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O Dizimo e a Nova Aliança

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Devaney
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Devaney em Sab 14 Fev 2009, 20:35

Ah, sim, Marcio, mas dentro de minha congregação não vejo mais o povo falando isso. Eu já compartilhei a minha opinião dentro da casa de Deus. No nosso povo, tem gente que dá mais que 10%, gente que dá menos, gente que não dá nada. E nem por isso são excluídos do rol de membros ou disciplinados.
Esse período de "cabresto" passou faz tempo.

Márcio Gomes
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Márcio Gomes em Sab 14 Fev 2009, 20:53

Irmão Devaney,

Glória a Deus!

Não tenho palavras para descrever o quão maravilhoso considero esta notícia!

Gostaria de saber se isto está acontecendo localmente aí na AD de Taubaté ou se já há alguma recomendação por parte da convenção?
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Devaney em Sab 14 Fev 2009, 21:03

Existem ambas. Foi na mesma convenção onde foram abolidos os costumes para as irmãs.

Acredite ou não... faz mais de 10 anos... ficou a cargo dos pastores presidentes divulgarem, mas a Convenção foi sábia em dar um tempo a critério de cada campo para implementar as mudanças. E isso tem demorado MAIS ou MENOS, dependendo da idade dos pastores presidentes.

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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Márcio Gomes em Sab 14 Fev 2009, 21:09

cheers

Glória!Glória!Glória!
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Valdomiro em Sab 14 Fev 2009, 22:09

Paz irmãos!

Por aqui também, na igreja, já não se cobram dízimos como antigamente cheers . Graças a Deus a percepção dos pastores já estão quebrando a barreira da pura afirmação para a preocupação do estudo e contextualização histórica e bíblica da matéria.

Acessem o link Ml. 3.10 na visão do Pr. Altair Germano.

O Pastor Altair Germano foi o primeiro que, em público, ao menos que eu saiba, no seu próprio Blog, foi capaz de falar a respeito da forma que falou. Isso é significativo considerando que ele é secretário do Conselho de Educação e Cultura Religiosa da CGADB e é superintendente geral das escolas bíblicas dominicais da convenção de Abreu e Lima, a segunda maior convenção assembleiana do estado de Pernambuco.

Na Paz!
Valdomiro.
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Devaney em Sab 14 Fev 2009, 22:33

Eu sou suspeito para falar, nasci para servir a Jesus dentro da Assembléia.

Só posso agradecer a Deus que minha denominação dá sinais de progresso, tem suas falhas como todas têm, mas ainda demonstra muita vontade de trabalhar para um dia ter o nome de Igreja de Filadélfia sem qualquer tipo de ressalvas.

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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por José Herminio em Sab 14 Fev 2009, 22:47

Valdomiro escreveu:Paz irmãos!

Por aqui também, na igreja, já não se cobram dízimos como antigamente cheers . Graças a Deus a percepção dos pastores já estão quebrando a barreira da pura afirmação para a preocupação do estudo e contextualização histórica e bíblica da matéria.

Acessem o link Ml. 3.10 na visão do Pr. Altair Germano.

O Pastor Altair Germano foi o primeiro que, em público, ao menos que eu saiba, no seu próprio Blog, foi capaz de falar a respeito da forma que falou. Isso é significativo considerando que ele é secretário do Conselho de Educação e Cultura Religiosa da CGADB e é superintendente geral das escolas bíblicas dominicais da convenção de Abreu e Lima, a segunda maior convenção assembleiana do estado de Pernambuco.

Na Paz!
Valdomiro.



Paz irmão,

Diminui muito, mas na EBD ainda continua usando o texto de Malaquias e também no discipulado, tentam mesclar a obrigação com a voluntariedade, eu entendo que ainda não passou pela central geral, pois continua com exigências, apesar de estar mais ameno.
Em Curitiba para ser obreiro é necessário ser dizimista!

[]s.
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Clovis em Sab 14 Fev 2009, 23:18

Amados,

Em meu blog estou publicando uma série de artigos, que começam com Dízimo: uma breve história.

