Estourou nesta terça-feira, 09/08/2011, a bomba do ano no mundo gospel. O “apóstolo” Valdemiro Santiago, fundador e líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, passou a perna no pr. Silas Malafaia e o tirou do ar das madrugadas da Band, oferecendo à emissora o equivalente a mais do que o dobro do que pagava o pr. Silas para tomar-lhe o lugar, ou seja, uma verdadeira fortuna (para ele, nada, já que é com o dinheiro alheio...). Para conferir a notícia, basta acessar o Google e digitar "Valdemiro Santiago passa perna em Silas Malafaia".
A partir de agora, o Valdemiro domina as madrugadas da tevê aberta brasileira. A Band agiu comercialmente, e aceitou a oferta. Tirando o fato de ser mais um escândalo para a igreja brasileira, o que aconteceu não se constitui absolutamente em grande novidade, O autodenominado “apóstolo” já havia feito isto com o missionário R. R. Soares, em outra emissora, tomando-lhe o lugar.
Repetida a manobra, a "puxada de tapete" virou prática comum. Demais televangelistas tupiniquins, tremei! Só que o pr. Silas jamais imaginaria que ele repetiria a façanha justamente contra ele, que o defendeu dos ataques da sua antiga Igreja (a IURD), das "perseguições" promovidas pela prefeitura de São Paulo, cedeu-lhe espaço na sua grade de programação (na mesma madrugada usurpada), usou sua influência no meio cristão para promovê-lo etc. Tudo em vão! O aliado tornou-se vítima, numa legítima "crônica da morte anunciada". Pagou pela ingenuidade, o experiente pr. Silas Malafaia... Há alguns dias ele chegou a denunciar a manobra no seu programa, mas teve a hombridade e a ética de não citar o nome do usurpador, e ainda pediu aos telespectadores que não se dessem ao trabalho de tentar descobrir quem era... Nem precisou! O próprio usurpador se revelou.
A atitude do "apóstolo", vista pela óptica humana, foi no mínimo falta de respeito e de coleguismo, mas se analisada pela óptica religiosa foi muio mais que isso: foi falta de ética, de princípios e de postura cristãs. O episódio demonstra claramente o seu caráter e os seus escrúpulos. Este tipo de atitude, que seria criticada e condenada até mesmo entre os mais pérfidos incrédulos, não me recordo ter visto entre evangélicos. Na verdade, nunca vi este tipo de atitude no âmbito das demais religiões ditas cristãs, como a católica, a espírita etc. Aqui onde moro existe um programa católico na grade de programação de uma das grandes tevês abertas locais, e pelo menos mais três grupos católicos que anseiam um espaço televisivo, mas que não se atrevem a “passar a perna” nos irmãos. Isto se chama "ética", isto significa andar de conformidade com princípios de conduta básicos, e é o MÍNIMO que se espera de grupos religiosos que se dizem irmãos. Lamentavelmente, tínhamos que ser os pioneiros neste tipo de coisa...
Na verdade, tentando eu amenizar as coisas, percebe-se no âmago da questão que a atitude do "apóstolo" não foi totalmente ruim. Ela traz uma bondade intrínseca, um alerta solene para a comunidade evangélica brasileira. No mínimo, para os olhos que conseguem enxergar além do véu da "impunidade religiosa", cai a máscara de cristão deste senhor. Não tenho medo de "tocar no ungido", pelo menos por quatro motivos: [1] não reconheço o cargo apostólico dos "apóstolos" modernos, [2] não creio na Teologia da Intocabilidade, [3] se o toco é no campo das ideias e não na forma física, e [4] a atitude deste cidadão demonstra o nível de seriedade com que ele encara a suposta unção que possui. E se me atrevo a afirmar isto, é embasado na Escritura, nas próprias palavras do Cristo: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi, abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mt 7:15-23). Basta ler calmamente e sem paixões ufanas o texto, e se consegue enxergar o "apóstolo" nas entrelinhas, de chapéu na cabeça e garrafão de água nos ombros.
Se os fieis da Igreja Mundial do Poder de Deus acreditam que os frutos do "apóstolo" são os milagres, curas e maravilhas por ele realizados, ou mesmo o crescimento de sua denominação, saibam que, baseados no texto acima, maravilhas não é sinal de bênção de Deus. Os frutos não se revelam meramente nas ações ministeriais ou nos resultados destas ações, e sim na conduta do homem, no seu caráter, nos seus padrões de ética.
