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    Amor ou Ganância?

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    Zilton Alencar
    - Moisés / Zípora -
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    Amor ou Ganância?

    Mensagem por Zilton Alencar em Qui 08 Jan 2009, 09:03

    Neste último domingo (04/Jan), preguei na minha igreja uma mensagem baseada no Evangelho de João, capítulo 6, e o principal questionamento foi: servimos a Deus por amor ou pelo pão que Ele nos dá?

    Uma das perguntas que fiz, a mim mesmo e à igreja, foi: eu dou meus dízimos e ofertas por amor genuíno, ou na esperança de que ele será devolvido, que as janelas do céu se abrirão? Eu ainda os daria, mesmo se soubesse que Deus não me abençoaria por causa deles?

    O profeta Habacuque abriu sua boca para proferir uma das maiores declarações de amor a Deus das Escrituras: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente” (Hc 3:17-19). Traduzindo: eu não sirvo a Deus por causa das Suas bênçãos, mas por aquilo que Ele significa realmente para mim.

    Outro texto que demonstra o genuíno amor no serviço, independente de qualquer coisa, é o que relata a experiência vivida pelos três amigos de Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, quando condenados a serem lançados na fornalha (Dn 3). Mesmo diante da morte decretada, eles não se dobraram ao rei, e afirmaram que, mesmo que Deus não os livrasse, eles não deixaria de servi-lO e só a Ele adorar.

    Estas duas atitudes são de profundo amor, e de absoluta compreensão de que não devemos servir a Deus baseados nas bênçãos, benesses e vantagens que Ele pode nos proporcionar. Antes, devemos servi-lO pelo que Ele é e pelo que Ele representa para nós. Foi a esta conclusão que chegou Pedro, no final do capítulo 6 do Evangelho de João: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus" (vv 68-69).

    Infelizmente, este amor genuíno e sem interesse tem desaparecido do nosso meio. Hoje, só servimos a Deus para receber. Pouco adoramos, pouco louvamos, pouco exaltamos; muito pedimos, muito exigimos e muito decretamos e determinamos. Qual a última vez que fiz uma oração sem nada pedir ao Senhor, apenas O adorando e glorificando??

    Sempre que dizimamos ou ofertamos algo, falta amor na doação, e sobra ganância, inclusive em mim. Hoje, eu dou meus dízimos e ofertas para enriquecer. Faço votos a Deus e participo de Campanhas somente para obter vantagens, invocando na verdade muito mais a Lei do Gerson que a Palavra de Deus. Minhas ofertas deixaram de ser atitudes de amor, e passaram a ser sementes; eu já entrego na certeza que elas frutificarão, a trinta, a sessenta e a cem por um. O meu dízimo me dá direito e prerrogativas de "fazer prova de Deus", exigir-lhe bênção sem medida. Minhas ofertas e dízimos são muito diferentes daquele vaso de alabastro, com perfume caríssimo, que uma mulher pecadora quebrou aos pés de Jesus, sem esperar qualquer retorno, mas apenas como prova de amor.

    O que nós faríamos a um filho que só faz as coisas para nos "ganhar", com a finalidade de conseguir que nós lhe demos tudo o que ele quer? Eu espero que meus filhos me beijem, me abracem, me façam carinho e dialoguem comigo sem esperar nada em troca... Creio que Deus espera atitudes semelhantes de nós, inclusive no ato de dizimar, ofertar, votar, participar de campanhas, etc...

    O que nós faríamos a um filho que só se aproxima de nós para pedir, pedir, pedir? É claro que eu sou provedor de meus filhos, e eles são orientados a me buscarem em suas necessidades, e dentro das possibilidades eu os satisfarei. Contudo, nós, como filhos, só nos aproximamos de nosso Pai celestial para pedir.

    O que nós faríamos a um filho que nunca nos pede, mas sempre nos ordena, determina e decreta que façamos as coisas, invariavelmente a seu favor, quase sempre na esfera financeira?

    Todas estas atitudes nós vemos hoje nas pessoas que se aproximam do Pai celeste, e afirmam que são Seus filhos. Inclusive em nós mesmos. Mas como bem disse Jesus acerca dos últimos dias, o amor de muitos, quase todos, esfriou.

    Mas isto ainda pode ser mudado! Só depende de mim, e das minhas atitudes para com o meu Pai celeste.

    Por Zilton Alencar


    Mensagem publicada em 08/01/2008, na minha página pessoal: www.zilton.110mb.com

      Data/hora atual: Ter 22 Maio 2012, 09:14