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O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

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Rodrigues
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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Rodrigues em Sab 02 Ago 2014, 17:18

.
Paulo contra a imortalidade da alma em Atenas – Podemos perceber o contraste entre a doutrina de Paulo e a imortalidade da alma a partir do texto de Atos 17, em que Paulo foi a Atenas a fim de pregar o evangelho. Já vimos neste estudo que foi do dualismo grego que a mentira da serpente de que “certamente não morrerás” entrou no judaísmo por ocasião da diáspora judaica, sendo os gregos, portanto, ferrenhos defensores da doutrina da imortalidade da alma. Em outras palavras, se Paulo pregava esta mesma doutrina, ele estaria se sentindo praticamente em casa! O que nós vemos, contudo, é que Paulo de jeito nenhum ensinava a imortalidade da alma:

“Ora, alguns filósofos epicureus e estóicos disputavam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece ser pregador de deuses estranhos; pois anunciava a boa nova de Jesus e a ressurreição” (cf. Atos 17:18)

Aqui vemos duas coisas que Paulo pregava. Uma delas praticamente todas as religiões cristãs pregam: Jesus. A segunda coisa praticamente nenhuma igreja cristã que crê no dualismo prega: a ressurreição dos mortos. Satanás conseguiu praticamente silenciar as boas novas acerca da ressurreição porque conseguiu trazer o dualismo grego direto para a teologia dos imortalistas. Vemos, por enquanto, que Paulo pregava:

(1) Jesus
(2) Ressurreição


Prova ainda mais forte de que Paulo não pregava a doutrina da imortalidade da alma é o versículo seguinte, que diz:

“E, tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?” (cf. Atos 17:18)

O que para os gregos dualistas era de todas as coisas a mais primária e importante, para Paulo é desprezada – ele nem faz questão de mencionar junto ao “fôlego” e a “vida”! Disso já podemos perceber o contraste entre a teologia paulina e a dualista com relação à natureza humana. Um pouco mais à frente e o vemos desmoronando ainda mais os pilares da doutrina da imortalidade da alma pregada por eles:

“Porquanto determinou um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que para isso ordenou; e disso tem dado certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (cf. Atos 17:31)

Mais interessante ainda é a segunda parte de seu argumento: “...e disso tem dado certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (cf. At.17:31). Aqui vemos que a segurança e a esperança de Paulo em uma vida eterna não se baseava em uma alma imortal que garantiria isso a todos, mas sim na ressurreição de Jesus Cristo, que garante a nossa própria ressurreição! A única esperança para o cristão ser julgado e obter vida é baseado e fundamentado na esperança da ressurreição dentre os mortos, da qual Cristo foi a nossa primícia. Os gregos depositavam toda a confiança deles na esperança de uma alma eterna ter sido implantada neles – e essa alma imortal é segurança de vida eterna, de juízo e, evidentemente, de imortalidade. Quanta diferença para o evangelho bíblico pregado por Paulo!


Isso tudo explica o porquê de os gregos o terem deixado falar sozinho em seguida:

“Mas quando ouviram falar em ressurreição de mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos ainda outra vez” (cf. Atos 17:32)



Ressurreição dos mortos e imortalidade da alma realmente não tem nada em comum. Ambos são dois opostos e são também mutuamente excludentes, não se pode admitir a existência de uma alma imortal com a ressurreição, pois a primeira faz com que a segunda seja algo desnecessário e inútil, praticamente sem proveito uma vez que a nossa esperança não seria baseada na ressurreição, mas sim em uma “alma imortal” indo para o Céu e lá ficando eternamente.... independente de ressurreição ou não!



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NÃO SÓ PAULO, COMO TAMBÉM PEDRO NEGA A IMORTALIDADE DA ALMA

Mensagem por Prof. Azenilto G. Brito em Qua 06 Ago 2014, 12:11


Um exame detido do que Pedro diz em suas epístolas demonstra que ele, como Paulo, igualmente não cria nessa doutrina de origem pagã da imortalidade da alma, que adentrou o cristianismo a partir de influências platônicas e de outras origens.

