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Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

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Edison
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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Edison em Seg 24 Mar 2014, 12:12

Norberto, segundo a CNBB e o CONIC, a doutrina da trindade e o batismo trino, são as bases do ecumenismo.

Veja:
"A base da unidade dos cristãos é o Batismo, no qual todos nos tornamos participantes da vida nova que Cristo nos oferece.
Você sabia que nossa Igreja reconhece como válido o Batismo de muitas outras Igrejas? Por exemplo:
ortodoxos, luteranos, metodistas (sempre); e mais: batistas, adventistas, prebiterianos, adéptos da Assembléia de Deus, do Evangelho Quadrangular, da Igreja Deus é Amor (se realizarem o rito corretamente) são considerados validamente batizados.

Isso significa, entre outras coisas, que não podem ser batizados de novo se resolverem se tornar católicos.
Significa também, que podemos aplicar a eles o que o Catecismo da Igreja católica diz sobre o que o batismo realiza em nós.

Não é possível fazer uma lista de todas as Igrejas em que consideramos (ou não) válido o Batismo. São muitas e outras continuam sendo criadas. Mas, em geral, há três exigências para o reconhecimento do Batismo;
-Que seja feito com água;
-Que a Igreja que batiza manifeste a fé na Trindade e;
-Que batize em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
........
"

Fonte: O QUE É ECUMENISMO? Edições Paulinas - 4a edição - 2000

Gilcimar
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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Gilcimar em Seg 24 Mar 2014, 12:20



Ter crenças em comum em determinados pontos não configura o ecumenismo...
Mas sim se aproximar Intencionalmente Um do Outro por meio de Crenças comuns...
O exemplo apresentado pelo Jéfter de muçulmanos e Unitaristas pode ser um caso de não ecumenismo......
Não vejo como justo tais acusações entre IASD e IcaR.....
Não faz o minimo sentido pois esta muito fora da Realidade...
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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Gilcimar em Seg 24 Mar 2014, 12:27


Gleison.. escreveu:Por que? Porque na IASD não se tem liberdade de pensamento, se alguém encontra uma verdade inovadora para a igreja, ele é expulso sem direito de ser ouvido com sinceridade. Se algum pastor disser que quer ouvir, na verdade quer é convencer a tal individuo que ele está errado

Isso não é verdade...

O Manual da IASD dá chances Para Todos falarem em sua defesa em uma Reunião de Comissão para isso...
Mas de qualquer forma tem muitos Adventistas hoje que vieram sendo expulsos de suas antigas Igrejas antes de serem Adventistas por apresentar uma verdade Inovadora para os seus de lá...
Por isso acho muito improdutivo debates falando da Igreja "A" e Igreja 'B" pois sempre haverá riscos de acusações Injustas e infundadas...
Se discutem as ideias que essas igrejas pregam mas a Igreja em Si e a conduta de pessoas dessas igrejas deveria ser proibidas assim como é em outros fóruns..
De qualquer forma cada fórum tem suas regras...


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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Prof. Azenilto G. Brito em Seg 24 Mar 2014, 21:39

Norberto escreveu:.

Edison, eu desconhecia esse vídeo "Reunion Ecumenica - ICAR+ IASD". Não irei julgar seu conteúdo por não conhecer a língua inglesa.

.


Pois eu sei inglês muito bem para analisar o vídeo que não é nenhuma "Reunion Ecumenica - ICAR+ IASD" em absoluto. Sobre isso, os adeptos dos grupelhos que saíram do nosso meio o espalham aos quatro ventos e fazem A MAIOR ONDA, criando uma imagem totalmente falsa dos fatos. O referido pastor jamais cita o nome da Igreja Adventista na sua breve fala. Inclusive houve um por aí dizendo que era o presidente da Associação Geral dos adventistas que após o discurso até assinou um documento junto ao papa! Gente, quem viu documento sendo assinado?! Ele apenas vai cumprimentar o papa com outros companheiros. Ninguém assinou documento nenhum. Mesmo porque as coisas na IASD não acontecem assim, sem a aprovação da Assembleia da Associação Geral. Um assunto de tão alto significado não seria tratado tão levianamente assim, sem toda a comunidade mundial dos adventistas saber o que está se passando.

Quanta fantasia, quanta distorção, quanta tolice sem fundamento! O homem nem é integrante da Associação Geral, que é o órgão oficial máximo da IASD.

O apresentador da mensagem de poucos minutos de boas-vindas ao papa NÃO FALA EM NOME DA IGREJA ADVENTISTA, e sim em nome de uma Coalização de Pastores da cidade visitada pelo papa naquela ocasião, St Louis, Missouri.

Ele é o presidente de tal entidade e foi escolhido por seus colegas da entidade para fazer o discurso de abertura. Por que aceitou tal incumbência? Sei lá. . . Quem sabe foi uma tremenda oportunidade de "aparecer"? Em nome da denominação é que não foi.

Agora, já vi comentários por aí em nosso meio de que ele não era nem mais ligado à IASD quando fez aquele discurso, mas é apresentado como ligado à IASD. Isso não sei dizer com certeza (posso buscar mais informação a respeito).

Mas posso dizer com TODA CERTEZA que ele não representa a posição oficial da IASD, que se expressa, isso sim, noutro vídeo que tenho o prazer de divulgar, onde o diretor do Instituto de Pesquisa Bíblica da IASD, Pr. Ángel Manuel Rodriguez, faz longa palestra falando de contatos havidos entre adventistas e muçulmanos, luteranos e católicos (no próprio Vaticano inicialmente). Só que os que ouvirem atentamente toda a exposição até o fim (o que também inclui um comentário sobre os debates quanto à Trindade, na parte final) perceberão outra realidade inteiramente diferente do que falsamente apresentam por aí.

Infelizmente o vídeo está en español, pero es fácil de comprender pues él habla despaciadamente:


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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Edison em Ter 25 Mar 2014, 11:41

Gilcimar escreveu:

 Ter crenças em comum em determinados pontos não configura o ecumenismo...
 Mas sim se  aproximar Intencionalmente  Um do Outro por meio de Crenças comuns...
 O exemplo apresentado pelo Jéfter de  muçulmanos e Unitaristas  pode ser um caso de não ecumenismo......
 Não vejo como justo tais acusações entre IASD e IcaR.....
 Não faz o minimo sentido pois esta muito fora da Realidade...
 

