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---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

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---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Tzaruch em Dom 30 Ago 2015, 22:44

.
               Credo de Atanásio,
       a origem da crença da trindade.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Credo_de_Atan%C3%A1sio




Atanásio de Alexandria é tradicionalmente considerado o autor do Credo Atanasiano,
que deu seu nome ao título da obra



O Credo de Atanásio (Quicumque vult),
subscrito pelos três principais ramos da Igreja Cristã
(Católicos Romanos, Católicos Ortodoxos e Protestantes)
,
é geralmente atribuído a Atanásio, bispo de Alexandria (século IV),
mas estudiosos do assunto conferem a ele data posterior (século V).


Sua forma final teria sido alcançada apenas no século VIII.

O texto grego mais antigo deste credo provém de um sermão de Cesário de Arles,
no início do
século VI.


----------------------------------------------------


http://www.teologia.org.br/estudos/credo_atanasio.pdf



                               (Séculos IV e V) DECLARAÇÃO DE FÉ


1Todo que for salvo: antes de todas as coisas é necessário que se apegue à fé católica;

2Tal fé, se não guardada plena e imaculada, sem dúvida trará perdição eterna.

3E a fé católica é esta: Que nós adoramos um Deus em Trindade, e Trindade na Unidade;

4Sem confundir as pessoas, sem dividir a Substância.

5Porque há uma Pessoa do Pai, outra do Filho, e outra do Espírito Santo.

6.Mas a divindade do Pai, do Filho, e do Espírito Santo é uma só: a glória igual, a majestade, coeterna.

7Como o Pai é, tal é o Filho, e tal é o Espírito Santo.

8O Pai incriado, o Filho incriado, e o Espírito Santo incriado.

9O Pai incompreensível, o Filho incompreensível, e o Espírito Santo incompreensível.

10O Pai eterno, o Filho eterno, e o Espírito Santo eterno.

11No entanto não são três eternos mas um eterno.

12Porque também não há três incriados nem três incompreensíveis, 
mas um incriado e um incompreensível.

13Assim do mesmo modo o Pai é Todo-Poderoso, o Filho, Todo-Poderoso, e o Espírito, Todo-Poderoso.

14No entanto não são três Todo-Poderosos, mas um Todo-Poderoso.

15Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus;

16No entanto não são três Deuses, mas um Deus.

17Também somos proibidos pela religião católica de dizer: Há três Deuses, ou há três Senhores.

18O Pai não é feito de coisa alguma, nem criado nem gerado.

19O Filho é do Pai somente; não feito, nem criado, mas gerado.

20O Espírito Santo é do Pai e do Filho; não foi feito, nem criado, nem gerado, mas deles procede.

21Assim, há um Pai, e não três Pais; um Filho, e não três Filhos;
um Espírito 
Santo, e não três Espíritos Santos.

22E nesta Trindade nenhum deles é antes ou depois do outro; nenhum é maior ou menor do que outro.

23Mas as três pessoas sã o coeternas e coiguais.

24De modo que em todas as coisas, como dito acima: 
a unidade na Trindade e a Trindade na unidade deve ser adorada.

25Aquele, portanto, que for salvo deve assim pensar sobre a Trindade.

26Além disso é necessário à eterna salvação que, correta mente,
se creia também na encarnação de nosso
Senhor Jesus Cristo.

27Porque a fé correta é que creiamos e confessemos que nosso Senhor Jesus Cristo,
Filho de Deus, é Deus e 
homem.

28Deus, da substância do Pai, gerado antes dos séculos;
e homem da substância 
de sua mãe, nascido no mundo.

29Deus perfeito e homem perfeito, de alma racional e subsistindo em carne humana.

30Igual ao Pai quanto à divindade, e inferior ao Pai quanto à humanidade.

31Que, embora seja Deus e homem, não é, porém, dois, mas um Cristo.

32Um, não pela conversão da divindade em carne, mas levando da humanidade a Deus.

33Inteiramente um, não pela confusão da substância, mas pela unidade da pessoa.

34Porque assim como a alma racional e a carne são um homem, também Deus e homem são um Cristo;

35Que padeceu para a nossa salvação, desceu ao inferno, ressuscitou dentre os mortos ao terceiro dia;

36Subiu aos céus e está assentado à direita do Pai, Deus, Todo-Poderoso;

37De onde virá julgar os vivos e os mortos.

38Em cuja vinda todos os homens ressuscitarão em corpo;

39E prestarão contas de suas obras.

40E os que fizeram o bem irão para a vida eterna, e os que fizeram o mal, para o fogo eterno.

41Esta é a fé católica: quem nela não crer fielmente não pode ser salvo. 


xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


O corrente tópico tem como finalidade mostrar e expor cada erro do credo da trindade,
e será o Evangelho de JESUS CRISTO contra o que o credo da trindade afirma e é antibíblico.

.
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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Tzaruch em Seg 31 Ago 2015, 00:35

...

.
Evangelho de JESUS CRISTO Versus credo da trindade.



1. Todo que for salvo: antes de todas as coisas é necessário que se apegue à fé católica;
.
Consequentemente, apegar-se à fé católica significa literalmente crer neste credo da trindade.

2. Tal fé, se não guardada plena e imaculada, sem dúvida trará perdição eterna.
.
Um credo que é proferido por tantas outras denominações que nem são católicas,
e que fala de perdição eterna, no entanto não fala nem ensina aquilo que JESUS
falou e ensinou.

Ou seja, este credo fala e ensina aquilo que o Atanásio escreveu, mas não fala nada de fazer
o bem e desviar do mal,, não aponta os mandamentos sobre amar ao próximo como a nós
mesmos, nem mesmo o primeiro mandamento falado por JESUS CRISTO.


Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração,
e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

Este é o primeiro e grande mandamento.

Mateus 22:36~38

Assim procedendo ao contrário, o credo de Atanásio deturpa a Palavra de DEUS, ensina coisas
contrárias a essa mesma Palavra, e ainda ameaça com a perdição eterna aqueles que não
seguirem ao ponto esse mesmo credo.


Claramente ensinamentos de homens, os quais se desviaram da verdade, e não só os católicos
seguiram estes ensinos, mas todas a seguintes ramificações que deles surgiram como protestantes.


3. E a fé católica é esta:
Que nós adoramos um Deus em Trindade, e Trindade na Unidade;
.
Vós fazeis isso, e muitos outros o mesmo seguiram, porém JESUS falou diferente.


E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o,
e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?
E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração,
e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento,
 e ao teu próximo como a ti mesmo.

E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás. 

Lucas 10:25~28

Em vez de amarem a DEUS, misturaram tudo, e do enviado fizeram uma terça parte
desse DEUS, e JESUS nunca se intitulou ou disse ser DEUS, mas sim e sempre Filho de DEUS.


E assim adoram 3 deuses, embora proibidos de dizerem tal coisa.


4. Sem confundir as pessoas, sem dividir a Substância.
.
Se é o mesmo DEUS, como não confundir as pessoas ?,,, serão essas pessoas diferentes é ?

Isso é conversa que não faz sentido, se a trindade realmente fosse uma unidade,
não poderia haver distinção das pessoas.

Entretanto o Espírito Santo não é uma pessoa, nem nenhum texto dá essa indicação.

Se a substância não se pode dividir, também não pode ser mais que uma pessoa.


(Continua)
.
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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Tzaruch em Dom 27 Dez 2015, 02:01

.

Evangelho de JESUS CRISTO Versus credo da trindade.

(continuação)

5Porque há uma Pessoa do Pai, outra do Filho, e outra do Espírito Santo.
.
Qualquer ser racional com o mínimo de instrução consegue somar 1+1+1=3,
somente no credo da trindade (tri=3) é que 1+1+1=1.

Como agravante, NENHUM TEXTO diz que o Espírito Santo é uma pessoa.


E assim a negação ao Primeiro Mandamento falado por JESUS, pois fazem adoração
a 3 pessoas,, (duas supostamente)

6.Mas a divindade do Pai, do Filho, e do Espírito Santo é uma só:
a glória
igual, a majestade, coeterna.
.
A divindade é uma, DO PAI, os filhos só por herança.

Sendo nós, pois, geração de Deus, 
não havemos de cuidar que a Divindade seja semelhante ao ouro, 
ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens.  
Atos 17:29

Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, 
para que por elas fiqueis participantes da natureza divina
havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.  
2 Pedro 1:4

E também nós somos geração de DEUS, e participantes da natureza divina.

Entretanto a glória de CRISTO não é igual à glória de DEUS, pois CRISTO recebeu
honra e glória de DEUS quando foi chamado de Filho amado.

7Como o Pai é, tal é o Filho, e tal é o Espírito Santo.
.
Tal não é NADA,, porque isso não está escrito em nenhum texto.

8O Pai incriado, o Filho incriado, e o Espírito Santo incriado.
.
O ÚNICO incriado é o PAI, e o Espírito Santo lhe pertence, já o Filho foi criado sim.

E ao anjo da igreja de Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, 
a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:  
Apocalipse 3:14

CRISTO é o princípio da criação de DEUS,, logo foi criado, e assim essa afirmação
que o Filho é incriado é anti-bíblica.

9O Pai incompreensível, o Filho incompreensível,
e o Espírito Santo incompreensível.
.
E por não compreender NADA, o Atanásio inventou um credo INCOMPREENSIVELMENTE anti-bíblico.

10O Pai eterno, o Filho eterno, e o Espírito Santo eterno.
.
O Pai e o seu Espírito Santo são eternos, já o Filho foi criado como Apoc- 3:14 tem escrito.

11No entanto não são três eternos mas um eterno.
.
Lá está, o fator cegueira, são três mas você só pode ver um.

Novamente o Atanásio manda ignorar a matemática, e a soma de três dá um,
além de mandar ignorar a escrituras que não ensinam estas coisas.

12Porque também não há três incriados nem três incompreensíveis, 
mas um incriado e um incompreensível.
.
De fato CRISTO foi criado, e não existem outros dois,, mas UM SÓ, porque o Espírito Santo
é de DEUS e não uma pessoa à parte.

E só quem quer crer nas palavras do homem Atanásio é que firma a sua crença 
nas coisas incompreensíveis e anti-bíblicas que ele está a ensinar




(Continua)
.
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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Tzaruch em Dom 27 Dez 2015, 05:23

.

Evangelho de JESUS CRISTO Versus credo da trindade.

(continuação) 

13Assim do mesmo modo o Pai é Todo-Poderoso, o Filho, Todo-Poderoso, 
e o Espírito, Todo-Poderoso.
.
O único TODO-PODEROSO é o PAI, o Filho não tem poder próprio e inerente a si mesmo.

E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: 
É-me dado todo o poder no céu e na terra.  
Mateus 28:18

Por isso mesmo JESUS falou que lhe tinha sido DADO o poder,, e não que o tivesse de si mesmo.