Examinemos, na ordem, como inicialmente Pedro discute essa questão. Sublinharemos alguns pensamentos que merecem destaque e comentários especiais. Diz ele no capítulo 1 de sua primeira epístola, versos 3 a 7:

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo; na qual exultais, ainda que agora por um pouco de tempo, sendo necessário, estejais contristados por várias provações, para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo”.

As partes sublinhadas mostram a lógica do raciocínio do autor. A viva esperança de que os cristãos são possuidores têm que ver com a “herança” reservada no céu, e que será desfrutada pelos filhos de Deus, não quando morrem e suas almas vão para o céu, e sim “no último tempo . . . na revelação de Jesus Cristo”.

Clarissimamente a ênfase está no evento da volta de Cristo, quando Ele virá conceder essa herança aos salvos. Não existe a mínima pista de “morrer e ir para o céu”, como é o conceito tão popularizado entre os cristãos, e mesmo adeptos de outras fés, com base no conceito de imortalidade da alma.

Esta afirmação de certeza de Pedro quanto à herança garantida no céu, mas a revelar-se “naquele dia”, é reiterada no vs. 13 do mesmo capítulo:

“Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos oferece na revelação de Jesus Cristo”.

A tradução NIV traz “when Jesus Christ is revealed”, ou “quando Jesus Cristo for revelado”, o que é confirmado pela tradução em português, “A Bíblia na Linguagem de Hoje”.

No capítulo 4, vs. 12 e 13, lemos esta mensagem de encorajamento e esperança:

“Amados, não estranheis a ardente provação que vem sobre vós para vos experimentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis”.

A revelação da glória de Cristo se dará quando de Seu advento. Ora, se Pedro cresse na imortalidade da alma não teria por que falar em regozijo e exultação dos crentes ligando isso àquela ocasião. Se fossem com suas almas para o céu, seguindo-se à morte, não iriam ali exultar e alegrar-se? Na perspectiva do Apóstolo, porém, só quando da “revelação da Sua glória” é que tal sentimento de felicidade se confirmaria.        

No capítulo 5, versos 1 a 4, por outro lado, o Apóstolo volta a tratar da glória futura, destacando, não a imortalidade da alma, mas a revelação de tal glória no tempo final:

“Aos anciãos, pois, que há entre vós, rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa da glória”.

A clareza da linguagem é indiscutível. Nada de esperar pela glória a não ser “quando se manifestar o supremo Pastor”, Jesus Cristo.
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NA LINGUAGEM DE CASTIGO AOS PECADORES, NEM SINAL DE ALMAS IMORTAIS

Mensagem por Prof. Azenilto G. Brito em Qua 06 Ago 2014, 12:19


Em contraste com a certeza magnífica para a comunidade cristã da herança eterna quando da manifestação do “Sumo Pastor”, temos também o aspecto negro dos acontecimentos futuros, no que diz respeito aos que não se salvarão. Pedro fala no capítulo 2 da 2a. epístola:

“E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade; também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita. Porque se Deus não poupou a anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno, e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo; se não poupou ao mundo antigo, embora preservasse a Noé, pregador da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios; se, reduzindo a cinza as cidades de Sodoma e Gomorra, condenou-as à destruição, havendo-as posto para exemplo aos que vivessem impiamente; e se livrou ao justo Ló, atribulado pela vida dissoluta daqueles perversos (porque este justo, habitando entre eles, por ver e ouvir, afligia todos os dias a sua alma justa com as injustas obras deles); também sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar para o dia do juízo os injustos, que já estão sendo castigados” (vs. 2-9).

Claramente o texto fala dos próprios anjos maus que foram lançados nas “trevas exteriores” [no grego tártaros], o que não é ainda o inferno, mas é indicado como sua postura de seres expulsos da glória eterna enquanto aguardam o juizo, pois que estão “reservados” para tal ocasião. E que o que espera esses anjos finalmente é a “destruição” fica muito claro em Marcos, quando um dos demônios que Cristo confrontou para expulsar pergunta-Lhe: “Que temos nós contigo, Jesus, nazareno? Vieste destruir-nos?” (Marcos 1:24).

