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Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

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Chico Costa
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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Chico Costa em Sex 01 Jun 2012, 12:39

Jesus sempre exemplificou o que vivenciou e nos ensinou. O maior exemplo que ele pôde nos deixar foi perdão aos seus algozes no suplício do Gólgota.


Boa tarde. Então esse é o grande ensinamento de Jesus Cristo para o Espiritismo? Perdoar aqueles que estão nos agredindo? Que pena. Imagino que a maioria prefira tomar com exemplo pessoas que enfrentem uma situação que, segundo os Espiritas, ao que me parece, era injusta.

De acordo com o único documento disponível que trata de Jesus, que é a Bíblia, que supostamente preservou de forma integra os acontecimentos daqueles dias, Jesus teve um julgamento e foi condenado por difamar templos JUdeus e sacerdotes. Nada mais natural que alguém fosse condenado por causa disso naquele tempo.

A morte de Jesus foi meramente política, pois ele ia de encontro ao sistema religioso e político judeu de sua época, combatendo a hipocrisia farisaica e a supervalorização da prática da antiga lei mosaica, já que valorizavam mais aos atos externos do que a prática dos ensinamentos morais.

Ou seja: ofendeu aos religiosos e a maioria dos seus seguidores de suas praticas. Você acha que seria bem recebido lá na igreja do Apostolo Valdemiro Santiago se fosse lá para critica-lo?



Qualquer similaridade com a Doutrina Espírita atualmente, não é mera coincidência.


Sim. Pode ser que ambas preguem coisas impraticaveis e seus fiéis sejam hipócritas. Creio ser pouco provavel que, se eu ficar irritando um espirita no meio da rua, dando ponta-pé no seu traseiro, ele irá ficar dizendo que me perdoa e que eu posso continuar batendo porque eu não sei oq estou fazendo.

Pelo contrário! Ele irá me encher de porrada! Heheh.

Maria Madalena
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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Maria Madalena em Sex 01 Jun 2012, 14:18

Anderson
A paz de Deus

Não é achismo. Eu, de fato, tenho a plena convicção de que o homem, após essa morte, nunca mais poderá morrer, pois, por causa da ressurreição de Cristo, todos os homens ressuscitarão e terão todas as suas partes interligadas, ou seja: será corpo, alma e espirito e nunca mais poderá se desintegrar, uma vez que Cristo desfez a morte, Cristo desfez a separação do corpo/alma/espírito no homem. Assim, o homem morre uma só vez, ressuscita e nunca mais morrer, apenas será estabelecido o seu lugar de habitação (ou num paraíso, com Cristo) ou num outro lugar, longe de Cristo, aos que não amam e não querem viver com Cristo.

Madalena.
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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Anderson Luiz Louzada em Sex 01 Jun 2012, 16:09

Maria Madalena, certo, entendi melhor.
Bom maria mas você sabe que para o espirita a morte não existe, a não ser a do corpo físico e que o corpo é como uma roupa do espirito para ele viver aqui na terra, assim como um mergulhador veste sua roupa para ficar debaixo d´agua. Que nascemos aqui e quando o corpo morre, então nascemos novamente nos planos espirituais ou céu. Mais olha eu aqui na minha doutrina vemos também o homem reintegrado como você acredita: corpo + alma + espirito, só que atingindo este estagio somente quando consegue chegar as suas origens.

Abraços
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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Thiago em Sex 01 Jun 2012, 19:52

Prezado Chico,

Este ensinamento de perdoar os que nos perseguem, orar pelos que nos caluniam e amar os nossos inimigos é o princípio básico do cristianismo e não somente do espiritismo. Através deste comportamento que Jesus identificava os justos, pois amar a quem nos ama não tem proveito, já que até os publicanos o faziam na época de Jesus.

Decerto, o julgamento de Jesus foi injusto sim, não somente pela condenação pelo sinédrio através dos seus sacerdotes que neste caso era representado por Caifás, mas também pela abstinência de Pilatos que levou a Barrabás e a multidão escolheu libertar um criminoso e incriminar um inocente que em sua jornada não experimentou o pecado. Jesus não deixou de enfretar aquela situação, pois quando Pilatos disse a Ele que tinha o poder de absolvê-lo, Jesus o interpelou e disse a Pilatos que não tinha nenhum poder sobre Ele, a menos se lhe fosse dado do alto, ou seja, do Pai. A missão de Jesus encontrou o seu ápice em sua paixão, já que estendido no madeiro, perdoou os seus algozes. Os sacerdotes e fariseus já o perseguiam e encontraram um motivo para crucificá-lo, devido ao fato de Jesus ter dito que poderia destruir o templo de Salomão e reconstruí-lo em 3 dias. Uma linda figura de linguagem que realmente representava a morte e ressurreição dEle, identificando que iria reconstruir no coração não somente dos Judeus, mas também de gentios o seu reino de paz, representado pelo templo sagrado, assim como afirmara alhures por Jeremias quando o templo teve a sua segunda destruição por Nabucodonossor. Ademais, a terceira destruição se deu em 70 d.C. com a famosa revolta judaica e a morte de muitos Judeus pelos romanos, liderados por Tito.