Minha posição concorda com a do Valdomiro. E minha prática é de apenas ofertar, sem nenhuma identificação, lançando no gazofilácio. O montante ofertado é uma questão de foro íntimo, fica entre mim e Deus.

Tive problemas? Sim, meu pastor atual me chamou para uma conversa particular e lhe expliquei meus motivos e minha prática. Sem querer, eu o deixei numa situação difícil, pois alguns membros da igreja entendiam que eu devia ser suspenso das atividades que exerço, por "não ser fiel". Mas preferi agir de acordo com minha consciência e como entendia as Escrituras.

Em Cristo,

Clóvis
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por --d@niel-- em Qua 18 Fev 2009, 21:51

Boa noite pessoal,

Minha primeira postagem no fórum. Estou gostando da discussão, mas não vi ninguém citar Mateus 23:23... Lá diz:

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!

Também tenho dúvidas sobre a obrigatoriedade do dízimo nos dias atuais, mas como não houve citação desta passagem, gostaria que alguém opinasse a respeito.

[]s

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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Márcio Gomes em Qui 19 Fev 2009, 11:58

Irmão Daniel,

A Paz do Senhor Jesus1

Seja bem vindo ao F.E.!

Tenho algumas considerações a fazer sobre este versículo, porém estou sem tempo de assim o fazer.

Se por acaso, algum irmão quiser fazer antes disso que fique a vontade.

A princípio gostaria de lhe adiantar que este versículo + Hebreus 7, são os únicos que "citam" o dízimo na Nova Aliança. E segundo o meu entendimento,os dois são interpretados e ensinados pela maioria de uma forma descontextualizada e incoerente.
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Anamim em Qui 19 Fev 2009, 13:08

Infelizmente, para mim, a igreja evangélica brasileira está no caminho de abandonar a prática dos dízimos. É bom lembrar que as igrejas protestantes, reformada, da França, e de toda a Europa, não adotam mais o recolhimento de dizimos e nesse sentido todas as igrejas de certa forma alinhadas ao modernismo teológico têm abolido a prática, exatamente com essa alegação de que não é uma prática da nova aliança, não de coaduna com os "novos tempos".

Bem, fico de fato desapontado. Não com as pessoas em particular, mas com a igreja como um todo. Sinto que estamos todos seduzidos por um canto de sereia que repete a nota de que nem tudo que foi Palavra de Deus nos tempos da Igreja do Antigo Testamento é para os dias de hoje, é válido, ou é atual, para a igreja de hoje. O que seria válido para os d[izimos, seria válido para condenação da usura, do descanso semanal, da condenação do homosexualismo ~pelo menos tão explicito quanto no Livro de Levítico?

Também estou assustado com uma certa postura iconoclasta e fundamentalista de alguns pregadores que vem chutando a prática dizimista como o Sérgio Von Helde chutou a santa. Já vejo um movimento cruzadista de sair de igreja em igreja, criando blogs etc para COMBATER os dizimos, Já somos tão divididos por tantas coisas, vamos nos dividir por mais essa questão?
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Anamim em Qui 19 Fev 2009, 13:19

Atenção senhores moderadores! A pergunta sobre os dizimos está mal formulada e induz as pessoas a responderem ou que essa prática foi abolida na Nova Aliança, o que é um absurdo pois expressamente nada foi abolido na Nova Aliança, pelo menos expressamente. Ou que o recolhimento dos dízimos é "opcional".

A falha está exatamente na expressão "nos moldes do Antigo Testamento". Nada nos dias de hoje é feito nos moldes antigos. Por exemplo, a Pàscoa é a refeição da Aliança nos "moldes" Antigo Testamento assim como a Ceia é a nossa Páscoa nos "moldes" da Nova Aliança assim como o Senhor expressamente ensinou e o Batismo não deixa de ser o rito de ingresso na comunidade da fé nos "moldes" da Nova Aliança tal como o era nos "moldes" antigos a circuncisão. Logo, o Dízimo de hoje não é praticado como nos do AT, pois lá era somente dado o dizimo dos produtos agro-pastoris, ou das campanhas de espoliação quando em guerra. Hoje permanece o principio de consagrar a Deus 10% da renda, um conceito que não tinha no AT. Rendimentos do capital, principalmente do capital intelectual. È o princicio da mordomia que jamais será abolido.
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Norberto em Qui 19 Fev 2009, 14:45

.
Anamim,

Sobre a pergunta mal formulada no tópico, trataremos aqui.

