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    A Beleza da Festa do Shabat

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    Hernandobh
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    A Beleza da Festa do Shabat

    Mensagem por Hernandobh em Seg 14 Set 2009, 21:21

    A BELEZA DA FESTA DO SHABAT (SÁBADO)
    Por Marcelo Miranda Guimarães


    Quem já visitou a Terra Santa e lá passou um dia de Shabat sabe como é
    profundo e significativo este dia para o povo judeu, o povo da Bíblia.

    Mas, quanta confusão e polêmica têm ocorrido em relação à observância e a
    guarda do Sábado, desde a época de Jesus. Quantas doutrinas, seitas e
    divergências surgiram em decorrência deste tema. Afinal, têm os judeus razão
    quando observam o Sábado, o dia de descanso, como um dos Dez
    Mandamentos do Senhor entregues a Moisés no Monte Sinai? Pode um
    cristão, debaixo da graça, não-judeu, guardar ou observar o Sábado? Se, sim,
    como guardar o shabat?
    (Antes de responder essas perguntas, gostaria de ressaltar que minha intenção
    com este artigo é simplesmente abordar o assunto dentro das Escrituras, de
    uma maneira imparcial, sem contudo, impor a ninguém uma doutrina para a
    guarda do sábado. Que o leitor abra o seu coração e julgue o texto abaixo,
    com amor).

    Como veremos a seguir, Jesus e seus apóstolos judeus bem como a
    Igreja gentílica dos primeiros séculos guardavam o sábado conforme as
    Escrituras. Mas, por que então os cristãos deixaram de obedecer este
    quarto mandamento?
    Um pequeno resumo precisamos fazer para conhecer um pouco dessa história.

    - No ano 321d.C. O imperador Constantino declara a “Venerabili die solis”(
    “O venerável dia do Sol” que era considerado com deus – até nos dias hoje
    este dia é assim chamado de “dia do sol”, como Sunday em inglês, Sontag em
    alemão e em outras línguas também. Em português optou-se pelo latim,
    “Dominus Dei”, ou seja, Dia do Senhor);
    - No ano 336 d.C. i Concílio de Laodicéia decreta a mudança do sábado para
    o domingo;
    - No ano 386 Graciano, Valentiniano e Teodósio exigem que se fizessem
    negócios no sábado;
    -Em 416d.C. o Papa Inocêncio publica que os cristãos deveriam guardar e
    jejuar no domingo;
    - Em 538 d.C. o Concílio de Orleans reforça a guarda do domingo e
    finalmente no ano 590d.C. o Papa Gregório consolida por decreto a guarda do
    domingo e discrimina todo aquele que continuasse guardando o sábado.
    - Daí para frente, os cristãos gentios, deixaram de vez de guardar o sábado.
    - Lutero, como ex-sacerdote católico, no século XVI continuou convicto na
    guarda do domingo e assim até os dias de hoje, salvo pequenas exceções no
    meio judaico-cristão.

    O que diz a Bíblia sobre este dia?


    Primeiramente, o que quer dizer a palavra Sábado na língua hebraica ? A
    palavra “Shabat” significa, no hebraico, descansar, cessar. Como substantivo, quer dizer o dia da semana chamado Sábado, sendo o sétimo dia.
    É interessante observar outras palavras no hebraico que possuem a mesma
    raiz “sheb ou shab , que no hebraico representa-se pelas letras “shin”
    e “bet”( b) Assim, a palavra “sheva” significa o número sete; “Shibim”,
    setenta; “shebii”, “shevua” significa período de sete semanas ou Festa das
    sete semanas (Shavuot), ou também conhecida como a Festa de Pentecostes.
    O número sete, na Bíblia, aponta para algo que é perfeito, eterno, pleno,
    completo, absoluto. Desta raiz, advém, também, a palavra “shabá”, que
    significa jurar, conjurar.
    É interessante, também, notar que, na língua hebraica, muitos antônimos são
    formados pelo mesmo radical. Na minha opinião, dá a entender que possa ter
    havido um propósito divino em chamar nossa atenção para o sentido oposto.
    Assim, no hebraico, a palavra “shabar” significa comprar, adquirir, enquanto
    shabat significa descansar, parar, cessar algo que se estava fazendo;
    justamente o contrário de comprar, adquirir, trabalhar, verbos estes que
    denotam uma atividade dinâmica, e não de descanso, repouso.
    Ainda estudando a palavra “Shabat” no hebraico, gostaríamos de
    considerar, pelo menos, Treze boas razões pelas quais todos podemos
    celebrar o Shabat segundo a própria Bíblia:

    Em primeiro lugar, no Livro de Gênesis 2:3 diz o próprio D’us: ...
    “Abençoou D’us o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda
    a obra que criara e fizera...” Deste versículo, aprendemos que o shabat é um
    dia abençoado. Ou seja, abençoar na língua hebraica significa conceder
    autoridade e poder para que alguém seja bem sucedido e próspero, fecundo e
    fértil. Então, o shabat é um dia no qual recebemos esta bênção do próprio
    D’us;

    Segundo, é um dia santificado, ou seja, separado dos demais dias. Isto é, ele
    não foi feito para ser igual à segunda, terça ou quarta-feira, etc. A lembrança e o objetivo central quando lermos todos os versículos que mencionam o shabat é buscar e refletir a própria santidade de D’us. Afinal, fomos criados à Sua imagem e semelhança. Com isto, estamos proclamando, indiretamente, que reconhecemos pela fé que não viemos da evolução de um chipanzé, mas fomos criados por D’us sendo superior a todos os demais animais e por isso, reconhecemos o shabat como o dia do descanso de obras e seres que foram criados por D´us;

    Terceiro, é também um dia de descanso. Sabemos pelas Escrituras, que o
    homem é constituído de um espírito, alma e corpo. Sendo um dia de descanso
    após seis dias de trabalho, é lógico e claro que todos nós que trabalhamos
    estamos exaustos. Quer o trabalho que exige mais do corpo e dos músculos ou
    quer aquele tipo de trabalho que exige mais da alma ( mente, raciocínio) ou
    até aquele outro tipo de requer mais adrenalina e tensão, como um piloto de
    avião ou um controlador de vôo ou mesmo aquele estresse de um analista do
    mercado financeiro. Assim, D’us reservou um dia para este descanso pleno
    (qualidade de vida), no qual abstraímo-nos das atividades profissionais e nos
    concentramos na Palavra de D’us que nos alimenta o Espírito. Pois, pelo
    espírito tomamos consciência de D’us, pela alma do mundo psicológico e pelo
    corpo do mundo material. É como uma bateria de celular que necessita de
    tempo em tempo de ser recarregada. O homem precisa ser “recarregado” do
    Espírito de D’us. Quanta ansiedade, estresse e cansaços poderiam ser evitados
    se tirássemos um dia de descanso na semana? D´us incluiu nesse descanso até
    os animais domésticos para se beneficiarem dessa bênção, que zelo!

    Quarto, para nós messiânicos que cremos também no Novo Testamento,
    vemos os evangelistas judeus Mateus e Marcos afirmando que Yeshua, o
    Messias em sua primeira vinda, é o Senhor do Shabat. Mateus 12:8 diz:
    ...”Porque o filho do Homem até do shabat é Senhor...”No livro de Marcos
    Yeshua: ...”O sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa
    do sábado...”(Marcos 2:27-28). Só este motivo, Jesus, o Senhor do Shabat,
    guardando o shabat já seria para nós um bom exemplo. Ou seja, seguimos
    Aquele que é dono e que também quardava o shabat em obediência ao seu
    Pai. Jesus ensinava e corrigia o povo judeu quanto à maneira correta de
    guardar este dia de boa ação e alegria, abolindo todo e qualquer tipo de
    legalismo, tradicionalismo e má interpretação que alguns fariseus tinham ou
    faziam neste dia. Shabat não é para ser peso para o homem, uma proibição,
    mas uma revelação profunda da fé e do zelo para com as coisas do Nosso Pai,
    Nosso Rei, Avinu malkeinu.

    Quinto, no dia de shabat exercitamos nossa fé, pois cremos que D’us nos
    criou para que obedecer seus mandamentos. Assim, o sábado segundo as
    Escrituras, é um memorial da criação de toda a obra que D’us fizera. Isto é
    muito e muito lógico. O sábado assim, fala do passado, do presente e fala
    também do futuro, como veremos a seguir. D´us quer que entendamos este
    tempo Dele, pois o tempo é para nós. Ele não precisa de um tempo para a
    redenção de todas as coisas. Ele já determinou tudo e está no controle e
    soberania de todas as coisas.
    Em Êxodo 16:26-30, vemos mais detalhes do que relatamos até aqui, quando
    D’us enviava uma porção dobrada do pão (maná) no sexto dia para que o
    homem ficasse isento de recolher alimento no shabat e tivesse tempo de culto
    e adoração para Ele;