Por que motivo Saladino garantiu a construção do Domo da Rocha em nome de Alá? Isso foi depois de batalhas sangrentas com os cruzados, mas se olharmos o estado de Israel, está em pé de guerra até os dias atuais. Somente a tolerância, a não violência pregada por Jesus que poderá trazer a paz àquele lugar. Não acredito que será algo mágico, de um dia para o outro, mas que dependerá de cada um de nós deixar o reino de Deus nascer em nossos corações, independentemente de sua fé, seja ela cristã, judaica ou islâmica. Jesus já deu o exemplo, cabe a nós seguirmos. É preciso não mais ver para crer, mas crer para ver...



Abraços,

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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Chico Costa em Sab 02 Jun 2012, 21:42

Boa nooite
Decerto, o julgamento de Jesus foi injusto sim, não somente pela condenação pelo sinédrio através dos seus sacerdotes que neste caso era representado por Caifás, mas também pela abstinência de Pilatos que levou a Barrabás e a multidão escolheu libertar um criminoso e incriminar um inocente que em sua jornada não experimentou o pecado

Entao Jesus pode ter sido um juiz corrupto que julgava os reus de forma injusta. Essa eh a logica espirita pois toda a acao tem uma reacao.
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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Maria Madalena em Sab 02 Jun 2012, 22:51

Maria Madalena, certo, entendi melhor.
Bom maria mas você sabe que para o espirita a morte não existe, a não ser a do corpo físico e que o corpo é como uma roupa do espirito para ele viver aqui na terra, assim como um mergulhador veste sua roupa para ficar debaixo d´agua. Que nascemos aqui e quando o corpo morre, então nascemos novamente nos planos espirituais ou céu. Mais olha eu aqui na minha doutrina vemos também o homem reintegrado como você acredita: corpo + alma + espirito, só que atingindo este estagio somente quando consegue chegar as suas origens.

Sim. A morte não existe, mas sim, uma ÚNICA desintegração, onde o corpo perece na terra. E há uma única reintegração, de sorte que, o homem, integro corpo+alma+espirito (por causa da ressurreição de Cristo) NUNCA mais poderá morrer ou nascer. Se Cristo não houvesse ressuscitado, poderia...poderia até considerar a hipótese do homem nascer, morrer, nascer, morrer (reencarnar várias vezes), mas, uma vez que Cristo DESFEZ a desintegração, então a reencarnação é IMPOSSÍVEL. O homem morre, ressuscita e ele estará ou aprovado ou reprovado para entrar na Nova Jerusalém.
Basta entender que Cristo "consertou" o estrago que aconteceu com Adão.
Boa noite a todos
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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Thiago em Dom 03 Jun 2012, 00:03

Predo Chico,

Neste caso de Jesus não se aplicaria essa sua dedução da lei de causa e efeito, pois Jesus já tinha atingido o grau de espírito puro, antes mesmo da formação do nosso planeta. O caráter dessa missão era resgate da humanidade e não resgate de suas faltas pretéritas, pois Ele não as tinha. A missão de Jesus atingiu o ápice em sua paixão, trazendo muitos judeus e gentios para o seu Evangelho, fazendo um paralelo com a serpente de bronze erguida por Moisés, Jesus fôra também erguido no madeiro para a cura da humanidade. Haja visto que Ele até participou da criação de nosso planeta, junto do Pai, ao qual encontramos evidência, inclusive nos primeiros capítulos do Evangelho de João.





Abraços,

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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Chico Costa em Dom 03 Jun 2012, 07:47

Bom dia Thiago.

Consegue debater sem se utilizar de falacias ad hoc?
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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Thiago em Dom 03 Jun 2012, 09:48

Prezado Chico,

A crucificação de Jesus era "para esta finalidade": resgate da humanidade. Caso não concorde com ela, paciência.









Abraços,

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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Chico Costa em Dom 03 Jun 2012, 20:41

Thiago, boa noite.

Como voce precisa se apegar a esse dogma para justificar o uso de um argumento falacioso, vamos mudar de assunto:

Entao, Jesus, para os Espiritas, veio ate nosso miseravel planetinha (sim, pois segundo espiritas esse mundo eh muito menos evoluido do que existe ai nas galaxias), isso ha 2000 anos, para morrer crucificado e assim nos resgatar.

Poxa! Para um evangelico, esta OK. So que eu estou debatendo, creio, com um cara que que acredita que sua religiao tem ar de ciencia!

Entao eu pergunto como alguem que morreu crucificado ha 2000 anos, como centenas de outras pessoas, pode resgatar, por exemplo, um chines que vive muito bem em pequim, por exemplo (um burocrata) e q que nao liga a minima para o cristianismo?
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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Thiago em Dom 03 Jun 2012, 23:03

Entao eu pergunto como alguem que morreu crucificado ha 2000 anos, como centenas de outras pessoas, pode resgatar, por exemplo, um chines que vive muito bem em pequim, por exemplo (um burocrata) e q que nao liga a minima para o cristianismo?

