Shalom Pereira, obrigado pelas bençãos, idem!
Meu irmão ao dizer que acredita os “que não reconhecem os nomes hebraicos invocando para salvação estejam necessitados de salvação”, você ou o movimento se põe em um lugar muito alto. Alguém disse que a pronúncia é X, alguns acreditaram e a partir daí condenaram o resto. Huuummm! Isto é temerário (Tg. 4.12). É anular o sacrifício de Cristo em favor de uma pronúncia que é apenas hipotética. Mas, é como eu já falei há corações para todo tipo de fé. Mesmo que a Bíblia não diga que devemos crer em nomes pronunciados em hebraico, o movimento, tal qual qualquer outra religião, elegeu seu paradigma, e assim o defende, condenando aos outros.
Querido irmão eu também não “tenho a idéia ilusória de que todas as religiões levam ao Altíssimo”, apenas não acredito que o grupo ao qual pertenço seja o único que leva alguém ao Altíssimo (já pensei assim, mas religiões como o movimento do NOME, me ensinam quão errado é esse pensamento de exclusividade). Assim pensaram os discípulos Mc. 9.38 “E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue.” (“nome” pronúncia ou “nome” autoridade?).
Voce disse: “QUEM CRER SERÁ SALVO – QUEM NÃO CRER JÁ ESTÁ CONDENADO”, mas crer em quê? Na forma Batista de crer, na forma Assembleiana de crer, na forma Adventista de crer, na forma “yaohushiana” de crer …. Todas usam e dizem seguir a Bíblia. Você sabe, muitas religiões alegam ser a verdadeira porque receberam uma revelação especial. Os que adotam o nome Yaohushua condenam todos por causa da pronúncia. Mas, parece ser, na prática, mais uma desses grupos de “revelação especial”, pois, infelizmente arroga para si ser o único certo, e elegeu como bandeira a pronúncia. Se fosse inconteste tal pronúncia talvez se pudesse reivindicar alguma coisa, mas não é, pelo contrário é gramaticalmente contestável e historicamente inseguro. Dois são os problemas do movimento, primeiro a pronúncia que precisa ser provada de forma inconteste também no campo acadêmico e segundo porque mesmo se fosse verdadeira precisaria ser provado que ao referenciar o NOME o versos bíblicos estivessem falando da pronúncia e não do poderia da pessoa pelo qual ele é referenciado.
Será que se um não crente disser Deus (Ulhim) é bom, eu devo dizer que ele está errado e mentindo por causa disso. Amado, a verdade não pertence ao homem ou a algum grupo, ela simplesmente existe por si só, independente de quem a diga. Qual a razão fundamentada para se acreditar na pronúncia que você defende e não acreditar na daqueles sites que eu citei?
A propósito, quando aos sites, fiquei extremamente admirado que como a reivindicação de restauradores do NOME você e/ou o movimento questione aqueles que “negam” a trindade. Eu sugiro que você faça um trabalho de pesquisa sobre a origem da trindade no seio cristão, não estou nem dizendo um comparativo com o paganismo, estou dizendo desde as primeiras citações até a “outorgação”/homologação do dogma.
Amado irmão quando citei as formas com as quais sou conhecido, ai até faltou como minha mãe me chamava Julho e às vezes Zé (esse último não sei o por quê. Rsrs), mas nem me passou pela cabeça a comparação dos nomes terrenos com o Eterno, apenas quis mostrar e parece que não fui entendido é que sendo o que sou, limitado na minha insignificância, não tenho a mínima dificuldade de saber quando uma pessoa se dirige a mim, mesmo quando não usa o meu nome exato, porque ELE se perderia nessa questão e se confundiria ou mesmo negaria os ouvidos, sendo ELE conhecedor e esquadrinhador do coração e dos rins, quando alguém se direcionasse a ELE mesmo o chamado por nome diferente daquele que você adota como verdadeiro. Parece que quem colocou essa barreira entre seus filhos e o Eterno, não foi o próprio Eterno. A “barreira” surgiu apenas há alguns anos.