    Sexto, o shabat é o quarto mandamento ( mitzvot ) do decálogo dado por
    D’us. Mandamento é algo muito sério, pois a lei de D’us está sob a forma de
    mandamentos (mitzvot), estatutos (huquim) e ordenanças (mishpatim).
    Notemos que na língua hebraica há uma distinção bem diferenciada destas
    palavras e que elas não são meros sinônimos. Assim, enquanto o dízimo ou as
    festas bíblicas ou as regras alimentares estão na classificação de estatutos; as leis indenizatórias e trabalhistas são exemplos de ordenanças. Já o shabat está no contexto de um mandamento. Sempre há uma conseqüência quando
    falhamos com os mandamentos de D’us. Basta pensar um pouco nas pesadas
    conseqüências de quem mata, furta, adultera, etc. Isto também acontece para
    os estatutos e ordenanças, onde há também conseqüências, porém, bem mais
    brandas. Ou seja, deixamos simplesmente de receber bênçãos que D´us tem
    para todo aquele que obedece e cumpre a Palavra Dele;

    Sétimo, o Shabat é o dia da família estar reunida. Analisando o quarto
    mandamento, vemos: ...”Lembra-te do dia do sábado para o santificar...Neste dia não fareis trabalho algum, nem teu filho, nem tua filha,nem teu servo, nem teu animal, nem o estrangeiro...(Ex20:8-11). Estes versículos nos mostram que D’us quer toda a família reunida. Por isso, dizemos que o shabat também é o dia da família e daqueles que estão ao nosso redor. Com certeza, se toda família pudesse ter um dia reunião, comendo juntos à mesa, estaria muito melhor em termos de amor, bom relacionamento e união;

    Oitavo, sábado é um sinal de D’us com a Casa de Israel. Observemos o que
    diz o versículo abaixo: ...”Certamente guardareis os meus sábados;
    porquanto isto é um sinal entre Mim e vós pelas vossas gerações...Porque eu
    sou o Senhor que vos santifica...”( Ex 31:13). Vejam que tomar o shabat
    como um sinal só é válido para o povo judeu e não para o gentio crente.
    Há aqui um outro detalhe de suma importância. Em vários versículos da
    Bíblia que se referem ao sábado é usado o verbo “Shemar” no sentido de
    guardar, obedecendo este mandamento do shabat, referindo aos filhos de
    Israel, isto é, um mandamento dado ao povo hebreu como já dito. Por
    exemplo, o versículo citado acima. Mas, no decálogo, que foi dado também
    para toda humanidade, D’us emprega o verbo “Zacor” que quer dizer
    “Lembrar-se”. Assim, podemos dizer que D’us quer a humanidade
    lembrando do sábado, santificando-o e descansando nele. Mas, para o povo de
    Israel, além destes princípios, D’us quer que o sábado seja um SINAL do
    pacto eterno entre o povo hebreu e o próprio D’us. Lembremo-nos que por
    Cristo, os gentios foram enxertado neste Pacto;

    Nono, o Shabat é um dia festa e alegria. Isto mesmo, um dia de festa. Em
    Levítico 23:2-3 temos o shabat como uma festa semanal, porém uma convocação solene. Portanto, é uma festa de alegria e por isso, não se jejua no sábado (salvo exceções). Se temos uma dia dedicado para adorar, louvar, estudar a santa Palavra do Senhor, não pode haver espaço para nenhuma tristeza. Claro que isto não invalida que D´us seja adorado em qualquer outro dia da semana, mas no sábado, temos uma festa;

    Décimo, Yeshua, como bom judeu, zeloso para com a lei guardava o Shabat
    estudando as porções da Torá e os livros do Profeta ( Parashá e Haftará).
    Em Lucas 4: 16:17...”Chegando a Nazaré onde fora criado, entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler ( a Torá e a Haftará). Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías achou o lugar onde estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar as boas novas aos pobres...” ( Isaías 61:1)- Pela antiga tradição judaica bem antes de Yeshua, os judeus a cada sábado reuníam-se nas sinagogas para estudar a Parashiot ( as porções da Torá) e as Haftarot ( os textos dos profetas);

    Décimo-primeiro motivo pela qual guardamos o shabat é que os apóstolos e
    discípulos de Yeshua, judeus e não judeus guardavam e estudavam a Torá
    e a Haftará também e isto durou até o século VI d.C., quando o Papa católico
    Gregório aboliu de vez o shabat trocando-o por o domingo (“Dominus Dei”)
    “dia do Senhor”. Longos foram os anos para que se tirassem e abolissem a
    guarda do shabat no meio dos cristãos dos primeiros séculos.
    Vejamos, como exemplo, só dois textos de Atos dos Apóstolos. Paulo,
    estando em Antioquia ...”entrou numa sinagoga, no dia de sábado, sentaram-
    se. Depois de ler a Lei (Torá) e os Profetas (Haftarot), os chefes da
    sinagoga...”(At 13:14)...”quando foram saindo rogavam para que estas
    palavras fossem repetidas no sábado seguinte... No sábado seguinte reuniu-se
    quase toda a cidade...(At 13:42 e 44). Portanto, era costume da igreja
    primitiva guardar o sábado para estudar a Palavra de D’us, a Torá.
    Vejamos agora outro texto de Atos onde judeus e não judeus guardavam o
    shabat para estudar a palavra. Paulo estava em Corinto na Grécia... ele
    discutia todos os sábados na sinagoga e persuadia a judeus e gregos...”(
    At5os 18:4)
    Aqui mostra claramente judeus e gregos (gentios crentes) praticando a guarda
    do shabat;