Se olharmos para uma única vida corpórea, este burocrata não terá a oportunidade de conhecer o Evangelho, de pratica-lo e ainda não crer em Jesus, mas se nos propusermos a crer na reencarnação, certamente haverá o despertamento deste mesmo burocrata numa vida futura, em crer no Evangelho e buscar a sua reforma íntima, desapegando-se do materialismo e dando o verdadeiro valor aos bens imperecíveis da alma!








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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Norberto em Seg 04 Jun 2012, 09:47

.
Thiago escreveu:"O caráter dessa missão era resgate da humanidade e não resgate de suas faltas pretéritas, pois Ele não as tinha."
Thiago,

A afirmação de que a "missão de [Jesus] era resgate da humanidade e não resgate de suas faltas pretéritas" tem respaldo na doutrina espírita, revelada por algum espírito?

Ou trata-se de uma opinião particular sua?

Pergunto, pois a doutrina espírita diz que encarnamos para nossa purificação, à vista da imperfeição do espírito.

E mais, que atingido à perfeição, como Jesus era, ele não teria mais que passar por provas ou expiações, veja:


Os “espíritos” disseram a Kardec que “para chegar a essa perfeição devem eles passar por todas as vicissitudes da existência corpórea”; que “todos são criados simples e ignorantes...”;

que “os sofrimentos da vida são, por vezes, conseqüência da imperfeição do Espírito” porque “QUANTO MENOS IMPERFEIÇÕES, TANTO MENOS TORMENTOS” (realce meu – L.E. quesitos 132 e 133).

Disseram também que os Espíritos Puros, da primeira classe, já “percorreram todos os degraus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo atingido a soma de perfeição de que é suscetível a criatura, NÃO TÊM MAIS QUE PASSAR POR PROVAS OU EXPIAÇÕES” (realce é meu – L.E., quesito 113).

Se correta essa tese, Jesus não mais precisaria passar por provas. Aliás, certo “Espírito”, a quem Jesus chamou de Satanás, tentou interromper Seus sofrimentos e até ofereceu-Lhe riquezas (Mateus 4.8-11).

Algumas indagações são necessárias:

(a) O carma de Jesus não estaria completamente limpo, o que exigiu mais sofrimento? Tal hipótese não se harmoniza com a “natureza excepcional de seu Espírito”, nem com a missão divina a Ele confiada (E.S.E., cap. I-4).

(b) Jesus era realmente um “Espírito Puro”, mas por sua livre vontade aceitou e buscou o sofrimento para purificar-se mais ainda? Tal hipótese colide com a declaração kardecista de que os puros estão no último degrau da escala e não mais necessitam de provas.


Fonte: O Espiritismo e o Sofrimento de Jesus


.

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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Chico Costa em Seg 04 Jun 2012, 11:35

Bom dia Thiago

Se olharmos para uma única vida corpórea, este burocrata não terá a oportunidade de conhecer o Evangelho, de pratica-lo e ainda não crer em Jesus, mas se nos propusermos a crer na reencarnação, certamente haverá o despertamento deste mesmo burocrata numa vida futura, em crer no Evangelho e buscar a sua reforma íntima, desapegando-se do materialismo e dando o verdadeiro valor aos bens imperecíveis da alma!


Curioso. Não é preciso acreditar no Evangelho e ser CRistão para se deixar de ser materialista. As outras grandes religiões pregam a mesma coisa, incluindo Budismo e Hiduismo. Ou seja: O sacrificio de Jesus não é fundamental para essas pessoas.

Francamente, espero que suas respostas sejam apenas a sua opinião. Do contrário, se eu achar respaldo em algum texto espirita, ficarei mais desapontado ainda com o Espiritismo que, até pouco tempo, eu imaginava ser uma Ciência.
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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Thiago em Seg 04 Jun 2012, 20:28

Prezado Norberto,

Sobre a sua primeira pergunta, sugiro que acompanhe o tópico: "Quem é Jesus para os espíritas?", pois lá eu trato de toda a essência de como a Doutrina Espírita identifica a realeza de Jesus.

Outrossim, o que expus até o presente momemento é minha posição diante do assunto e busco colocá-la abalizada pela Codificação. Diante de seu questionamento de que a "doutrina espírita diz que encarnamos para nossa purificação, à vista da imperfeição do espírito". Informo que não somente para este fim e no caso em reflexão, Jesus por puro espírito que era, veio em missão, sem a necessidade de atravessar os degraus das provas e expiações ao qual o nosso planeta nos reserva. Espíritos puros e superiores se dirigem ao nosso orbe em missão, atendendo assim a sua afirmação de que Jesus "atingido à perfeição, como Jesus era, ele não teria mais que passar por provas ou expiações"!

