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    Catecismo de Heidelberg

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    Devaney
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    Re: Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Devaney em Qua 28 Jan 2009, 08:34

    Amém, se eu posso, na minha humildade, também assino o sermão "Livre Graça" de Wesley. Tanto que já o citei noutras oportunidades.

    Clovis
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    Re: Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Clovis em Qua 28 Jan 2009, 10:20

    Devaney,

    "Se estivesse acima do poder da pessoa poder optar pela salvação ou pelo pecado, iria Deus cobrar-lhe algo que não pudesse decidir? Se isso for verdade, vamos arrancar as páginas de nossas Bíblias onde exista I Co 10:13."

    Devemos cuidar para que nossas crenças derivem da Palavra de Deus e não de pressupostos humanos não provados. No caso em apreço, o irmão está adotando o pressuposto "dever implica poder". O que devemos nos perguntar é: este é um princípio bíblico ou é um argumento filosófico humanista que incorporamos acriticamente à nossa visão de mundo?

    A primeira coisa que eu pergunto é: onde a Bíblia ensina que dever implica poder? O irmão citou um versículo da primeira carta de Paulo aos Coríntios, o qual examinarei em seguida com mais cuidado, mas uma leitura simples com essa pergunta em mente mostra que nesta passagem a Deus não ensina este princípio.

    A segunda coisa que podemos questionar é: em que se baseia a nossa obrigação diante de Deus, em nossa capacidade ou na autoridade do Senhor. É claro que Deus como soberano absoluto pode exigir qualquer coisa de Seus súditos, por exemplo, Deus poderia exigir de nós, sob pena de danação no inferno, que saltássemos da Terra à Lua três vezes por mês. E quem de nós teria o direito de questioná-lo quanto a isso?

    Claro que em sua linha de pensamento o irmão dirá que isto faria de Deus um déspota, sádico e cruel, além de outros adjetivos que homens deveriam temer de atribuir a Deus. Com todo respeito, considero uma leviandade perigosa dizer "se Deus faz isso, então Ele é mau". Ainda mais quando, no assunto em que estamos tratando, Deus exige do homem coisas que este é incapaz de fazer.

    Isso mesmo, Deus exige do homem aquilo que este não tem condições de cumprir em sua condição de caído. Por exemplo, o cumprimento da Lei. Quando Deus exigiu dos judeus (menciono os judeus para não entrar na questão da aplicabilidade da Lei) que guardassem a sua lei, eles eram capazes de guardá-la? Houve, em toda a história da humanidade uma única só pessoa, além de Jesus, que guardou a lei perfeitamente? Me diga, alguém conseguiria guardar a Lei de Deus de forma perfeita? No entanto, é isto que Deus exige.

    Sabemos que Deus exige do homem que não peque. A Bíblia diz "não pequeis". Reiteradas vezes lemos "sede santos". O mandamentos para sermos justos repete-se em inúmeros lugares na Bíblia. Não resta dúvida que que não pecar, mas ser justo e santo como o próprio Deus é um dever de todo homem diante de Deus. Mas me diga, quem é a pessoa que tem o poder de cumprir com esse dever. Por favor, diga-me onde eu encontro esta pessoa para que eu vá e o adore!

    Talvez o irmão queira limitar o assunto a questão da salvação. Deus disse "voltem para mim" e isto é sem sombra de dúvida um dever. Segundo sua linha de pensamento, para que Deus não seja cruel, todos os homens deveriam ter poder para isso. Mas Jesus, contrariando totalmente essa sua teoria diz "ninguém pode vir a mim, se Deus não o trouxer". Note que Jesus disse "ninguém", observe que Ele disse "ninguém pode" e registre que Ele disse "se Deus não o trouxer". Como disse Paulo, o mesmo que escreveu o versículo que você rasgaria de sua Bíblia caso Deus exigisse algo que o homem não seja capaz de cumprir: "a nossa capacidade vem de Deus".

    Eu poderia escrever e fundamentar mais a minha posição. Mas creio que isto basta, pois se fosse dar exemplos de coisas que Deus exige que o homem é incapaz de cumprir por si mesmo, a lista cresceria grandemente.

    Em Cristo,

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    Re: Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Clovis em Qua 28 Jan 2009, 11:02

    Devaney,

    O irmão afirmou que Deus "é justo para nos cobrar somente aquilo que PODEMOS oferecer" e para fundamentar sua afirmação citou o seguinte versículo:

    "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar" (1Co 10:13).