Gilcimar,

A questão é saber e reconhecer que a doutrina das três pessoas distintas na Divindade foi gerada no útero da ICAR. E você como bom cristão sabe que ela é a mãe de todas as abominações da terra (Apoc. 17:4-5).
Nunca, nenhum patriarca, nenhum profeta, nem Jesus, nenhum apóstolo sequer fez alguma ilação sobre a existência de três pessoas distintas.
Um ensino tão fundamental e esclarecedor sobre a Divindade, se verdade fosse, no mínimo seria esmiuçado por Jesus e por Paulo que foi posto por Luz para nós os gentios (At. 13:47).

E, como bem lembrou o www.arquivoxiasd.com/origem.htm, a mesma "mulher" em cujas entranhas gerou o dogma da trindade:
1. Foi quem instituiu o “Sinal da Cruz”.
2. Foi quem instituiu a absolvição. (um perdão que vale para os pecados futuros).
3. Foi quem instituiu a penitência.
4. Foi quem instituiu a transubstanciação na eucaristia, que é a crença de que o pão e vinho se transformam realmente no sangue e na carne de Jesus Cristo.
Acrescento:
5. Indulgência.
6. Purgatório.
7. Pedobatismo.
8. Cultos de dulia e hiperdulia.
9. "Santa" inquisição.
10. O VICARIVS FILII DEI = 666
11. O VICARIVS GENERALIS DEI IN TERRIS = 666
12. O LATINVS REX SACERDOS = 666
Etc. etc., etc. etc. etc.

Então a questão não é a ICAR ser igual à Igreja num ponto da Escritura. A questão é a Igreja ser igual à ICAR num ponto não existente na Escritura.

Você como bom adventista conhece Apoc. 17 e sabe que a Igreja tem um Único marido, que é Cristo (a Palavra) (II Cor. 11:2).

A ICAR tem três maridos. Ela tem uma trindade de maridos, que são: a Palavra (Bíblia), o Magistério, e a Tradição.
Ela se deita com esses três (além dos reis da terra), para resolver suas questões e interesses como qualquer prostituta faz.
Se o seu desejo não é atendido pelo "marido" Bíblia, ela recorre ao "marido" Magistério, ou ao "marido" Tradição". E se por acaso esses três não a atende, não a satisfaz naquele momento, ela ainda vai em busca dos reis da terra (estado), como foi ao Constantino e com ele teve um íntimo relacionamento duradouro. Como foi à Corôa Portuguesa e tirou a alma dos negros e índios para que fossem escravizados e trucidados sem que fosse pecado. Como foi ao Mussolini e ao Hitler livrando o Vaticano dos bombardeios da II Guerra em troca de omissão no massacre aos judeus.

Você acha que Cristo iria gerar o dogma da santíssima trindade numa mulher dessa?

Cristo não gera dogmas, não gera credos. Cristo, o marido Palavra, gera filhos Palavra (II Cor. 3:2-3).

É assim que vejo.






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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Gilcimar em Ter 25 Mar 2014, 15:44

Edison..

De qualquer forma é infundada a acusação de que houve uma aproximação intencional da IASD  com
ICAR...
Eu não aprendi com a ICAR sobre a Trindade logo no máximo que se pode dizer é que me equivoquei no entendimento das escrituras e não que fui ensinado por Roma..
Você apresentou a  maneira como  você crer...
Podemos discutir num tópico próprio para estes assuntos pois o tema deste tópico não condiz com a Realidade....
Eu creio sinceramente no que creio e não rejeito por orgulho e fanatismo aquilo que seja a "verdade"...
Mas penso que creio na verdade e  que é Bíblico  mas não descarto ouvir os que creem diferente desde que tenha uma postura de um verdadeiro pregador...
Ficar fazendo acusações infundadas e duvidosas não  vai ajudar muito pois há um grande risco de se cometer injustiças...
Vamos preservar pessoas e Denominações e discutir só as ideias pois determinar intenções por conta própria sobre a crença dos outros não é saudável.....
Este espirito não vem de Deus e já me levou ao desanimo com os debates...
Pois aqui já tem muita injustiça...
Me retiro deste tópico mas não me recuso a discutir estes assuntos desde que seja só as ideias...
Abraços..!
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O QUE DIZER DAS EVIDÊNCIAS PRÉ-NICENAS DAS TRINDADE?

Mensagem por Prof. Azenilto G. Brito em Ter 25 Mar 2014, 20:40


Os vídeos que indiquei, do Dr. Rodrigo, (aliás, estão mais para áudios) deixam claro que ANTES da existência da Igreja Católica e do Concílio de Niceia em 325 AD já havia Pais da Igreja que expressavam noções trinitarianas:

Eis um apanhado levantado por um pesquisador criterioso:

INÁCIO DE ANTIOQUIA (30 – 107 a.D).

Em seus escritos Aos Efésios, Aos Romanos, Aos Magnesianos e em outras cartas, encontramos referencias como: “Jesus Cristo, o nosso Deus”; “o qual é Deus e homem”; “recebeu conhecimento de Deus, isto é, de Jesus Cristo”; “por nosso Deus, Jesus, o Cristo”; “porque Deus se manifestou como homem”; “Cristo, que estava na eternidade com o Pai”; “de Jesus Cristo, nosso Deus”; “Nosso Deus, Jesus Cristo”; “sofro para seguir o exemplo de paixão de meu Deus”; “Jesus Cristo, o Deus” e “Nosso Deus Jesus Cristo”. (Aos Efésios I, Saudação; I:I; vii. 2; xvii. 2; xviii. 2; xix. 3; Aos Magnesianos, xiii. 2; To the Trallians, vii. 1; Aos Romanos, Saudação; iii. 3; vi. 3; To the Smyrnaeans I.I; To Polycarp, viii. 3).


POLICARPO (69 a.D – 155 a.D [Discípulo de João]).

“Nosso Senhor e Deus, Jesus Cristo”. (Epístola de Policarpo aos Filipenses, Cap. 6).

DIDAQUÊ (90 a.D).

“No que diz respeito ao Batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puder batizar em água fria, faça com água quente... em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. (Didaquê 7:1-3).


CLEMENTE DE ROMA (96 a.D).

“Como Deus vive, assim vive o Senhor e o Espírito Santo”. (Carta aos Coríntios 58,2).


TACIANO (110 – 172 a.D).

“Não agimos como tolos, oh Gregos, nem como [contadores de] contos totalmente inúteis quando anunciamos que Deus nasceu em forma de homem”. (Carta de Taciano aos Gregos, Cap. 21).