O texto do Pr Airton Evangelista da Costa que se entitula de "O ESPIRITISMO E O SOFRIMENTO DE JESUS" ainda não tem uma resposta em nosso "Grupo de Apologética Espírita", mas já está sendo providenciada a contra-argumentação, ao qual agradeço o envio.

Em suma, podemos verificar as citações e apresentar o que foi omitido e chegar a um consenso. Vejamos:

Os “espíritos” disseram a Kardec que “para chegar a essa perfeição devem eles passar por todas as vicissitudes da existência corpórea”; que “todos são criados simples e ignorantes...”;

que “os sofrimentos da vida são, por vezes, conseqüência da imperfeição do Espírito” porque “QUANTO MENOS IMPERFEIÇÕES, TANTO MENOS TORMENTOS” (realce meu – L.E. quesitos 132 e 133).

Disseram também que os Espíritos Puros, da primeira classe, já “percorreram todos os degraus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo atingido a soma de perfeição de que é suscetível a criatura, NÃO TÊM MAIS QUE PASSAR POR PROVAS OU EXPIAÇÕES” (realce é meu – L.E., quesito 113).

Se correta essa tese, Jesus não mais precisaria passar por provas. Aliás, certo “Espírito”, a quem Jesus chamou de Satanás, tentou interromper Seus sofrimentos e até ofereceu-Lhe riquezas (Mateus 4.8-11).

Algumas indagações são necessárias:

(a) O carma de Jesus não estaria completamente limpo, o que exigiu mais sofrimento? Tal hipótese não se harmoniza com a “natureza excepcional de seu Espírito”, nem com a missão divina a Ele confiada (E.S.E., cap. I-4).

(b) Jesus era realmente um “Espírito Puro”, mas por sua livre vontade aceitou e buscou o sofrimento para purificar-se mais ainda? Tal hipótese colide com a declaração kardecista de que os puros estão no último degrau da escala e não mais necessitam de provas.

Vamos à fonte da obra "O Livro dos Espíritos" para abalisarmos o diálogo, sem intermediários tendenciosos:


Objetivo da encarnação

132 Qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos?
– A Lei de Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição. Para uns é uma expiação; para outros é uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, devem sofrer todas as tribulações da existência corporal: é a expiação. A encarnação tem também um outro objetivo: dar ao Espírito condições de cumprir sua parte na obra da criação. Para realizá-la é que, em cada mundo, toma um corpo em harmonia com a matéria essencial desse mundo para executar aí, sob esse ponto de vista, as determinações de Deus, de modo que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.

☼ A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do universo. Deus, em sua sabedoria, quis que, numa mesma ação, encontrassem um meio de progredir e de se aproximar Dele. É assim que, por uma lei admirável da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na natureza.

133 Os Espíritos que, desde o princípio, seguiram o caminho do bem, têm necessidade da encarnação?
– Todos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não podia fazer só alguns felizes, sem dificuldades e sem trabalho e, por conseguinte, sem mérito.

133 a Mas, então, de que serve aos Espíritos seguirem o caminho do bem, se isso não os livra das dificuldades da vida corporal?
– Eles chegam mais rápido à finalidade a que se destinam; e, depois, as dificuldades da vida são muitas vezes a conseqüência da imperfeição do Espírito. Quanto menos imperfeições, menos tormentos. Aquele que não é invejoso, ciumento, avarento ou ambicioso não sofrerá com os tormentos que procedem desses defeitos.

A alma

134 O que é a alma?
– Um Espírito encarnado.

134 a O que era a alma antes de se unir ao corpo?
– Um Espírito.

134 b As almas e os Espíritos são, portanto, uma e a mesma coisa?
– Sim, as almas são os Espíritos. Antes de se unir ao corpo, a alma é um dos seres inteligentes que povoam o mundo invisível e se revestem temporariamente de um corpo carnal para se purificar e se esclarecer.

135 Há no homem outra coisa mais que a alma e o corpo?
– Há o laço que une a alma ao corpo.

135 a Qual é a natureza desse laço?
– Semimaterial, ou seja, de natureza intermediária entre o Espírito e o corpo. É preciso que assim seja para que possam se comunicar um com o outro. É por esse princípio que o Espírito age sobre a matéria e vice-versa.

☼ Desse modo, o homem é formado de três partes essenciais: 1ª) O corpo ou ser material, semelhante ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital;

2ª) A alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação;

3ª) O princípio intermediário ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e une a alma ao corpo físico. São como num fruto: a semente, o perisperma e a casca.

136 A alma é independente do princípio vital?
– O corpo é apenas o envoltório, repetimos isso constantemente.

136 a O corpo pode existir sem a alma?
– Sim, pode; porém, desde que cesse a vida no corpo, a alma o abandona. Antes do nascimento, não há união definitiva entre a alma e o corpo; ao passo que, depois que essa união está estabelecida, só a morte do corpo rompe os laços que o unem à alma, que o deixa. A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo em que não há vida orgânica.

136 b O que seria nosso corpo se não houvesse alma?
– Uma massa de carne sem inteligência, tudo o que quiserdes, exceto um ser humano.

