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O grande paralelismo que há entre Cristo e Moisés!

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Jefté
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O grande paralelismo que há entre Cristo e Moisés!

Mensagem por Jefté em Ter 28 Set 2010, 19:44

O grande paralelismo que há entre Cristo e Moisés!

Bom, isso é muito bom p/ nos ajudar na compreensão das Escrituras.
Como a Lei, e tudo o que nela há fazem referência a Cristo; como disse o Senhor, examinai as Escrituras, pois vós cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que testificam de mim.
Gostaria então de explorarmos e examinarmos o enorme paralelismo que há entre Cristo e Moisés, e de como não só ele, mas inúmeras histórias e fatos e representações na lei e os profetas prefiguravam o Messias.

Antes gostaria de fazer uma pequena observação:
Houve em Israel no período anterior a Cristo curas de enfermidades várias num tanque chamado Betesda, quando periodicamente um anjo descia agitando a água, e o primeiro que se descesse à agua era curado. (João 5)

E p/ que todos possamos colaborar e participar, apresento um paralelo, que muitas vezes, não nos é notório:

  • Moisés - Os filhos de Israel passaram 430 anos no Egito, e desde a morte de Jacó, não houve registro da manifestação de Deus no meio deles por 400 anos, até que veio Moisés.
  • Cristo - Já, no Novo Testamento, após o último livro escrito, Malaquias, aproximadamente 400 anos antes de Cristo, não houve qualquer manifestação de Deus p/ com os filhos de Israel, e nos 400 anos houve total silêncio e nenhuma profecia; até que levantou-se João Batista, apenas p/ pré-anunciar o Messias.


Vemos nisso, como a Lei, o Velho Testamento testificam, mostram e enfatizam a Cristo e a história de Cristo (não só após seu nascimento mas também bem antes dele.

O que os irmãos teriam a acrescentar???
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Pereira
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Re: O grande paralelismo que há entre Cristo e Moisés!

Mensagem por Pereira em Ter 28 Set 2010, 20:46

De certa forma, Ele é um tipo do Messias.

Deuteronômio 18:15 YHWH (Yaohu) teu ULHIM te suscitará do meio de ti, dentre teus irmãos, um profeta semelhante a mim; a ele ouvirás;

Márcio
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Re: O grande paralelismo que há entre Cristo e Moisés!

Mensagem por Márcio em Qua 27 Out 2010, 18:51

Prezados Jefte e Pereira,

Realmente, temos várias semelhanças e diferenças entre ambos os ministérios.
Nas duas situações, esperava-se um salvador, um libertador.

Quando o primeiro homem pecou, Deus não o reconstituiu de maneira imediata, nem o salvou de sua condição pecaminosa adquirida através do conhecimento do bem e do mal. Considere uma criança que ganha um brinquedo de presente e em seguida quebra este brinquedo, o pai lhe dará um brinquedo novo, como se nada tivesse acontecido? Qual a contribuição para o caráter desta criança se ele assim procedesse? Da mesma forma, Deus não apresentou a Adão um plano de salvação de forma imediata.