JUSTINO MÁRTIR (100 - 165 a.D).

“O Pai do Universo tem um Filho, que também sendo a primeira Palavra gerada de Deus, é igual a Deus”. (Primeira Apologia, cap. 63). “Cristo é chamado de Deus e Senhor das hostes”. (Diálogo com Trifo, cap.36). [Trifo a Justino] “(...) vós dizeis que este Cristo existiu como Deus antes de todos os tempos e que Ele o fez nascer e se tornar homem”. (Diálogo com Trifo, cap. 48). Justino cita Hebreus 1:8 para demonstrar a Divindade de Cristo. “Teu trono, ó Deus, é para sempre e sempre”. (Diálogo com Trifo, cap. 56). “Portanto estas palavras testificam explicitamente que Ele (Cristo) é testemunhado por aquele que estabeleceu estas coisas, como merecedor de ser adorado, como Deus e como Cristo”. (Diálogo com Trifo, cap.63). Justino declarou a Trifo: “pois se vós tivésseis entendido o que foi escrito pelos profetas, não teríeis negado que Ele fosse Deus”. (Diálogo com Trifo, cap. 63). “O Pai da retidão...e o Filho que veio Dele...e o Espírito profético, nós rendemos culto e adoramos”. (Primeira Apologia. 6) compare com: “Só Deus deve ser adorado”. (Primeira Apologia, caps. 16, 17). “Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos apóstolos.” (Primeira Apologia 61).


TERTULIANO DE CARTAGO (145 - 220 a.D)

“Então a conexão do Pai no Filho e do Filho no Consolador produz três pessoas coerentes, distintos um do outro, as quais três são unas, não uma, conforme está dito ‘Eu e o pai somos unidade’ com respeito a uma unidade de substância, e não a uma singularidade de número”. (Contra Praxeas 25:1). “Sempre acreditamos em um Deus, identificado como o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Todos são um pela unidade de substância que dispõe a unidade em uma Trindade... igual em qualidade, substância e poder [não três qualidades, substâncias e poderes]”. (Contra Praxeas, cap. 2). “Pois antes de todas as coisas virem a existir Deus, estava sozinho, mas não tão só porque Ele tinha com Ele algo que possuía, sua própria Razão... que os gregos chamam de ‘Logos’ que é designado ‘Palavra’“. (Contra Praxeas, cap. 5). “Todas as Escrituras dão prova clara da Trindade, e são destas de onde é deduzido nosso princípio... que a Trindade é claramente mostrada”. (Contra Praxeas, cap.11). “[Deus fala no plural ‘façamos o homem a nossa imagem’] porque já ali se atou a Seu Filho, uma segunda pessoa, sua própria Palavra e um terceiro, o Espírito na Palavra... a substância de um em três pessoas coerentes. Eles eram o Pai, o Filho e o Espírito”. (Contra Praxeas, cap. 12). “O Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito é Deus. Cada um é Deus. Todavia nós nunca temos dado abertura às frases ‘dois deuses ou dois senhores’“. (Contra Praxeas, cap. 13). Ele disse de Jesus, “Cristo também é Deus” porque “aquele que veio de Deus [em nascimento virginal] é, de uma vez só, Deus e Filho de Deus, e os dois são um... em Seu nascimento, Deus e homem unido.” Jesus é “tanto homem quanto Deus, e Filho do Homem quanto Filho de Deus”. (A Treatise on the Soul, Cap. 41, e Apology, Cap. 21).


“Ele é Deus e homem... Temos aqui uma condição dual — não fundida, mas unida — em uma pessoa, Jesus como sendo Deus e homem”. (Contra Praxeas, Cap. 27). “Foi estabelecida a lei de batizar e prescrita a fórmula: ‘Ide, ensinai os povos batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo’“ (Do Batismo, 13).


IRINEU DE LION (140 - 200 a.D)

“O pai da ortodoxia cristã” e “o primeiro grande teólogo sistemático da igreja” em sua obra: Contra as Heresias afirma: “Cristo Jesus é nosso Senhor, Deus, Salvador e Rei”. (Livro I, cap. 10; sec.1). “Mas o Filho, co-existindo eternamente com o Pai, desde o princípio, sempre revela o Pai aos anjos, arcanjos, poderes, virtudes...” (Livro II, cap. 30, sec. 9). “As provas das escrituras Apostólicas, que Jesus Cristo foi um e o mesmo, o único Filho Unigênito de Deus, Deus perfeito e homem perfeito.” (Livro III, cap. 16). “Já temos mostrado que o Verbo, isto é, o Filho esteve sempre com o Pai. Mas também a Sabedoria, o Espírito estava igualmente junto dele antes de toda a criação”. (Livro IV, 20, 4). Ele também escreveu que Jesus era “não um mero homem... mas, foi verdadeiro Deus”; e que “Ele é em Si mesmo e em Seu próprio direito... Deus, e Senhor e Rei Eterno”. (Livro III, Cap. 16 e Cap. 19; Livro I, Cap.10). “Portanto, não foram os anjos que nos plasmaram - os anjos não poderiam fazer uma imagem de Deus - nem outro qualquer que não fosse o Deus verdadeiro, nem uma Potência que estivesse afastada do Pai de todas as coisas. Nem Deus precisava deles para fazer o que em si mesmo já tinha decretado fazer, como se ele não tivesse suas próprias mãos! Desde sempre, de fato, ele tem junto de si o Verbo e a Sabedoria, o Filho e o Espírito. É por meio deles e neles que fez todas as coisas, soberanamente e com toda a liberdade, e é a eles que se dirige quando diz: ‘Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. (Livro IV, Cap. 20, 1)


ATENÁGORAS DE ATENAS (177 a.D)

“Como não se admiraria alguém de ouvir chamar ateus os que admitem um Deus Pai, um Deus Filho e o Espírito Santo, ensinando que o seu poder é único e que sua distinção é apenas distinção de ordens?” (Súplica pelos Cristãos, 10).


CAIO (180 – 217 a.D)

Em sua refutação a Artemon, o qual mantinha que Cristo era apenas humano, Caio apelou para “Justino e Miltiades, Tacião e Clemente, e muitos outros — quem é ignorante aos livros de Irineu e Melito, e dos demais, os quais declaram que Cristo era Deus e homem? Todos os salmos, também, hinos da irmandade, que foram escritos bem no começo pelos fiéis, celebram Cristo, a Palavra de Deus, atribuindo divindade a Ele... [Esta] doutrina da Igreja, então, tem sido pregada há muitos anos atrás”. (the Heresy of Artemon” in “Fragments of Caius” in Roberts and Donaldson, The Ante-Nicene Fathers: Fathers of the Third Century, Vol. 5, p. 601).