14No entanto não são três Todo-Poderosos, mas um Todo-Poderoso.
.
Só DEUS o PAI tem poder próprio, sem contestações possíveis.

15Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus;
.
O Filho é um deus assim como todos nós somos deuses, o Espírito Santo não é "classificado"
nem apontado na Palavra como um deus
, é sim o Espírito Santo de DEUS.


16No entanto não são três Deuses, mas um Deus.
.
Como o Atanásio diz a quem nele quer crer,,, "conte até três,,, mas a soma vai dar um".


Ou seja, ignore as escrituras para poder acreditar no homem Atanásio.


17Também somos proibidos pela religião católica de dizer: 
Há três Deuses, ou há três Senhores.
.
Evidentemente que teria de haver PROIBIÇÕES, de outra forma o erros ensinado iriam
vir ao de cima,,, e nessa proibição tentam ocultar os ensinos anti-bíblicos do credo do Atanásio.

O único motivo para haver uma proibição no credo do Atanásio é pela falha clara que o mesmo
apresenta ao falar de três "deuses",, que todos tem de declarar,, mas ninguém o pode admitir.


O mesmo acontece com os três senhores,, que também não está escrito em NENHUM texto. 


(Continua)
.

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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Antonio em Dom 27 Dez 2015, 09:20

Tzaruch, olha que encontrei na web, um artigo afirma que os evangélicos "... acreditam na Santa Trindade mas não sabem porque…" Isso é não sabem nem como ela se desenvolveu. Mas vendo outras citações do artigo podemos ver que é o pai da criança! Vejamos: " Desde o princípio da cristandade a Igreja Primitiva professou fé na incarnação de Cristo Jesus. Heresias à parte, este é um princípio da fé cristã, um dogma do cristianismo. Entretanto, quando se trata do discernimento da Revelação Divina quanto à Doutrina da Santíssima Trindade, nossos irmãos protestantes encontram-se face à um paradoxo incontestável, pois aos olhos daqueles que, por um lado professam submissão à ditadura da Sola Scriptura, e assim rejeitam veementemente não apenas a legitimidade e a instituição divinamente apontada do Magistério Eclesiástico; mas também a contribuição e o papel da Igreja na preservação da verdadeira fé Apostólica, a Igreja nada tem a ver com sua aceitação da Doutrina da Santíssima Trindade..." É de doer essa não? Não aceitam a autoridade da ICR mas em relação a determinados dogmas aceitam! Mas vamos observar o que mais é dito e descobrirmos a origem da trindade: " Em outras palavras, o protestante evangélico, aquele que alega ter a bíblia como sua única regra de fé, conduta e doutrina, não pode provar PELA bíblia esta importante doutrina da sua fé. Isto porque, não é possível explicar razoavelmente ( ou seja, com o uso da razão e lógica) o discernimento e formulação da doutrina da Santíssima Trindade, sem antes termos que reconhecer a autoridade magisterial da Igreja. E, justamente porque não podem provar a Santa Trindade pela bíblia, sem que com isso ponha-se por terra à baixo o princípio mais primordial do protestantismo instituído; a doutrina da Sola Scriptura, o evangelicalismo forjou uma explicação para esse dogma da fé Cristã. " A propria igreja romana admite que não pode provar a trindade através das escrituras, veja: " Entretanto, apesar do registro explícito da existência ambos de Deus e do Seu Espírito NÃO levou o Povo Judeu à concluir que houvessem duas pessoas em UM Deus. Assim, o relato da bíblia é explícita no sentido em que ela atesta para a existência tanto de Deus como do Espírito de Deus, mas o discernimento desta informação é, todavia, processado de modo distinto no Judaísmo. Para o Judeu Deus é Um e não Um Deus em duas Pessoas. Nesse sentido, Mateus 28,19-20 em nada acrescenta àquilo que fora revelado no Antigo Testamento exceto, claro, pelo fato de que explicitamente declara a existência também do Filho de Deus na Pessoa de Cristo. Porém, a informação revelada em Mateus 28,19-20 de modo algum afirma explicitamente que as Três Pessoas mencionadas na passagem sejam, de fato, UMA divindade em Três Pessoas! " Bom assim esse artigo longo vai apresentado dados sobre a formulação do dogma através dos tempos.

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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Antonio em Dom 27 Dez 2015, 09:24

Ponta-pé inicial para formulação do credo: " Entretanto, a despeito disso, não há nas Sagradas escrituras um sequer termo pelo qual Três Pessoas Divinas sejam denotadas juntas como uma única divindade. De fato, o termo Trias  (do qual o trinitas é uma tradução para o Latim) é encontrado pela primeira vez nos escritos de Teófilo de Antioquia por volta de 180 dC. Ele fala de “trindade de Deus [o Pai], Sua Palavra e Sua Sabedoria (Para Autolycus II.15). O termo pode, é claro, ter sido utilizado antes de seu tempo. Posteriormente, aparece em sua forma latina como trinitas,  no trabalho de Tertuliano (On ​​Pudicity 21). No século seguinte, a palavra já é de uso geral. Ela é encontrada em muitas passagens de Orígenes (“In Ps. xvii”, 15). O primeiro credo em que aparece é o do aluno de Orígenes, Gregório Taumaturgo, que em seu Ekthesis pisteos composto entre 260 e 270 dC, ele escreve:

Não há, portanto,  nada criado, nada sujeito ao outro na Trindade: nem há nada que tenha sido adicionado como se uma vez não tivesse existido, mas tenha nela entrado depois: portanto o Pai nunca esteve sem o Filho, nem o Filho sem o Espírito, e esta mesma Trindade é imutável e inalterável para sempre (PG, X, 986).

Assim, verificamos que o entendimento e a formulação da doutrina da Santa Trindade não aconteceu imediatamente, mas foi resultado de um processo do discernimento dos patriarcas da Igreja Primitiva. Isso não significa dizer, como afirmei anteriormente, que este mistério não esteja contido nas Sagradas Escrituras. Na verdade, as Escrituras apontam na narrativas dos evangelistas para o fato de que essa grande verdade foi revelada pelo próprio Cristo aos Seus doze apóstolos somente! " (fonte: https://igrejamilitante.wordpress.com/2013/02/05/evangelicos-acreditam-na-santa-trindade-mas-nao-sabem-porque/)
Artigo da ICR!!!
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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Tzaruch em Dom 28 Fev 2016, 23:20

....

Evangelho de JESUS CRISTO Versus credo da trindade.



 18O Pai não é feito de coisa alguma, nem criado nem gerado.
.
Mas entretanto o Filho é criado e gerado, além de ter um DEUS e estar sujeito a ELE.

19O Filho é do Pai somente; não feito, nem criado, mas gerado.
.
O Filho ser do Pai não é justificação para não ser feito e criado,, além do gerado.


E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: 
Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, 
o princípio da criação de Deus:  
Apocalipse 3:14

CRISTO para ser o princípio da criação de DEUS teve de ser criado,,
porque o próprio nome fala de CRIAÇÃO,, logo foi feito e criado.

20O Espírito Santo é do Pai e do Filho; não foi feito, nem criado, nem gerado, mas deles procede.
.
Em nenhum texto da bíblia está escrito que o Espírito Santo é do Filho,, 
ou que dele procede,, isso é apenas mais uma afirmação EXTRA Bíblica.


E, clamando Jesus com grande voz, disse:
Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.
E, havendo dito isto, expirou.
Lucas 23:46

Tanto é que JESUS entregou o seu espírito nas mãos de DEUS,, e se fosse o Espírito Santo
a proceder dos dois ele teria de ter falado "entrego o nosso espírito".

21Assim, há um Pai, e não três Pais; um Filho, e não três Filhos; 
um Espírito 
Santo, e não três Espíritos Santos.
.
Que dizer,, não se pode triplicar cada adjetivo,, mas pode haver triplicação das pessoas em 1 DEUS ?

DEUS = 1 Pai + 1 Filho + 1 Espírito Santo =3  ?????????,,, tri-deus ????

Quanta falta de nexo nas afirmações da trindade.

22E nesta Trindade nenhum deles é antes ou depois do outro; nenhum é maior ou menor do que outro.
.
Mas um assunto ANTI-Bíblico escrito no credo do Atanásio, um filho nunca poderá
ser ao mesmo tempo que o PAI,,,, o que cria e gera é sempre o primeiro a existir.

Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos
e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. 
João 10:29

Quando JESUS falou de seu Pai (DEUS) disse claramente que ELE é MAIOR que todos,
e nesses todos JESUS se AUTO-INCLUIU, porque JESUS não é DEUS.


Ouvistes que eu vos disse: 
Vou, e venho para vós. Se me amásseis, 
certamente exultaríeis porque eu disse: 
Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu.  
João 14:28

E aqui JESUS voltou a dizer claramente que DEUS é maior que Ele.


Entretanto, o credo do Atanásio distorce tudo e ensina coisas contrárias, pois coloca CRISTO
ao mesmo tempo que DEUS, mas CRISTO foi CRIADO por DEUS,, e ainda CRISTO diz que o
Pai (DEUS) é MAIOR que Ele,, e o Atanásio diz que são da mesma grandeza.

23Mas as três pessoas são coeternas e coiguais.
.
Invenção da trindade,,, o Espírito Santo não é uma pessoa,
e nem CRISTO é igual ao Pai como querem induzir.

24De modo que em todas as coisas, como dito acima: 
a unidade na Trindade e a Trindade na unidade deve ser adorada.
.
Ou seja,, o credo do Atanásio está a dizer assim.

Vocês vão contar até 3,,, MAS ESTÃO PROIBIDOS de falar tal coisa, a vossa cabeça só vai ver UM (1).

Entretanto, as palavras de JESUS são esquecidas e ignoradas, e acreditam é no Atanásio.

25Aquele, portanto, que for salvo deve assim pensar sobre a Trindade.
.
Pois claro, indução a crenças inventadas usando o MEDO e a ignorância dos crentes,
que apostam a ir nas invenções do Atanásio em vez de ouvirem o que JESUS fala.



(Continua)
.
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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Tzaruch em Qua 27 Abr 2016, 18:40

....(continuação)

Evangelho de JESUS CRISTO Versus credo da trindade.


26Além disso é necessário à eterna salvação que, correta mente,
se creia também na encarnação de nosso
Senhor Jesus Cristo.
.
Pois é, tudo o resto pode pensar errada mente, mas a encarnação deve ser correta mente ?


E como podem crer na encarnação de CRISTO se dizem que ele é DEUS ?

Nisto conhecereis o Espírito de Deus:
Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;

-1 João 4:2-


Quem afinal veio em carne ?,, foi JESUS CRISTO ou foi DEUS ?,,,
qual é afinal a forma correta de alguém crer ?????