Em relação ao paralelo apresentado pelo Jefté, das duas situações que precederem, os ministérios de Cristo e de Moisés, creio que Deus nestes períodos, preparou o mundo e o povo de Israel para receber a sua mensagem.
No caso do ministério de Moisés, Deus se comprometeu com os patriarcas que da descendência de Abraão (Isaque) , abençoaria com a salvação, a todos os povos da terra e que seria com a linhagem de Isaque que ele faria uma aliança (Genesis 17:18-22), por isto neste período, preparou um povo para receber esta aliança, com a escravidão no Egito, imediatamente vem a necessidade e anseio deste povo por alguém que os libertasse desta opressão. Situação idêntica, temos com a espera pelo Messias por parte dos judeus, a necessidade é a mesma em ambos os ministérios, esperavam um libertador, alguém que os arrebatasse e mudasse sua sorte.
Ambos os ministérios foram atestados por manifestações de poder e milagres, tanto Moisés no Sinai e perante os mágicos de Faraó, como Jesus, que trouxe o reino de Deus com curas e milagres, lembram-se do que os discípulos de João batista foram perguntar a Jesus? És tu o Cristo ou devemos esperar por outro? Jesus respondeu que os cegos vêem, os surdos ouvem, os milagres acontecem.... chegou o reino de Deus.
Como Deus preparou o povo de Israel e o mundo para receber a boa nova do evangelho da graça? O que aconteceu no período compreendido entre os escritos do profeta malaquias e o surgimento do predecessor de Cristo, João Batista?
Israel tinha violado o pacto com Deus, e por isto foi feito cativo e exilado. Neste exílio Deus forjou um remanescente que esperaria a vinda do Messias. O cativeiro assírio tinha como característica descaracterizar a identidade de um povo através da miscigenação do seu povo com o povo cativo, destruindo linhagens e fazendo-se perder a identidade do povo como uma nação. Enquanto que a forma de escravizar dos babilônicos era de trazer o povo cativo para viver junto com o seu, assimilando seus costumes, sua cultura e sua idolatria. Israel experimentou as duas situações. No cativeiro babilônico, os israelitas tinham liberdade de exercer sua fé.
Israel que havia se desviado dos caminhos de Deus, quando vivia em sua própria terra, em liberdade, pecaram contra Deus, se prostrando diante de outros deuses. Agora no cativeiro aprenderam em meio à idolatria, ao paganismo, a amar e reconhecer o único Deus verdadeiro.
Um remanescente forjado na dificuldade, na falta de liberdade, porém duramente voltaram sua face para os preceitos do Senhor. Neste período, também surgiram o sinédrio e as duas principais facções do judaísmo: os fariseus e os saduceus.

Lemos em Oseias 6: 1-3:
V1: ”Venham, voltemos ao Senhor, Ele nos despedaçou, mas nos dará cura, ele nos feriu mas curará nossas feridas “. Aqui reconhecem que o exílio é ação do próprio Deus sobre este povo, porém esperam no Senhor que sua sorte seja mudada;
V2: “Depois de dois dias ele nos dará vida novamente; ao terceiro dia nos restaurará, pra que vivamos em sua presença”; Aqui temos a profecia referente a ressurreição de Cristo. Porém, no paradigma em que vivia o profeta Oséias, esta mensagem seria de fácil assimilação, para o povo que vivia em sua época? Não, não tinham condições ainda de saber de fato do que se tratava, a mensagem era para um povo que viveria 400 anos após esta predição.
V3: “Conheçamos o Senhor, esforcemo-nos em conhecê-lo. Tão certo como nasce o sol ele aparecerá. Virá sobre nós como as chuvas de inverno (serôdias), como as chuvas de primavera que regam a terra”.
O que esta mensagem significa? significa que a mensagem do evangelho seria assimilada não de forma imediata, mas de forma calma e suave.... não como uma chuva torrencial, mas como chuva serôdia. Deus prepararia o mundo e o povo para receber esta mensagem.

O contexto do mundo durante o ministério de Cristo foi preparado por Deus, para que se cumprisse a promessa a Abraão de abençoar todas as famílias da terra, a cultura helenística e a língua de abrangência mundial, o grego, tornou possível o conhecimento do evangelho a todos os povos da terra. É também cumprimento profético que os israelitas ouviriam do evangelho em uma língua diferente da sua (Isaías 28:11).

E agora? O povo de Israel está preparado para reconhecer o Messias?
Lemos em João 5:39: “Examinais as Escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”
Neste texto, temos uma constatação da parte de Cristo de que os fariseus e mestres já examinavam as escrituras e não conseguiam ver em Cristo, o cumprimento da lei, dos salmos e dos escritos proféticos. Neste contexto não temos uma ordem de Cristo, solicitando que os judeus examinassem as escrituras... isto eles já faziam. Algumas traduções trazem “examinai” , como na TLH (Tradução na linguagem de hoje) ao invés de “examinais” e a diferença entre ambos os termos é muito grande e carece de uma nota explicativa a respeito do termo. “Examinai”, está no modo imperativo e denota uma ordem, enquanto que “examinais”, está no presente do indicativo, como uma ação presente. Sabemos que é importante examinar as escrituras e temos outros textos que recomendam esta prática como II TIM 3:16-17, porém neste contexto específico, não se trata de um mandamento que Cristo tenha dado aos judeus e sim uma constatação do que já acontecia.
Os judeus não conseguiram enxergar o libertador na frente deles, talvez esperassem alguém que viesse com um exército e os livra-se das mãos dos romanos, mas o salvador veio montado em um jumento e não foi reconhecido.