GREGÓRIO TAUMATURGO DE NEO-CESARÉIA (205 – 270 a.D)

“Todas [as pessoas] são uma só natureza, uma essência, uma vontade, e são chamadas de Santíssima Trindade; estes também são nomes subsistentes, uma natureza em três pessoas e um só gênero [espécie]”. (Sobre a Trindade, Par.2). Ele também se referiu a Jesus como “Deus de Deus” e “Deus Filho”.


NOVÁCIO DE ROMA (210-280 a.D.)

“Ele também era Deus, segundo as Escrituras... As Escrituras descrevem Jesus Cristo tanto como homem, tal como, além do mais, também descreve Cristo, o Senhor, como sendo Deus... este mesmo Jesus é chamado também de Deus e Filho de Deus.” “Cristo Jesus [é] nosso Senhor Deus”. (A Treatise of Novatian Concerning the Trinity, Cap. 11).


CLEMENTE DE ALEXANDRIA

“O Verbo Divino, Ele que é verdadeiramente a Divindade manifesta, Ele que é igual ao Senhor do Universo...” (Exortação aos Pagãos, cap. 10). “O Filho de Deus que é igual em substância, um com o Pai, é eterno e incriado”. (Fragmentos de Cassiodoro, parte III, i, 1). “Este Filho Jesus, o Verbo de Deus, é nosso Pedagogo. Ele é Deus e Criador”. (O Pedagogo, cap. 11). “O Verbo, o Cristo, estava em Deus. Ele só é Deus e homem. Ele é adorado como o Deus vivo. Ele verdadeiramente é Deus manifestado.”(Protréptico, i, x).


HIPÓLITO (170 – 235 a.D)

“Aquele que é sobre todos, Deus bendito, nasceu e se fez homem. Ele é para sempre Deus. Por este motivo João (Ap. 1.8’) chamou Cristo de Todo-Poderoso”. (Contra Noeto, parte 6). “Deus, enquanto existia exclusivamente antes da criação do mundo, existiu em pluralidade”. (Contra Noeto, parte 10). “Segundo a tradição dos Apóstolos, Deus o Verbo desceu do céu... entrou no mundo e, em corpo, se mostrou ser Deus”. (Contra Noeto, Parte 17). “Só o Verbo é de Si mesmo e é, por conseguinte, também Deus e tem a substância de Deus”. (Refutação de Todas as Heresias, 10: 33). “Pois Cristo é Deus sobre todos...”. (Refutação de Todas as Heresias 10: 34). Ele disse, “[isto é] o Pai que é acima de todos, o Filho que é através de todos, e o Espírito Santo que está em todos. E nós não podemos pensar diferentemente de um Deus, mas, crendo em verdade no Pai, Filho e Espírito Santo... Porque é através dessa Trindade que o Pai é glorificado”. (Contra Noeto, p. 14; Refutação 10:29).


ORÍGENES (230 a.D)

“O Salvador às vezes concernente a si como um homem e ás vezes como uma natureza humana mais divina, uma natureza que é uma com a natureza incriada do Pai”. (Comentários sobre João, xix 2). “Ele quem nós cremos ser Deus e o Filho de Deus do princípio...”. (Contra Celso, iii 41). “As Sagradas Escrituras mostram que o Filho de Deus é mais antigo que todas as coisas criadas”. (Contra Celso, V, 37). “Não deve haver nenhuma questão de mais ou de menos na Trindade”. (Dos Princípios, i, iii, 7). Ele afirmou que Cristo era “Deus e homem”. Em 254 d.C. ele escreveu: “Jesus Cristo... enquanto ele era Deus, embora feito homem, permaneceu Deus tal como era antes”. (Dos Princípios, prefácio, p. 4).


LUCIANO DE ANTÍOCO (300 d.C.)

“Cremos em... um Senhor Jesus Cristo, em seu filho, o Deus unigênito.... Deus de Deus...” (In Beisner, p. 82).


TEÓFILO (116 – 181 a.D)

Ele foi o primeiro a usar o termo “Trindade” em sua Epístola a Antolycux II, XV. 8


ALEXANDRE DE ALEXANDRIA

Ele falou se referindo a Jesus de “sua exaltada e essencial divindade” e que ele era “uma exata e idêntica imagem do Pai”. (Carta a Alexandre de Tessalônica, par. 37).


EUSÉBIO DE CESARÉIA (325 a.D)

Declarou que “O Filho de Deus não porta nenhuma semelhança às criaturas originadas, mas... é igual ao Pai em cada coisa, o qual o gerou [-O] e que ele não é de nenhuma outra matéria ou substância que não seja da do Pai”. (325 d.C.), “Nós cremos em... um Senhor, Jesus Cristo, a palavra de Deus, Deus de Deus...” (“Eusebius of Caesarea’s Letter to His Church Concerning the Synod at Nicaea,” para. 13 in Rusch, p. 59).


ATANÁSIO (293-373 D.C.)

“Ele sempre foi e é Deus e Filho,” e “Ele, que é eternamente Deus,... também se tornou homem por nossa causa.” (Contra Ários, III, par. 29,


CREDO DE NICÉIA :

(promulgado em Nicéia em 325 a.D e revisado em Constantinopla em 381 a.D)

1. Cremos em um só Deus, Pai, Todo-Poderoso, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis.

2. E em um só Senhor Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, gerado pelo Pai antes de todos os séculos, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não criado, de uma só substância com o Pai, pelo qual todas as coisas foram feitas; o qual, por nós homens e por nossa salvação, desceu dos céus, foi feito carne pelo Espírito Santo e da Virgem Maria, e tornou-se homem, e foi crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, e padeceu e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus e assentou-se à direita do Pai, e de novo há de vir com glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim.

3. E no Espírito Santo...

Complemento (Credo Constantinopolitano):

Senhor e Vivificador, que procede do Pai e do Filho, que com o Pai e o Filho conjuntamente é adorado e glorificado, que falou através dos profetas. E na Igreja una, santa, católica e apostólica. Confessamos um só batismo para remissão dos pecados. Esperamos a ressurreição dos mortos e a vida do século vindouro. Amém.