    O que o irmão pretende provar é que Deus seria injusto se exigisse do homem alguma coisa que o homem não tivesse capacidade de fazer. Há sérios problemas com essa sua tese, um deles é que o padrão de santidade deixa de ser o caráter de Deus expresso em Sua Lei para ser a capacidade do homem. É o triunfo do ideal humanista da Renascença de que "o homem é a medida de todas as coisas".

    Além disso, e mais grave que isso, é que tal posicionamento não é um recuo às idéias de Armínio em contraposição ao ensino de Calvino, mas um retorno às idéias de Pelágio, o herege combatido por Agostinho e condenado pela igreja, com o apoio inclusive de Armínio que defendia as suas idéias de serem confundidas com o pelagianismo. Em suma, o que o irmão está defendendo nada mais é do que o velho, surrado e sempre redivivo pelagianismo.

    Mas voltemos à passagem bíblica em questão. Será que ela ensina o princípio de que Deus não exige de nós o que nós não podemos oferecer? Absolutamente que não. Senão, vejamos.

    Observe em primeiro lugar a quem são dirigidas as palavras: a crentes regenerados. Paulo não está escrevendo a pecadores caídos que ainda não foram transformados, nascidos de novo. Não fala a pessoas que estão mortas em pecado, mas a cristãos que estão sendo tentados pelos prazeres da carne que estão ao seu redor. Portanto, é àqueles para quem "as coisas velhas passaram e eis que tudo se fez novo" que Paulo escreve. Aplicar este versículo para pessoas descrentes é fazer uma extrapolação indevida.

    Notemos também que a ênfase do versículo não é sobre o dever do homem, e sim a fidelidade de Deus. Os destinatários não estão sendo desafiados por Deus, mas pelos prazeres terrenos: "não vos veio nenhuma tentação, senão humana". Deus não diz "já que não podeis evitar a idolatria, não exigirei isso de vós". Pelo contrário, Ele diz no verso seguinte: "fugi da idolatria".

    Agora eu quero chamar atenção para o ponto principal e que derruba todo o seu argumento. Deus não muda a sua exigência, Ele provê o meio para que a sua exigência seja cumprida. Quando Paulo diz "fiel é Deus" não quer dizer que o Senhor é fiel a nós, mas a Si mesmo. Impôr um dever que seja adequado ao homem é deixar de ser fiel a Si mesmo para ser fiel ao homem. Assim, Deus mantém o padrão que o homem é incapaz de cumprir e o capacita a cumprir! O texto diz que Deus "não deixará" que sejam tentados além dos limites, que "dará o meio de saída" e que dará o poder para suportar. Note, por favor, que é Deus que dá o poder necessário para suportar o que de outra forma seria insuportável.

    Em Cristo,

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    Re: Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Clovis em Qua 28 Jan 2009, 11:06

    Devaney,

    "Belvedere, evidente que vamos discordar. Somos antagônicos nessa questão de predestinação. Aliás, o que me impressiona em ti, pois és pastor de uma Igreja que condena tal linha de pensamento."

    Acontece que os dois principais fundadores do metodismo, Wesley e Whitefield, discordavam entre si nesta questão. Mas existe, inclusive, igreja metodista calvinista.

    Quanto ao Wesley, ele é um calvinista que não chegou lá. E para que não chegasse inventou uma tal graça preveniente...

    Em Cristo,

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    Re: Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Clovis em Qua 28 Jan 2009, 11:14

    Pr. Francisco Belvedere,

    "Não creio em livre-arbitrio natural."

    Nisto você é arminiano e eu sou calvinista e ambos concordamos sem deixar de o sermos.

    "O Livre arbitrio se da a partir da Graca."

    É neste ponto que começamos a nos distanciar. Pois para mim, esta graça é eficaz, não apenas preveniente.

    "O homem por si so nao pode crer, mas a Graca e livre e nao irresistivel."

    Para mim, a graça é resistível, até que deixe de sê-lo.

    "A vontade de Deus e que todos se salvassem, mas ele sabe que nao sera assim. Muitos rejeitam. Muitos morrem se a fe salvadora."

    Nesta caso, a vontade de Deus foi frustrada? E como fica a passagem que diz que tudo o que Deus quer Ele faz?