27Porque a fé correta é que creiamos e confessemos que nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem.
.
Que lógica é essa de alguém ser filho de outro "alguém" e ao mesmo tempo ser o próprio "alguém" ?

JESUS ou é Filho de DEUS ou é DEUS,, não pode ser os dois ao mesmo tempo, pois isso não
tem sentido lógico nem racional, nem tão pouco DEUS é um titulo partilhado por duas personalidades.


28Deus, da substância do Pai, gerado antes dos séculos;
e homem da substância 
de sua mãe, nascido no mundo.
.
Invenções de homens,, não está escrito em nenhum texto que JESUS é DEUS
da "substância" do Pai,, é PURA INVENÇÃO.


29Deus perfeito e homem perfeito, de alma racional e subsistindo em carne humana.
.
Nenhum texto diz que JESUS é DEUS perfeito, é só mais invenções de homens,
e quem dá crédito não conhece a Bíblia.


30Igual ao Pai quanto à divindade, e inferior ao Pai quanto à humanidade.
.
Piorou, além de apontarem uma "divindade" não escrita, a própria conversa se
contradiz naquilo que antes tinha escrito.




22E nesta Trindade nenhum deles é antes ou depois do outro;
nenhum é maior ou menor do que outro.




O item 22 diz que nessa trindade nenhum é maior ou menor que o outro,
já o item 30 coloca o filho como INFERIOR,,, PURA CONTRADIÇÃO.


31Que, embora seja Deus e homem, não é, porém, dois, mas um Cristo.
.
E onde é que isso está escrito ?,,, de fato o Atanásio inventou muito.

Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa;

porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?

-Números 23:19-

Por certo deveria ter feito atenção a esse e outros textos.


32Um, não pela conversão da divindade em carne, mas levando da humanidade a Deus.
.
Que conversa mais sem nenhum sentido ou nexo.

DEUS faz o homem à sua imagem e semelhança, e depois levam a humanidade a DEUS ?


33Inteiramente um, não pela confusão da substância, mas pela unidade da pessoa.
.
Pois é, inventar o que não está escrito é fácil,, agora provar fica bem mais complicado,
por isso é mais uma invenção do Atanásio.


34Porque assim como a alma racional e a carne são um homem,
também Deus e homem são um Cristo;
.
DEUS e homem são um CRISTO ?,,, que mais apontar dessa invenção ?

Isso simplesmente não está na Bíblia, é indução de ideias e invenções


35Que padeceu para a nossa salvação, desceu ao inferno, ressuscitou dentre os mortos ao terceiro dia;
.
Pois é, acontece que não foi DEUS quem morreu, foi JESUS CRISTO, mas é verdade
que foi DEUS quem o ressuscitou.


O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus,
ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro.

-Atos 5:30-

Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos.
-Atos 13:30-


Se JESUS fosse DEUS porque errariam tanto ao escrever que DEUS o ressuscitou ?

Não seria lógico dizer que DEUS se auto ressuscitou ?... Seria se essa fosse a verdade,
mas tal também não está escrito, é o credo do Atanásio que é invenções de homem.


36Subiu aos céus e está assentado à direita do Pai, Deus, Todo-Poderoso;
.
Quanta confusão na cabeça dos crentes da trindade......

Então DEUS sobe aos céus para se sentar à sua própria direita ?

DEUS tem um Pai que é ele mesmo ?

DEUS assentou-se à direita do Todo-Poderoso ?

Mas que DEUS é esse afinal que até tem um DEUS, e do qual é sacerdote ?



De fato o credo do Atanásio até se anula a si próprio nas contradições que afirma.



(Continua).
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Tzaruch
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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Tzaruch em Ter 07 Fev 2017, 04:50

....(continuação)

Evangelho de JESUS CRISTO Versus credo da trindade.


37De onde virá julgar os vivos e os mortos.
.

Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo,
que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,

-2 Timóteo 4:1 ACF-

Para não errar tudo,, pelo menos tem um verso que confirma essas palavras....

Acontece é que já de seguida já não serão mortos a serem julgados,
pois a afirmação a seguir só vai falar de VIVOS.



38Em cuja vinda todos os homens ressuscitarão em corpo;
.
Pois, isso já é novamente invenção, primeiro porque tal não está
escrito
, e depois existem textos que apontam outras coisas...



E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar;
e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus,
e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem,
e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram,
e reinaram com Cristo durante mil anos.
Mas os outros mortos não reviveram,
até que os mil anos se acabaram.

Esta é a primeira ressurreição.

-Apocalipse 20:4-5 ACF-

Ai fala claramente de tronos e haver um julgamento, onde uns viveram,
mas os outros mortos só reviveram após passar os mil anos.


Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição;
sobre estes não tem poder a segunda morte;
mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo,
e reinarão com ele mil anos.

-Apocalipse 20:6 ACF-

Para que uns revivem logo e outros só após 1000 anos, já mostra que teve
de haver ai um julgamento
, e claro que NEGA a afirmação que todos os
homens ressuscitarão em CORPO nessa vinda
.




Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mortos,
para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne,
mas vivessem segundo Deus em espírito;

-1 Pedro 4:6 ACF-


E este verso confirma que o evangelho foi pregado aos mortos,
para que fossem JULGADOS segundo os homens na carne.

E assim já não são todos ressuscitados em corpo nessa vinda e julgamento.

Ora, faz isto tudo,,, que o ponto 38 seja mais uma invenção do Atanásio.


39E prestarão contas de suas obras.
.

Claro que todos prestarão contas, até aqueles que erradamente acreditam
e ensinam sobre um "deus" dividido em três deuses....

Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo,
por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos,
ressuscitando-o dentre os mortos.

-Atos 17:31 ACF-

Quem o Atanásio diz ser DEUS, é UM HOMEM destinado por DEUS, e pelo qual DEUS
há de julgar o mundo, e a certeza disso foi JESUS ser RESSUSCITADO para SEMPRE.



 40E os que fizeram o bem irão para a vida eterna,
e os que fizeram o mal, para o fogo eterno.
.
E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida;
e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.

-João 5:29 ACF-


 41Esta é a fé católica: quem nela não crer fielmente não pode ser salvo.
.
Pois, é evidente que a FÉ católica tem fundamento no credo do Atanásio,
acontece que todos os restantes que creem num TRI-DEUS não sabem
que estão é a confessar essa fé católica.

Entretanto crer nas palavras de JESUS não querem crer, mesmo Ele dizendo
que tem um DEUS
, isso não vale nada, porque dão é ouvidos ao Atanásio.

E fazem isso acreditando que não podem ser salvos sem crer assim.








O corrente tópico tem como finalidade mostrar e expor cada erro do credo da trindade,
e será o Evangelho de JESUS CRISTO contra o que o credo da trindade afirma e é antibíblico.






E até ao presente momento E PARA SEMPRE, é JESUS quem GANHA sem qualquer dúvida ou margem de erro.





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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Max Sensi em Qui 16 Fev 2017, 19:32

Esse texto aqui, no link abaixo, explica muito bem o porquê de a crença da Trindade ter nascido muito antes da própria Igreja Católica. Se é contestado, toda a argumentação e os textos citados também são.

Aqui: http://centrowhite.org.br/pesquisa/artigos/trindade-um-dogma-de-constantino/

Ah, não posso ser injusto, foi o Leandro Quadros que deu a resposta: https://www.facebook.com/leandroquadrosnt/?fref=ts
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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Tzaruch em Qua 05 Abr 2017, 01:48

.
Olá Max.


Max escreveu:Se é contestado, toda a argumentação e os textos citados também são.

Tem UM que contesta você, contesta o conteúdo que está no link que você apontou,
e acima de tudo, contesta a trindade, independentemente de quem a tenha INVENTADO.


Porque JESUS tem um DEUS que não são três deuses, e ele mesmo
aponta que o DEUS dele também é o nosso DEUS,, e assim o tri-deus
não passa de invenções de homens sem entendimento.




A quem vencer,
eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá;
e escreverei sobre ele o nome do meu Deus,
e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém,
que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.

-Apocalipse 3:12 ACF-


Disse-lhe Jesus: Não me detenhas,
porque ainda não subi para meu Pai,
mas vai para meus irmãos,
e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai,
meu Deus e vosso Deus.
-João 20:17 ACF-



O nome dele é JESUS CRISTO, e vós nada podereis fazer contra as suas PALAVRAS.





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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Clébio em Qua 06 Set 2017, 16:36

O presente estudo abaixo do Doutor Rodrigo Silva já é o suficiente para demonstrar que a Trindade é algo não criado por Constantino, a não ser, na cabeça daqueles que não querem enxergar a verdade.....


Trindade: um dogma de Constantino?

Rodrigo P. Silva, doutor em Teologia
Professor de Novo Testamento no Salt, Unasp, Campus Engenheiro Coelho, SP

Resumo: Grupos antitrinitarianos dissidentes do adventismo têm alegado que a doutrina da Trindade foi formulada no Concílio de Nicéia (325 d.C.), sob a influência do imperador romano Constantino. O presente artigo demonstra a existência de várias alusões à Trindade já nos escritos dos Pais da Igreja pré-nicenos. O autor analisa o significado histórico daquele evento e seus antecedentes teológicos, bem como o real papel de Constantino no processo.

Abstract: Adventist off shut anti-Trinitarian groups have claimed that the doctrine of the Trinity was formulated at the  Council of Nicea (A.D. 325), under the influence of the Roman emperor Constantine. The present article demonstrates the existence of several  allusions to the Trinity in the writings of the ante-Nicean Church Fathers. The author  analyzes the historical meaning of that event and its theological antecedents, as well as the real role of Constantine in that process.

Introdução

Entre os vários ataques produzidos por movimentos antitrinitarianos está o argumento histórico de que a Trindade é fruto do Concílio de Nicéia e constitui, portanto, um dogma de Constantino. Tal alegação pode ser encontrada tanto em sites da Internet quanto nos materiais publicados por grupos dissidentes do adventismo.

Em matéria veiculada pelo site www.adventistas.com, Ennis Meier declarou que “o Concílio de Nicéia deu origem à crença em três deuses. A crença na trindade de pessoas Divinas não teve origem na Bíblia, mas no Concílio ou Sínodo de Nicéia, o primeiro concílio ecumênico da história, no qual participaram 318 bispos, no ano 325 da era cristã”.1.

Suas considerações acerca do encontro chegam ao ponto de sustentar que “a formulação do dogma contra Ário marcou oficialmente o surgimento da Besta do Apocalipse”.2 Tal afirmação destoa fortemente de todas as interpretações do adventismo histórico,3 inclusive de Ellen White,4 que viam nesta besta uma alusão não a Constantino, mas ao papado, especialmente a partir do quarto século.