OBS: O Credo Niceno-Constantinopolitano foi formulado no Concílio de Constantinopla em 381 d.C. e não deve ser confundido com o Credo Niceno estabelecido em 325 d.C, no Concílio anterior, que discutiu questões cristológicas (sobre o Arianismo, que afirmava que Jesus, ainda que divino, era uma criatura de Deus, e que houve um tempo em que ele não existiu). Muitos propagam erroneamente a idéia de que o dogma da Trindade foi inventado no Concílio de Nicéia. Não obstante, o Concílio de Nicéia não formulou nenhum credo Trinitariano formal. O centro da discussão ali era basicamente cristológico (por exemplo, nada foi dito acerca do Espírito Santo). Foi o Concílio de Constantinopla que, posteriormente, formulou oficialmente o dogma da Trindade, ainda que tal concepção já tivesse sido propagada diversas vezes antes daquele concílio e pelos pais pré-nicenos, como por exemplo, Atanásio e os chamados “Pais Capadócios” (Basílio, Gregório de Nissa e Gregório Nazianzo) e Clemente, Justino, Irineu, Tertuliano e Orígenes (pré-nicenos).


CREDO DE CALCEDÔNIA (451 a.D)

Fiéis aos santos Pais, todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, e perfeito quanto à humanidade; verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, constando de alma racional e de corpo, consubstancial com o Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; em tudo semelhante a nós, excetuando o pecado; gerado segundo a divindade pelo Pai antes de todos os séculos, e nestes últimos dias, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, mãe de Deus; um e só mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis, imutáveis, indivisíveis, inseparáveis; a distinção de naturezas de modo algum é anulada pela união, antes é preservada a propriedade de cada natureza, concorrendo para formar uma só pessoa e em uma subsistência; não separado nem dividido em duas pessoas, mas um só e o mesmo Filho, o Unigênito, Verbo de Deus, o Senhor Jesus Cristo, conforme os profetas desde o princípio acerca dele testemunharam, e o mesmo Senhor Jesus nos ensinou, e o Credo dos santos Pais nos transmitiu.


“O Pai enviou o Verbo como graça, para que se manifestasse ao mundo. [...] Desde o princípio, ele apareceu como novo e era antigo, e agora sempre se torna novo nos corações dos fiéis. Ele é desde sempre, e hoje é reconhecido como Filho”. (Quadrato, ano 160, Carta a Diogneto 11,3-4).

Fonte: Pesquisa feita por Edílson Constantino



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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Rasabino em Ter 25 Mar 2014, 21:06

Graça e Paz Valsuilvan,

Seria impressão minha, ou não? Quando você escreve nomes próprios (de pessoas) faz com letra maiúscula, correto?

Por que escreves espirito santo como se não fosse pessoa, e não Espirito Santo?
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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Clébio em Qua 26 Mar 2014, 08:48

Irmão Azenilto,

Isso é fato, é INCONTESTÁVEL!!!

Abçs
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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Valdomiro em Qua 26 Mar 2014, 10:51

Prof. Azenilto G. Brito escreveu:
Os vídeos que indiquei, do Dr. Rodrigo, (aliás, estão mais para áudios) deixam claro que ANTES da existência da Igreja Católica e do Concílio de Niceia em 325 AD já havia Pais da Igreja que expressavam noções trinitarianas:...

Azenilto, Paz!

Essas citações precisam ser lidas com bastante cuidado. Na verdade, investigadas, pois muitas delas não refletem o que querem que elas reflitam, qual seja, que todos estes reconheciam a Jesus como tão Deus quanto o Pai, ou em sentido pleno: o mesmo Deus que o Pai. Além de eles mesmos variarem entre si, o que queriam dizer ao chamar Jesus de Deus?

Vou apenas citar alguns poucos casos para exemplificar o problema.

O primeiro deles é que eles, reconhecidamente, inseriram muitas heresias e alguns ensinos que certamente você discordaria. Um deles é a defesa do Domingo em lugar do Sábado, por exemplo. Imortalidade da Alma seria outro e por ai vai. Orígenes mesmo cria nisso.

O pesquisador e bispo católico Paulo Cesar, portanto alguém que não iria querer trabalhar contra aquilo que defende, informa em seu livro Salvatoris Disciplina: Orígenes aqui criticou aquela impostação MUITO DIFUSA no II e III séculos por Justino, Taciano, Atenágoras, Teófilo de Antioquia, Tertuliano, Hipólito, etc., que falam de dois estágios no relacionamento do Logos com Deus: O logos existia ab aeterno em Deus como Palavra imanente, IMPESSOAL, que com um termo técnico chamamos de logos endiathetos e depois antes dos tempos, em função ante tempus, porque se pode falar do tempo somente a partir do mundo, foi gerado, proferido em função da criação do mundo, logos proforikós.”(a)
(a) Salvatoris Disciplina, Paulo Cesar – Editora Pontificia - pág. 136

Note que, de uma tacada só, ele informa que Orígenes foi crítico de Justino, Taciano, Atenágoras, Teófiolo de Antioquia, Tertuliano e Hipólito, ou seja, vários dos listados por você, que não acreditavam na eternidade pessoal de Jesus, mas o entendiam como Logos IMPESSOAL, (como nossos filhos em nós antes de serem gerados). E somente depois é que ele é “proferido”. Ser impessoal não reflete igualdade com Deus, não é verdade? Mas, eles criam assim, a despeito de se afirmar que eles chamaram Jesus de Deus. A questão é: Do ponto de vista meramente crítico, qual seria o conceito mais antigo? Reconhecerem que Jesus era inexistente enquanto pessoa ou reconhecer que Jesus era igual ao Pai? Ora, se Jesus fosse igual ao Pai de onde teriam tirado a ideia que ele, em algum momento, não existiu? Se ele fosse igual ao Pai poderia não ter existido como ente autônomo? Percebe qual dos dois tende a ser o princípio da deturpação?

