Olá foristas! Muita Paz!...
Recentemente li numa pesquisa onde dizia que um cidadão empreendedor poderia economizar algo em torno de R$ 20.000,00 deixando de tomar cafezinhos no bar entre os expedientes de trabalho durante 30 anos. Eu presumo que essa matemática deve ser juros sobre juros em uma aplicação em poupança, porque os números não batem. Por outro lado acho muito deprimente ficar economizando reles cafezinhos para dali a 30 anos ter seus R$ 20.000,00 em conta, numa sociedade onde não sabemos se estaremos vivo no dia seguinte.
Outra pesquisa séria, essa contra os fumantes, dizia que um fumante que fuma dois maços de cigarro por dia no final de 20 anos teria fumado o equivalente ao preço de um carro zero quilômetros, popular. Um maço de cigarro está em torno de R$ 4,00 e multiplicando isso por dois vezes 20 anos mais os juros acho que faz sentido.
Mas porque estou escrevendo isso?
Muito simples: Dediquei 7 anos do meu tempo e dinheiro numa seita evangélica. Era um contribuinte assíduo e não poupava empenho para satisfazer o ilustríssimo Espírito Santo. Doava religiosamente 20% da minha renda para a seitinha do coração que dizia estar fazendo a obra de Deus. Pois bem, esse “investimento” não vou recuperar jamais, assumo a besteira que me serviu como lição de vida.
Hoje, sigo livre, leve e solto, desligado de tudo que envolve fé e estou me saindo maravilhosamente bem, obrigado! Porém tenho reparado num fenômeno peculiar e deverasmente interessante: Quase todos os crentes velhos de igreja que conheço são pessoas azedas, amarguradas e problemáticas. Vou repetir: Quase todos! Existem raras exceções como tudo na vida há exceções. Mas pode ser também que eu seja um cara azarado em viver cruzando com gente assim, coisas do destino, vai saber!...
Então fico meditando com meus botões: Estes crentes são pessoas que viveram contribuindo com seus minguados salários por décadas a fio a base de maravilhosas bênçãos, promessas mirabolantes e lindos palacetes na Nova Jerusalém celestial (que flutua num outro universo paralelo). Não é a toa que chegando no final da vida estes “eleitos” descarregam seus dissabores em quem encontram pela frente!... O investimento espiritual foi muito alto!... Para essas pessoas a religião tem se tornado um fardo financeiro incalculável. Imaginem só aplicar esses dízimos + ofertas + doações + contribuições na poupança por 20 ou 30 anos! Que valor seria? Um bom apartamento da classe média?...
Quando encontro esses macambúzios da fé descarregando seus dissabores em quem não tem nada a ver, eu respeito profundamente seus sofrimentos.
Afinal, a vida tem sido difícil até pro mosquito da dengue!...