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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Anamim em Qui 19 Fev 2009, 15:19

Irmãos, abolir é uma coisa, ab-rogar é outra. Abole-se por letra expressa. Por exemplo, Lei Áurea aboliu a Escravatura. Em lugar nenhum há termo bíblico abolindo o sábado, dízimo ou luas novas ou até comer carne poroo e por ai vai...

Foi por que simplesmente não existe abolição de nada, expressamente, que havia quem na igreja insistia na prática da circuncisão.

O que houve foi ab-rogação, ou colocação em desuso: os discipulos de Jesus, e de lá para cá os seus seguidores, viram que por serem sombras e tipos de Cristo algumas práticas das leis cerimoniais e civis foram abandonados, por não fazem mais sentido. Na Lei Moral tudo faz sentido. Nada deve ser abrogado, apenas contextualizado, se é que podemos em todos os casos: no caso do sábado, pode, e no caso do "não adulterás" e "não matarás"?
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Anamim em Qui 19 Fev 2009, 17:52

Fiz algumas observações gerais e uma "crítica" à pesquisa feita, mais sobre a expressão nos termos do AT.

Ocorre exatamente que não admito que se deve fazer hoje algo nos termos do AT. Nada mesmo. São outros tempos. Há tanto uma continuidade quanto uma descontinuidade, o que não há é o distanciamento, esse absurdo abismo que querem construir (ou destruir a ponte) entre o AT e o NT. Isso tem um nome: progressividade revelacional num único e mesmo acordo, pacto, aliança ou o termo que queiramos empregar.

Questionei:

"O dízimo deve ser observado pela igreja, nos mesmos moldes do AT"?

Resposta:

Veja bem, se é nos moldes do AT ou não é outra discussão. Começa que ainda que tenhamos, e temos, o dízimo como obrigatório, não admito que isso é feito nos termos do AT.

Nos termos do AT os dízimos eram dados dos acréscimos de capital, da geração da riqueza. Hoje é dado dos rendimentos de capital e não da geração da riqueza. Havia uma cobrança legalista e quase judicial do dízimo, dai a expressão do "endro e do cominho", ou seja, das minimas coisas consideradas produzidas, até na minha horta. Convenhamos nem todo irmão ou irmã que tem uma horta, ou granja, ou sítio ou fazenda... ou um exército (milícia) a sair por ir guerreando e despojando, e destes despojos dizimar. O dízimo não tinha a abrangência das coisas que eram acumuladas. Essas eram atingidas por outra lei, a dos jubileus.

Portanto, não é correto dizer mesmo "nos moldes do AT", isso induz. Jà é um julgamento de valor. Para mim a alternativa seria tão-somente: "O dízimo deve ser observado pela igreja". E ponto. E deixa para quem acha que o dizimo deve ser observado, observar, ou não, que isso é feito "nos moldes do AT". Para mim, definitivamente, não é.

Veja bem que para mim, notai bem, PARA MIM, isto é, para o meu gosto, e gasto, a Ceia á a Páscoa do AT celebrada no moldes do NT.Shocked O Batismo é a Circuncisão do AT feita nos moldes do NT.Shocked O dízimo nos moldes do AT é o da produção dado para o sustento de levitas etc, o dizimo do NT é o dos meus ganhos (até com a produção de outros) e são utilizados apenas para a manutenção do culto.

Faço nesse sentido a sugestão: retirem a expressão "nos moldes do AT".

Não é estranho que as opiniões se dividam entre as pessoas que acham que o dizimo foi abolido no NT e as que acham que o Dizimo é opcional?

Ora, as duas alternativas se confundem. É lógico que quem entrega o dízimo não o faz por que é opcional. Não há opção. Quem crê que o Dizimo deve ser entregue acredita que isso é ordem divina dada em Malaquias 3:10. No entanto há 45% que acham que o dizimo foi abolido e 45% que é opcional. Somente 10% acha que a igreja deve dar dizimo nos dias de hoje? Muito estranho! Shocked

E como fica a questão de Malaquias 3:10? É ordem, se é ordem, não é opcional.