Embora com Constantino a Igreja enfrente um profundo processo de apostasia, é importante lembrar que as nuances proféticas de Apocalipse 13 aludem a um período posterior que se inicia com a supremacia papal e o início dos 1.260 anos em 538 d.C. Constantino não foi um papa. Mesmo que tenha agido como líder da Igreja nalgum momento, nunca arvorou para si o título de Pontifex Maximus do cristianismo.  Ademais, o bispo de Roma não possuía no quarto século o poder político-absolutista que faria do papado a maior autoridade no mundo ocidental. Logo, seria estranho vincular Constantino à imagem da Besta de Apocalipse 13.5

Munido da referência a um site que promove o ateísmo, outro escritor que se denomina “irmão X” também se valeu da contundente afirmação de que “com Constantino começa a criação da Trindade”.6 Ele ainda acrescenta que o voto dos bispos a favor da posição trinitariana se deu por pressão do imperador, que precisava do respaldo conciliar. Ora, o estranho é que Constantino não se valia de “votos” para fazer cumprir seus desígnios. Apenas expedia um decreto (como o fez no edito de Milão e no decreto dominical) e todos se sujeitavam. Por que, então, no caso da Trindade, dependeria do apoio episcopal da Igreja? Bastava-lhe um anúncio imperial e o dogma estaria oficializado. Esta questão não parece ter sido avaliada por nenhum dos artigos até agora apresentados.

Seguindo no mesmo viés de Meier e do “irmão X”, Ricardo Nicotra também advoga que este período de “paganização” [sic] do cristianismo foi o berço da trindade, e ainda acentua que é “importante lembrar que o Concílio de Nicéia não estabeleceu apenas os fundamentos para a doutrina da Trindade. Outras decisões foram tomadas pelos bispos da igreja católica em 325.”7 Estas decisões, conforme exemplifica o autor, envolviam a transferência do dia de descanso semanal do sábado para o domingo.

Embora este último autor, citando uma fonte da Internet (Wikipedia), cometa um erro de natureza histórica ao vincular o domingo a Nicéia – pois é sabido que o decreto dominical de Constantino data de quatro anos antes do Concílio (321 d.C.)8 – sua conclusão deve ser analisada para ser bem compreendida. Para ele, uma vez que Constantino convocou a reunião, conclui-se que o mesmo homem que promulgou a primeira lei dominical foi o “pai do dogma da Trindade”. Isto, é claro, deduzindo como certa a idéia de que tal doutrina teria seu início em Nicéia. Se for assim, a crença em um Deus Triúno seria tão herética quanto a guarda do domingo, pois viriam da mesma fonte apóstata.

O objetivo, portanto, deste artigo é avaliar a procedência histórica de tal afirmação. Ou seja, seria a Trindade um dogma de Constantino? Suas origens se devem ao Concílio de Nicéia?

Para responder a estas perguntas, é necessário que recorramos aos escritos dos primeiros pensadores cristãos que viveram entre o segundo e o terceiro século, isto é, imediatamente depois do período apostólico e antes do Concílio. A lógica é simples: se o argumento antitrinitariano estiver certo, ou seja, se a Trindade é mesmo uma doutrina constantiniana, não devemos encontrar neste período inicial nenhuma defesa à ideia de um Deus Triúno. Pelo contrário, o ensinamento da época deverá ser bem diferente, afirmando que Cristo é apenas um segundo ser existente depois do Pai, e o Espírito Santo uma emanação impessoal de ambos.

Em seguida a este excurso pelos Pais da Igreja, apresentaremos brevemente uma análise dos elementos que motivaram o Sínodo Niceno. É importante verificar qual a real atuação de Constantino em todo o processo. Ademais, um balanço desapaixonado do evento revelará que consequências, de fato, Nicéia trouxe para a Igreja, pois, pelo que se percebe nalguns autores, há a tendência de se atribuir ao encontro elementos de apostasia que não fizeram parte de sua pauta.9

Não se trata, portanto, de um artigo bíblico-exegético, mas de uma pesquisa de cunho histórico. Logo, não se deve estranhar a ausência de textos bíblicos neste estudo. As bases bíblicas da Trindade são apresentadas noutros artigos e se mostram excelentes. A discordância de alguns não autoriza concluir que tais bases não existam. Afinal, muitos também negam a validade do sábado no Novo Testamento, embora os adventistas há mais de um século venham evidenciando a solidez bíblica deste ensinamento.

Pais da Igreja

Em relação ao recurso que se faz aos Pais da Igreja que viveram antes de Nicéia,10 percebe-se que existe uma aproximação por demais piedosa por parte de autores católicos e outra mais cautelosa por parte de autores protestantes. É que o catolicismo sempre aceitou a tradição pós-bíblica como legítima fonte de doutrinas,11 o que eleva os Pais da Igreja à categoria de “ autores inspirados”, cuja função norteadora era a mesma atribuída aos escritores bíblicos.12 Já o protestantismo com seu ideal de sola scriptura preferiu ver nos escritos dos Pais apenas uma loca probantia da teologia sistemática, ou seja, estudá-los como testemunhas históricas do comportamento progressivo de uma doutrina através dos tempos e não como fonte autoritativa de uma crença.13

Com estes elementos em mente, é importante desdobrar alguns esclarecimentos em relação às citações patrísticas que, a seguir, serão feitas. Uma abordagem adventista destes escritores compreenderá que:

1) Os Pais da Igreja testemunham o modo como o cristianismo primitivo, antes de sofrer qualquer influência do catolicismo medieval, entendia certas passagens das Escrituras. Assim, podem oferecer uma visão mais desanuviada das doutrinas apostólicas, pois alguns deles, como Clemente de Roma e Policarpo, conheceram pessoalmente os apóstolos e receberam aprovação destes como líderes da Igreja.

2) Embora não se possa dizer que houvesse uma perfeita “unanimidade de pensamento” neste período, é possível afirmar que eles já tinham bem nítida a diferença entre ensino apostólico (ortodoxia)14 e os movimentos heréticos, especialmente aqueles oriundos de Marcion e do gnosticismo.15 Elementos básicos da fé como a filiação divina de Cristo, sua encarnação, o juízo final e outros já estavam firmemente estabelecidos desde os tempos antigos.

3) Devido ao caráter historicamente inicial de seus tratados, é importante que o leitor não busque em seus argumentos a nomenclatura teológica própria dos tempos pós-nicenos. Termos que mais tarde passaram a ser técnicos na teologia não possuíam ainda aquele tratamento unânime e cuidadoso que se exigirá de um tratado teológico contemporâneo. Hypostasis, por exemplo, era um termo usado por alguns escritores para referir-se à pessoa, enquanto outros o empregavam como sinônimo de substância.16  O mesmo se dá com seus conceitos que por estarem numa sistematização inicial não abarcarão todos os detalhes de uma discussão que lhes é posterior.

4) A despeito de seu grande valor testemunhal, os Pais da Igreja não devem ser usados como fonte de doutrina. Na verdade nenhum deles reclamou para si inspiração divina ou se declarou profeta. A fonte básica e única da fé cristã era e continua sendo a Bíblia. Quaisquer escritos posteriores servirão apenas para facilitar a compreensão do que está no Santo Livro e não para produzir novas crenças.

5) O valor testemunhal destes escritores está representado profeticamente na carta apocalíptica à Igreja de Esmirna (Ap 2:8-11), pois foi neste período que eles viveram. Note que nenhuma repreensão é apresentada em relação aos cristãos daquele tempo. Pelo contrário, sua fé é elogiada com muito vigor, pois muitos deles tiveram que assinar seu testemunho com o próprio sangue de seu martírio.

6) É importante repetir que o proposto neste artigo não é endossar indiscriminadamente toda doutrina dos Pais da Igreja, mas verificar, pelo seu testemunho, se a Trindade era crida na Igreja pré-nicena ou se, como dizem alguns, seria fruto apenas do Concílio ocorrido no quarto século.

Trindade antes de Nicéia

Uso do termo “Trindade”

Uma verificação no index geral da Ante-Nicene Fathers e da Sources Chrétiennes17 que formam a coleção de todos os escritores cristãos mais antigos (inclusive os anteriores a Nicéia) nos mostra que muito antes do Concílio, a crença na Trindade já havia sido sistematizada entre os cristãos. Aliás, o próprio termo latino “Trindade” foi usado em 212 d.C. por Tertuliano, 113 anos antes de Nicéia! Falando da Igreja de Deus, ele menciona o Espírito “no qual está a Trindade de uma Divindade: Pai, Filho e Espírito Santo” (in quo est trinitas unius diuinitatis, Pater et Filius et Spiritus sanctus)18.

A tradução latina da obra de Orígenes também menciona o termo ao considerar que “o batismo de salvação não está completo a não ser [que seja exercido] pela autoridade da excelentíssima Trindade de todos eles, que é constituída do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Assim, temos ajuntado o nome do Espírito Santo ao Deus eterno e ao seu único Filho”.19  Tal comentário torna-se relevante se entendermos que, talvez já nesse tempo, houvesse alguma controvérsia quanto à fórmula batismal e a genuinidade de Mateus 28:19.

Teófilo, escrevendo quase meio século antes de Tertuliano e Orígenes, usa a expressão Triados, que certamente seria uma equivalência semântica de trinitas ou seu original em grego. Note a comparação poética que ele usa ao relacionar a Trindade ao primeiro capítulo de Gênesis: “os três dias que estão antes dos três luminares [da Criação] são tipos da Trindade (Triados) de Deus”.20

Levando-se em consideração que Teófilo fala de “tipos da Trindade”, é razoável supor que ele não esteja falando de algo novo ou criando um neologismo. A expressão textual supõe o uso de um termo já conhecido entre os leitores. Logo, não seria estranho imaginar que o mesmo vocábulo aparecesse em outros escritos do mesmo período que se encontram perdidos em nossos dias.

Assim, retrocede para cerca de um século e meio antes de Nicéia o uso técnico do termo Trindade, legitimamente reconhecido na literatura cristã. Mas talvez alguém pergunte: por que este termo não aparece na Bíblia? Para responder a esta questão é preciso compreender que, a partir do século segundo, o centro missiológico da Igreja transferiu-se em definitivo do ambiente judeu-palestino para o mundo greco-romano. O trabalho iniciado por Paulo entre os gentios vê-se finalmente estabilizado no ambiente gentílico e começa a gravitar em torno de questões que não haviam sido levantadas no ambiente judaico.