Não sou advogado do pr. Silas Malafaia. Embora eu o admire, não estou defendendo sua causa, pois há algum tempo a sua linha doutrinária tem se afastado daquilo que creio, em relação ao uso de “pregadores estrangeiros” no único intuito de angariar mais dinheiro. Nada tenho contra o ato de se pedir ofertas, e sim de como estas ofertas são pedidas e do que se promete em troca das mesmas. Mas este não é o assunto em questão, e nem vem ao caso neste momento. O assunto é ética cristã, é caráter, e neste aspecto o "apóstolo", que tanta ênfase dá às curas e aos milagres em seus cultos, está precisando de cura e de milagre em sua própria vida! Cuidado, "apóstolo"! O texto acima deixa muito claro que muitos serão rejeitados pelo Cristo naquele dia, embora tenham feito as mesmas curas que o senhor alardeia fazer! O que valerá naquele dia não serão as curas, mas o caráter!! E isto, sua recente atitude deixou claro que lhe falta... A frase final do Mestre ecoa nos nossos ouvidos... "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. Traição, falta de caráter e de ética não se constituem em iniquidade??
Minha lamentação vai para a tão abalada, dividida e rachada igreja evangélica brasileira, que recebeu mais um duro golpe que servirá mais uma vez de chacota para os infiéis (Rm 2:24). Estes abalos, divisões e rachaduras sempre foram difíceis de engolir, mas esta última atitude valdemiriana é o fim da picada! O senhor, seu Valdemiro, está se tornando um pioneiro na comunidade protestante brasileira: o pioneiro da traição e da falta de ética, já que eu não me lembro de nenhum outro pastor ou "apóstolo" que tenha traído seus aliados, apunhalado pelas costas aqueles que lhe ampararam nos momentos difíceis, cederam-lhe espaço e emprestaram-lhe a credibilidade. Vislumbrar tais atitudes de falta de ética e princípios torna difícil reconhecer tal pessoa como cristã, pois aprendi que "cristão" significa "pequenos cristos", "imitadores de Cristo", e jamais posso imaginar Cristo agindo com tamanha falta de ética, caráter e princípios. E neste aspecto, nem mesmo os seus maiores milagres conseguem limpar a mancha provocada pelo escândalo. O mesmo Jesus que nos alertou que seus milagres não são a prova da anuência divina também afirma que "... é necessário que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e fosse lançado ao mar..." (Lc 17:1-2).
Todos os que me conhecem sabem que eu não reconheço o cargo apostólico para os dias de hoje. Para mim, o nome de "Apóstolo" só se aplica aos Doze e a Paulo, apóstolo aos gentios. Aqueles que tentam ser chamados por este nome, eu só os reconheço como pastores, o que de fato são. Entretanto, ao ver tais atitudes no "apóstolo" em questão, estou inclinado a reconhecê-lo como tal... Analisando-lhe a conduta, fica fácil reconhecê-lo como apóstolo, meu caro Judas Iscariotes! Tuas trinta moedas servirão não só para comprar as madrugadas da Band, mas também o Acéldama!
Não percam! Neste sábado, na Band, após o Cine Privé...
“Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz... o fim deles será conforme as suas obras” (2 Co 11:13-15).
"Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos" (Ap 2:2).
A partir de agora, o Valdemiro domina as madrugadas da tevê aberta brasileira. A Band agiu comercialmente, e aceitou a oferta. Tirando o fato de ser mais um escândalo para a igreja brasileira, o que aconteceu não se constitui absolutamente em grande novidade, O autodenominado “apóstolo” já havia feito isto com o missionário R. R. Soares, em outra emissora, tomando-lhe o lugar.
Repetida a manobra, a "puxada de tapete" virou prática comum. Demais televangelistas tupiniquins, tremei! Só que o pr. Silas jamais imaginaria que ele repetiria a façanha justamente contra ele, que o defendeu dos ataques da sua antiga Igreja (a IURD), das "perseguições" promovidas pela prefeitura de São Paulo, cedeu-lhe espaço na sua grade de programação (na mesma madrugada usurpada), usou sua influência no meio cristão para promovê-lo etc. Tudo em vão! O aliado tornou-se vítima, numa legítima "crônica da morte anunciada". Pagou pela ingenuidade, o experiente pr. Silas Malafaia... Há alguns dias ele chegou a denunciar a manobra no seu programa, mas teve a hombridade e a ética de não citar o nome do usurpador, e ainda pediu aos telespectadores que não se dessem ao trabalho de tentar descobrir quem era... Nem precisou! O próprio usurpador se revelou.
A atitude do "apóstolo", vista pela óptica humana, foi no mínimo falta de respeito e de coleguismo, mas se analisada pela óptica religiosa foi muio mais que isso: foi falta de ética, de princípios e de postura cristãs. O episódio demonstra claramente o seu caráter e os seus escrúpulos. Este tipo de atitude, que seria criticada e condenada até mesmo entre os mais pérfidos incrédulos, não me recordo ter visto entre evangélicos. Na verdade, nunca vi este tipo de atitude no âmbito das demais religiões ditas cristãs, como a católica, a espírita etc. Aqui onde moro existe um programa católico na grade de programação de uma das grandes tevês abertas locais, e pelo menos mais três grupos católicos que anseiam um espaço televisivo, mas que não se atrevem a “passar a perna” nos irmãos. Isto se chama "ética", isto significa andar de conformidade com princípios de conduta básicos, e é o MÍNIMO que se espera de grupos religiosos que se dizem irmãos. Lamentavelmente, tínhamos que ser os pioneiros neste tipo de coisa...