Assim também os ímpios estão reservados para esse futuro “dia do juízo”, o que denota não terem ainda sido condenados no inferno, ou geena. Paulo fala sobre os “fogos da vingança” que serão trazidos por Cristo quando de Sua vinda (2 Tes. 1:7-10).

Pedro claramente fala da destruição de Sodoma e Gomorra como um “exemplo” para os que vivem impiamente. Nenhuma idéia de “morrer e ir para o inferno”, como na mentalidade popular.

No vs. 12 a 17 ele reforça o pensamento:

“Mas estes, como criaturas irracionais, por natureza feitas para serem presas e mortas, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção, recebendo a paga da sua injustiça; pois que tais homens têm prazer em deleites à luz do dia; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em suas dissimulações, quando se banqueteiam convosco; tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecar; engodando as almas inconstantes, tendo um coração exercitado na ganância, filhos de maldição; os quais, deixando o caminho direito, desviaram-se, tendo seguido o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça, mas que foi repreendido pela sua própria transgressão: um mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta. Estes são fontes sem água, névoas levadas por uma tempestade, para os quais está reservado o negrume das trevas”.
     
Aí está a linguagem clara de que os pecadores estão “reservados” para o castigo final, intitulado “negrume das trevas”. Nada de “inferno de fogo eterno” em funcionamento, pois “negrume das trevas” parece-se muito mais com a “eterna destruição, banidos da face do Senhor”, a que Paulo se refere em 2a. Tes. 1:9. E à luz da própria declaração quanto a Sodoma e Gomorra terem sido deixadas como “exemplo” de castigo aos pecadores ao tempo de Ló, não pairam dúvidas quanto à sorte desses que vivem blasfemando e cometendo todo tipo de pecado ao final. E a palavra “destruição” por si só já denota algo que tem um fim. Onde já se ouviu falar de uma destruição que nunca se . . . destrói?!

Agora, quando chegamos no capítulo 3, de 2a. Pedro, as coisas se esclarecem de modo indiscutível:

“. . . sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Pois eles de propósito ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste; pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água; mas os céus e a terra de agora, pela mesma palavra, têm sido guardados para o fogo, sendo reservados para o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios. Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se. Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas. Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça. Pelo que, amados, como estais aguardando estas coisas, procurai diligentemente que por ele sejais achados imaculados e irrepreensível em paz”.

Estes textos falam de como os ímpios zombariam dos cristãos quanto a sua convicção da VINDA de Cristo, não de crerem no céu. Isso é significativo. Como também é muito significativo o fato de mencionarem os mortos como os que “dormiram”. Igualmente, o mesmo Deus que por Sua “palavra” ordenou a destruição dos ímpios ao tempo do dilúvio, também ordenará que ocorra um “dilúvio de fogo” que não só destruirá os ímpios, mas fará com que os elementos “ardendo” se dissolvam e se fundam. Ou seja, tanto os ímpios quanto o próprio ambiente deste mundo atual enfrentarão a destruição, passando por radical transformação.

Ora, isso é confirmação de tantas passagens do Velho e Novo Testamento que acentuam exatamente isso: a destruição dos homens ímpios (Sal. 37:9, 10, 20; 68:2; 92:7; Eze. 28:14-19; Sof. 1:14-19; Mal. 4:1-3; Mat. 10:28b; 2 Tes. 1:7-10; Apo. 20:14; 21:8').

E em suas últimas palavras de exortação de sua segunda epístola, Pedro ainda acentua que os cristãos estavam “aguardando e desejando a vinda do dia de Deus” e “esperando” a consumação dos séculos, assim, nessa perspectiva, deviam manter vidas sóbrias e santas, crescendo “na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.