137 Um mesmo Espírito pode encarnar em dois corpos diferentes ao mesmo tempo?
– Não; o Espírito é indivisível e não pode animar simultaneamente dois seres diferentes. (Veja O Livro dos Médiuns, Segunda Parte, cap. 7 – Da Bicorporeidade e da Transfiguração.)

138 Que pensar daqueles que consideram a alma como o princípio da vida material?
– É uma questão de palavras que não nos diz respeito. Começai por vos entenderdes a vós mesmos.

139 Alguns Espíritos e, antes deles, alguns filósofos definiram assim a alma: “Uma centelha anímica emanada do grande Todo”. Por que essa contradição?
– Não há contradição; depende da significação das palavras. Por que não tendes uma palavra para cada coisa?

☼ A palavra alma é empregada para exprimir coisas muito diferentes. Uns chamam alma o princípio da vida, e com esse entendimento é exato dizer, em sentido figurado, que a alma é “uma centelha anímica emanada do grande Todo”. Essas últimas palavras indicam a fonte universal do princípio vital do qual cada ser absorve uma porção que, depois da morte, retorna à massa. Essa idéia não exclui a de um ser moral distinto, independente da matéria e que conserva sua individualidade. É esse ser que se chama, igualmente, alma, e é nesse sentido que se pode dizer que a alma é um Espírito encarnado. Ao dar à alma definições diferentes, os Espíritos falaram conforme a idéia que faziam da palavra e de acordo com as idéias terrestres de que ainda estavam mais ou menos imbuídos. Isso decorre da insuficiência da linguagem humana, que não tem uma palavra para cada idéia, gerando uma infinidade de enganos e discussões. Eis por que os Espíritos superiores nos dizem que nos entendamos primeiro acerca das palavras (Ver na Introdução explicação mais detalhada de alma).

140 O que pensar da teoria da alma subdividida em tantas partes quanto os músculos e sendo responsável, assim, por cada uma das funções do corpo?
– Isso depende ainda do sentido que se dá à palavra alma. Se a entendermos como o fluido vital, tem razão; mas se queremos entendê-la como Espírito encarnado, é errada. Como já dissemos, o Espírito é indivisível. Ele transmite o movimento aos órgãos pelo fluido intermediário, sem se dividir.

140 a Entretanto, há Espíritos que deram essa definição.
– Espíritos ignorantes podem tomar o efeito pela causa.

☼ A alma atua por intermédio dos órgãos e os órgãos são animados pelo fluido vital, que se reparte entre eles e se concentra mais fortemente nos órgãos que são os centros ou focos do movimento. Conseqüentemente, não procede a idéia de igualar a alma ao fluido vital, se por alma queremos dizer o Espírito que habita o corpo durante a vida e o abandona na morte.

141 Há alguma verdade na opinião dos que pensam que a alma é exterior e envolve o corpo?
– A alma não está aprisionada no corpo como um pássaro numa gaiola. Irradiante, ela brilha e se manifesta ao redor dele como a luz através de um globo de vidro ou como o som ao redor de um centro sonoro. É desse modo que se pode dizer que é exterior, mas não é o envoltório do corpo. A alma tem dois envoltórios ou corpos: um sutil e leve, que é o primeiro, chamado perispírito; o outro, grosseiro, material e pesado, que é o corpo carnal. A alma é o centro de todos esses envoltórios, como o germe o é numa semente, como já dissemos.

142 O que dizer desta outra teoria segundo a qual a alma, numa criança, se completa a cada período de vida?
– O Espírito é um só, está completo na criança como no adulto. Os órgãos ou instrumentos das manifestações da alma é que se desenvolvem e se completam. Nesse caso é ainda tomar o efeito pela causa.

143 Por que todos os Espíritos não definem a alma da mesma maneira?
– Os Espíritos não são todos igualmente esclarecidos sobre estas questões. Há Espíritos cujos conhecimentos são ainda limitados e não compreendem as coisas abstratas, como ocorre entre vós com as crianças. Há também Espíritos pseudo-sábios, que fazem rodeio de palavras para se impor; aliás, como acontece entre vós. Mas, além disso, os próprios Espíritos esclarecidos podem se exprimir em termos diferentes que, no fundo, têm o mesmo significado, especialmente quando se trata de coisas para as quais a vossa linguagem é inadequada para exprimir claramente, precisando de figuras e comparações que tomais como realidade.

144 O que se deve entender por alma do mundo?
– O princípio universal da vida e da inteligência de onde nascem as individualidades. Mas aqueles que se servem dessas palavras freqüentemente não se compreendem uns aos outros. A palavra alma tem uma aplicação tão elástica que cada um a interpreta de acordo com a sua imaginação. Já se atribuiu, também, uma alma à Terra, o que é preciso entender como sendo o conjunto de Espíritos devotados que dirigem as vossas ações no bom caminho quando os escutais, e que são, de algum modo, os representantes de Deus em relação ao vosso globo.

