma implica em tirar direitos adquiridos dos trabalhadores e assegurados na Constituição de 1988".


247 - Arcebispos em diversos estados têm convocado os brasileiros para a greve geral do dia 28 de abril. O movimento é organizado por centrais sindicais e movimentos sociais em todo o País em protesto contra as reformas impostas pelo governo Temer, que retiram direitos dos trabalhadores, especialmente os mais pobres.

Uma publicação do Comitê das Igrejas de Belo Horizonte convoca a população para a paralisação. "A Igreja se posiciona firme e profeticamente contra as reformas que vão contra o nosso povo", diz o título da mensagem.

O texto destaca ainda que as reformas da Previdência e Trabalhista, além da Lei da Terceirização, já aprovada, "desmontam direito sociais conquistados com muita luta pelo povo brasileiro", mas que "infelizmente, a maioria dos nossos governantes não escuta e não enxerga a realidade do nosso povo, e sem qualquer diálogo com a sociedade impõe um conjunto de mudanças que afetarão a todos, especialmente os mais pobres".

"É preciso reagir", convocam ainda. Os arcebispos da Paraíba e de Maringá (PR) também aderiram à greve. O folheto de BH traz uma imagem do papa Francisco, com a mensagem: "Nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos".

Nessa semana, o papa negou (http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/290917/Papa-Francisco-rejeita-visitar-o-Brasil-de-Temer.htm), por meio de carta a Temer, um convite do governo brasileiro para visitar o País, e cobrou o presidente para evitar medidas que agravem a situação da população carente. "Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo", disse.

Francisco acrescentou que não pode, porém, "deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres". O papa também lembrou a Temer que não se pode "confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado".

Na paraíba, o arcebispo dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, que foi anunciado pelo Vaticano no início do mês passado como novo arcebispo do estado, gravou uma mensagem convocando a população para participar das manifestações contra a reforma da Previdência. "Sabemos que esta reforma implica em tirar direitos adquiridos dos trabalhadores e assegurados na Constituição de 1988", diz com Manoel. "Convocamos todos os trabalhadores a participarem desta grande manifestação, dizendo a palavra que o povo não aceita a reforma da Previdência nos termos que estão anunciando", afirmou o arcebispo (leia mais - http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/291732/Arcebispo-da-Para%C3%ADba-convoca-greve-geral-vamos-parar-o-Brasil.htm)


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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Edison em Dom 23 Abr 2017, 15:24

O poder da Polícia





Lê-se no Estadão (http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,ate-diretor-geral-da-pf-faz-lobby-por-excecoes,70001748009) que o relator da Previdência cedeu a todas as pressões da Polícia Federal, exercidas pelo próprio diretor-geral da Instituição, Leandro Daiello.

O deputado Arthur Maia, na lista do Fachin, tem boas razões para ser simpático aos policiais.

Dezenas de outros deputados e um terço do governo Temer, também.


Alguém acredita, porém, que isso fique apenas no campo da reivindicação corporativa, tanto para eles quanto para juízes e promotores?

Num país onde a política foi entregue à meganhagem, seja a de colete a prova de balas, seja a de toga, é natural que os políticos passem a ser seus reféns.

O idoso, o trabalhador rural, o barnabé do serviço público, claro, não têm o mesmo poder. Não podem fazer com que suas excelências, os parlamentares, dependam de sua boa vontade não na hora dos inquéritos, da investigações e até das denúncias.

Estes pobres-coitados só têm o voto e, para orientá-lo, bem pouca informação.


A verdade é que a polícia, ou todas eles, nunca tiveram tanto poder no Brasil, ao ponto de serem quase que, de fato, os que nos governam. Elas e suas extensões na Justiça.

E o poder ou vem do dinheiro – como o sabemos – ou vai em busca dele, e disso sabemos muito mais.

Formou-se uma casta de privilegiados que, por vezes, recebem em vencimentos, em apenas um mês, mais do que alguns dos componentes da “lista do Fachin”.

Duvida? Mesmo sem falar nos vencimentos, nas férias dobradas, nas subvenções várias, pegue apenas o simples auxílio-moradia imoral que todos eles percebem.

Ao longo de uma vida funcional de 30 anos, aqueles R$4,3 mil mensais acumulam, aritmeticamente, R$ 1,5 mi.

Se aplicado conservadoramente, a juros de poupança, rendendo 8% ao ano, dá algo em torno de R$ 6 milhões na hora de aposentar-se.

Tudo bem que não dá para fazer frente a um Cunha, um Temer, um Serra ou mesmo a um Aécio Neves.

Mas, com uma renda vitalícia na casa dos R$ 30 mil e os penduricalhos que acumularem nas estáveis carreiras funcionais das castas privilegiadas, é fácil ser indiferente às dificuldades dos homens e mulheres “comuns”.

Não para eles, a gente diferenciada.


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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

Mensagem por Chico Costa em Seg 24 Abr 2017, 11:37

Vendo as fontes desses artigos do Edison, passo a acreditar que essa reforma da previdencia é um bom negocio para o Brasil.

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Re: Reforma da Previdência: Como é e como pode ficar

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