A Igreja viu-se, então, obrigada a expressar sua fé de um modo compreensível para aqueles que não vinham de uma cultura vétero-testamentária, mas tinham seu pensamento regido pelos conceitos da filosofia grega. Questões ontológicas antes não sistematizadas começaram a invadir os círculos cristãos e, deste modo, os escritores tiveram de cunhar termos helenísticos para tornar inteligível a fé do Novo Testamento. Contudo, tal exercício não significava de modo nenhum uma apostasia do ensino apostólico. O próprio João usou o conceito filosófico do logos para expressar com continuidades e diferenças a doutrina da encarnação numa linguagem compreensível aos efésios influenciados pela doutrina de Heráclito.

Conceitos patrísticos sobre a Trindade

Clemente de Roma, que viveu no fim do primeiro século, escreveu por volta do ano 96 uma carta de conforto aos cristãos de Corinto, que estavam sendo perseguidos por Domiciano (o mesmo imperador que deportou João para a ilha de Patmos). Ao falar da união da Igreja ele diz: “Não temos nós [todos] um único Deus e um único Cristo? E não há um único Espírito da Graça derramado sobre nós?”21 Embora este não seja um texto de “defesa” da Trindade, chama-nos a atenção sua “linguagem trinitariana” que subentende uma ideia triúna de Deus. Outros autores são ainda mais claros em sua exposição.

Inácio († 105 d.C.), que foi o segundo sucessor de Pedro como pastor em Antioquia,22 também ensinava a doutrina da Trindade. Mártir durante o reinado de Trajano, ele escreveu uma epístola aos cristãos da Trália, dizendo-lhes que, a despeito do sofrimento, continuassem “em íntima união com Jesus Cristo, o nosso Deus”23 – o que acentua a ideia da divindade de Cristo. Num outro manuscrito, onde uma versão mais longa é preservada, o mesmo autor adverte os irmãos contra aqueles que ensinavam doutrinas contrárias à fé dos apóstolos. Entre seus ensinos equivocados estaria a ideia de que “o Espírito Santo não existe” e que “o Pai, o Filho e o Espírito Santo seriam a mesma pessoa”.24

Justino, cognominado “o Mártir”, foi outro que escreveu várias apologias em favor do Cristianismo e contra a supremacia da filosofia grega. Num de seus textos, concluído por volta de 160 d.C., ele diz: “Já que somos considerados ateus, nós admitimos nosso ateísmo em relação a estes [vários] tipos de deuses [do politeísmo]. Mas, no que diz respeito ao verdadeiro Deus, o Pai da justiça e temperança …, ao Filho, … e ao Espírito Profético, [saibam que] nós os adoramos e reverenciamos.”25

Atenágoras, também respondendo à acusação de serem os cristãos chamados de ateus por não aceitarem o politeísmo pagão, escreveu em 175 d.C.: “Ora, quem não ficaria perplexo em ouvir chamar de ateus pessoas que pregam de Deus o Pai, de Deus o Filho e do Espírito Santo e que declaram serem um no poder, mas distintos na ordem?”26 Noutra passagem ele ainda diz:  “Os cristãos reconhecem a Deus e a seu Logos. Eles também reconhecem o tipo de unicidade que o Filho tem com o Pai e que tipo de comunhão o Pai tem com o Filho. Ademais, eles sabem o que é o Espírito e que a unidade é [formada] destes três: O Espírito, o Filho e o Pai”.27 “Nós reconhecemos um Deus, um Filho e um Espírito Santo, os quais são unidos na essência.”28

Ireneu de Lion é outro importante autor deste período. Convertido na adolescência, ele foi discípulo de Policarpo que, por sua vez, foi discípulo do apóstolo João. Sua principal obra, intitulada Contra heresias, dispõe de cinco volumes e foi escrita por volta de 177 d.C. Respondendo às idéias gnósticas de seu tempo, ele toma o cuidado de diferenciar, por exemplo, o “fôlego [espírito] de vida” dados às criaturas em geral, do “Espírito Santo”, que é Deus habitando com o crente.29

Explicando ainda que Deus é diferente dos homens, Ireneu fala da Palavra e da Sabedoria do Criador como sendo duas pessoas divinas unidas a uma terceira (o Pai) numa única divindade.30

Hipólito (c. 205 d.C.), autor do mais antigo comentário de Daniel de que dispomos, disse que “a Terra é movida por estes três: o Pai, o Filho e o Espírito Santo”.31 Noutra passagem, após citar a fórmula batismal em nome do Pai, do Filho e do Espírito, ele demonstra que já no seu tempo havia os que negavam esta doutrina, pois diz: “qualquer um que omitir um destes três, falha em glorificar a Deus de um modo perfeito. Pois é por meio desta Trindade (Triados) que o Pai é glorificado.”32

Sendo o último teólogo de peso a escrever em grego e não em latim, Hipólito merece um destaque por ter sido, nas palavras de W. Walker, “um dos primeiros antipapas” da história.33 Ele foi veemente em sua oposição a Calixto, bispo de Roma, que já naqueles idos pretendia a centralização do poder. Calixto chegou a disciplinar Hipólito por sua teologia acerca do Logos divino, o que demonstra que seus conceitos trinitarianos provinham de sua consciência, e não de uma imposição arbitrária do bispo de Roma.

Cipriano ( † 250 d.C.), que também cita como válida a fórmula batismal mateana,34 explicando que “ele [o evangelista] sugere aqui a Trindade, na qual as nações foram batizadas”.35

Embora a crítica textual coloque como espúrio o texto de 1 João 5:7,36  é digno de nota que Cipriano parece fazer referência a esta interpolação quando diz: “O Senhor disse: ‘Eu e o Pai somos um’  e novamente está escrito acerca do pai do Filho e do Espírito Santo: ‘e estes três são um’”.37 É claro que tal citação, indireta, não é suficiente para qualificar como digna a interpolação da comma joanina. Não obstante, é possível assumir que esta interpolação ou parte dela já fosse conhecida pelos pais latinos bem antes de Nicéia.

O que aconteceu em Nicéia?

Antecedentes teológicos

Por volta de 325 d.C. a igreja estava dividida por uma polêmica teológica iniciada no Egito. Um grupo liderado por Ário e Eusébio de Nicomédia, ensinava que Cristo era um semi-deus “semelhante”, porém não totalmente igual, ao Pai. Outro, liderado por Alexandre, ex-bispo de Ário, e por Atanásio, via nisto uma aproximação muito perigosa com o gnosticismo divulgado no Egito. Eles lembravam que a confissão mais antiga dos cristãos dizia que Cristo está em pé de igualdade com Pai. Já um terceiro grupo liderado por Eusébio de Cesaréia (um adulador de Constantino, segundo Ellen White38), via com neutralidade a questão e preferia propor com urgência uma declaração que abarcasse os dois lados.

Para entender as bases do ensino ariano e da preocupação de Atanásio quanto a este tipo de abordagem, é importante compreender a sedução intelectual da filosofia grega sobre a teologia do quarto século. Ellen White comenta de modo muito apropriado que “mesmo antes do estabelecimento do papado, os ensinos filosóficos pagãos haviam recebido atenção e exercido influência na igreja”.39

O que era para ser apenas uma abordagem da fé para o mundo greco-romano tornou-se uma sobreposição do helenismo sobre a teologia cristã. Embevecidos pela cultura grega, Ário e seus discípulos não conseguiram escapar à sedução da filosofia gnóstica tão disseminada entre os alexandrinos. Para estes, o maior problema da existência humana estava no dualismo idealizado por Platão e aprofundado por correntes posteriores. Era um pressuposto inquestionável acreditar que o espírito (naturalmente bom) e a matéria (naturalmente má) jamais coexistiam em sintonia. Se assim o fosse, o primeiro seria contaminado pelo último.

Portanto, o desafio agora era adequar doutrinas judaico-cristãs a este universo de idéias que não admitia a matéria como criação direta de um Deus-Espírito, nem a encarnação como uma realidade tangível. Se Deus houvesse criado o mundo ou se encarnado de verdade, sua divindade estaria seriamente comprometida – pensavam os gnósticos.

Assim, modelos alternativos foram criados para acomodar a doutrina cristã a este padrão filosófico. Um destes pode ser visto nos manuscritos coptas (sahidico) encontrados por James Bruce, em 1769. Para resolver o problema da existência da matéria que não poderia ser atribuída a um Deus-Espírito, eles diziam que o Altíssimo criou um deus menor que exerceu o papel de artífice (demiurgo) para a criação do mundo. Assim, a matéria veio à existência sem que Deus se contaminasse criando-a diretamente com as mãos. Cristo era este artífice que hoje se faz presente no mundo através do espírito (pneuma) que é sua energia impessoal. O conhecimento disto (gnosis) é o que salva a humanidade.

Convocação conciliar

Enquanto o cristianismo apostólico era a democratização do mistério de Deus – conceito herdado do judaísmo – o gnosticismo era a sofisticação do mistério, pois o seu entendimento não advinha de uma revelação mas da compreensão racional dos iniciados que não tinham dificuldades intelectuais para explicá-lo. Para eles, o que fugia à compreensão racional não era doutrina de Deus e isso estava causando uma preocupante divisão no cristianismo do Egito e de Antioquia (cidade natal de Ário). Por isso, Alexandre e Atanásio escreveram cartas a Roma pedindo um encontro que pusesse termo à questão.

Eusébio e seus seguidores também queriam a todo custo pôr fim à disputa, não porque estivessem preocupados com a ortodoxia da doutrina, mas porque temiam que uma divisão, àquela altura dos acontecimentos, fizesse a Igreja perder os privilégios que Constantino estava promovendo.

O próprio imperador, ao contrário do que muitos pensam, não tinha interesse algum em “promulgar” uma doutrina trinitária para a Igreja. Já fizemos menção no início de que, se este fosse o seu intento, não precisaria convocar um Concílio para endossar o seu desejo. Bastava-lhe repetir o ato de quatro anos antes, quando promulgou o decreto dominical, e assinar um edito ordenando a todos que adorassem ao Deus-Triúno.

Ademais, Constantino nem possuía conhecimento suficiente para se posicionar diante da controvérsia que ocupava a teologia grega.40 Uma carta por ele enviada por meio do bispo Hósio de Córdova confirma seu desconhecimento doutrinário a este respeito. Ali ele afirma que o problema que os bispos estavam discutindo acerca da natureza de Cristo era “uma questão sem proveito”.41

Foram os próprios bispos que o convenceram a convocar o Concílio para resolver a questão e o partido trinitariano de Alexandre era, sem dúvida, o mais fraco de todos. Chega a ser um milagre que o texto de Nicéia não tenha favorecido o arianismo porque estes, certamente, tinham mais recursos políticos que Atanásio e Alexandre. Tanto o é que, embora os arianos fossem derrotados no Concílio, os partidários de Eusébio de Nicomédia empreenderam uma verdadeira campanha, após Nicéia, para derrotar Atanásio e restaurar Ário ao poder.

