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    Reforma, um pouco de história

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    Jonis Dias
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    Reforma, um pouco de história

    Mensagem por Jonis Dias em Qua 28 Out 2009, 06:54

    Introdução

    A Reforma Protestante do século XVI tem como seu marco histórico inicial uma atitude de um monge chamado Martim Lutero. No dia 31 de Outubro de 1517 Lutero afixou na porta da catedral de Wittenberg, na Alemanha, suas 95 teses. Esta atitude era a forma daquele tempo para convidar pessoas interessadas ao debate sobre um determinado tema.
    As 95 teses de Lutero tinham como tema central à questão das indulgências e ninguém se prontificou a debater com Lutero o tema, porém, sua atitude trouxe profundas implicações, pois em pouco tempo as 95 teses foram conhecidas por quase toda a Alemanha. E isto, como também outros escritos seus, culminaram na sua ex-comunhão da ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana).

    A Reforma foi um movimento amplo e perfez inúmeras implicações na vida religiosa, moral, ética, econômica, política e etc... A Reforma como movimento religioso, apresentou cinco princípios fundamentais, que são conhecidos através de expressões em latim: Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria.

    Destarte, é importante ressaltar que a atitude de Lutero e dos outros reformadores, que culminaram nos cinco princípios da Reforma, atingiram o cerne do problema existente na ICAR, a saber: o distanciamento da Palavra de Deus, das Escrituras. A ICAR ao se distanciar das Escrituras estava apresentando inúmeros desvios e males.

    É por isso que hoje iniciaremos o estudo sobre os cinco princípios da Reforma apresentando como primeiro princípio o Sola Scriptura, que significa "Somente a Escritura" ou a autoridade e suficiência das Escrituras.

    1º Princípio: Sola Scriptura - "Somente a Escritura" ou a autoridade e suficiência das Escrituras

    1) A Autoridade

    O princípio Sola Scriptura em primeiro lugar aponta para uma importante questão, a Autoridade das Escrituras. A ICAR entendia, e entende até hoje, que a Bíblia é a Palavra de Deus e é importantíssima. Porém, ao lado das Escrituras, no mesmo nível de importância e autoridade, coloca a tradição. A tradição são as decisões dos diversos concílios e do Papa, quando este fala oficialmente (ex cathedra) em matéria de fé e moral.

    É justamente neste aspecto que há uma imensa divergência entre os postulados reformados e a ICAR. Os reformadores e as igrejas oriundas da Reforma entendem que as Escrituras, a Palavra de Deus, é a única regra de fé e prática, ou seja, não há nada que tenha a mesma importância e autoridade que as Escrituras.

    É importante ressaltar que isto não quer dizer que os reformadores negaram e negligenciaram a história, as decisões dos concílios e os costumes da Igreja de Cristo. Os reformadores entenderam que tudo isto era importante, no entanto, deveriam ser colocados sob a autoridade das Escrituras, deveriam ser entendidos, aceitos e avaliados a partir das Escrituras.

    A autoridade das Escrituras é intrínseca para os reformadores, não depende da Igreja ou qualquer pessoa assentir a Sua autoridade. Isto porque, como diz 2 Pedro 1,21, ela foi escrita por homens santos inspirados pelo Espírito Santo e assim, é a revelação do próprio Deus.

    2) A Superioridade das Escrituras

    Outra questão importante apresentada neste princípio é a superioridade das Escrituras. A própria Palavra de Deus mostra, como no Salmo 19,1-2, que Deus é revelado através de toda a criação. No entanto, esta revelação não é suficiente para a salvação. Esta só é possível através da Revelação Especial de Deus, ou seja, a Sua Palavra, as Escrituras.

    Isto também é visto na própria Palavra de Deus, em vários versículos. No Salmo 19 mesmo isto é mostrado nos vv.7-11. Também em 2 Timóteo 3,16-17; Romanos 15,4. Assim, conseguimos entender mais acuradamente o que é a Palavra de Deus. Ela é a revelação de Deus, a revelação de Deus salvando o ser humano.

    3) O Centro das Escrituras e a sua Chave

    As Escrituras possuem apenas um centro, ou seja, tudo gira em torno de uma pessoa apenas, Jesus Cristo. Em toda a Escritura Cristo está presente, pois Ele é o centro. Ademais, a chave de leitura da Palavra de Deus é também Cristo, ou seja, para entendermos as Escrituras é preciso saber que Jesus Cristo é o meio pelo qual isto é possível. Ele mesmo disse isto em João 5,39.

    4) O livre exame

    Os reformadores também apresentaram uma importante questão, o livre exame. A ICAR entendia que a Bíblia não devia ser lida pelos leigos, porque julgava que eles não seriam capazes de entender, como também, seria até perigoso deixar que qualquer pessoa lesse.

    Foi na Reforma que as Escrituras passaram a ser traduzidas para as línguas vulgares, pois os reformadores acreditavam que Deus, através do Espírito Santo, iluminava a mente e os corações dos pios crentes.