Ainda que os cristãos primitivos aguardassem vivamente que as promessas da vinda de Cristo se cumprissem em seu tempo, o teor global do que é ensinado, tanto quanto à herança eterna, quanto ao castigo dos pecadores, não deixa margem a qualquer noção, seja de imortalidade da alma ou de inferno de fogo eterno.
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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Dannilo Stelio em Qua 06 Ago 2014, 12:35

Gilcimar escreveu:.
É lógico que este após a morte não significa antes da Ressurreição...
Pois a Bíblia não poderia se contradizer ensinando antes o que é necessário para que um Homem e exista  como ser vivo e depois desconsiderar tudo isso com um Texto depois ...
Se todos fossem ter Juízo com Deus depois de morto a ressurreição dos Ímpios não seria chamada de Ressurreição do Juízo em João 5:28

Então como Lázaro e o rico foram julgados após morrerem, e um foi para o lugar de tormento enquanto que o outro foi para um lugar de descanso ?
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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Dannilo Stelio em Qua 06 Ago 2014, 12:41

CARO PROF. AZENILTO (REF. MENSAGEM N. 33)

Fazendo referência ao texto de Judas v.9, como entende a frase bíblica "e reservar para o dia do juízo os injustos, QUE JÁ ESTÃO SENDO CASTIGADOS" ?

Se a alma dormita até o dia do juízo, como se explicar que os injustos já estejam sendo castigados ?
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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Prof. Azenilto G. Brito em Qua 06 Ago 2014, 12:56


Olá, Stelio

Primeiramente, almas não “dormitam” num sentido literal. Assim como os animais morrem e não há “almas” deles dormindo em algum lugar (ver comparação da morte de homens e animais em Ecl. 3:19-21), também não cremos que haja almas dormindo. O uso da expressão “dormir” diz respeito à inconsciência dos mortos, comparada a uma sono, com o “despertar” comparado à ressurreição.

Seria interessante comparar 2a. Ped. 2:9 em diferentes versões bíblicas e verá que trazem também a mensagem de que serão castigados no dia do juízo, como a Almeida Fiel, a Reina Valera (espanhol), a King James. Outras dão a entender que esses condenados já estão sendo castigados, mas pode-se também aceitar o seu castigo como a própria expulsão do reino de luz para o reino das trevas.

Quanto à parabóla do homem rico e Lázaro, há uma regra em boa teologia que não se tomam parábolas, textos simbólicos ou isolados, pouco claros, como base para se definirem doutrinas. Quem sabe mais adiante analisamos mais detidamente essa parábola.



Última edição por Prof. Azenilto G. Brito em Qua 06 Ago 2014, 12:57, editado 1 vez(es)
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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Gilcimar em Qua 06 Ago 2014, 12:56


Dannilo escreveu:Então como Lázaro e o rico foram julgados após morrerem, e um foi para o lugar de tormento enquanto que o outro foi para um lugar de descanso ?


Você continua com aquele recurso de pegar texto e contrapor com todos aqueles que foram usados antes como se servisse de prova para refutar o que se construiu num todo .....

Como a Bíblia não pode contrariar a si mesma logo o texto que você usa tem outra explicação e não desfaz nada daquilo que foi construído antes...

Mas uma coisa é para se notar...
Pela Parábola em si não se pode ensinar a existência de uma Alma ou espirito se desprendendo do corpo na morte mas a parábola é interpretada como tal porque antes já se tem esta noção de um outro ensino e não pela parábola em si.....

Agora onde na Parábola do Rico e mendigo se ler Alma e espirito ?
Aponte aqui o trecho...

Pelo contrário eles tem coisas próprias de corpo ( Dedo , língua , Olhos..) e se interage com algo Material ( Saliva , H2O).....

Não adianta falar que estes tinha um corpo espiritual porque o Corpo Espiritual vão receber por Ocasião da Ressurreição..( Corintios 15:35-49)

Não resolve teu problema teológico usar textos como o do Rico e Lazaro para falar de Alma ou espiritos desencarnados...

Não há homem formado sem sua estrutura de existência....( Pó da terra + Folego de vida)

A ressurreição processa isso novamente.....

Abraços..!


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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Dannilo Stelio em Qua 06 Ago 2014, 13:11

Prof. Azenilto G. Brito escreveu:
Olá, Stelio
Primeiramente, almas não “dormitam” num sentido literal. Assim como os animais morrem e não há “almas” deles dormindo em algum lugar (ver comparação da morte de homens e animais em Ecl. 3:19-21), também não cremos que haja almas dormindo. O uso da expressão “dormir” diz respeito à inconsciência dos mortos, comparada a uma sono, com o “despertar” comparado à ressurreição.

O que se pode entender é que a alma dos animais deixa de existir. E a do seres humanos, segue o mesmo caminho, no seu entender ?

