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A bíblia gramaticalmente nega a doutrina da imortalidade da alma.

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Gilcimar
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A bíblia gramaticalmente nega a doutrina da imortalidade da alma.

Mensagem por Gilcimar em Ter 04 Nov 2014, 10:13

A bíblia gramaticalmente nega a doutrina da imortalidade da alma.


Muitos creem que a alma é imortal . Será que a bíblia realmente apoia essa ideia?
Ao analisarmos este assunto usamos  as regras de  gramatica na interpretação direta dos textos citando exemplos claros  das aplicações destas regras que são fixas e não poderiam ser negadas porque é oficial e usadas  em todos os textos literais na nossa língua  e em traduções que se fazem para nosso idioma.
Selecionei alguns textos  Bíblicos  fazendo  analise das aplicações das regras gramaticais inseridas.

Gênesis2:7 "Então,formou o senhor ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente."

No verso acima com a aplicação das regras da  gramatica temos  três provas claras que a alma jamais poderia ser considerada imortal.

Vamos usar três conceitos:

1-O verbo
2-O adjetivo
3-A relação sujeito e objeto

O Verbo

O VERBO  segundo a  gramatica de nossa língua é uma palavra que expressa ação,estado,mundança de estado e fenômenos da natureza.
O verso do citado  texto acima diz que o homem PASSOU A SER uma "alma vivente" .
Se o homem passou a ser uma alma vivente  significa que antes não era, pois o verbo aqui expressa mundança de estado.
Posso dizer a mesma coisa em outras situações.

Exemplos:

Eu passei a ser um adulto depois dos 20 anos . Isso significa que antes eu não era um adulto, do contrário não faria sentido eu dizer que passei ser, pois é totalmente ilógico alguém passa a ser o que é e sempre foi.

O homem passou a ser uma alma vivente depois que recebeu em suas narinas o folêgo de vida pois antes não era uma alma vivente.

Outro conceito importante  é que SER uma coisa  é diferente de TER uma coisa. SER um professor é diferente de TER um professor .

Quando digo que o homem é uma alma  estou tratando de uma só coisa ,o homem .
Mas quando digo que o homem tem uma alma  eu estou tratando de duas coisas , o homem e sua alma , neste caso vou ter que acrescentar o pronome possesivo  obrigatoriamente  no verso  mas se eu fizer isso  estou alterando o aquilo que a Bíblia diz  no verso quando   usa o verbo SER e não o verbo TER.

O adjetivo

Outro exemplo de regra  gramatical no citado  verso é do  adjetivo que para a nossa gramatica é uma palavra que dá caracteristicas ao substantivo indicando-lhe qualidade, estado, modo de ser e aspecto.

No  verso  em questão percebemos que quando se diz que a “alma é vivente”  trata do substantivo alma recebendo o  adjetivo vivente.

Só que alguns adjetivos só podem ser usados para caracterizar um substantivo se este mesmo substantivo puder receber um adjetivo oposto.

Exemplo:

Nunca podemos pedir um copo de água molhada  pois não existe água seca.
Assim se a  alma fosse imortal  não teria sentido dizer que uma alma é vivente pois  eu não poderia  ajetiva-la  como alma mortal.

A relação sujeito e Objeto

A terceira e maior prova usando as regras da nossa gramatica  é a relação Sujeito-objeto  (síntaxe)

Segundo  nossa gramatica  o  SUJEITO  é quem pratica a ação do VERBO  ja o OBJETO  é o que sofre a ação do VERBO.

Exemplo:

O gato atacou o rato.

Na frase acima o SUJEITO  é o gato que praticou a ação  do VERBO  atacar e  o OBJETO  é o rato que sofreu a ação do VERBO atacar praticado pelo gato.

O VERBO  atacar teve um SUJEITO e um OBJETO.

Mas alguns OBJETOS  são imunes a ação de certos VERBOS!

Exemplo:

Eu esfriei o fogo com água.(Não existe fogo frio)

O OBJETO fogo não pode sofrer a ação do VERBO esfriar.

Outro exemplo:

Eu cortei  o fogo em pedaços  com a faca.

O OBJETO  fogo  não pode sofrer ação do VERBO cortar praticado  pelo SUJEITO faca.

Seria um absurdo aceitar estas situações acima como algo lógico e válido!

Se o substantivo alma pudesse receber  o adjetivo IMORTAL, como   objeto na oração  teria que ser imune a ação dos  VERBOS matar e morrer assim como o  substantivo fogo foi imune a ação dos VERBOS esfriar , cortar.

Assim tendo em mente a alma como imortal seria impossível que sofresse a ação do verbo matar e morrer.

Pois como matar ou fazer morrer  aquilo que  é imortal?

Alguns textos na Bíblia não teria sentido  e exigiriam  explicações para se sustentarem ou teríamos que admitir que a alma não é imortal.

Analisamos um exemplo:

Ezequiel

13.18   e dize: Assim diz o SENHOR Deus: Ai das que cosem invólucros feiticeiros para todas as articulações das mãos e fazem véus para cabeças de todo tamanho, para caçarem almas! Querereis matar as almas do meu povo e preservar outras para vós mesmas?
________________________________________
13.19   Vós me profanastes entre o meu povo, por punhados de cevada e por pedaços de pão, para matardes as almas que não haviam de morrer e para preservardes com vida as almas que não haviam de viver, mentindo, assim, ao meu povo, que escuta mentiras.

Os Verbos  aqui apresentados podem se aplicar tanto ao substantivo  homem como ao substantivo  alma  pois podem funcionar como objetos destes Verbos segundo a Bíblia que diz no verso citado no estudo que a alma é o próprio homem.

Assim  a gramatica junto com a biblia não apoia a ideia de uma alma imortal.

Segundo  a Bíblia e a gramatica  a alma é mortal e para mudar esta conclusão eu teria que mudar as regras da gramatica ou ignorar a Bíblia.

Pois até simples regras de gramatica  não apoia biblicamente a ideia  da  alma  como  imortal.(Pelo menos na gramatica portuguesa que é confiável pelos estudiosos da Bíblia de nossa língua na qual  foi   traduzida)


Que Deus ilumine a mente de todos para entender este assunto!

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