O mais surpreendente é que, protegido pelo imperador, Ário começou, de fato, a reconquistar seu poder que perdera e a influenciar a política da igreja. Eusébio, por sua vez, convenceu Constantino a enviar Atanásio para o desterro e recolocar Ário em seu lugar como bispo de Alexandria – o que quase aconteceu, não fosse o falecimento de Ário na noite anterior à cerimônia de sua investidura, em 336 d.C. Assim, o plano era que o imperador convocasse um novo Concílio corrigindo Nicéia e desse ganho de causa aos arianos.

Sob tais circunstâncias, a fé trinitária parecia, se não oficialmente renegada, praticamente condenada, principalmente depois que Constantino declarou seu desejo de ser batizado por Eusébio de Nicomédia num ritual antitrinitariano. A chamada fé nicena só não chegou ao fim, porque Constantino acabou morrendo em 22 de maio de 337, poucos dias depois de ser batizado.

Dois últimos aspectos ainda precisam ser esclarecidos: a grande discussão do Concílio de Nicéia não era a Trindade em primeiro lugar, mas a natureza de Cristo em relação ao Pai. Foi somente no credo de Atanásio, produzido posteriormente, que o assunto “Trindade” apareceu de modo mais claro. Além disto, é importante notar que o credo niceno não diz nada quanto ao Espírito Santo ser ou não uma pessoa. A literatura antitrinitária se confunde na seqüência histórica apresentando como “Credo Ciceno” o que na verdade seria o Credo Niceno-Constantinopolitano de 381, proclamado depois da morte de Constantino.42

A Confissão Nicena de 325 se apresenta da seguinte maneira:

Cremos em um só Deus, Pai onipotente, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis; e em um só Senhor Jesus cristo, o Filho de Deus gerado pelo Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não feito, de uma só substância com o Pai, pelo qual foram feitas todas as coisas, as que estão no céu e as que estão na Terra; o qual, por nós homens e por nossa salvação, desceu, e se encarnou e se fez homem e sofreu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu, e novamente deve vir e no Espírito Santo.

Segue-se a esta confissão os juízos emitidos em relação a alguns ensinos heréticos:

E a quantos dizem: “Ele era quando não era” e “antes de nascer, Ele não era” ou que “foi feito do não existente”; bem como a quantos alegam ser o Filho de Deus “de outra substância ou essência” ou “feito” ou “mutável” ou “alterável” a todos estes a igreja católica e apostólica anatematiza.43

Conclusão

Como se vê, a despeito das insatisfações de alguns, prevaleceu em Nicéia a idéia de formular um texto enxuto, sem muitas explicações e que agradasse ao máximo a todas as correntes. Se houve, portanto, uma atmosfera política por detrás do documento conciliar, esta foi a da neutralidade – desviar a questão para evitar mais divisões. Constantino, é bom lembrar, havia acabado de vencer Licínio na luta pelo poder e sua prioridade era manter o império unido. Um cisma no cristianismo não seria bem-vindo naquele contexto. Daí o tom neutro sobre um assunto que, em princípio, geraria muitas controvérsias.

No fim das reuniões, restou aos arianos o incômodo maior, pois, apesar das tentativas de neutralidade, o documento acabou ecoando uma antiga tradição apostólica que apresentava a Cristo como consubstancial ao Pai. E o mais curioso é que Eusébio e a maioria dos arianos assinaram o documento em concórdia com seu conteúdo. Apenas Ário e dois amigos se recusaram a fazê-lo.

O sentido exato destas assinaturas é difícil precisar. Contudo, vê-se como infundada a declaração de que Constantino seria o Pai da doutrina trinitária usada para atrair o politeísmo para a Igreja. Pelo contrário, vinha de Ário e Eusébio a tentativa de trazer uma doutrina politeísta para dentro do cristianismo, pois estes apresentavam a Cristo como um “segundo” deus, menor que o Pai, mas igualmente divino e que se assemelhava muito ao “demiurgo”, ou deus menor do gnosticismo alexandrino. Em Nicéia, em todo o caso, a Igreja pelo menos não tentou penetrar o mistério de Deus ou descrevê-lo como o fez Ário imbuído pela idéia de transcendência vinda da filosofia grega. Esta foi a verdadeira natureza da discussão que de modo nenhum pode ser tomada como a genitora de uma teologia trinitária.


Referências




1 Ennis Meier, “O Concílio de Nicéia, origem da crença em três deuses”. Disponível em . Acesso em 13 de janeiro de 2004. ↑

2 Ennis Meier, “História: como Constantino tornou-se o pai do dogma católico da Trindade”. Disponível em . Acesso em 13 de janeiro de 2004. Grifo acrescentado. ↑

3 Urias Smith, Daniel and Revelation – The Response of History to the Voice of Prophecy A Verse by Verse Study of These Important Books of the Bible (Mountain View, CA: Pacific Press, 1918), 558ss.; Stephen N. Haskell, The Story of the Seer of Patmos (Nashville, TN: Southern Publishing Association, 1977), 228-230. Haskell ainda estabelece o fato de que a Besta papal de Apocalipse 13 é uma institução que deveria surgir após a divisão de Roma em dez reinos, o que aconteceu apenas em 476 d.C. ↑

4 Ellen G. White, O Grande Conflito (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996), 52, 438 e 439. ↑

5 Sobre a importância da data de 538 d.C. para o entendimento adventista da profecia, ver A. Timm, “A Importância das datas de 508 e 538 d.C. para a supremacia papal”, in Parousia (2005:1), 7-18. ↑

6 Irmão X, “Cristianismo é ridicularizado pelos ateus por causa da crença na Trindade”. Disponível em , acesso em 22 de setembro de 2005. ↑

7 Ricardo Nicotra, “Eu e o Pai Somos Um” (São Paulo: Ministério Bíblico Cristão, 2004), 89. ↑

8 O decreto dominical constantiniano foi promulgado em março de 321. Seu texto pode ser encontrado no Codex Justinianus, Corpus Júris Civilis Codicis  Líber 3, tit. 12, parágrafo 3. ↑

9 Além do já mencionado erro de Nicotra, que atribui ao Concílio a mudança do sábado para o domingo (vide nota 7), autores como Dan Brown (autor do best seler O Código Da Vinci) sugerem que foi o Concílio de Nicéia que determinou o Cânon escriturístico, de modo que a Bíblia que temos hoje seria composta de acordo com o decreto constantiniano e não conforme um real desígnio de Deus. ↑

10 O título “pais da Igreja” será aqui usado em seu sentido técnico, conforme a adoção dos estudos de patrística e não no sentido católico de guardiões absolutos da ortodoxia cristã. ↑

11 F. Ardusso, “Tradizione”, in: G. Barbaglio, S. Dianich, Nuovo Dizionario di Teologia (Roma: Paoline, 1979), 1772. ↑

12 Esta equiparação com a Bíblia não é sempre explícita, na literatura católica, mas é facilmente detectada nas entrelinhas do discurso. É que o catolicismo, especialmente aquele posterior ao Vaticano II, parece ter compreendido a impopularidade teológica de tal afirmação diante do mundo protestante.  A primeira redação da Constituição dogmática Dei Verbum, que mantinha ainda a concepção católica de duas fontes de revelação (Bíblia e Tradição) recebeu uma severa intervenção do bispo belga De Smedt que convenceu o comitê a reformular completamente o texto original. Ele declarou: “Segundo o nosso parecer, o esquema atual falha notadamente em seu caráter ecumênico. Ele não representa progresso para o encontro com não católicos, mas um empecilho; muito mais: é prejudicial.” Citado por João Batista Libânio, Teologia da Revelação a partir da Modernidade (São Paulo: Loyola, 1992), 386. Para uma discussão pré-conciliar sobre esta questão veja: Pierre Benoit, L’actualité dês pères de l’Eglise (Neuchâtel: Éditions Delachaux et Niestlé S.A., 1961), 10-15; F. Cayré, Patrologie et Histoire de la Theologie (Paris: Desclée & Cie, 1953), 3-7; J. Quasten, Iniciation aux peres de l’Eglise (Paris: Ed. Du Cerf, 1955), 4-8. ↑

13 Reynold Seeberg, Manual de Historia de las Doctrinas (Buenos Aires: Casa Bautista de Publicaciones, 1967), 1: 29-37; J. N. D. Kelly, Early Christian Doctrines (Londres: A&C Black, 1977), 21-37. ↑

14 Embora este termo seja tardio (século XV), seu conceito já está presente nos primeiros escritos apologéticos do cristianismo. Cf. David W. Bercot, [ed.], A Dictionary of Early Christian Beliefs (Peabody, MA: Hendrickson Publishers, 2003), xiii. ↑

15 Walter Bauer foi o pioneiro a chamar a atenção para a falta de unidade doutrinária nos primeiros séculos do cristianismo (Orthodoxy and Heresy in Earliest Christianity, eds. Robert A. Kraft, Gehard Krodel [Philadelphia: Fortress Press, 1971]). Mas hoje reconhece-se que, embora seu insight esteja correto, houve um exagero em suas conclusões. Ele chega a afirmar que “os hereges eram maioria em relação aos ortodoxos” (p. 194). A tendência atual, conforme observa J. R. Flora – que fez uma tese sobre o trabalho de Bauer, é que, a despeito da diversidade, havia uma unidade de pensamento nalguns pontos centrais que permitia configurar o que constituía pensamento cristão ou ensino dissidente. Cf. Jerry Rees Flora, A Critical Analysis of Walter Bauer’s Theory of Early Christian Orthodoxy and Heresy, PhD Dissertation (Louisville: Southern Baptist Theological Seminary, 1972). ↑

16 Compare, por exemplo, o uso do termo em Dionísio de Alexandria (Fragmentos extensos V, 15) e Dionísio de Roma (Contra os sabelianos 1). ↑

17 A. Roberts., e J. Donaldson, [eds] Ante-Nicene Fathers (New York: Charles Scribner’s Sons, 1913), esta coleção antiga traz uma tradução em inglês dos textos patrísticos.  H. Lubac, J. Danielou, et. alli, Sources Chrétiennes (Paris: les édition du Cerf, 1941), esta é a mais importante coleção de textos dos Pais da Igreja. Ela traz o texto original em grego, latim, copta etc. ladeado de uma tradução para o francês. Além disto apresenta as variantes que possam existir entre um e outro manuscrito. Salvo indicações em contrário, vamos seguir aqui a numeração da Ante Nicene Fathers. ↑

18 Tertuliano, Sobre a Modéstia, XXI. ↑

19 Orígenes, Dos Princípios,  I, 3,2. O original grego perdeu-se; o que nos resta são pequenas citações e uma tradução latina feita por Rufino. Assim, é possível que Orígenes tenha utilizado o termo TriadoV que veremos nos textos de Teófilo de Antioquia. ↑