    Décimo Segundo motivo para a guarda e observância do Shabat é para mim,
    uns dos grandes motivos, pois obedecer a guarda do shabat é um ATO
    PROFÉTICO, ou seja, um ato de fé, uma alusão ao reino milenar, o reino
    onde Yeshua, juntamente com judeus e gentios salvos, estarão reinando com o
    Rei dos reis. A palavra “ato profético” em si significa fazer algo por fé,
    simbolizando ou gerando a existência de algo. Por exemplo, quando fazemos
    a ceia com Pão e Vinho, estamos segundo o apóstolo Paulo dizendo que
    Yeshua morreu, ressuscitou e que Ele voltará. Ou seja, esta cerimônia é um
    bom exemplo do que é um ato de fé. Outro bom exemplo é a celebração das
    festas bíblicas, pois se extrairmos delas a fé, as mesmas não teriam sentido
    algum para nós e não passariam de um simples memorial. O Texto de
    Hebreus diz: ...”Portanto, resta ainda um repouso shabático para o povo de
    D’us...”( Hb 4:9). O contexto fala do descanso, do reino de D’us chagado à
    terra através da segunda vinda do Messias Yeshua. No livro de Apocalipse
    (19:7 e 20:6) falam deste milênio e deste reino.
    O autor de Hebreus ainda nos exorta a nos esforçarmos para entrar neste
    descanso (shabat) do Senhor.


    Se compararmos o shabat com a Lei do dízimo (um estatuto), veremos que
    esta aparece em todo o Antigo Testamento, mas não está ordenado ou
    endossado no Novo Testamento como Lei, mas simplesmente como bênção
    para quem é fiel e obediente à este bom e eficaz estatuto. É um ato de amor. O
    dízimo é um estatuto judaico muito bem entendido pelos crentes em Jesus e
    tal entendimento é muito bom. Mas, se analisarmos bem o mandamento (
    Mitzvá) do shabat, veremos que o Shabat foi nos dado antes a Lei, durante o
    período da Lei, após a Lei (Isaías 56 é um bom exemplo dos estrangeiros
    entre os judeus guardando o shabat e recebendo bênçãos) e, mais importante
    ainda, no Novo Testamento, onde há mais citações sobre o shabat do que o
    Antigo e, isto nos prova, a confirmação do propósito de D’us para que todos
    nós cresçamos em fé e em verdade, profetizando juntos, “Os dias vindouros”
    (Acharit Haamim), quando todos os eleitos estaremos na presença do Senhor.

    Décimo Terceiro motivo, poderia dizer, que pelo fato de Jesus tem
    ressuscitado no domingo, no primeiro dia da semana, não é argumento válido
    para anular mais de centenas de citações que a bíblia menciona sobre o
    shabat. Yeshua, não poderia ressuscitar, como judeu, num dia sábado, de
    descanso absoluto para os judeus. Ninguém saía de suas casas. Assim, Yeshua
    foi obediente até nisso, quando ressurgiu no primeiro dia da semana. Seria
    muito estranho um filho tão obediente, com a mesma natureza divina, mudar
    um mandamento ou qualquer outro ordenado por Seu Pai. Não seria?

    Que cada um de nós crentes em Jesus, judeus ou não, possamos ter um
    entendimento mais pleno e completo do dia do Senhor, não com legalismos,
    proibições ou por tradições, mas por revelação. Quem não tem a revelação do
    shabat, não merece as bênçãos do shabat, dizem os sábios estudiosos da
    bíblia.
    Que cada um possa receber com amor este ensinamento bíblico que foi tirado
    do nosso meio por decreto, mas que ele volte rápido, mas não por um outro
    decreto humano, mas sim, como revelação e amor do que ele representa: a
    história passada, presente e futura da redenção total do homem e a chegada do
    Messias e do Reino de D´us. É disso tudo é que fala o Shabat.

    Marcelo Miranda Guimarães
    Engenheiro, teólogo, escritor e fundador do Ministério Ensinando de Sião e
    da Congregação Judaico-Messiânica Har Tzion de Belo Horizonte.
    siao@ensinandodesiao.org.br
    www.ensinandodesiao.org.br

      Data/hora atual: Ter 22 Maio 2012, 07:26