Moisés teve aceitação por parte do povo e reconhecimento de que de fato ele era um profeta vindo de Deus, pois Deus fez questão que o povo o temesse, por isto Deus operou sinais e maravilhas no Sinai como demonstração da confirmação do ministério de Moisés .... Porque não aceitaram a Cristo de igual maneira, visto que Deus operou por seu intermédio com sinais e maravilhas? Não tiveram discernimento ou foram cegados ao entendimento pelo próprio Deus, para que se cumprisse todo o propósito divino na vida de Cristo?

Pergunto:
1) Ao Pereira: Você citou deuteronômio 15:18, que diz: “ YHWH (Yaohu) teu ULHIM te suscitará do meio de ti, dentre teus irmãos, um profeta semelhante a mim; a ele ouvirás; “ Considerando o contexto de João 5:39, os judeus ouviram este profeta?

Abraços
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Re: O grande paralelismo que há entre Cristo e Moisés!

Mensagem por Pereira em Qua 03 Nov 2010, 22:49

Amado,

Em parte não ouviram. Mas, com certeza ouvirão no Milênio profético.

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Re: O grande paralelismo que há entre Cristo e Moisés!

Mensagem por Jefté em Qua 03 Nov 2010, 23:45

Olá irmãos

Na verdade, o paralelismo que há entre Cristo e Moisés é grandíssimo!

Vejamos outro; pra começar, no que se refere à libertação:
O povo de Israel era mantido em dura escravidão; uma escravidão física extrema, e Moisés os liberta de toda ela levando-os à Canaã terrena.
E o mais interessante disso é que mesmo não tendo chegado à Canaã, já estavam livres da servidão na carne. Contudo espiritualmente, e interiormente (Moisés nada pôde fazer) e os filhos de Israel estavam na mesma condição e prisão espiritual de quando viviam no Egito, ou antes dele, e de quando o homem passou a ser destituído da glória de Deus.

Agora Cristo:
O Senhor também veio como Libertador, mas espiritual, e verdadeiramente e espiritualmente, Ele nos libertou de tudo: "Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." (Jo. 8:36)

Acontence que, assim como Moisés libertou os filhos de Israel em carne de toda a servidão do Egito, nada pôde fazer à eles quanto à servidão e escravidão espiritual, ou melhor, estavam livres do Egito, mas continuavam a ser escravos do pecado - embora não pareça, mas muito pior que a escravidão do Egito.
E quanto a ser servos do pecado, devido a esse, nem mesmo a terra prometida que espiaram, puderam nela entrar, devido ao mesmo pecado.

Então, quando veio o Senhor, aconteceu o inverso do ocorrido em Moisés: O Senhor deixou tudo (ou quase tudo) materialmente e fisicamente inalterado (é só olharmos as legiões romanas que dominavam Israel), e o Senhor não mudou nada disso - mas... mas...
Interiormente e espiritualmente, Ele os libertou para sempre, aqueles que Nele creram! amém!


Tão livres... que nem mais somos desse mundo... Gal. 2:20 -
Tão livres... que nem o pecado tem mais domínio sobre nós... Rom. 6:14
Tão livres... que morri para mim mesmo... pois morri para aquilo que eu era, a saber: destituído da glória de Deus. Rom. 6:6
Tão livres... que nem mais a morte (que tinha como aguilhão, o pecado) não mais impera sobre nós, pois o que vive e crê em Mim, disse Jesus, nunca morrerá. Rom. 6:9
Tão livres... que ao morrermos pela fé c/ Cristo; também pela mesma fé c/ Ele ressuscitamos e passamos a habitar nas regiões celestiais em Cristo. Ef. 2:6 -

Vemos nisso quanto paralelismo tem no Velho Testamento em Moisés, para com Cristo no Novo, de maneira que aquilo do passado que era transitório serve de sombra das coisas presente que são permanentes e eternas.
E que a libertação do Senhor é tão profunda e real que nem mesmo os escravos no tempo de Paulo, eram libertos de seus senhores na carne, mas Paulo os exortava dizendo que em espírito eram livres, embora fosse necessário (na carne) estarem submetidos:

"Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e da mesma maneira também o que é chamado sendo livre, servo é de Cristo." (I Cor. 7:22)

"Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus." (Col. 3:22)

"Todos os servos que estão debaixo do jugo estimem a seus senhores por dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados." (I Tim. 6:1)

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Re: O grande paralelismo que há entre Cristo e Moisés!

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