20 Teófilo, A Autólico, XV ↑

21 Clemente, I Epístola aos Coríntios, XLVI. ↑

22 Eusébio de Cesaréia, História Eclesiástica, III, 36, 5-11. ↑

23 Inácio, Epístola aos Tralianos, VII, (recensão curta). ↑

24 Idem, (recensão longa). Para uma revisão bibliográfica do debate acerca das recensões textuais de Inácio, com acentuada defesa da recensão longa, veja Ch. Monier, Où en est la question d’Ignace d’Antioche? Bilan d’un siècle de recherches 1870-1988, in Aufstieg und Niedergang der römischen Welt [Hildergard Temporini e W. Haase, organizadores] (Berlim e Nova Iorque: Walter de Gruyter & Co., 1993), II. 27.1, 359-484. ↑

25 Justino, I Apologia, VI. ↑

26 Atenágoras, Súplica pelos Cristãos, X. ↑

27 Idem, XI. ↑

28 Idem,  XXIII. ↑

29 Ireneu, Contra Heresias,  V, XI, 2 ↑

30 Idem, IV, XX, 2 e 3. ↑

31 Hipólito: Fragmentos de Comentários, 10 (ANF, vol. V, 174.) ↑

32 Hipólito, Contra Noeto, 14. ↑

33 W. Walker, História da Igreja Cristã (Rio de Janeiro: JUERP/ASTE, 1980), 105. ↑

34 Cipriano, Epístolas, LXXII, 5. ↑

35 Idem. ↑

36 Bárbara Aland, et. alli., [eds], The Greek New Testament, Forth Revised Edition (Stutgart: Deutsche Bibelgesellschaft /United Bible Societies, 2001), 819. ↑

37 Cipriano, Tratados, I, 6. ↑

38 E. G. White, Ibid., p. 580. ↑

39 Idem, p. 56. ↑

40 Bernard Lohse, A Fé Cristã Através dos Tempos (São Leopoldo, RS: Sinodal, 1981), 57. ↑

41 Uma reprodução da carta de Constantino pode ser encontrada em Eusébio de Cesaréia, Vida de Constantino, II, 64-72. ↑

42 Um exemplo está no livro de Ricardo Nicotra,  88. ↑

43 O texto original em grego com uma antiga versão latina encontra-se em Henrique Dezinger e Clemente Bannwart, Enchiridion Symbolorum – definitionum et declarationum de rebus fidei et morum Friburgo: Herder and Co., 1922, , p. 29 [credo 54]. ↑


Fonte: Revista Parousia, 2° Semestre de 2005, UNASPRESS

PDF: Trindade: um dogma de Constantino?


FONTE:http://centrowhite.org.br/pesquisa/artigos/trindade-um-dogma-de-constantino/
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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Tzaruch em Qui 07 Set 2017, 03:24

.
Olá Clébio.


Para começar a sua mensagem está em desacordo com as seguinte regras do Fórum.




http://forumevangelho.com.br/t1-regulamento-do-forum-evangelho

1) Será removido, a critério da Moderação/Administração, o tópico ou mensagem que venham infringir qualquer item deste Regulamento, em especial aquele que:

1.1Apresente conversa particular com característica de sala de bate papo, que poderá ser realizada pelo recurso de mensagem privada do Fórum
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“Assuntos de primazia evangélica” ou no grupo “Assuntos diversos ou de outras religiões”, como por exemplo: estudos, declarações, credos, publicações de autores de livros etc.

1.1.1 - Pequenos trechos de texto "pronto" de autoria de outrem podem ser postados, obrigatoriamente com a indicação da fonte e,
preferencialmente, acompanhados de uma conclusão ou parecer do membro do Fórum que está apresentando o texto pronto.

Tamanho máximo permitido: 45 linhas, visualizadas em Word, fonte Arial, tamanho 12, página formato A4, com todas as margens a 2,5cm.





Deu como resposta um texto pronto (estudo), sem ter dado qualquer parecer
e ainda com um tamanho muito além daquilo que é permitido.

Mas para você não vir com desculpas a dizer que o Tzaruch foge, fica na mesma a resposta,
caso o Administrador depois entenda pode remover essas duas respostas e esta inclusive.


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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Tzaruch em Qui 07 Set 2017, 03:35

.

Olá Clébio.


O suposto "estudo" que trás em nada vai contra aquilo que está escrito neste tópico, o qual mostra
o "documento" mais "oficial" que existe acerca da trindade, onde o mesmo ainda é atualmente o
sinônimo da crença que muitos seguem e é chamada de "trindade".


Você equivocou-se, e o que se mostra primeiramente é que tal crença da trindade não é segundo
as escrituras, e o próprio JESUS CRISTO dá essa confirmação nos textos citados.

Clébio escreveu:O presente estudo abaixo do Doutor Rodrigo Silva já é o suficiente para demonstrar que a Trindade é algo não criado por Constantino,

Demonstrar o quê ?.,.... o que colou na sua resposta não demonstra nem prova coisa alguma
que seja diferente daquilo que todos já podem ver, ler e que foi refutado.

Igualmente não trás nenhuma prova ou documento anterior a esse credo que mostre uma "trindade"
diferente daquela que foi oficializada pelo Atanásio.

Clébio escreveu:Resumo: Grupos antitrinitarianos dissidentes do adventismo têm alegado que a doutrina da Trindade
foi formulada no Concílio de Nicéia (325 d.C.), sob a influência do imperador romano Constantino.

O que eles alegam são relatos históricos que estão comprovados, tanto é que esse estudo que veio trazer
não apresenta nenhuma prova contrária da existência e criação da trindade no tempo indicado
.


Falavam antes da trindade ?,,, até podiam falar, mas não com todo o conteúdo do credo do Atanásio.

E mais importante, tal estudo não muda em nada esse credo e o credo atual da trindade,
basta confirmar que além das crenças o nome é o  mesmo "trindade".


Clébio escreveu:6) É importante repetir que o proposto neste artigo não é endossar indiscriminadamente toda doutrina dos Pais da Igreja,
mas verificar, pelo seu testemunho, se a Trindade era crida na Igreja pré-nicena ou se, como dizem alguns,
seria fruto apenas do Concílio ocorrido no quarto século.

Esse suposto "estudo" só tenta dizer (sem provar coisa alguma) que já antes os "pais" da igreja acreditavam
de forma semelhante, contudo isso é indiferente porque o tema do tópico não recai sobre tal ponto, mas sim
sobre a crença da trindade não ser de acordo com aquilo que está na Bíblia.


Esse alguns podem ter dito o que quiserem e o "estudo" pode ter sido escrito para tentar mostrar o contrário,
no entanto tal "façanha" em nada é contra o objetivo e aquilo que está refutado no atual tópico.


Clébio escreveu:4) A despeito de seu grande valor testemunhal, os Pais da Igreja não devem ser usados como fonte de doutrina.
Na verdade nenhum deles reclamou para si inspiração divina ou se declarou profeta.

A fonte básica e única da fé cristã era e continua sendo a Bíblia.

Quaisquer escritos posteriores servirão apenas para facilitar a compreensão do que está no Santo Livro e não para produzir novas crenças

O mesmo "estudo" aponta que os "pais" da igreja não devem ser usados como fonte divina,
mas aparentemente tenta ao mesmo tempo dar crédito à trindade apontando esses "pais"
como se a trindade tivesse vindo deles antes e só depois no Concílio de Nicéia em 325 d.c.

Portanto se na boca dos "pais" da igreja a trindade não tinha crédito, também não o teve depois.


Clébio escreveu:Teófilo, escrevendo quase meio século antes de Tertuliano e Orígenes, usa a expressão Triados,
que certamente seria uma equivalência semântica de trinitas ou seu original em grego.

Note a comparação poética que ele usa ao relacionar a Trindade ao primeiro capítulo de Gênesis:
 “os três dias que estão antes dos três luminares [da Criação] são tipos da Trindade (Triados) de Deus”.20

Levando-se em consideração que Teófilo fala de “tipos da Trindade”, é razoável supor que ele não esteja falando
de algo novo ou criando um neologismo. A expressão textual supõe o uso de um termo já conhecido entre os leitores.
Logo, não seria estranho imaginar que o mesmo vocábulo aparecesse em outros escritos do mesmo período que se encontram perdidos em nossos dias.

O presente "estudo" diz que os "pais" da igreja não tem crédito, porém o Teófilo fala de "tipos de trindade"
que não está escrito na Bíblia, e logo o autor do "estudo" diz que é "razoável" fazer suposições.

Isso é claramente uma forma direta de ir pelo caminho daquilo que não se pode ler,
contudo aceitam, ensinam, e dizem que é para crer.

É mais um dos exemplo de citarem as regras e depois serem os próprios a contorna-las.

Clébio escreveu:Conceitos patrísticos sobre a Trindade

Clemente de Roma, que viveu no fim do primeiro século, escreveu por volta do ano 96 uma carta de conforto aos cristãos de Corinto, que estavam sendo perseguidos por Domiciano (o mesmo imperador que deportou João para a ilha de Patmos).
Ao falar da união da Igreja ele diz: “Não temos nós [todos] um único Deus e um único Cristo? E não há um único Espírito da Graça derramado sobre nós?”21 Embora este não seja um texto de “defesa” da Trindade, chama-nos a atenção sua “linguagem trinitariana” que subentende uma ideia triúna de Deus. Outros autores são ainda mais claros em sua exposição.