    É importante ressaltar que o livre exame não é uma licença para que cada um faça a sua interpretação subjetiva e exclusivista, porque Deus não é Deus de confusão, de ambigüidade. Por isso, a história da Igreja é importante, por isso Deus levanta, até hoje, homens escolhidos para equipar, aperfeiçoar e ensinar a Igreja, como nos mostra Efésios 4,11-12.

    Além disto, uma regra importante que os reformadores nos deixaram para a interpretação das Escrituras é: Doutrina não é formada a partir de apenas um versículo e também, a Escritura interpreta a própria Escritura, ou seja, os versículos mais claros esclarecem os mais obscuros.

    5) Implicações hodiernas

    Hoje em dia a Bíblia alcançou um nível de divulgação elevadíssimo. O que poderia nos acalmar e nos fazer entender que o princípio de Sola Scriptura não seja mais tão importante quanto o foi. Todavia, hoje também é o tempo que este princípio deva ser relembrado, vivido e entendido, porque apesar da grande divulgação, as Escrituras têm sido cada vez mais deixadas de lado. Isto de duas maneiras, basicamente:

    a) Pelos conhecidos como liberais, que atacam e tentam com grande força destruírem a autoridade da Palavra de Deus, afirmando que nela há erros e coisas do tipo.

    b) Pelos neo-pentecostais, que apesar de lerem versículos bíblicos, fazem pregações e ensinam muitas coisas que são contraditórias ao ensino das Escrituras, ou pregam apenas mensagens de auto-ajuda, para alegrar pessoas e apaziguar os corações. Além disto, também apresentam profecias e revelações que não estão na Bíblia, que contradizem a Bíblia e muitas vezes ganham notoriedade, importância e autoridade igual a da Palavra de Deus.

    Conclusão

    Para concluir, vamos mostrar o que a Confissão de Fé de Westminster fala a respeito da Bíblia:

    Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.

    Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática:

    A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus.

    Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço da Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, e eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifica
    em nossos corações.

    Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas.

    Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas.

    O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles como para um supremo tribunal; mas, não sendo essas línguas conhecidas por todo o povo de Deus, que tem direito e interesse nas Escrituras e que deve no temor de Deus lê-las e estudá-las, esses livros têm de ser traduzidos nas línguas vulgares de todas as nações aonde chegarem, a fim de que a palavra de Deus, permanecendo nelas abundantemente, adorem a Deus de modo aceitável e possuam a esperança pela paciência e conforto das escrituras.

    A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente.

    O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.



    2º Princípio: Solus Christus - "Somente Cristo" ou a suficiência e
    exclusividade de Cristo

    1) O ensino da ICAR

    A respeito de Jesus Cristo, o ensino da ICAR é basicamente igual ao dos
    reformadores sobre a encarnação, nascimento virginal, divindade, morte
    vicária e ressurreição. O problema surgiu porque os reformadores se
    levantaram contra os ensinos da ICAR sobre o perdão dado pelo Papa, o
    culto a Maria instituído pela igreja em 431, o culto às imagens
    instituído em 787, a canonização dos santos instituído em 933 e etc.

    Estes ensinos caracterizavam, como ainda caracterizam, o afastamento da
    ICAR da Palavra de Deus, do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
    Isto porque ao cultuarem Maria, os santos e imagens, eles os colocam
    como mediadores entre Deus e o ser humano. É verdade que teologicamente
    a ICAR sustenta que não há adoração a Maria e aos Santos, há veneração.
    Não obstante, basta ouvirmos atentamente as falas dos fiéis nas
    romarias e outras atividades afins que verificamos um verdadeiro culto
    aos santos e a Maria, colocando-os verdadeiramente como mediadores
    entre os seres humanos e o Senhor.

    O culto a Maria talvez seja um dos aspectos mais fortes do catolicismo
    hodierno, pois a ICAR entende que Maria sendo mãe de Jesus Cristo,
    torna-se a mãe do próprio Deus e, por conseguinte, a mãe de toda a
    igreja. Ainda pior é colocá-la como co-redentora, ou seja, Jesus não é
    suficiente na redenção, porque Maria é participante e integra a
    redenção do ser humano. Apesar de isto não ser ainda um dogma oficial
    da ICAR, na prática é o que existe e acontece.

    Isto é tão sério que para a ICAR Maria é considerada uma pessoa que
    nasceu sem pecado, isenta de pecado e, por conseguinte, sem a
    necessidade de salvação por meio de Jesus Cristo. Isto porque ela é a
    mãe de Deus. Sendo assim, ela também é uma intercessora para que o ser
    humano seja salvo.

    2) O ensino da Reforma

    Lutero - É verdade que Lutero inicialmente não rompeu totalmente com os
    ensinos da ICAR, porém, em relação ao perdão dado pelo Papa, Lutero foi
    radical. Olhemos as teses 5 e 6: O papa não quer e não pode dispensar
    outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os
    cânones, que são estatutos papais. 6ª Tese O papa não pode perdoar
    dívida senão declarar e confirmar aquilo que já foi perdoado por Deus;
    ou então faz nos casos que lhe foram reservados.