Quanto à parabóla do homem rico e Lázaro, há uma regra em boa teologia que não se tomam parábolas, textos simbólicos ou isolados, pouco claros, como base para se definirem doutrinas. Quem sabe mais adiante analisamos mais detidamente essa parábola.
Quais os elementos que permitem concluir, sem sombra de dúvidas, que Lucas 16 trata de uma parábola ?
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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Dannilo Stelio em Qua 06 Ago 2014, 13:21

GILCIMAR (MENSAGEM N. 37)

É perfeitamente possível um único texto desconstruir toda uma argumentação, mesmo que baseada em textos bíblicos. Portanto, sua reclamação é improcedente.

Bem, vamos aos questionamentos em cima da sua réplica.

1 - se o texto de Lucas 16 tem, como vc disse, "outra explicação", qual seria ?

2 - Por que razão a Bíblia deveria usar expressões modernas como "a alma de Lázaro" ou "o espírito do homem rico" ?

3 - Como podemos concluir que o corpo espiritual mencionado em 1 Co 15 é algo futuro, quando o versículo 44 usa o verbo "haver" no presente ?

4 - Se, como vc diz, "não há homem formado sem sua estrutura de existência", como explicar a aparição de Moisés e Elias no monte da transfiguração ?
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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Gilcimar em Qua 06 Ago 2014, 13:26



Dannilo escreveu:É perfeitamente possível um único texto desconstruir toda uma argumentação, mesmo que baseada em textos bíblicos. Portanto, sua reclamação é improcedente.

Desde que se prove antes que a argumentação anterior esteja equivocada ...

Mas não é assim que você procede...

Fica colocando texto sobre texto sem antes mostrar o que de errado tem na estrutura da argumentação dirigida a você anteriormente....

Antes de responder tuas perguntas te cobro as muitas que fiz até aqui no transcorrer das discussões e nas possíveis refutações dos pontos que levantei em questão....

Depois respondo tuas perguntas pois não vou continuar permitindo que debate desta forma ....

Vamos ser mais justos, certo?

Abraços amado..!
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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Prof. Azenilto G. Brito em Qua 06 Ago 2014, 13:49

Creio que a parábola do homem rico e Lázaro pode ser entendida à luz de um relato fictício com muitas semelhanças, encontrada em Isa. 14:8-11. É o chamado "Ode ao Rei de Babilônia". Creio que tal passagem nos ajuda a entender a parábola de Luc. 16:19-31:

ODE AO REI DE BABILÔNIA

Isaías usa o famoso “Ode ao Rei de Babilônia” para falar da derrocada do império do famoso rei e o seu triste fim. Notem o tipo de linguagem empregado:

“O inferno-{sheol} desde o profundo se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda; despertou por ti os mortos, e todos os chefes da terra, e fez levantar dos seus tronos a todos os reis das nações. Estes todos responderão, e te dirão: Tu também adoeceste como nós, e foste semelhante a nós. Já foi derrubada na sepultura-{sheol} a tua soberba com o som das tuas violas; os vermes debaixo de ti se estenderão, e os bichos te cobrirão”. -- Isa. 14:9-11.

Eis algo interessante: O cenário descrito NÃO É DE ALMAS NO SEOL, e sim de cadáveres nas sepulturas. O “inferno” é no original sheol, que alguns interpretam como uma espécie de depósito de almas, tendo um lado bom (“o seio de Abraão”) e uma “banda podre”--o local dos ímpios, separado do espaço dos salvos por um abismo intransponível, tudo isso sendo deduções com base numa PARÁBOLA! Só que--como regra de boa Teologia--não se firmam doutrinas sobre parábolas, textos simbólicos e pouco claros.

E também interessante é o fato de que os reis estavam sentados nos seus tronos! Puxa, parece que se confirma aquele dito popular de que "quem já foi rei, sempre será majestade". Até no além, no mundo dos mortos! . . .

Seja como for,  por que o profeta não ilustra a chegada do ímpio rei ao SEOL, com almas dos antigos reis, já mortos, e todas as demais “almas” o recepcionando? Qual nada, o cenário todo é de MORTOS, SEPULTURA, BICHINHOS POR BAIXO E POR CIMA. . .