Outra coisa, finalmente, opcional não é mesmo que "voluntariamente" ou "com alegria". Eu posso muito bem fazer o que me é obrigado, até por lei, com espírito voluntário e com alegria. Aliás, assim devo faze-lo! Por exemplo, sou obrigado por lei a cuidar, nutrir, dos meus filhos, e agora por força do Estatuto do Idoso devo cuidar dos meus pais. Então devo faze-lo constrangido, com tristeza? E sem lei, deveria ser isso "opcional"?No

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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Valdomiro em Qui 19 Fev 2009, 18:30

Daniel, abençoado irmão!

Em Mt. 23.23 lemos “Ai de vós escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei, a justiça a misericórdia e a fé; devíeis, porém fazer estas cousas sem omitir aquelas”. E, de fato, esse seria um excelente versículo para defesa da obrigação neotestamentária do dízimo, mas, há a necessidade de contextualizarmos o texto e ao fazermos isso perceberemos que Jesus não ordena nada à igreja nessa passagem. Observe que o diálogo dele é com os fariseus, e Jesus como judeu que era não poderia dar recomendação diferente senão a observância correta da Lei e é isso que o Senhor determinou àqueles homens.

O fato de uma passagem como essa estar no Novo Testamento não é suficiente para se dizer que o crente deve dar o dízimo como uma obrigação, pois em inúmeras outras passagens se vê o Senhor Jesus obedecendo ou recomendando a obediência aos vários preceitos da Antiga Aliança.

Ora, no princípio do capítulo 23, de Mateus podemos ver Jesus falando à multidão e aos discípulos com respeito aos escribas e fariseus “fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem”. É plausível dizer que os fariseus com excesso ou não, com hipocrisia ou sem ela, guardavam toda Lei e assim ensinavam ao povo, logo se Mt. 23.23 fosse ordenança à igreja pelo fato de Jesus ter mandado os fariseus “darem” o dízimo, então, teríamos hoje um misto de cristianismo e o antigo judaísmo por força do que está determinado no v.3, pois ele mandou obedecer os escribas e fariseus. Não há dúvidas que eles ensinavam tudo da Lei de Moisés ao povo.

Não obstante Mt. 23.23 ser uma ordem de Jesus, tal ordem não pode ser aplicada hoje, pois essa ordem específica exige um contexto específico que foi dissolvido após a crucificação que é o sacerdócio levítico, hoje não mais existente.

Jesus sempre ensinou o zelo da Lei e zelar por ela era uma das missões de Cristo, tanto que ao curar o leproso o Senhor disse em Mt. 8.4 “... vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta que Moisés ordenou; para servir de testemunha.” Deveríamos presumir que qualquer leproso, ou enfermo, ao ser curado hoje devesse procurar um sacerdote israelita, caso ainda existisse, para apresentar a oferta ordenada por Moisés? Veja que essa também é uma determinação do Senhor Jesus e também está no Novo Testamento. A resposta certamente será negativa, pois é ponto pacífico a qualquer cristão que a Lei Pentatêutica conforme observada àquela época encerrou-se na cruz, Ef. 2.15. Por que, então, os pregadores só querem por em validade as palavras de Mt. 23.23? E ainda assim com uma adaptação que desfigura completamente a antiga ordenança do dízimo. Na verdade a semelhança do dízimo bíblico com o que se ensina hoje resume-se a palavra "dízimo".


Na Paz!
Valdomiro.


Última edição por Valdomiro em Qui 19 Fev 2009, 21:22, editado 1 vez(es)
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Valdomiro em Qui 19 Fev 2009, 19:45

Anamim, Paz!

Prezado irmão, não cobrar o dízimo ao invés de ser modernismo teológico é, na verdade, o retorno ao cristianismo praticado pelos discípulos após a crucificação de Jesus. O dízimo não deve ser entendido como obrigação não pelo fato de ele haver sido ordenado na Antiga Aliança, mas por seu significado. Quando se busca estudar o dízimo no detalhe se percebe que ele jamais deveria ter sido cobrado da igreja. E que, por sinal, só começou a acontecer tardiamente na histórica eclesiástica.