Na verdade, tentando eu amenizar as coisas, percebe-se no âmago da questão que a atitude do "apóstolo" não foi totalmente ruim. Ela traz uma bondade intrínseca, um alerta solene para a comunidade evangélica brasileira. No mínimo, para os olhos que conseguem enxergar além do véu da "impunidade religiosa", cai a máscara de cristão deste senhor. Não tenho medo de "tocar no ungido", pelo menos por quatro motivos: [1] não reconheço o cargo apostólico dos "apóstolos" modernos, [2] não creio na Teologia da Intocabilidade, [3] se o toco é no campo das ideias e não na forma física, e [4] a atitude deste cidadão demonstra o nível de seriedade com que ele encara a suposta unção que possui. E se me atrevo a afirmar isto, é embasado na Escritura, nas próprias palavras do Cristo: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi, abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mt 7:15-23). Basta ler calmamente e sem paixões ufanas o texto, e se consegue enxergar o "apóstolo" nas entrelinhas, de chapéu na cabeça e garrafão de água nos ombros.
Se os fieis da Igreja Mundial do Poder de Deus acreditam que os frutos do "apóstolo" são os milagres, curas e maravilhas por ele realizados, ou mesmo o crescimento de sua denominação, saibam que, baseados no texto acima, maravilhas não é sinal de bênção de Deus. Os frutos não se revelam meramente nas ações ministeriais ou nos resultados destas ações, e sim na conduta do homem, no seu caráter, nos seus padrões de ética.
Não sou advogado do pr. Silas Malafaia. Embora eu o admire, não estou defendendo sua causa, pois há algum tempo a sua linha doutrinária tem se afastado daquilo que creio, em relação ao uso de “pregadores estrangeiros” no único intuito de angariar mais dinheiro. Nada tenho contra o ato de se pedir ofertas, e sim de como estas ofertas são pedidas e do que se promete em troca das mesmas. Mas este não é o assunto em questão, e nem vem ao caso neste momento. O assunto é ética cristã, é caráter, e neste aspecto o "apóstolo", que tanta ênfase dá às curas e aos milagres em seus cultos, está precisando de cura e de milagre em sua própria vida! Cuidado, "apóstolo"! O texto acima deixa muito claro que muitos serão rejeitados pelo Cristo naquele dia, embora tenham feito as mesmas curas que o senhor alardeia fazer! O que valerá naquele dia não serão as curas, mas o caráter!! E isto, sua recente atitude deixou claro que lhe falta... A frase final do Mestre ecoa nos nossos ouvidos... "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. Traição, falta de caráter e de ética não se constituem em iniquidade??
Minha lamentação vai para a tão abalada, dividida e rachada igreja evangélica brasileira, que recebeu mais um duro golpe que servirá mais uma vez de chacota para os infiéis (Rm 2:24). Estes abalos, divisões e rachaduras sempre foram difíceis de engolir, mas esta última atitude valdemiriana é o fim da picada! O senhor, seu Valdemiro, está se tornando um pioneiro na comunidade protestante brasileira: o pioneiro da traição e da falta de ética, já que eu não me lembro de nenhum outro pastor ou "apóstolo" que tenha traído seus aliados, apunhalado pelas costas aqueles que lhe ampararam nos momentos difíceis, cederam-lhe espaço e emprestaram-lhe a credibilidade. Vislumbrar tais atitudes de falta de ética e princípios torna difícil reconhecer tal pessoa como cristã, pois aprendi que "cristão" significa "pequenos cristos", "imitadores de Cristo", e jamais posso imaginar Cristo agindo com tamanha falta de ética, caráter e princípios. E neste aspecto, nem mesmo os seus maiores milagres conseguem limpar a mancha provocada pelo escândalo. O mesmo Jesus que nos alertou que seus milagres não são a prova da anuência divina também afirma que "... é necessário que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e fosse lançado ao mar..." (Lc 17:1-2).
Todos os que me conhecem sabem que eu não reconheço o cargo apostólico para os dias de hoje. Para mim, o nome de "Apóstolo" só se aplica aos Doze e a Paulo, apóstolo aos gentios. Aqueles que tentam ser chamados por este nome, eu só os reconheço como pastores, o que de fato são. Entretanto, ao ver tais atitudes no "apóstolo" em questão, estou inclinado a reconhecê-lo como tal... Analisando-lhe a conduta, fica fácil reconhecê-lo como apóstolo, meu caro Judas Iscariotes! Tuas trinta moedas servirão não só para comprar as madrugadas da Band, mas também o Acéldama!
Não percam! Neste sábado, na Band, após o Cine Privé...
“Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz... o fim deles será conforme as suas obras” (2 Co 11:13-15).
"Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos" (Ap 2:2).