Outros pesquisadores, também católicos, nos informam: “Orígenes formulou a ideia da geração eterna do Logos, opondo-se à tese, mais tarde retomada pelos arianos, segundo a qual houve um tempo em que o Filho ainda não existia.” (b)
(b) História da Igreja Católica, Lenzenweger, Josef; Stockmeir, Peter; Amon, Karl; Zinhobler, Rudolf & Bauer, Johannes; Editora Loyola - pág. 42

Note que Orígenes foi quem formulou a ideia da geração eterna, algo que não seria difícil para quem acreditava que as almas também eram eternas, inclusive, preteritamente. É Orígenes também quem fala de um “deuteros theos”, ou seja, ele via Jesus com um “Segundo Deus”. Assim, pode-se dizer que Orígenes, a exemplo de alguns outros, chamou Jesus de “Deus”, mas a grande questão é em que sentido e o que eles queriam dizer com isso! Mas, a informação interessante ai, trazida por esses pesquisadores católicos, é que esses escritores admitem que o arianismo RETOMOU um preceito que existia, no mínimo, até antes de Orígenes, ao contrário do que muitos alegam que Ario havia surgido com uma nova doutrina. A inexistência pretérita do Filho era, praticamente, certa para a grande maioria dos mais antigos “pais”.

Sempre citam Tertuliano para mostrar a antiguidade do ensino trinitário, mas o que não mostram ou não informam é que Tertuliano está incluído entre aqueles que não acreditavam na eternidade pretérita de Jesus e também não acreditava que o Filho fosse tão Deus quanto o Pai. Em Contra Praxeas 9.2 lemos: “Pois o Pai é a inteira substância (pater enim tota substantia est); o Filho é derivação e porção do todo (filius vero derivatio tortius et portio)”, também diz em Contra Hermógenes: “Houve um tempo em que não havia Filho e nem pecado, quando Deus não era nem pai nem juiz!

No mesmo Tratado Contra Hermógenes, Tertuliano afirma: “Não devemos supor que haja algum outro ser, exceto unicamente Deus, que seja não gerado e incriado. . . . Como pode algo, exceto o Pai, ser mais velho, e por isso deveras mais nobre do que o Filho de Deus, o Verbo unigênito e primogênito? .. Esse que não precisou de um Criador para lhe dar existência, será muito mais elevado em categoria do que o que teve um autor que o trouxe à existência.

Um outro detalhe que mostra o cenário cristão na época de Tertuliano é dado por ele mesmo na obra onde apresenta a trindade, citada por você, Contra Práxeas. Ali ele fala das massas cristãs dos dois lados do Império, nos seguintes termos: “Os simples1, de fato (não vou chamá-los de tolos ou ignorantes), que sempre constituem a maioria dos fiéis, estão chocados com a dispensação (dos Três em Um)”. A palavra “chocados” é tradução do latim “expavescunt” que também significa “grande horror”. Mais adiante, no mesmo capítulo de Contra Práxeas, ele fala dos latinos e diz: “até mesmo latinos (e ignorantes também)”, ou seja, ele adiciona ao grupo de “ignorantes” já citado. Note-se que ele introduz a fala chamando os discordantes apenas de simples e quando adiciona os latinos os põe no mesmo bojo ao classificá-los de “ignorantes também”, como se houvesse falado antes de outro grupo, mas pretendeu chamar a todos, aqueles e esses, de ignorantes e tolos. Um pouco mais adiante ele dá a posição dos gregos: “enquanto gregos justamente se recusam a entender a economia, ou dispensação (dos Três em Um)

Obs.: Acerca dos “simples”, em Contra Valentino, o mesmo Tertuliano contrapõe a questão gnóstica que exigia sermos “sábios” para entendermos as coisas de Deus, diz ele no Capítulo 2 “Assim, a simplicidade por si só será mais facilmente capaz de conhecer e declarar Deus, considerando que a sabedoria por si só trará sim a ele violência e o trairá”.

Percebe-se que na época de Tertuliano, a população cristã simplesmente desconhecia a ideia de trindade. Tertuliano os chama de ignorantes, a quem ele soma até os latinos (ou seja, as comunidades romanas, naquela época, não conheciam a trindade), e os gregos de quem não podia alegar ignorância. Todos chocados com a ideia de que Deus existisse em três pessoas. Se tal ensino fosse dado antes, eles não estranhariam algo que de antemão conheciam. Se, de fato, conhecessem, o que não foi o caso.

Os escritores Sesboue e Wolinki, desenvolvendo os eventos que envolviam aquela época, escrevem: “o dogma do 'Deus único' parece a alguns duplamente ameaçado: por Marcião e os gnósticos, que falam de 'outro Deus' ou de 'dois “Deuses', e pela nova teologia dos que falam de uma Trindade engajada nas 'economias'” (c).
(C) O Deus da Salvação, Bernard Sesboue e J. Wolinki – pág. 159.

Justino que é outro citado por você faz distinção ao referir-se a Jesus como Deus. Ele nunca usa HO Theos para se referir a Jesus, só ao Pai, e usa Theos, sem artigo, para se referir a Jesus. Se, para eles, os dois fossem, exatamente o mesmo Deus, não haveria razão para essa distinção.
Outro detalhe que precisa ser investigado são os outros escritores que não reconheciam Jesus como “Deus”, ao que os trinitários chamam de visão judaizante de Cristo.

Um exemplo seria Clemente Romano ou Clemente de Roma, bispo daquela cidade entre 88 e 97 d.C. Falecido em 102 d.C, é autor do mais antigo escrito cristão fora das escrituras canônicas(1) de que se tem notícia, mais antigo ainda do que os escritos de Tertuliano e Taciano do II século. Irineu em “Contra os Hereges” fala dele: “ele viu os Apóstolos e com eles conversou, tendo ouvido diretamente a sua pregação e ensinamento”.  Alguns afirmam que este é o mesmo Clemente citado por Paulo em Fl. 1.3, mas outros discordam. Luigi Padovese comenta Clemente informando que a despeito de “recorrer algumas vezes a fórmulas trinitárias, revela uma concepção cristológica ainda judaizante, uma vez que jamais atribui a Cristo o título de Deus e não enfatiza a sua preexistência.”(2 )
1Manual Bíblico de Halley, Editora Vida – 2000, pág. 776
2Padovese, Luigui in Introdução à Teologia Patrística, Edições Loyola – 2004, pág. 63

Outro exemplo seria Hermas, irmão do Bispo Pio e provavelmente citado por Paulo em Rm. 16.14 escreveu sua obra “O Pastor”, e esta tornou-se conhecida através de sua circulação por volta de 150 d.C.(1) Algumas comunidades e personalidades cristãs antigas o consideravam escrito canônico ou em grande apreço, dentre eles podem ser citados Irineu, Clemente de Alexandria, Orígenes e até Atanásio. Acerca da visão de Hermas sobre Jesus Cristo, Padovese registra que “Em suma, concebe-o como um personagem de dignidade e natureza transcendentes às humanas, sem ser, porém divinas, colaborador de Deus na criação e no governo do mundo, mas num plano de nítida inferioridade.”(2)
1Padres Apostólicos, Paulus Editora – 1995, pág. 164
2Padovese, Luigi in Introdução a Teologia Patrística, Edições Loyola – 1992, pág. 63

Bem, meu amigo, não vou me alongar. Haveria muito a falar. Mas, seria fugir ao tema e seria uma postagem mais longa do que já está. Trago essas informações apenas para mostrar que as declarações de vários dos chamados “Padres da Igreja”, quando empacotadas por trinitários dão uma visão distorcida do que eles queriam dizer e até mesmo ocultam uma realidade que era a introdução de heresias por esses mesmos pais, coisas que a Igreja sequer conhecia e se manifestava contrariamente com um grande volume de rejeição.