Quando o prezado fala “Logo, o Dízimo de hoje não é praticado como nos do AT, pois lá era somente dado o dizimo dos produtos agro-pastoris, ou das campanhas de espoliação quando em guerra. Hoje permanece o principio de consagrar a Deus 10% da renda, um conceito que não tinha no AT. Rendimentos do capital, principalmente do capital intelectual.” Essa afirmação já é fruto do modernismo que invadiu as conceituações bíblicas adaptando-as a atualidade.

Despojo de guerra não era objeto de dízimo, só ocorreu uma vez, de forma voluntária. Para o despojo havia uma legislação própria.

O que Abraão deu foi fruto de Guerra, nesse caso, da derrota de seus adversários tirou o patriarca o dízimo, logo a origem dessa dádiva não nos serve como exemplo, assim como a oferta de Jafté, que deu sua filha em sacrifício, não nos serve como exemplo, embora possamos tirar desses fatos outras lições, como o fato de Deus aceitar nossa oferta, mesmo que esta não seja a forma ideal e aprazível a Ele.

Podemos observar que quando o dízimo foi instituído legalmente não se vê prescrição acerca do dízimo dos despojos e trazer despojos nem sempre era a melhor coisa a se fazer, tanto, que Saul perdeu o seu reinado, ao não dar o fim ordenado por Deus aos despojos da guerra, I Sm. 15.21-23.

Se precisarmos de provas de que despojo, não é, via de regra, algo que por obrigação deva ser submetido à partilha por dízimo, a encontraremos em Números, capítulo 31, onde se relata a vitória de Israel sobre os midianitas e a partilha dos despojos de guerra entre o povo, inclusive entre os sacerdotes e levitas.

O Senhor ordenou a Moisés que dividisse os despojos em duas partes, a saber: uma para ser distribuída aos soldados que foram à guerra e outra para o restante da congregação, v. 27; o sacerdote ficou com o direito de receber a proporção de um para cada quinhentos, dos despojos que cabiam aos guerreiros israelitas, ou seja 0,2% (zero vírgula dois por cento), muitíssimo inferior ao dízimo; no entanto, foi ordenado por Deus: “Dividirás, pois, os despojos pela metade, entre os combatentes que foram à guerra e o conjunto da comunidade. Como tributo para IAHWEH cobrarás, sobre a parte dos combatentes que fizeram a guerra, um para cada quinhentos, tanto de pessoas, como de bois, de jumentos e de ovelhas. Tomarás isso da metade que lhes pertence, e darás a Eleazar, o sacerdote, como tributo a IAHWEH.” v. 27 a 29 na versão da Bíblia de Jerusalém.

Aos levitas couberam dos despojos, parte do que cabia a congregação de Israel, conforme Nm. 31.30 “Da metade que pertence aos filhos de Israel tomarás um de cada cinqüenta, tanto de pessoas, como de bois, de jumentos, de ovelhas, de todos os animais, e os darás aos levitas que têm o encargo da Habitação do Senhor.” (A Bíblia de Jerusalém).

Para os levitas, então, couberam 2,0% (dois por cento), logo, menos que o dízimo.

Se prova, portanto, que Abraão deu 10% dos despojos por voluntariedade e, não porque Deus o tenha exigido. Provado está em Nm. 31 que a partilha de despojo ordenada por Deus é diferente da praticada por Abraão; e por sinal não se vê o Patriarca dando dízimos de seus próprios bens, e isto não constituía crime algum, não havia ordenança em sua época.

Mas, a ordenança de se dar o dízimo não ocorreu em Ml. 3.10, ali é só a cobrança pelo não cumprimento. A ordem, como obrigação, ocorre lá na instituição do sacerdócio levítico.

Presumo que seja a consciência desses fatos que tenha gerado um número de 90% de votos que entendem que o dízimo não é mais obrigatório à igreja e por conseqüência opcional.


Na Paz!
Valdomiro.

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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

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