    "Nao creio na doutrina da dupla predestinacao. Entendo a doutrina, mas nao a esposo. Nao tenho fundamento biblico suficiente para crer nela."

    Nem eu.

    "Fico com a livre graca segundo Wesley."

    Como disse acima, Wesley quase chegou lá. Se ele desse a mesma ênfase que deu na incapacidade humana para a graça divina, seria um calvinista de fazer Whitefield parecer arminiano.

    Em Cristo,

    Clóvis

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    Re: Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Pr. Francisco Belvedere em Qua 28 Jan 2009, 12:16

    Aqui veja uma posicao de Wesley sobre o pecado original:

    Por natureza, sois totalmente corruptos; pela graça sois totalmente renovados. Em Adão todos vós morrestes: No segundo Adão fostes vivificados. A “vós que estáveis mortos em pecados ele vos revivificou”: Ele já vos deu um principio de vida, ou seja, de fé naquele que vos amou e deu-se a si mesmo por vós.

    Arminio

    Exatamente correspondente a esta escuridão da mente e perversidade do coração, está a absoluta fraqueza [impotentia] de todas as forças para realizar o que é verdadeiramente bom e para omitir a perpetração do que é mal de um modo devido (...) A estes se condicione a consideração do todo da vida do homem. Que é colocado [constitui] sob o pecado, do qual as Escrituras nos exibem as mais luminosas descrições; e será evidente que nada poderá ser mais verdadeiramente dito a respeito do homem nesse estado do que o fato dele estar completamente morto no pecado (Rm 3.10-19)

    Nesse aspeto somos mesmo muito semelhantes. POis a CFW diz:
    III. O Homem, ao cair em um estado de pecado, perdeu inteiramente todo o poder de vontade quanto qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação, de sorte que um homem natural, inteiramente avesso a esse bem e morto pelo pecado, é incapaz de, por seu próprio poder, converter-se ou mesmo preparar-se para isso.

    Clovis
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    Re: Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Clovis em Qua 28 Jan 2009, 12:25

    Pr. Francisco Belvedere,

    É vero, "nesse aspeto somos mesmo muito semelhantes". Só queria lhe perguntar uma coisa. Quando Wesley diz "por natureza, sois totalmente corruptos; pela graça sois totalmente renovados", a quem se refere: a todos os homens sem exceção? Ou apenas aos que crêem?

    Em Cristo,

    Clóvis

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    Re: Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Bruno em Ter 03 Fev 2009, 19:56

    Sede Santos como eu sou Santo, alguém pode ser santo?
    Se sim, por que não és? Simples, tente ser, antes de dizer que pode!

    Se não, por que insiste em dizer que D-us não pode cobrar conforme Ele criou?

    Ora, Adão era perfeito, tinha livre-arbítrio total, D-us exigia obediência absoluta, pois Ele criou o homem capaz disso, por isso a Lei de D-us é perfeita, Ele criou o homem perfeito, a sua semelhança, para cumprir exatamente como Ele o faz, porém o homem exercendo seu Livre-Arbítrio, caiu, isso é, Adão e nós já nascemos depravados e inimigos de D-us!

    Precisa de referência Bíblicas?

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    Re: Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Paulo Cesar em Dom 08 Fev 2009, 07:15

    Clovis,

    É claro que Deus como soberano absoluto pode exigir qualquer coisa de Seus súditos, por exemplo, Deus poderia exigir de nós, sob pena de danação no inferno, que saltássemos da Terra à Lua três vezes por mês. E quem de nós teria o direito de questioná-lo quanto a isso?


    O maior erro do Calvinismo (aliás, aquilo que deu origem ao Calvinismo) é colocar a soberania de Deus acima de todos os outros atributos. Para o Calvinismo, Deus pode tudo, inclusive exigir absurdos do ser humano como "saltar da Terra à Lua três vezes por mês". Bem, Deus realmente poderia exigir isso de nós, se não fosse condescendente, bondoso, coerente, etc. Mas Deus é, então seria simplesmente impossível que Ele exigisse isso de nós. Prefiro a afirmação do Belvedere de que "Deus exige o que ele bem quer", acrescentando que "o que ele bem quer" está condicionado à sua natureza, algo que eu não sei se ele tinha em mente quando fez esta afirmação.

    Outro exemplo desse erro é dizer que Deus escolheu soberanamente amar uns e não outros (senão em todos, pelo menos no sentido eletivo), como se amar ou não fosse algo optativo para Deus, como se o amor não fizesse parte de sua natureza.