145 Como tantos filósofos antigos e modernos têm discutido por tanto tempo sobre a ciência psicológica sem ter chegado à verdade?
– Esses homens eram os precursores da Doutrina Espírita eterna. Eles prepararam os caminhos. Eram homens e se enganaram, tomaram suas próprias idéias pela luz. Mas os próprios erros servem para deduzir a verdade ao mostrar os prós e os contras. Aliás, entre esses erros se encontram grandes verdades, que um estudo comparativo tornará compreensíveis1.

146 A alma tem uma sede determinada e circunscrita no corpo?
– Não, mas está mais particularmente na cabeça entre os grandes gênios, os que pensam muito, e no coração nos que têm sentimentos elevados e cujas ações beneficiam toda a humanidade.

146 a Que pensar da opinião daqueles que colocam a alma num centro vital?
– Isso quer dizer que o Espírito se localiza, de preferência, nessa parte do vosso organismo, uma vez que é para aí que convergem todas as sensações. Aqueles que a colocam no que consideram como centro da vitalidade a confundem com o fluido ou princípio vital. Contudo, pode-se dizer que a sede da alma está mais particularmente nos órgãos que servem às manifestações intelectuais e morais.

Materialismo

147 Por que os anatomistas2, os fisiologistas3 e em geral os que se aprofundam nas ciências naturais são, muitas vezes, levados ao materialismo?
– O fisiologista vê tudo à sua maneira. Orgulho dos homens,que acreditam saber tudo e não admitem que alguma coisa possa ultrapassar seu conhecimento. Sua própria ciência lhes dá presunção. Pensam que a natureza não pode lhes ocultar nada.

148 Não é de lamentar que o materialismo seja uma conseqüência de estudos que deveriam, ao contrário, mostrar ao homem a superioridade da inteligência que governa o mundo? Por isso, pode-se concluir que são perigosos?
– Não é exato dizer que o materialismo seja uma conseqüência desses estudos. É o homem que tira deles uma falsa conseqüência, porque tem a liberdade de abusar de tudo, mesmo das melhores coisas. O nada, aliás, os amedronta mais do que eles demonstram, e os Espíritos fortes são, muitas vezes, mais fanfarrões do que bravos. A maioria dos materialistas só o são porque não têm nada para encher o vazio do abismo que se abre diante deles. Mostre-lhes uma âncora de salvação e se agarrarão a ela apressadamente.

☼ Por uma aberração4 da inteligência, há pessoas que vêem nos seres orgânicos apenas a ação da matéria e a esta atribuem todos os nossos atos. Vêem no corpo humano apenas a máquina elétrica; estudaram o mecanismo da vida apenas pelo funcionamento dos órgãos que muitas vezes viram se extinguir pela ruptura de um fio, e não viram nada mais que esse fio.

Procuraram ver se restava alguma coisa e, como encontraram apenas a matéria, que se tornara inerte, e não viram a alma escapar nem a puderam apanhar, concluíram que tudo estava nas propriedades da matéria e que, depois da morte, o pensamento se aniquilava. Triste conseqüência se fosse assim, porque então o bem e o mal não teriam significação alguma; o homem seria levado apenas a pensar em si mesmo e a colocar acima de tudo a satisfação de seus prazeres materiais, os laços sociais seriam rompidos e as afeições mais santas destruídas para todo o sempre. Felizmente, essas idéias estão longe de ser gerais, pode se até mesmo dizer que são muito limitadas e constituíram apenas opiniões individuais, porque em nenhuma parte constituíram doutrina. Uma sociedade fundada sobre essas bases teria em si o germe de sua dissolução, e seus membros se entredevorariam como animais ferozes5 .

O homem tem o pensamento instintivo de que nem tudo se acaba quando cessa a vida. Tem horror ao nada. Ainda que teime e resista inutilmente contra a idéia da vida futura, quando chega o momento supremo são poucos os que não se perguntam o que vai ser deles; a idéia de deixar a vida e não mais retornar é dolorosa. Quem poderia, de fato, encarar com indiferença uma separação absoluta, eterna, de tudo o que amou? Quem poderia, sem medo, ver abrir-se diante de si o imenso abismo do nada onde se dissiparão para sempre todas as nossas capacidades, todas as nossas esperanças, e dizer a si mesmo: “Qual o quê! Depois de mim, nada, nada mais além do vazio; tudo acabou; daqui a alguns dias minhas lembranças serão apagadas da memória dos que me sobreviverem; daqui a pouco não restará nenhum traço de minha passagem pela Terra; o próprio bem que fiz será esquecido pelos ingratos a quem servi; e nada pode compensar tudo isso, nenhuma outra perspectiva além do meu corpo roído pelos vermes!”

