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As Raízes Católicas da "Escola Interpretativa" Dispensacionalista

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As Raízes Católicas da "Escola Interpretativa" Dispensacionalista

Mensagem por Prof. Azenilto G. Brito em Sex 21 Fev 2014, 20:49


A análise aqui postada sobre o "sabatismo" é uma demonstração da mais refinada escola teológica dispensacionalista, que em seu viés de mirabolante escatologia israelocêntrica é mais e mais condenada por grandes autoridades religiosas evangélicas, como o teólogo batista Russell Shedd, e o bispo metodista Ildo de Mello.

Vejam por estes vídeos abaixo como as reais origens do dispensacionalismo são expostas (e em última instância deriva de uma falsa profetisa chamada Margaret MacDonald), sem falar num comentário do autor e pastor batista Ed René Kivitz, que informa que um dos próceres do dispensacionalimo, o famoso C. I. Scofield, era um homem despreparado como teólogo, que nem formação teológica tinha. Mesmo assim, foi nomeado pastor de uma Igreja após somente três anos da aceitação da fé evangélica, pondo-se a especular na Bíblia daqui e dali para formular a sua "Bíblia Anotada de Scofield", sobre a qual ainda se debruçam tantos milhões no evangelicalismo contemporâneo como se representasse a última palavra em entendimento profético das Escrituras. Como estão iludidos!

Mas há ainda um aspecto não comentado nos vídeos sobre as origens dessa escatologia israelocêntrica: Um erudito católico chamado Francisco Ribera, não se sentindo nada "confortável" com as noções sobre a figura do Anticristo, como pregada pelos Reformadores, e antes deles pelos valdenses, resolveu criar uma interpretação que desviasse a atenção do "respeitável público" cristão, situando tal misterioso personagem num futuro longínquo, como um indivíduo que se assentaria de alguma forma literalmente no Templo de Deus, em Jerusalém, e seria perseguidor do povo judeu somente. O objetivo dessa interpretação do jesuíta Ribera foi plenamente alcançado nas teses dispensacionalistas que também colocam a figura do Anticristo como sendo um ser do futuro, desconhecido, e que se aplicaria somente a perseguir judeus, que passariam pela tribulação (a "angústia de Jacó"), enquanto a Igreja sai-se livre desse apuro, arrebatada numa vinda secreta de Cristo, como Margaret MacDonald (que o bispo Ildo de Mello revela ter sido uma católica-romana), previu numa visão por volta de 1830. Ora, isso contraria textos bíblicos claros como o de Mat. 24:30; 25:31; Apo. 1:7, entre outros.

Contudo, o viés de divisão da história sagrada em "dispensações", sendo a mais relevante a suposta "dispensação da graça", atual, que teria suplantado a "dispensação da lei", é objeto de tantas análises entre evangélicos que em geral IGNORAM fatos que deviam saber, mas não sabem. Tenho encontrado até pastores (e não poucos) que desconhecem que o pensamento consensual dos cristãos ao longo dos séculos NÃO REFLETE essas interpretações dispensacionalistas.

Para terem ideia, eis como pensam OFICIALMENTE luteranos, presbiterianos, batistas, metodistas, congregacionais, anglicanos sobre o tema da lei e do sábado, segundo consta de seus documentos confessionais (como o Catecismo Menor de Lutero, a Confissão de Fé de Westminster [presbiteriana], a Confissão de Fé Batista de 1689, o Catecismo Batista [organizado por Charles Spurgeon, em 1855], os 39 Artigos de Religião da Igreja da Inglaterra, os 25 Artigos de Religião da Igreja Metodista, a Confissão Helvética). Nenhum dos citados documentos confessionais dessas Igrejas foi desqualificado, desautorizado, descartado:

Os Dez Mandamentos seguem sendo normativos aos cristãos em todos os seus preceitos, como Lei Moral de Deus, no que se contrasta com as leis Cerimonial e Civil, as duas últimas não mais aplicáveis à Igreja. E o princípio do dia de repouso foi estabelecido na criação do mundo, daí tendo caráter MORAL e UNIVERSAL.

Os pentecostais mais recentemente, em obras das editoras Betânia (como pelo autor Harold Brokke) e CPAD, vieram a público confirmando essa postura (que é o CONSENSO do pensamento DE SÉCULOS das várias Igrejas-mãe da cristandade protestante mencionadas).

E tantos ignoram também que faz parte da mais legítima tradição cristã que os 4 primeiros mandamentos do Decálogo tratam de nossos deveres para com Deus, e os 6 últimos, idem para com o próximo. É como consta HÁ SÉCULOS dos documentos confessionais de luteranos, batistas, presbiterianos e anglicanos. Antes da Reforma Protestante isso já era basicamente assim definido por católicos e ortodoxos.

Portanto, toda a prosopopeia dispensacionalista dianenhumista de Jaime Dias & Cia. não tem só um teor anti-sabatista, mas ANTIPROTESTANTE, seguindo um rumo exegético traçado por CATÓLICOS-ROMANOS, por incrível que isso possa lhes parecer e a outros mais aqui.

Pois bem, vejam os vídeos referidos e tirem suas conclusões. O primeiro trata do tema referido a partir dos 15’ e 42”.

* Vídeo do Dr. Russell Shedd (destacado teólogo batista)—ver a partir do tempo de 15’ e 42” pelo YouTube:






* Bispo metodista Ildo de Mello:







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