A investigação histórica é dificultada, inclusive, pelo fato de que as grandes obras que seriam contrárias ao dogma trinitário foram sistematicamente queimadas. Imagine se tivéssemos as homilias de Maximino, que foi um dos bispos unitarianos, de origem latina, que fez frente a Agostinho de Hipona em seu tempo. O livro História da Literatura Cristã Antiga Grega e Latina, à página 364, de Claudio Moreschini diz que Maximino teve “...a oportunidade de entrar em controvérsia pública, não sem sucesso, com o velho Agostinho”. "Não sem sucesso" é a negativação da frase COM SUCESSO.

Conhecemos os chamados “Pais” gregos e latinos, mas onde estão os “Pais” judeus? Será que não existiram? A sua visão do Messias, conforme os judeus cristãos, não se alinhava com a visão pagã produzida após a morte do último apóstolo, por alguns cristãos gregos e latinos?

Bem, são reflexões necessárias aos investigadores da verdade, que mostram quão contestável é o requerimento trinitário.

Paz seja com todos!
Valdomiro.
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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Prof. Azenilto G. Brito em Qua 26 Mar 2014, 22:49


No Velho Testamento não há o conceito de “filho de Deus”. Esse conceito é totalmente neotestamentário. Então, eu entendo que o Verbo que era Deus, e estava com Deus desde “o princípio” só passa a ser Filho quando “se fez carne e habitou entre nós” (João cap. 1).

Ademais, vejo que sua análise é seletiva. Não abrange um por um e todos dentre os muitos pais citados em suas declarações admitindo a Divindade de Cristo e Sua igualdade com o Pai.

Essa discussão é de longa data, assim como a da predestinação/livre arbítrio, e não creio que os antitrinitarianos realmente trouxeram a “palavra final” a respeito.
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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Valdomiro em Qui 27 Mar 2014, 08:51

Azenilto, Paz!

Fui seletivo porque não intencionei ser exaustivo e disse isso na postagem. Não sei se você percebeu! Como eu disse antes, de um tacada só, foi mostrado que vários dos chamados “pais” sequer admitiam uma existência eterna pretérita e pessoal do Filho (Justino, Taciano, Atenágoras, Teófilo de Antioquia, Tertuliano e Hipólito, já é um bom número), logo, eles não poderiam estar aplicando a palavra ‘Deus’ ao Filho, no mesmo sentido em que aplicavam ao Pai. Simples assim.

De qualquer forma a questão da revelação VT X NT, não está em jogo na análise exposta, nem na fala desses “pais”. Os “pais” que citei, que você também citou, entendiam que o Filho foi gerado para atender aos propósitos da criação, portanto, antes da existência do Velho Testamento. Isso não está em pauta.

Como eu disse, seria fugir ao tema analisar um a um.  Mas, digo sem medo de errar: essa lista e as citações é que são seletivas e fora de contexto. Apenas citar que alguém chamou Jesus de Deus, sem se dar conta do contexto induz, como tem induzido, muitas pessoas a erro, inclusive o nobre amigo. E isso se percebe quando você afirma que eu estou sendo seletivo. Mesmo que isso fosse verdade, ainda assim, estaria provado que há vícios na lista, ao menos na parte selecionada.

Mas, só para você ter mais noção do equívoco que essa lista propõe, basta vermos que ela coloca Eusébio de Cesareia, o historiador da igreja, como alguém que defendia a deidade de Jesus em sentido trinitário. Isto está a anos luz da verdade. Qualquer um que tenha estudado história sabe que Eusébio de Cesareia, assim como Eusébio de Nicomédia, compunha o partido ariano em Niceia. Foi um dos que assinou o credo de Niceia sob pressão do Imperador após a inclusão do termo homoousios. A carta de onde tiraram o trecho trazido por você é justamente onde ele se justifica à sua diocese, informando que não havia mudado de posição ali.  A Expressão “Deus de Deus” era também usada pelos arianos.

Foi isso que expus: Os trinitarianos pegam qualquer ocorrência da palavra ‘Deus’ aplicada a Jesus, sem se darem ao trabalho de verificar o contexto em que isso foi escrito.

Vou repetir, pode-se analisar todos os casos, ainda que não seja minha intenção aqui. Mas, pelo jeito você não está disposto a atinar, já que ficou mais preocupado com alguma suposta seletividade minha do que reconhecer a impropriedade da lista exposta.

Leia sobre o papel da Eusébio na controvérsia da época e perceberá que o ARRANCARAM do contexto. Esse é apenas mais um dentre os descontextualizados.

A ideia não é trazer a palavra final, mas mostrar a manipulação trinitária na questão trinitária.

Paz seja contigo!
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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Prof. Azenilto G. Brito em Qui 27 Mar 2014, 22:51



Eu estive vendo na minha coleção eletrônica dos Ante-Nicene Father [Os Pais Anteriores (ao Concílio de) Niceia] (ligada ao material do site e-sword.net, que pode ser baixado, juntamente com inúmeros comentários bíblicos de comentaristas clássicos) e encontrei a transcrição do “Diálogo Com Trifo” de Justino Mártir (100-165 AD), e eis como ele discute quem apareceu a Moisés na sarça ardente:

Chap. LIX. — God Distinct from the Father Conversed with Moses.

When I had spoken these words, I continued: “Permit me, further, to show you from the book of Exodus how this same One, who is both Angel, and God, and Lord, and man, and who appeared in human form to Abraham and Isaac,132 appeared in a flame of fire from the bush, and conversed with Moses.” And after they said they would listen cheerfully, patiently, and eagerly, I went on: “These words are in the book which bears the title of Exodus: ‘E aconteceu, depois de muitos dias, que morrendo o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram; e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão’ (Êxo. 2:23) and so on until, ‘Vai, e ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O Senhor Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, me apareceu, dizendo: Certamente vos tenho visitado e visto o que vos é feito no Egito’” (Êxo.3:16) In addition to these words, I went on: “Have you perceived, sirs, that this very God whom Moses speaks of as an Angel that talked to him in the flame of fire, declares to Moses that He is the God of Abraham, of Isaac, and of Jacob?”