(
4) A despeito de seu grande valor testemunhal, os Pais da Igreja não devem ser usados como fonte de doutrina.
Na verdade nenhum deles reclamou para si inspiração divina ou se declarou profeta. )


Inácio († 105 d.C.), que foi o segundo sucessor de Pedro como pastor em Antioquia,22 também ensinava a doutrina da Trindade. Mártir durante o reinado de Trajano, ele escreveu uma epístola aos cristãos da Trália, dizendo-lhes que, a despeito do sofrimento, continuassem “em íntima união com Jesus Cristo, o nosso Deus”23 – o que acentua a ideia da divindade de Cristo. Num outro manuscrito, onde uma versão mais longa é preservada, o mesmo autor adverte os irmãos contra aqueles que ensinavam doutrinas contrárias à fé dos apóstolos. Entre seus ensinos equivocados estaria a ideia de que “o Espírito Santo não existe” e que “o Pai, o Filho e o Espírito Santo seriam a mesma pessoa”.24

(4) A despeito de seu grande valor testemunhal, os Pais da Igreja não devem ser usados como fonte de doutrina.
Na verdade nenhum deles reclamou para si inspiração divina ou se declarou profeta. )


Justino, cognominado “o Mártir”, foi outro que escreveu várias apologias em favor do Cristianismo e contra a supremacia da filosofia grega. Num de seus textos, concluído por volta de 160 d.C., ele diz: “Já que somos considerados ateus, nós admitimos nosso ateísmo em relação a estes [vários] tipos de deuses [do politeísmo]. Mas, no que diz respeito ao verdadeiro Deus, o Pai da justiça e temperança …, ao Filho, … e ao Espírito Profético, [saibam que] nós os adoramos e reverenciamos.”25

(4) A despeito de seu grande valor testemunhal, os Pais da Igreja não devem ser usados como fonte de doutrina.
Na verdade nenhum deles reclamou para si inspiração divina ou se declarou profeta. )


Atenágoras, também respondendo à acusação de serem os cristãos chamados de ateus por não aceitarem o politeísmo pagão, escreveu em 175 d.C.: “Ora, quem não ficaria perplexo em ouvir chamar de ateus pessoas que pregam de Deus o Pai, de Deus o Filho e do Espírito Santo e que declaram serem um no poder, mas distintos na ordem?”26 Noutra passagem ele ainda diz:  “Os cristãos reconhecem a Deus e a seu Logos. Eles também reconhecem o tipo de unicidade que o Filho tem com o Pai e que tipo de comunhão o Pai tem com o Filho. Ademais, eles sabem o que é o Espírito e que a unidade é [formada] destes três: O Espírito, o Filho e o Pai”.27 “Nós reconhecemos um Deus, um Filho e um Espírito Santo, os quais são unidos na essência.”28

(4) A despeito de seu grande valor testemunhal, os Pais da Igreja não devem ser usados como fonte de doutrina.
Na verdade nenhum deles reclamou para si inspiração divina ou se declarou profeta. )


Ireneu de Lion é outro importante autor deste período. Convertido na adolescência, ele foi discípulo de Policarpo que, por sua vez, foi discípulo do apóstolo João. Sua principal obra, intitulada Contra heresias, dispõe de cinco volumes e foi escrita por volta de 177 d.C. Respondendo às idéias gnósticas de seu tempo, ele toma o cuidado de diferenciar, por exemplo, o “fôlego [espírito] de vida” dados às criaturas em geral, do “Espírito Santo”, que é Deus habitando com o crente.29

Explicando ainda que Deus é diferente dos homens, Ireneu fala da Palavra e da Sabedoria do Criador como sendo duas pessoas divinas unidas a uma terceira (o Pai) numa única divindade.30


(4) A despeito de seu grande valor testemunhal, os Pais da Igreja não devem ser usados como fonte de doutrina.
Na verdade nenhum deles reclamou para si inspiração divina ou se declarou profeta. )


Hipólito (c. 205 d.C.), autor do mais antigo comentário de Daniel de que dispomos, disse que “a Terra é movida por estes três: o Pai, o Filho e o Espírito Santo”.31 Noutra passagem, após citar a fórmula batismal em nome do Pai, do Filho e do Espírito, ele demonstra que já no seu tempo havia os que negavam esta doutrina, pois diz: “qualquer um que omitir um destes três, falha em glorificar a Deus de um modo perfeito. Pois é por meio desta Trindade (Triados) que o Pai é glorificado.”32


(4) A despeito de seu grande valor testemunhal, os Pais da Igreja não devem ser usados como fonte de doutrina.
Na verdade nenhum deles reclamou para si inspiração divina ou se declarou profeta. )


Sendo o último teólogo de peso a escrever em grego e não em latim, Hipólito merece um destaque por ter sido, nas palavras de W. Walker, “um dos primeiros antipapas” da história.33 Ele foi veemente em sua oposição a Calixto, bispo de Roma, que já naqueles idos pretendia a centralização do poder. Calixto chegou a disciplinar Hipólito por sua teologia acerca do Logos divino, o que demonstra que seus conceitos trinitarianos provinham de sua consciência, e não de uma imposição arbitrária do bispo de Roma.

Cipriano ( † 250 d.C.), que também cita como válida a fórmula batismal mateana,34 explicando que “ele [o evangelista] sugere aqui a Trindade, na qual as nações foram batizadas”.35

(4) A despeito de seu grande valor testemunhal, os Pais da Igreja não devem ser usados como fonte de doutrina.
Na verdade nenhum deles reclamou para si inspiração divina ou se declarou profeta. )

Esta parte do "estudo" só tem uma resposta, que o próprio estudo primeiro diz uma coisa,
e logo de seguida contraria essa mesma coisa fazendo citações que antes não tinham validade.

Ou seja, diz que não devem usar os "pais" da igreja como fonte de doutrina, e depois citam os mesmos,
e apontam os seus escritos como "prova" da fonte da doutrina.

Pior, o dito "estudo" tenta retirar a origem da trindade do credo do Atanásio para indicar essa origem
nos tais "pais" da igreja, só que fala ao mesmo tempo que estes não devem ser usado como fonte de doutrina.






(4) A despeito de seu grande valor testemunhal, os Pais da Igreja não devem ser usados como fonte de doutrina.
Na verdade nenhum deles reclamou para si inspiração divina ou se declarou profeta. )




É o resultado da falta de atenção.

Clébio escreveu:Dois últimos aspectos ainda precisam ser esclarecidos: a grande discussão do Concílio de Nicéia não era a Trindade em primeiro lugar, mas a natureza de Cristo em relação ao Pai.
Foi somente no credo de Atanásio, produzido posteriormente, que o assunto “Trindade” apareceu de modo mais claro.

Além disto, é importante notar que o credo niceno não diz nada quanto ao Espírito Santo ser ou não uma pessoa.

A literatura antitrinitária se confunde na seqüência histórica apresentando como “Credo Ciceno” o que na verdade
seria o Credo Niceno-Constantinopolitano de 381, proclamado depois da morte de Constantino.42

A parte destacada a VERDE realça bem que o fundamento deste estudo em nada vai contra o tópico,
pois não existe outro documento anterior e "tão oficial" que mostre claramente a crença da trindade.

E ainda o foco do tópico é a crença em si, e não exatamente a sua origem extra Bíblica.

Também ai está citado que foi no credo do Atanásio que ficou escrito sobre o Espírito Santo ser ou não uma pessoa,
coisa que não está escrita em nenhum texto mas sem isso não é uma trindade.

Clébio escreveu:Assim, retrocede para cerca de um século e meio antes de Nicéia o uso técnico do termo Trindade, legitimamente reconhecido na literatura cristã.

Mas talvez alguém pergunte: por que este termo não aparece na Bíblia?

Para responder a esta questão é preciso compreender que
, a partir do século segundo,  o centro missiológico da Igreja
transferiu-se em definitivo do ambiente judeu-palestino para o mundo greco-romano.


O trabalho iniciado por Paulo entre os gentios vê-se finalmente estabilizado no ambiente gentílico e começa a gravitar
em torno de questões que não haviam sido levantadas no ambiente judaico.

A Igreja viu-se, então, obrigada a expressar sua fé de um modo compreensível para aqueles que não vinham de uma cultura vétero-testamentária,
mas tinham seu pensamento regido pelos conceitos da filosofia grega. Questões ontológicas antes não sistematizadas começaram a invadir os
círculos cristãos e, deste modo, os escritores tiveram de cunhar termos helenísticos para tornar inteligível a fé do Novo Testamento.
Contudo, tal exercício não significava de modo nenhum uma apostasia do ensino apostólico. O próprio João usou o conceito filosófico
do logos para expressar com continuidades e diferenças a doutrina da encarnação numa
linguagem compreensível aos efésios influenciados pela doutrina de Heráclito.

Aqui fica "intrigante", o autor é o próprio a reconhecer que trindade não aparece na Bíblia, e logo
de seguida dá a entender que é preciso compreender algo,, acontece que no seguimento da resposta
ele não consegue dizer nem explicar coisa alguma que "ajude" a entender o que não consta da Bíblia.

Ele fala do centro ter mudado para o mundo greco-romano, diz que o trabalho iniciado por Paulo qualquer coisa etc etc....

E continua dizendo que a igreja viu-se obrigada a expressar a fé com distinção dos restantes etc etc,
mas a explicação para se compreender exatamente o PORQUÊ de fazer uso de termos que não constam
na Bíblia, isso o autor acaba por não fazer.


E isto porque tal ação não tem justificação aceitável.

Clébio escreveu:a não ser, na cabeça daqueles que não querem enxergar a verdade.....

Enxergar o quê Clébio ?,, qual verdade ?

Que antes do Atanásio outros já inventavam alguns dos pontos da trindade ?

Que não foi o Atanásio quem inventou todos os pontos do credo citado ?


Que é verdade que o credo do Atanásio foi quem apresentou o dogma da trindade na forma
como hoje é conhecida e com os pontos que você aceita ?

Ou será que é verdade que o estudo que colou faz aquilo que ele mesmo critica ?

Na verdade nada mudou, você não tem nenhum documento tão distorcido sobre as escrituras
com acontece com o credo do Atanásio, independentemente da origem das ideias nele contidas.


E continua tudo igual, você diz que a trindade são 3 pessoas, contudo não as pode confundir,
diz que é a mesma divindade, aponta que o filho não foi criado, refere que não compreende
a crença que está a crer, diz que JESUS é DEUS, e que na trindade todos são iguais, etc etc etc.


E se for confirmar, toda essa conversa e as coisas que você tenta defender são o que está
escrito no credo do Atanásio, até que não pode dizer que são 3 deuses, embora os consiga
contar pelos dedos da mão.

Portanto, o estudo que apresentou além das inconsistências e erros nele contidos, em nada muda
ou altera que o credo da trindade não tem o aval das escrituras.


E como prova basta ver que cada ponto que foi refutado continua no mesmo lugar,
e nem você sequer tentou mostrar algum erro naquilo que está escrito no tópico.



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Clébio
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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

Mensagem por Clébio em Qui 07 Set 2017, 10:21

Tzaruch,

Que pena que você tentou e tentou e não conseguiu refutar o presente estudo, lamentável....

Deveria ter lido as REFERÊNCIAS DE ONDE PARTIU TAL ESTUDO e verás quão enganado você está!!!!!

Você procurou citar a parte que melhor lhe convinha, onde diz que não devemos ter os pais da igreja como fonte de doutrina, MAS DEVERIA TER COLOCADO EM NEGRITO ONDE DIZ QUE ANTES DO CONCÍCLIO DE NICÉIA JÁ HAVIA O CONCEITO DA TRINDADE PELOS MESMOS PAIS DA IGREJA....

POR QUE VOCÊ NÃO GRIFOU ESSA PARTE TAMBÉM?

Enfim, mais uma vez seu racicínio sobre a NÃO EXISTÊNCIA DA TRINDADE antes do Concílio de Nicéia está completamente equivocado, LAMENTÁVEL.....

Clébio

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Re: ---- O Credo de Atanásio, a origem da crença da trindade.----

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