    Enfim, a soberania para o calvinista tem sido a resposta para todos os problemas do Calvinismo. Toda sujeira é jogada para debaixo do tapete da soberania. Para mim, esta resposta, além de não responder nada, cria outros problemas, como o que acabei de citar.

    A soberania de Deus é uma grande verdade e deve ser admirada e exaltada por todos os cristãos, mas não às custas de outros atributos de Deus igualmente importantes.

    Dever implica poder?

    Creio que sim, mas não sem alguns esclarecimentos. E não cheguei a esta conclusão lendo Pelágio ou Kant.

    1 - Deus pode exigir algo que está além de nossa capacidade porque pode ser que nós próprios tenhamos provocado essa incapacidade. Aliás, é isso que creio que aconteceu com o ser humano.

    Digamos que Deus exija que levantemos nossas mãos em sinal de respeito toda vez que fizermos nossas orações. Eu, em protesto, mando cortar minhas duas mãos para não ter que obedecer a esta exigência. A despeito de minha incapacidade de levantar as mãos, Deus ainda pode exigir isso de mim, pois fui eu que provoquei essa incapacidade. Como disse, foi isso que aconteceu ao ser humano. Adão, como nosso representante natural, provocou nossa incapacidade. Deus não está sendo injusto exigindo aquilo que atualmente não temos capacidade de fazer.

    2 - Deus pode exigir algo que Ele mesmo dará a capacidade. Na exigência de que não pequemos, que sejamos santos, está implícita esta idéia. A nós é impossível, mas, sendo capacitado por Deus, não é, ainda que nesta vida ninguém consiga.

    É isso que penso a respeito.

    Eu acho que você precisaria de mais informações para dizer que o Devaney está defendendo uma forma de Pelagianismo. Não vou sair em sua defesa porque não sei no que ele crê, embora tenho quase certeza que não é isso que está dizendo a seu respeito. Ele não deve crer que enfrentamos as nossas tentações unicamente com as nossas próprias forças. Ele não deve crer que optamos por Cristo sem nenhuma influência da graça. A acusação, a meu ver, foi precipitada.

    Quanto ao Wesley, ele é um calvinista que não chegou lá. E para que não chegasse inventou uma tal graça preveniente...

    Wesley não chegou lá porque lá não é o lugar certo a se chegar. Ele chegou onde deveria chegar. Ele tanto não é calvinista, visto que combateu fortemente o Calvinismo, como não inventou a doutrina da graça preveniente. Não é possível inventar o que já existe.

    Depois de toda a minha dureza, deixa eu suavizá-la com um "Parabéns pelo dia de hoje". Very Happy

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    Re: Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Devaney em Dom 08 Fev 2009, 21:20

    Paulo Cesar escreveu:Eu acho que você precisaria de mais informações para dizer que o Devaney está defendendo uma forma de Pelagianismo. (...)Ele não deve crer que enfrentamos as nossas tentações unicamente com as nossas próprias forças. Ele não deve crer que optamos por Cristo sem nenhuma influência da graça. A acusação, a meu ver, foi precipitada.


    Paulo, vc está certo. Não creio mesmo dessa forma. Ainda bem que alguém me entendeu aqui...rsrsrs

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    Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Jefté em Ter 03 Mar 2009, 21:30