Esse quadro não tem alguma coisa de apavorante, glacial? A religião nos ensina que não pode ser assim, e a razão o confirma. Mas essa existência futura, vaga e indefinida não nos dá nenhuma esperança, sendo para muitos a origem da dúvida. Temos uma alma, sim, mas o que é nossa alma? Ela tem uma forma, uma aparência qualquer? É um ser limitado ou indefinido? Uns dizem que é um sopro de Deus; outros, uma centelha; outros, uma parte do grande Todo, o princípio da vida e da inteligência, mas o que tudo isso nos oferece? O que nos importa ter uma alma se depois da morte ela se confunde na imensidade como as gotas d’água no oceano? A perda de nossa individualidade não é para nós o mesmo que o nada? Diz-se, ainda, que é imaterial; mas uma coisa imaterial não poderá ter proporções definidas e para nós equivale ao nada. A religião ainda nos ensina que seremos felizes ou infelizes, conforme o bem ou o mal que tivermos feito. Mas em que consiste essa felicidade que nos espera no seio de Deus? É uma beatitude, uma contemplação eterna, sem outra ocupação a não ser a de cantar louvores ao Criador? As chamas do inferno são uma realidade ou um símbolo? A própria Igreja as entende nesta última significação, mas quais são aqueles sofrimentos? Onde está esse lugar de suplício? Numa palavra, o que se faz, o que se vê, nesse mundo que nos espera a todos? Diz-se que ninguém voltou de lá para nos prestar contas.

É um erro dizer isso. A missão do Espiritismo é precisamente a de nos esclarecer sobre esse futuro, de nos fazer, até certo ponto, tocá-lo e vê-lo, não mais só pelo raciocínio, mas apresentando fatos. Graças às comunicações espíritas, isso não é uma presunção, uma probabilidade que cada um entende à sua maneira, que os poetas embelezam com suas ficções ou pintam de imagens alegóricas que nos enganam. É a realidade que nos aparece, pois são os próprios Espíritos que vêm nos descrever sua situação, nos dizer o que foram, o que nos permite assistir, por assim dizer, a todas as peripécias de sua nova vida e, por esse meio, nos mostram a sorte inevitável que nos está reservada, de acordo com nossos méritos e deméritos. Há nisso algo de anti-religioso? Bem ao contrário, uma vez que os incrédulos aí encontram a fé e os indecisos a renovação de fervor e de confiança. O Espiritismo é o mais poderoso auxiliar da religião. E se é assim, é porque Deus o permite e o permite para reanimar nossas esperanças vacilantes e nos reconduzir ao caminho do bem mediante a perspectiva do futuro.

------------------------------------------------------------------------------
Compare essa resposta com a da questão 628 (N. E.).
Anatomista: profissional que estuda a forma e a estrutura dos órgãos do corpo humano (N. E.).
Fisiologista: profissional que estuda o funcionamento das atividades vitais do corpo humano: crescimento, respiração, pensamento, etc. (N. E.).
Aberração: desvio, distorção, desatino (N. E.).
Como animais ferozes: embora Kardec tenha escrito isso há quase 150 anos, os sistemas políticos que se basearam na doutrina materialista se auto dissolveram por si, não tiveram continuidade (N. E.).

Como podemos ver na ocasião que o Pr. Airton cita os itens 132 e 133, deixa de comentar que há espíritos que renascem em missão e estes não necessitam de atravessar pelas provas e expiações a que sugerem a Jesus. Partiremos assim, para o segundo ponto:

Primeira ordem – Espíritos puros

112 Características gerais – Não sofrem nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta em relação aos Espíritos das outras ordens.

113 Primeira classe. Classe Única – Passaram por todos os graus da escala e se libertaram de todas as impurezas da matéria. Tendo atingido o mais elevado grau de perfeição de que é capaz a criatura, não têm mais que sofrer provas nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, a vida é para eles eterna e a desfrutam no seio de Deus.

Gozam de uma felicidade inalterável por não estarem sujeitos nem às necessidades, nem às variações e transformações da vida material. Mas essa felicidade não é de uma ociosidade monótona passada numa contemplação perpétua. São os mensageiros e ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Comandam todos os Espíritos que lhes são inferiores, ajudando-os a se aperfeiçoarem e lhes designam missões. Assistir os homens em suas aflições, incitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os afastam da felicidade suprema é para eles uma agradabilíssima ocupação. São chamados, às vezes, de anjos, arcanjos ou serafins.

Os homens podem entrar em comunicação com eles, mas presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.

Os espíritos puros são mensageiros de Deus e neste caso, Jesus se enquadra neste quesito. Passemos assim, para o terceiro ponto que, como disse, encontra-se no referido tópico: "Quem é Jesus para os espíritas?" as respostas aos itens A e B. Contudo, recomendo a leitura do texto "A morte de Jesus foi para remissão dos pecados?", também disponível em nosso site.




Abraços,

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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Thiago em Seg 04 Jun 2012, 20:37

Prezado Chico,

Que fique claro de que o que importa aos Espíritas é o Evangelho e a reforma íntima amplamente propagada pela doutrina espírita. Sou um apreciador das religiões orientais.





Abraços,

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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Norberto em Sex 08 Jun 2012, 13:53

.
Thiago, posso estar enganado mas agora estou entendendo (sofrendo na pele Wink ) o que o Marcelo Almoedo passou em alguns tópicos contigo.

