Graça e Paz a Todos!
Como "filho" assembleiano (quanto à herança doutrinária), claro que quando surgiu este negócio da "atualidade do dom apostólico", não concordei.
Até porque os primeiros "apóstolos" que surgiram no cenário denominacional brasileiro, se auto-denominaram assim, se exaltaram, eram de movimentos ligados ao G12 (o G12 da regressão espiritual), então este negócio de apóstolos apareceu aqui no Brasil meio que "queimado" pela ortodoxia evangélica...que eu fazia parte.
Porém, com o tempo, como já estava revendo algumas doutrinas que minha denominação de berço tinha por verdadeiras e que porém se mostraram depois não tão verdadeiras assim (como a cobrança obrigatória do dízimo por exemplo) passei a pesquisar melhor o assunto e ao ler Ef. 4.8,11, também I Co. 12.28,29, e também, após descobrir que Barnabé, Andrônico, Junias e outros foram também chamados apóstolos - e não eram dos 12 - tive que me dobrar à Palavra e considerar esta possibibilidade.
Já no F.E. anterior eu defendia a atualidade do dom ministerial apostólico.
Então vejo um Daniel Berg, um Gunnar Vingren, um Francescon, um Manoel de Mello, um David Miranda, os vejos como cristãos que receberam o dom apostólico e que por acaso, por herança denominacional, nem se importaram com o título e sim com a missão.
Nesta altura alguém já pode arguir: "Irmão Valmir, mas o ministério do irmão David Miranda não dá ceia para cristão que por acaso naquele mês não pagou seu dízimo". Isto é verdade...porém Pedro também era apóstolo e foi corrigido por Paulo e até sobre irmão Paulo, não podemos dizer que fiz tudo certinho. Fato é que há muitos salvos em Cristo na Igreja Deus é Amor, selo e fruto, dos serviços apostólicos do irmão David.
Concordo com o irmão Zilton Alencar quando diz que assim como um apóstolo não deveria considerar isto como um título eclesiástico, da mesma forma um pastor também. É que não encontramos na Bíblia ninguém sendo chamado Apóstolo Fulano, Pastor Ciclano, Evangelista Beltrano. Outro dia recebi na salinha de nossa congregação a visita de um certo irmão, que estava perambulando pelas ruas e precisava de um lugar para um pernoite e na nossa salinha congregacional tem uma caminha lá só para estes casos. Então, o recebi como manda o Senhor, e perguntei seu "nome". Ele me falou "pastor tal". Olhei para ele...."amado eu perguntei seu nome, não seu dom". Fui grosso eu sei...errei não é mesmo? Mas foi meio que um desabafo a respeito de tudo isto. Ficou 3 dias conosco. Dizem (aí o irmão Devaney e outros podem confirmar ou não) que um advogado ou um médico, não deveriam ser chamados "doutores - dr" caso não tenham feito primeiro um "doutorado". Se for assim mesmo, estes colocam um "dr" na frente do nome só para dar um certo grau de poder, de status, etc. Então, infelizmente, dentro da maioria das denominações evangélicas isto também ocorre. Nosso irmãozinhos goooostam de colocar um "Pr", um "Ev", um "Pb", e agora um "Ap." na frente de seus nomes. Exceto alguns caso (que o fazem por pura tradição) considero isto uma verdadeira vaidade e que não encontra apoio bíblico. Sinceramente, no nosso serviço cristão, quando recebemos a visita de alguém que é "pastor" ou "evangelista", ou até mesmo "presbítero" de outra denominação (e que muitas vezes gostam de serem apresentados com tais títulos), apenas dizemos "Hoje temos a visita do irmão Fulano, que serve a Igreja de Deus como pastor, evangelista,presbítero, etc."
Quando Paulo se identificava em suas cartas o fazia assim: "Paulo, apóstolo" (II Co. 1.1, Gl. 1.1 etc), e como "apóstolo-apostello" quer dizer "enviado" então podemos parafrasear tais versos assim: "Paulo, enviado..de Jesus Cristo".
Claro que este "enviado" era muito mais que um "enviado" qualquer, pois por outros textos bíblicos percebemos que tal "enviado" se tornou um autoridade espiritual na Igreja de Deus, e por isto surgiram até falsos "enviados".
Até o presente momento, até onde pesquisei, percebo que como a Bíblia manda "examinar tudo" (I Ts. 5.21) é claro que a Igreja tem que também colocar aqueles que se dizem "apóstolos" à prova, conforme Ap. 2.2.
E que provas são estas?
(II Corintios 12:12) - Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas.
Por tal verso acima, penso que um "apóstolo" deve manifestar alguns dons do Espírito, como o dom das "curas" por exemplo.
E, após sua "missão", algum resultado tal "apóstolo" deve apresentar, caso contrário, não foi "enviado" por Jesus Cristo(não é apóstolo). Como neste verso abaixo, a existência de uma Igreja de Deus em Corinto era o "selo", "a marca", "o resultado" do apostolado do irmão Paulo.
(I Corintios 9:2) - Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.
Quem sabe outros irmãos possam ajudar na evolução deste assunto para que tenhamos já aqui no fórum um certo "credo" a respeito deste assunto.
E isto é edificação da Igreja.
Valmir Cardoso
servo de Jesus Cristo