    Os reformadores no geral se opuseram a elevação de qualquer pessoa ao
    status de mediador entre Deus e o ser humano, inclusive Maria e os
    santos. Isto porque a Palavra de Deus ensina claramente que Jesus é o
    único mediador e redentor, não há salvação, não há nada existente, ou
    que já existiu, que possa se ligar a Ele ou substituí-Lo.

    Alguns textos importantes sobre este ensino bíblico: 1 Tm 2,5; Hb 7; At
    4,12; At 14,15; 1Co 2,2; Jo 14,6

    3) Implicações hodiernas

    Hoje este princípio precisa ser lembrado, pregado e vivido, pois o
    ecumenismo que permeia a nossa sociedade vai de encontro exatamente com
    a suficiência e exclusividade da obra da redenção de Jesus Cristo. Ao
    pregarem que é possível que outra pessoa seja um caminho para se
    alcançar a Deus, estamos ouvindo algo que vai de encontro com o
    princípio reformado o qual reflete o ensino das Escrituras.

    Conclusão

    Para concluir, vamos mostrar o que a Confissão de Fé de Westminster
    fala a respeito da Bíblia:
    Aprouve a Deus em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor
    Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o
    Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro
    de todas as coisas e o Juiz do Mundo; e deu-lhe desde toda a eternidade
    um povo para ser sua semente e para, no tempo devido, ser por ele
    remido, chamado, justificado, santificado e glorificado.

    O Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e
    eterno Deus, da mesma substância do Pai e igual a ele, quando chegou o
    cumprimento do tempo, tomou sobre si a natureza humana com todas as
    suas propriedades essenciais e enfermidades comuns, contudo sem pecado,
    sendo concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria
    e da substância dela. As duas naturezas, inteiras, perfeitas e
    distintas - a Divindade e a humanidade - foram inseparavelmente unidas
    em uma só pessoa, sem conversão composição ou confusão; essa pessoa é
    verdadeiro Deus e verdadeiro homem, porém, um só Cristo, o único
    Mediador entre Deus e o homem.

    O Senhor Jesus, em sua natureza humana unida à divina, foi santificado
    e sem medida ungido com o Espírito Santo tendo em si todos os tesouros
    de sabedoria e ciência. Aprouve ao Pai que nele habitasse toda a
    plenitude, a fim de que, sendo santo, inocente, incontaminado e cheio
    de graça e verdade, estivesse perfeitamente preparado para exercer o
    ofício de Mediador e Fiador. Este ofício ele não tomou para si, mas
    para ele foi chamado pelo Pai, que lhe pôs nas mãos todo o poder e todo
    o juízo e lhe ordenou que os exercesse.

    Este ofício o Senhor Jesus empreendeu mui voluntariamente. Para que
    pudesse exercê-lo, foi feito sujeito à lei, que ele cumpriu
    perfeitamente; padeceu imediatamente em sua alma os mais cruéis
    tormentos e em seu corpo os mais penosos sofrimentos; foi crucificado e
    morreu; foi sepultado e ficou sob o poder da morte, mas não viu a
    corrupção; ao terceiro dia ressuscitou dos mortos com o mesmo corpo com
    que tinha padecido; com esse corpo subiu ao céu, onde está sentado à
    destra do Pai, fazendo intercessão; de lá voltará no fim do mundo para
    julgar os homens e os anjos.

    O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si
    mesmo, sacrifício que pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a Deus uma só
    vez, satisfez plenamente à justiça do Pai. e para todos aqueles que o
    Pai lhe deu adquiriu não só a reconciliação, como também uma herança
    perdurável no Reino dos Céus.

    Ainda que a obra da redenção não foi realmente cumprida por Cristo
    senão depois da sua encarnação; contudo a virtude, a eficácia e os
    benefícios dela, em todas as épocas sucessivamente desde o princípio do
    mundo, foram comunicados aos eleitos naquelas promessas, tipos e
    sacrifícios, pelos quais ele foi revelado e significado como a semente
    da mulher que devia esmagar a cabeça da serpente, como o cordeiro morto
    desde o princípio do mundo, sendo o mesmo ontem, hoje e para sempre.

    Cristo, na obra da mediação, age de conformidade com as suas duas
    naturezas, fazendo cada natureza o que lhe é próprio: contudo, em razão
    da unidade da pessoa, o que é próprio de uma natureza é às vezes, na
    Escritura, atribuído à pessoa denominada pela outra natureza.

    Cristo, com toda a certeza e eficazmente aplica e comunica a salvação a
    todos aqueles para os quais ele a adquiriu. Isto ele consegue, fazendo
    intercessão por eles e revelando-lhes na palavra e pela palavra os
    mistérios da salvação, persuadindo-os eficazmente pelo seu Espírito a
    crer e a obedecer, dirigindo os corações deles pela sua palavra e pelo
    seu onipotente poder e sabedoria, da maneira e pelos meios mais
    conformes com a sua admirável e inescrutável dispensação.

    Rev Marcio Tenponi Pacheco

      Data/hora atual: Ter 22 Maio 2012, 07:47