Vou explicar: em resposta a alguns questionamentos você indica um texto e, praticamente, nos obriga a lê-lo para buscar a resposta quando, o melhor seria você mesmo trazê-la para nós.

Recapitulando então, refarei as pertuntas A e B e você, por favor, traga a resposta, copiando-a do texto que você mesmo indica por link.

Primeiramente, justifico a insistência, pois queremos entender porque Jesus, como Espírito de Luz, segundo o espiritismo, reencarnou e sofreu o que sofreu sem merecer.

Já temos resposta do espiritismo que ele não precisava reencarnar, mas veio novamente como homem por uma missão. Mas porque precisou sofrer?

Eis as perguntas novamente:

(a) O carma de Jesus não estaria completamente limpo, o que exigiu mais sofrimento? Tal hipótese não se harmoniza com a “natureza excepcional de seu Espírito”, nem com a missão divina a Ele confiada (E.S.E., cap. I-4).

(b) Jesus era realmente um “Espírito Puro”, mas por sua livre vontade aceitou e buscou o sofrimento para purificar-se mais ainda? Tal hipótese colide com a declaração kardecista de que os puros estão no último degrau da escala e não mais necessitam de provas.
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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

Mensagem por Thiago em Sex 08 Jun 2012, 15:26

Prezado Norberto,

Da mesma forma que você se utiliza de textos para responder, ou colocar o seu ponto de vista, eu, no mesmo direito, me coloco na mesma ocasião em me utilizar de textos em resposta, na maioria das vezes, aos argumentos que muitos se utilizam em detrimento da DE. Eu não gosto de ficar repetindo e por isso indico argumentos já expostos.

O Pr. Airton diz que "O carma de Jesus não estaria completamente limpo, o que exigiu mais sofrimento? Tal hipótese não se harmoniza com a “natureza excepcional de seu Espírito”, nem com a missão divina a Ele confiada (E.S.E., cap. I-4)". Como ele mesmo disse, esta hipótese não se passa de uma sugestão do Pr. Airton, pois como já disse, Jesus não tinha débitos a resgatar e sua morte foi uma causa política. Vejamos a fonte por ele cidata:

CAPÍTULO I
Não vim destruir a lei
O Cristo

3. Jesus não veio destruir a lei, isto é, a lei de Deus; veio cumpri-la, isto é, desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. Por isso é que se nos depara, nessa lei, o principio dos deveres para com Deus e para com o próximo, base da sua doutrina. Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas, ele, ao contrário, as modificou profundamente, quer na substancia, quer na forma. Combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, por mais radical reforma não podia fazê-las passar, do que as reduzindo a esta única prescrição: "Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo", e acrescentando: aí estão a lei toda e os profetas.

Por estas palavras: "O céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido até o último iota", quis dizer Jesus ser necessário que a lei de Deus tivesse cumprimento integral, isto é, fosse praticada na Terra inteira, em toda a sua pureza, com todas as suas ampliações e conseqüências. Efetivamente, de que serviria haver sido promulgada aquela lei, se ela devesse constituir privilégio de alguns homens, ou, sequer, de um único povo? Sendo filhos de Deus todos os homens, todos, sem distinção nenhuma, são objeto da mesma solicitude.

4. Mas, o papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento às profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina. Ele viera ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transcorre na Terra e sim a que é vivida no reino dos céus; viera ensinar-lhes o caminho que a esse reino conduz, os meios de eles se reconciliarem com Deus e de pressentirem esses meios na marcha das coisas por vir, para a realização dos destinos humanos. Entretanto, não disse tudo, limitando-se, respeito a muitos pontos, a lançar o gérmen de verdades que, segundo ele próprio o declarou, ainda não podiam ser compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos implícitos. Para ser apreendido o sentido oculto de algumas palavras suas, mister se fazia que novas idéias e novos conhecimentos lhes trouxessem a chave indispensável, idéias que, porém, não podiam surgir antes que o espírito humano houvesse alcançado um certo grau de madureza. A Ciência tinha de contribuir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento de tais idéias. Importava, pois, dar à Ciência tempo para progredir.

Após a citação da fonte por ele citada, não está afirmado a hipótese que Jesus necessitaria de resgatar seus débitos, uma vez que não os tinha.

No segundo ponto por ele levantado: "Jesus era realmente um “Espírito Puro”, mas por sua livre vontade aceitou e buscou o sofrimento para purificar-se mais ainda? Tal hipótese colide com a declaração kardecista de que os puros estão no último degrau da escala e não mais necessitam de provas". Não passa de uma hipótese sem fundamento, já que Jesus não necessitava passar mais por provas e nem expiação, tendo a sua vinda em caráter de missão! O sofrimento de Jesus se deu por razões políticas e o exemplo por ele deixado foi o do perdão.


Thiago
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Re: Para os Espiritas: Por que Jesus foi crucificado?

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