    Irmãos

    O pecado de Adão. O que Adão fez, é o que cada um de nós faríamos se estivéssemos no seu lugar.
    Hoje não se fala em clone? Pois todos nós, todo o ser humano é um clone de Adão; não no sentido de ser ele, mas de ser completamente igual a ele, a mesma natureza.
    É como o peixe, o leão. Vemos os animais e cada um da mesma espécie é cópia do outro, são totalmente semelhantes, porém cada um é cada um.
    Assim também é o homem. Nós herdamos o pecado de Adão, mas todo o homem é esse Adão e faría exatamente o que Adão fez.
    Tanto que ao pecar, caiu toda a humanidade, porque eu sou a cópia dele. Pois Deus não precisaria que cada ser humano pecasse, porque eu sou o Adão, eu fui tirado dele, e não posso ser diferente dele.
    Nós, na verdade somos o filho pródigo da parábola, todo o homem que se arrepende e volta a Deus, é um filho pródigo - porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.
    Todos somos destituídos e todos somos Adão. O ser humano sem excessão é o primeiro Adão, o homem da terra, o terreno, o carnal.
    Agora, irmãos. O homem sempre teve e tem livre arbítrio.
    O Senhor não criou marionetes, o Senhor criou um ser livre; livre e a Sua semelhança. Se Deus criou o homem à Sua semelhança, como poderia criá-lo sem o livre arbítrio? Pois, sendo nós a semelhança de Deus, o Senhor nos deu a liberdade! Não nos criou prisioneiros.
    E pelo fato do homem pecar, isso não tirou o livre arbítrio do homem.
    O Senhor é quem deu o livre arbítrio, e o Senhor não vai quebrantar aquilo que Ele mesmo fez.
    Outra coisa, o Senhor sabe muito bem a quem Ele criou.
    O Senhor sabe muito bem, e nos deu dois ouvidos para ouvir.
    O que na verdade acontece com o homem é a falta de fé e não a falta de livre arbítrio.
    Se o homem não tem fé, como ele pode optar pelo caminho do Senhor?
    Mas isto não é falta do livre arbítrio; é falta de fé!
    Ora, mas o que é a fé? A fé é ouvir a palavra de Deus e crer!
    Se o homem a ouve e não dá nenhum crédito, o que querem que Deus faça?
    Queremos que Deus o obrigue? o obrigue a crer Nele?
    Não! Aí já interfere no livre arbítrio! E o Senhor não vai ultrapassá-lo.
    Não vai ultrapassar o meu campo, não vai usurpar a minha vida, a qual Ele má-deu graciosamente!
    Podemos ver Adão: Adão não viu o Senhor? E mesmo vendo, não creu. E mesmo depois de pecar, ainda não se arrependeu nem buscou a Deus.
    Ao contrário, Abel, seu filho, que nem vira o Senhor, buscou-o com quebrantamento e fé.
    Aí, eu pergunto: é falta do livre arbítrio?
    Não! É falta da fé!
    Podemos ver Abel, Enoque e todos os homens; todos, todos sempre tiveram o livre arbítrio, porém poucos tinham fé, poucos aceitaram a fé, poucos creram no Senhor.
    A fé não é nem pode ser imposta; a fé é crida, ou seja, eu ouço e creio!
    Ora, muitos dizem que depois do pecado o homem perdeu o livre arbítrio, outros dizem que o homem nem chegou a ter; então, por que Enoque foi trasladado para não ver a morte?
    Será que só ele tinha livre arbítrio? ou a capacidade de escolher o bem?
    Não! ele apenas tinha fé!
    E Deus o amou tanto que o tomou para Si!

    Denis
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    Re: Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Denis em Qua 04 Mar 2009, 10:43

    Jefté escreveu:Irmãos

    O pecado de Adão. O que Adão fez, é o que cada um de nós faríamos se estivéssemos no seu lugar.
    Hoje não se fala em clone? Pois todos nós, todo o ser humano é um clone de Adão; não no sentido de ser ele, mas de ser completamente igual a ele, a mesma natureza.


    Adão teve natureza pecaminosa ?

    Rondinelly
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    Re: Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Rondinelly em Qua 04 Mar 2009, 17:39

    Adão foi criado imaculado.

    Hoje não somos assim pelo pecado de Adão.

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    Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Jefté em Qua 04 Mar 2009, 21:55

    A natureza de pecado veio após a transgressão.
    Digo, da natureza, no sentido de o que Adão fez, nós o faríamos, como diz o verso: "O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o SENHOR, é do céu. Qual o terreno, tais são também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais". (I Cor. 15:47-48 )
    Adão não foi criado sem pecado e puro? No entanto, estando assim, o que ele fez? não caiu na desobediência?
    Esse ato que veio dele mesmo, veio do homem terreno, que somos nós.
    Como a parábola do filho pródigo. O que aconteceu com o filho mais novo?
    Tomou a herança e saiu da casa do Pai.
    Só depois de o ter feito e gastado tudo, é que caiu em si, arrependido.

    Pereira
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    Re: Catecismo de Heidelberg

    Mensagem por Pereira em Sab 09 Maio 2009, 23:12

    Sim amados Adão foi criado imaculado.

    Hoje somos imaculados pelo sangue do cordeiro.

    Este sangue nos purifica de todos pecado.

    Sem derramento de sangue não há remissão de pecados.

      Data/hora atual: Ter 07 Fev 2012, 06:01