Tradução:

Cap . LIX . - Deus distinto do Pai conversou com Moisés.

Quando eu tinha falado estas palavras, continuei: “Permita-me, adicionalmente, mostrar-lhe a partir do livro de Êxodo como Este mesmo que é tanto Anjo, e Deus e Senhor, e homem, e que apareceu em forma humana para Abraão e Isaque [132], apareceu numa chama de fogo do arbusto, e conversou com Moisés”. E depois de dizerem que iriam ouvir com alegria, paciência, e ansiosamente, prossegui: “Estas palavras estão no livro que leva o título do Êxodo: ‘E aconteceu, depois de muitos dias, que morrendo o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram; e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão’ (Êxo. 2:23) e assim por diante , até que, ‘Vai, e ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O Senhor Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, me apareceu, dizendo: Certamente vos tenho visitado e visto o que vos é feito no Egito’ (Êxo.3:16) Além dessas palavras, prossegui: “já perceberam, senhores, que este mesmo Deus a quem Moisés se refere como um Anjo que lhe falou na chama do fogo, declara a Moisés que Ele é o Deus de Abraão , de Isaque e de Jacó?”

Puxa, esse tipo de argumentação não parece típico de um trinitariano tentando provar a uma testemunha de Jeová, por exemplo, que nega a divindade de Cristo e Sua igualdade com o Pai, o erro de sua posição?

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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Tonho em Ter 01 Abr 2014, 07:16

Bom amigos essa é minha primeira participação no fórum do evangelho. Observando os varios comentarios já postados resolvi a levantar um questionamento aos adventistas que participam aqui. Sabemos que os adventistas creem que o homem é mortal e que ao morrer o mesmo deixa de existir como um ser consciente, ou seja, nada sai de seu corpo como crido na visão evangélica tradicional: Ao morrer sai do corpo uma alma consciente e imortal. Para o adventismo na morte a pessoa deixa de existir. Sendo assim pergunto aos caros amigos adventistas: Como Jesus poderia se auto-ressuscitar?
Vejam que Jesus disse:

"Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguem ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai." JOÃO 10:17-18.

"Jesus respondeu, e disse-lhes: derrubai este templo, e em três dias o levantarei." JOÃO 2:19.

Ora, como ela poderia se auto-ressuscitar se ele ao morrer entrou num estado de inexistência? Posso crer que seria coerente ao adventismo admitir que Deus o ressuscitou mas não que o mesmo se auto-ressuscitou! Alguém poderia questionar: Que tem haver isso com o tema trindade? Tem tudo haver! Isso se for analisado dentro do conceito adventista do estado do homem pós morte mostrará que o adventismo nega a trindade mesmo que a defenda de unhas e dentes!
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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

Mensagem por Gilcimar em Ter 01 Abr 2014, 09:47

.
Tonho...

Bom questionamento levantado por ti...

Mas mostra um pouquinho de falta de conhecimento  da posição Adventista sobre o assunto....

(...)

Abraços amado ..!
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Unitarismo no início do Adventismo

Mensagem por Clébio em Ter 01 Abr 2014, 09:50

A Bíblia, nossa regra de fé e prática, é muito clara em ensinar que as Três Pessoas da Divindade estiveram envolvidas na ressurreição do Salvador. Veja:

- O Pai ressuscitou a Cristo: Gl 1:1;

- O Espírito Santo ressuscitou a Cristo: Rm 8:11;

- Cristo, com a vida presente em Si, voltou à vida: Jo 2:19; 10:17, 18.

Já Romanos 8:11 mostra uma relação muito profunda entre o Pai e o Espírito num trabalho conjunto para ressuscitar o Salvador: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus [o Pai] dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita”.

Perceba que nesse texto Paulo nem menciona a Cristo como tomando parte na própria ressurreição. Quem o faz é outro autor, o apóstolo João (Jo 10:17, 18). Como é bom vermos que a Bíblia se completa, não é?!
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JESUS RECEBEU UMA "ALMA IMORTAL" HUMANA NA ENCARNAÇÃO?!

Mensagem por Prof. Azenilto G. Brito em Qua 02 Abr 2014, 08:53


Pois a ideia de que Cristo teve uma “alma” que foi para o Paraíso no mesmo dia do condenado arrependido é muito problemática também.

Primeiro, que em João 20:17 Ele disse a Maria Madalena: “Não me detenhas que Eu ainda não subi para o Meu Pai”.

Segundo, que em João 14:1-3 Ele deixa claro que só estaria na companhia dos Seus quando retornasse para buscá-los e levá-los para as moradas celestiais. Se Jesus ensinasse a doutrina errada e pagã da imortalidade da alma diria diferente--“Quando eu for, ficarei esperando que apareçam por lá onde Eu for, para que ao morrerem apareçam de imediato para ocupar os lugares que lhes fui preparar”. Mas não é isso o que Ele diz.

Terceiro, a profecia diz, “corpo Me preparaste” (Heb. 10:5). Não fala nada em “alma”. . . Teria Cristo recebido na Encarnação uma alma imortal humana? Daí, Sua eternidade ficará dependente disso, quando Ele já era o Verbo eterno que tinha vida em Si mesmo?

E por falar em “alma”, temos ainda este ponto seguinte:

Quarto, em Atos 2:27, 28 (cf. Sal. 16:10) é dito que a “alma” de Cristo permaneceu na sepultura nos três dias. . . Ora, então não poderia ter ido para o céu imediatamente após a morte. . .

O fato é que coisas ligadas à Encarnação e Trindade são envoltas em mistério, e não nos cabe querer definir em detalhes a natureza da Divindade, pois se é clara na Bíblia a natureza do homem, havendo clara definição a respeito de sua formação (Gên. 2:7) e seu fim na morte como “não existência” (Sal. 39:13) além de profundo silêncio e 'sono' (Sal. 13:3; 115;17), não temos tanto detalhamento sobre a natureza da Divindade. O que há muito são especulações de todo tipo.


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Re: Unitarismo no início do Adventismo - regressão ou não crendo como Roma?

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