É exatamente porque o ensino bíblico não é de “almas” habitando lugar nenhum. Notem como os mortos “despertam” para interagirem, na sequência do relato fictício. Pois aí está mais uma comprovação de como os que estão nas sepulturas entraram no “sono da morte” (Sal. 13:3).

Em Isaías ainda lemos sobre essa esperança judaica-cristã na RESSURREIÇÃO:

“Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos”. Isa. 26:19.

Como também lemos do profeta Daniel, falando do que se esperaria no final:

“E naquele tempo se levantará Miguel, . . . E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. (Dan. 12:1-3).

Ah sim, e para os que insistem em que o “seio de Abraão” seria equivalente ao sheol, que tal vermos o uso que Salomão faz ao termo sheol em Ecl. 9:10?

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura-{sheol}, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”.

E eis agora, referindo-se ao rei do Egito, mais personificação de quem partiu deste mundo e se acha no mundo dos mortos:

“Segundo Eze. 32:21, os ímpios já no Sheol estão falando de sua destruição. יְדַבְּרוּ לֹו operada por muitos, ‘ali falam com ela {a terra do Egito e suas multidões (vs. 18)}, dirigem-se a ela, saúdam-na’, numa alusão a Isa. 14:9, onde o rei de Babel, quando descendo ao Sheol, é saudado com malicioso prazer pelos reis já ali”. -- Keil & Delitzsch (site de antologias de comentaristas bíblicos e-sword.net).


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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Samuel em Qui 07 Ago 2014, 14:46

Gilcimar escreveu:O Homem é uma alma- Gênesis 2:7
O Homem tem uma alma- 1 Tessalonicenses 5:23

onde o verbo "ter" é usado em 1Ts 5.23?

(...)
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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Dannilo Stelio em Qui 07 Ago 2014, 17:11

Gilcimar escreveu:
Dannilo escreveu:É perfeitamente possível um único texto desconstruir toda uma argumentação, mesmo que baseada em textos bíblicos. Portanto, sua reclamação é improcedente.

 Desde que se prove antes  que a argumentação anterior esteja equivocada ...  Mas não é assim que você procede...  Fica colocando texto sobre texto sem antes mostrar o que de errado tem na estrutura da argumentação dirigida a você anteriormente....   Antes de responder tuas perguntas te cobro as muitas que fiz até aqui no transcorrer das discussões e nas possíveis refutações dos pontos que levantei em questão....  Depois respondo tuas perguntas pois não vou continuar permitindo que debate desta forma .... Vamos ser mais justos, certo?  Abraços amado..!

Minhas perguntas tem a finalidade de mostrar as falhas na argumentação usada. É uma adaptação grosseira do MÉTODO SOCRÁTICO.

Se a tua argumentação está correta, ela deve ser capaz de responder aos questionamentos propostos. A verdade resiste à verdade.
(...) e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, 1 Pedro 3:15
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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Dannilo Stelio em Qui 07 Ago 2014, 17:25

PROF. AZENILTO

REF. MENSAGEM N. 41

Se o trecho de Is.14.8-11 é um relato fictício, por que razão Jesus referiu-se de forma literal ao elemento "bicho" (vermes) em Marcos 9.44 e 46 ?

Outro ponto interessante é que tanto Lucas 16 quanto Isaías 14 atribuem aos mortos um comportamento ativo bem diferente do chamado "sono da alma".Por que razão isso acontece, no seu entender ?

Ainda estou no aguardo das suas respostas à minha mensagem n. 38.
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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Rodrigues em Qui 07 Ago 2014, 18:17

Paulo contra a imortalidade da alma em Atenas – Podemos perceber o contraste entre a doutrina de Paulo e a imortalidade da alma a partir do texto de Atos 17, em que Paulo foi a Atenas a fim de pregar o evangelho. Já vimos neste estudo que foi do dualismo grego que a mentira da serpente de que “certamente não morrerás” entrou no judaísmo por ocasião da diáspora judaica, sendo os gregos, portanto, ferrenhos defensores da doutrina da imortalidade da alma. Em outras palavras, se Paulo pregava esta mesma doutrina, ele estaria se sentindo praticamente em casa! O que nós vemos, contudo, é que Paulo de jeito nenhum ensinava a imortalidade da alma:

“Ora, alguns filósofos epicureus e estóicos disputavam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece ser pregador de deuses estranhos; pois anunciava a boa nova de Jesus e a ressurreição” (cf. Atos 17:18)

Aqui vemos duas coisas que Paulo pregava. Uma delas praticamente todas as religiões cristãs pregam: Jesus. A segunda coisa praticamente nenhuma igreja cristã que crê no dualismo prega: a ressurreição dos mortos. Satanás conseguiu praticamente silenciar as boas novas acerca da ressurreição porque conseguiu trazer o dualismo grego direto para a teologia dos imortalistas. Vemos, por enquanto, que Paulo pregava:

(1) Jesus
(2) Ressurreição


Prova ainda mais forte de que Paulo não pregava a doutrina da imortalidade da alma é o versículo seguinte, que diz:

“E, tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?” (cf. Atos 17:18)

O que para os gregos dualistas era de todas as coisas a mais primária e importante, para Paulo é desprezada – ele nem faz questão de mencionar junto ao “fôlego” e a “vida”! Disso já podemos perceber o contraste entre a teologia paulina e a dualista com relação à natureza humana. Um pouco mais à frente e o vemos desmoronando ainda mais os pilares da doutrina da imortalidade da alma pregada por eles:

“Porquanto determinou um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que para isso ordenou; e disso tem dado certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (cf. Atos 17:31)

Mais interessante ainda é a segunda parte de seu argumento: “...e disso tem dado certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (cf. At.17:31). Aqui vemos que a segurança e a esperança de Paulo em uma vida eterna não se baseava em uma alma imortal que garantiria isso a todos, mas sim na ressurreição de Jesus Cristo, que garante a nossa própria ressurreição! A única esperança para o cristão ser julgado e obter vida é baseado e fundamentado na esperança da ressurreição dentre os mortos, da qual Cristo foi a nossa primícia. Os gregos depositavam toda a confiança deles na esperança de uma alma eterna ter sido implantada neles – e essa alma imortal é segurança de vida eterna, de juízo e, evidentemente, de imortalidade. Quanta diferença para o evangelho bíblico pregado por Paulo!


Isso tudo explica o porquê de os gregos o terem deixado falar sozinho em seguida:

“Mas quando ouviram falar em ressurreição de mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos ainda outra vez” (cf. Atos 17:32)



Ressurreição dos mortos e imortalidade da alma realmente não tem nada em comum. Ambos são dois opostos e são também mutuamente excludentes, não se pode admitir a existência de uma alma imortal com a ressurreição, pois a primeira faz com que a segunda seja algo desnecessário e inútil, praticamente sem proveito uma vez que a nossa esperança não seria baseada na ressurreição, mas sim em uma “alma imortal” indo para o Céu e lá ficando eternamente.... independente de ressurreição ou não!
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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Gilcimar em Qui 07 Ago 2014, 19:20

Samuel escreveu:onde o verbo "ter" é usado em 1Ts 5.23?


  Está implicito no pronome "Vosso" ...

  Vosso espirito , alma , corpo.....

  Não podemos encaixar o  verbo "ser" no pronome "Vosso" se dirigindo a fala para uma segunda pessoa...

  Quando falo daquilo que é "vosso" falo daquilo que tem e não do que é...

  Exemplo :

  Vosso professor....

  Você não seria este professor que eu chamo de "vosso"....

  Logo este seria um professor que você tem....

  Abraços..!
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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

Mensagem por Samuel em Qui 07 Ago 2014, 20:21

Gilcimar

1Ts 5.23 O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo (humas holoteleis); e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

humas = vós
holoteleis = completo em todos os aspectos



Antes de Paulo dizer: "vosso espírito, vossa alma", Paulo diz: "vós por completo = you wholly".

Portanto, Paulo se contradiz? Será que ele não sabia as regras "naturais" e "comuns" de gramática?
Ou ele apenas estava caracterizando o que ele havia dito antes?

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Re: O homem tem uma Alma ou é uma Alma ?

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