Irmão dizer que Jesus é uma entidade, igual a Zeus e Tupã é por tua conta e risco. De qualquer forma a contradição continua. Que entendo, partiu da premissa errada defendida nas linhas anteriores de tuas postagens. Mais uma vez achei curioso você dizer “NÃO foi por que aprendemos dos jude-s” e ai eu pergunto: E que Deus (Ulhim) é “três” (a trindade) você aprendeu de qual judeu? (essa não precisa responder senão vai sair do escopo do tópico

).
A tua citação de Mc. 7.7 pode ser tomada para dizer que você ou o movimento criou uma tradição em torno de uma pronúncia “Yaohu” e negou a Yahweh. Quantas religiões não usam esse mesmo verso para validar seus credos? Os Tjs usam muito e eles surgiram no Sec. XIX, de modo que a tua aplicação desse verso em defesa do teu argumento não tempo o peso reivindicado.
Não irmão, eu não disse que Baal é uma palavra de origem hebraica, por isso lá na postagem eu disse: “é uma palavra semítica”, mas que é também hebraico, como de fato é, e assim é identificada nos dicionários. Atente que Baal (hebraico) e Bel (acádio) são cognatas e significam a mesma coisa mas se pronunciam diferentemente.
Lembra que lá eu disse: “A questão levantada pelo profeta aqui parece clara; é a distinção de a quem se deve dirigir e não a pronúncia de um ou de outro” e isso se vê confirmado em, por exemplo, Os. 2.18-20 onde Baal é título aplicado a Yahweh (Yaohu).
O irmão pode mostrar onde está Olurum e Tupã na Bíblia?
A finalidade da fé é a obra, sem obra a fé é morta! Tg. 2.20.
Rm. 10.13-15, se invocar o nome de Yahweh (Yaohu) é a pronúncia e não o seu poder, aquilo que ELE ensina e representa, então, forçosamente um mudo convertido está condenado, pois tem a perfeita compreensão de como deve agir e o que fazer, mas jamais pronunciará um único nome na terra, nem com sua boca poderá confessar. Irmão invocar e confessar o NOME nada tem haver com pronúncia. Infelizmente essa idéia está muito condicionada na mente do irmão para que você possa perceber o real significa dos versículos que usam a expressão “nome”. Por exemplo um adventista, via de regra, vê na palavra “mandamento” a expressão “dez mandamentos” e você vê em “nome” a expressão “pronúncia do nome”. É uma pena que o sentido dos versos sejam depreciados por causa do imediatismo de se achar que é da pronúncia que se está falando.
A minha pergunta sobre quem defende a pronúncia você respondeu: “Os nomes dos profetas. O nome do povo, o nome da Cidade. Muito tempo antes do novo testamento existir bem como muito tempo antes do AT ser escrito estes nomes já eram conhecidos.” Você citou ULISHUA, então, quem defende essa pronuncia fora do movimento? E, existe comprovação da seqüência história da manutenção dessa pronúncia dos tempos bíblicos até os dias de hoje?
Pensei que Eliseu se pronunciasse Eliseu e não “Elizeus” e Zeta e Sigma são letras diferentes na língua grega não somente na grafia, mas no som. “seu” é alguma abreviação ou indicativo comprovado de “Zeus”?
Irmão eu também sou contra a omissão de Yahweh em nossas Bíblias, mas lamento que a santificação do nome, na sua visão, tenha haver com a pronúncia. Chega a ser impressionante a privação de entendimento que isso gera. Santificar o nome é a santificação da pronúncia (???).
“Por que o Nome do Altíssimo aparece de maneira tão diferente nessas versões? É o Nome d´Ele SENHOR, Deus, Yahweh ou Jehovah ? Ou são todos eles aceitáveis? Ou estariam todos errados?” E eu reescreveria “É o Nome d´Ele SENHOR, Deus, Yahweh, Jehovah ou Yaohu ?...”
Mais uma vez..... Is. 52.5 “o meu nome é blasfemado...” Será que a blasfêmia de que fala o capítulo, o livro e toda a Bíblia é a mudança da pronúncia. Realmente lamento irmão. O que me cabe é respeitar como você vê as coisas. Veja que até mesmo em Jr. 20.9 que você mesmo referenciou, a primeira citação é o da pessoa “não me lembrarei mais dele” e somente depois se fala em não citar o nome.
Se houver tempo na próxima semana posto algo sobre como se chegou a escrita grega Iesous a partir do hebraico.
Shalom!
Valodmiro.